Um desejo da força

1 Quando algo termina, algo novo começa


Notas iniciais
Primeira fanfic ever,perdoa qualquer erro ai tiu.

Anakin estava deitado em seus aposentos no templo jedi. A janela exibia um clima chuvoso nas ruas da cidade, um clima triste que ironicamente estava combinando com o ele. Em suas mãos estavam peças aleatórias de um dispositivo que nem ele sabia o que viria a ser. Mesmo tentando ao máximo esquecer as palavras de Padmé ele não conseguia, seus treinos com sabre, a meditação e até a emoção de uma luta já não o interessavam mais. “Isso não está dando certo ani” disse Padmé com um olhar perdido, claramente não querendo encarar o jedi na sua frente. Anakin ouvia as palavras dela com atenção, mas ainda incrédulo, sua vontade era de gritar para todo o senado, não, para toda a galáxia que ele ama aquela mulher, acabar com as mentiras e viver uma longa vida ao lado dela. Quando o jedi recebeu a ligação de sua amada ele esperava tudo, menos aquelas palavras. No próprio caminho para encontrá-la, já estava planejando um provável jantar romântico, mas notou também que havia senadores e auxiliares em grande correria. ”A reunião no senado deve ter sido bem complicada.” Pensou o jedi. “Espero que não tenha afetado Padmé”. Se Anakin estivesse em seu juízo perfeito teria juntado os pontos das situações e notado que o que Padmé dizia podia estar sendo causado por isso, mas se tinha algo que Skywalker não é seria paciente. Seus sentimentos estavam no mínimo confusos. “Como não está dando mais certo? ”, perguntava o jedi,”Foi algo que eu fiz?”. Padmé se senta na cadeira de sua sala e coloca as duas mãos em seu rosto, provavelmente escondendo possíveis lagrimas. “Não é nada com você ani, vai muito mais além disso.”Nesse momento ela tira as mãos do rosto e encara Anakin, olhando diretamente em seus olhos. “Eu já não aquento mais essa situação. Ter que esconder que estou com você, ao mesmo tempo que estamos vivendo essa guerra isso é demais para todos nois.” O choque dessas palavras estava quase o transformando novamente em uma criança. Queria gritar e espernear, queria... “Mestre? Está acordado?”, uma voz feminina indaga. Nesse momento o jedi acorda de seus devaneios, e mesmo não querendo falar com ninguém faz um esforço, e levanta para abrir a porta. A imagem de sua aprendiz lhe aparece, Ashoka tano exibia uma feição impaciente, é, nesse quesito mestre a aluna eram muito iguais. “Até que enfim te achei!” Ela exclama. “Te procurei por todo o templo.” Ela parecia bem empolgada, mas só durou até ela notar a cara de seu mestre. “Algo de errado?” , ela pergunta visivelmente preocupada. Devido as notícias de mais cedo Anakin demorou para notar a pergunta, mas logo tentou mostrar uma feição mais relaxada. “Nada abusada, só estou um pouco cansado”, falou com um sorriso fraco. Ashoka nota a mudança estranha no humor de seu mestre, mas decidiu falar nada. Conhecia Anakin e sabia que ele não era de se abrir muito. “Então?” , perguntou o jovem jedi, “Porque estava me procurando?”, A padawn demorou um pouco para responder, ainda analisando o seu mestre, mas ao perceber o olhar impaciente dele logo se prontificou. “As modificações que você fez no estilo ataru foram muito bem-vindas, mas ainda assim, sinto uma dificuldade contra o makashi.” Nessa última sentença, Skywalker se surpreende. “O único que é uma real ameaça com essa forma é dookan que mal aparece na guerra.” Com essa última afirmação, o jedi esperava convencer a aprendiz a deixar essa questão de lado. Normalmente ele estaria empolgado para ensinar algo novo a ela, mas agora não se sentia disposto para nada. “Não fale como se tivesse algo melhor para fazer, Skyfora.” Comentou com um sorriso sínico no rosto. “Sua aprendiz está precisando de suas lições.” Completou cruzando os braços e virando a cara, mas deixando um riso de lado escapar. Anakin não sabe o porquê, mas achou essa cena bem fofa. Com esse pensamento ele concluiu que não estava em seu juízo perfeito. “Ok!” Exclamou com um tom derrotado. “Vamos melhorar sua forma de combate. Mas está me devendo um belo jantar na melhor cantina.” Com isso Ashoka descruza os braços, e estende a mão. “Feito.” Afirma ela com mais sorrisos, enquanto aperta a mão de seu mestre.

A caminhada até a sala de treinamento é bem agradável, o templo jedi tem essa energia de paz e tranquilidade, somente o simples olhar nas paredes dos salões da ordem já eram o bastante para trazer muitas memorias. “Esse lugar sempre me foi acolhedor.” Ashoka olha para seu mestre, estranhando o tipo de comentário. “A paz que o templo exala chega a ser quase tocável, todos esses jedi preparados para trazer a paz para toda a galáxia, bem, pelo menos era para ser assim.” Nisso ele dá um suspiro antes de continuar. “Maldita guerra.” O olhar de Anakin exalava raiva, mas ele sabia que não era pelo conflito, claro, sentia uma raiva interna pelas vidas que eram tomadas pelas batalhas, mas Padmé o abandonando ainda não tinha sido superado, e ele sabia que nunca seria. “Está tudo bem mestre?” A padawan pergunta preocupada, mas ainda sim com um certo tom de repreensão, afinal raiva não era um sentimento bem-vindo entre a ordem. “Está sim Ashoka, é só que...” O jedi pensa se deve continuar, se abrir nunca foi uma rotina que ele tinha com ninguém além de sua amada. Sua boca não dá a sua mente tempo para pensar e continua a conversa. “Já teve a sensação de que tudo que você fez e o que está fazendo está sendo em vão? Que uma decisão errada e todo o seu caminho não valeu a pena?” A pequena olha para os mestres e aprendizes passando, então olha para Skywalker e começa. “Já tive e sei que ainda terei. Para mim isso é um sentimento natural, afinal somos mortais e errar é comum para todos.” Ela dá uma pausa e decide olhar diretamente para Anakin. “E aprender a superar essa sensação é algo que todos devem fazer, nada é em vão, tudo o que fazemos tem uma consequência, ações boas com você podem gerar consequências ruim e ações ruins o contrário. É tudo...” “A vontade da força.” Ashoka estranha a interrupção, mas logo sorri e continua. “Sim, a vontade da força.” Nesse momento a caminhada para, e a padawan nota que eles chegaram nos jardins do templo e que ele está estranhamente vazio. “Talvez você esteja certa abusada, talvez tudo isso seja a vontade da força, mas o que eu quero fazer agora eu te garanto que não é só a vontade dela.” A aprendiz nem tem tempo de responder, pois é envolvida nos braços de seu mestre. Nesses dois anos que se conhecem ela podia contar no dedo quantas vezes isso aconteceu, mas igual a todas as vezes ela sentiu a segurança e o calor aconchegante de uma fogueira. Ela envolve os seus braços no corpo dele, com isso sentindo muitas coisas, a respiração morna em seu pescoço, os batimentos acelerados que logo começavam a sincronizar com os seus e muitas outras coisas que ela não conseguia explicar. “Eu não entendo isso que estou sentindo Ashoka, mas eu entendo algo, que você nunca vai me abandonar, mas mesmo assim eu preciso ouvir, por favor abusada me prometa que não vai me abandonar” As palavras de seu mestre eram quase um sussurro, mas ela ouviu perfeitamente. O choque dessas palavras foi logo substituído por um sorriso. “Eu nunca vou te abandonar ani, nunca.”

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