Um conto pós A Escolha
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Maxon fez sinal aos músicos para que eles pudessem se organizar para tocar a música que dançaríamos, e todos ao redor do salão se afastavam para que todos pudessem apreciar nossa dança. Eu estava ansiosa, mas sempre que olhava para o sorriso que ele mantinha em seu rosto, eu sentia nele o meu porto seguro, e a sensação era muito boa mesmo. O maestro chamou a atenção de todos para que os desatentos pudessem prestar atenção e para que houvesse silêncio no salão. Maxon me fez uma leve reverência estendendo a mão para mim, que retribui o gesto e lhe dei a minha mão para que pudéssemos iniciar a dança. Ele segurou a minha mão direita em uma altura um pouco abaixo dos meus ombros, segurou firmemente a minha cintura com a sua mão esquerda, juntando seu corpo no meu. Apoiei minha mão esquerda em seu ombro esquerdo, olhando firmemente em seus olhos com um sorriso nos olhos. Começamos a deslizar pelo salão, parecíamos estar dançando entre as nuvens, e todos aqueles olhares sobre nós pareciam nem existir enquanto dançávamos. Maxon me guiava pelo salão, me rodando e sempre se mostrando seguro. Havia sintonia em nossa dança, mas não apenas em nossa dança, a nossos olhares, a nossa vida estava em total sintonia, ele sabia o que estava pensando apenas olhando para os meus olhos e sempre dava o seu melhor por mim. Não só os convidados ficaram encantados com nossa dança, mas nós também estávamos. No final da nossa dança Maxon me deu um beijo na minha testa e disse:
—Você dançou maravilhosamente bem América. – Apenas sorri com o elogio, e com os aplausos de todos que estavam ao nosso redor. Logo os músicos continuaram a sequência de músicas para que diversos casais pudessem preencher o vazio da pista de dança, e para que enfim pudéssemos ficar a sós, já que estávamos cumprimentando todos os convidados desde o início da festa. Maxon me convidou para nos sentarmos na mesa real e pudéssemos conversar um pouco.
—Esse com certeza é o melhor dia da minha vida!
—Pensei que fosse o dia em que eu lhe revelei que realmente nos casaríamos.- Maxon disse sarcástico, dei risadinhas e respondi.
—Não seja bobinho, meu Majestoso Marido. – Disse apertando levemente as suas bochechas, o que pela primeira vez o fez corar naquela noite. Talvez esse tenha sido o movimento mais claro de intimidade que tivemos naquela noite, e ri ao vê-lo nessa situação. Apenas virei para frente e preferi deixar ele com aquele olhar tímido. Resolvi então introduzir um novo assunto. – E você como está se sentindo Maxon? – Disse com uma expressão de interessada em sua resposta. Ele logo procurou se recompor para me responder.
—Ansioso. – Maxon disse com a expressão rígida e completou sua fala pegando a minha mão –mas estou muito feliz. Hoje começamos uma história casados e um reinado. Estou ansioso em te fazer a mulher mais feliz do mundo, quero te bajular e te dar até mesmo o que você nem sabia que queria. Quero ser um ótimo marido, amigo e Rei. Tenho tanta sorte em ter você, minha Rainha. – Maxon disse passando as mãos pelos meus cabelos que já estavam soltos.
—Majestades. –Disse um guarda fazendo reverência. -Desculpe-me a interrupção, mas a mãe da vossa Majestade está a sua espera em sua mesa. Disse que é urgente, e me pediu para que solicitasse a vossa presença. Licença Majestades. – Disse fazendo um leve movimento com a cabeça e se retirou.
—Eu vou lhe acompanhar, pode ser algo importante. – Maxon disse com um olhar aflito e preocupado, porém confiante e eu apenas assenti. Ele se levantou e me deu a mão para me acompanhar. Estávamos curiosos para saber do que se tratava a urgência que o guarda tinha se referido. Ao nos aproximar da mesa, pude ver os olhinhos de sono de Gerard e May, embora ambos estivessem encantados com o palácio, estavam visivelmente cansados. Minha mãe logo se aproximou.
—América minha filha, receio ter que me retirar de sua recepção. Como pôde notar, os meninos estão com sono e quero coloca-los para dormir como de costume. Presumo que May e Gerard iram explorar várias coisas novas, e não queria ser indelicada de ir embora sem me despedir de vocês. – Disse segurando em nossas mãos. – Como disse, desejo que vocês sejam imensamente felizes, como eu fui com o seu pai – pude notar um leve ar de tristeza em sua voz, que logo foi embora – ou como os seus pais Maxon – disse sorrindo para ele – melhor, espero que sejam muito mais feliz que nós fomos em nossos casamentos! – Disse abrindo um sorriso largo em seu rosto. –Espero que não fiquem chateados, e sinceramente, esperava que vocês também já tivessem se retirado da festa, já que há tão poucos convidados. Maxon, meu querido, espero que você cuide muito bem da minha princesinha, ou melhor da Rainha de Illéa. – Disse me olhando com orgulho e satisfação.
—Tudo bem Senhora Singer, nós também já estamos quase de saída. E por favor, venha sempre nos visitar e se sinta à vontade a vir sempre no palácio.
—Por favor mãe, venha sempre mesmo. – Eu disse completando a fala de Maxon.
—Maxon, meu genro, por favor, apenas Magda. – disse se retirando, quando se virou rapidamente e disse – e vocês dois por favor, não demorem tanto para ir também. – apenas sorrimos tímidos.
—Deseja se retirar, Minha Rainha? – Maxon disse com o mesmo olhar malicioso de antes, o que me deu a ideia de apenas retribuir o sorriso respondendo positivamente com a cabeça para em seguida segurar a sua mão para nos retirarmos.
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—Espero que você goste mais desse quarto do que gostou do de princesa, pois esse vai ser o seu quarto, ou melhor o nosso quarto até o último dia das nossas vidas. Procurei deixar de um jeito apropriado, suas criadas me ajudaram, eu assumo. Ao abrir essa porta eu realmente espero que você goste muito do quarto, mas também do início de nossas vidas juntos, por isso eu lhe pergunto América, Minha Rainha, podemos entrar em nosso quarto, meu amor? – O seu olhar era terno e apreensivo, ambos estávamos nervosos e eu estava ansiosa para ver o quarto que Maxon havia preparado, ele sempre havia feito suspense sobre o nosso quarto. A porta era alta com detalhes dourados, dando um ar muito elegante. Havia uma pequena sala a frente da porta do nosso quarto. Era muito aconchegante e as poltronas pareciam confortáveis, havia uma janela que dava a vista de uma pequena parte do jardim real. Percebi que na sala não havia soldados naquele momento, e imaginei que eles fariam a guarda de nosso quarto aqui.
—Por favor, estou ansiosíssima Maxon. – Disse segurando firmemente a sua mão. Ele tocou a maçaneta, voltando seu olhar para mim mordendo os lábios com expressões tensas. O quarto era imensamente grande e gracioso. Logo na entrada no lado direito havia um móvel com um vaso de flores no corredor da porta que dava entrada ao quarto em si. Havia uma pequena mesa com dois assentos do lado esquerdo do quarto em frente uma linda lareira. Acima da lareira, havia um grande quadro da foto que havíamos tirado logo no princípio da seleção, a mesma foto em que vira em uma revista tempos atrás. Olhando mais adiante do lado direito da mesa, haviam dois pequenos sofás com uma televisão a sua frente, fiquei encantada por cada detalhe. Do outro lado do quarto havia uma mesa grande que dava a impressão de ser um escritório improvisado, com dois assentos, que me dera a ideia de que pudéssemos eventualmente trabalhar ali. Um pouco a frente, havia um mural de fotos, parecido com o que eu havia visto no quarto de Maxon. No meio havia uma cama enorme muito bonita, torneada na madeira com detalhes dourados e alguns tons de azul. Não contive a curiosidade e fui observar as fotos que haviam no mural, Maxon logo me seguiu.
—Você havia me pedido um mural, se recorda? –Disse com um ar de satisfação, me colocando a sua frente me envolvendo com seus braços fortes. Eu podia sentir a sua respiração em meu pescoço de tão próximos que estávamos. Sua respiração estava tão forte quanto a minha.
—As fotos estão lindas Maxon.... Eu amei, muito obrigada. – Falei me voltando para ele envolvendo meus braços em seu pescoço, e ele envolveu seus braços em minha cintura e me beijou. Seu beijo era incrivelmente envolvente, lento, mas não muito. Suas mãos acariciavam minha cintura, e aquilo me causava um frio na barriga. Maxon me trazia cada vez para mais para mais próxima de si, como se quisesse fundir os nossos corpos em um só. O beijo era doce e apaixonado, o seu gosto de menta era único, pude sentir as mãos de Maxon tocarem o zíper do meu vestido, que por impulso disse:
—Posso? –Eu não tinha forças para responder, então por impulso eu apenas comecei a tirar o seu paletó, eu tinha urgência em tocar o seu peitoral nu outra vez. Ele apenas sorriu, me ajudando a retirá-lo. Quando por fim ele tirou a sua camisa, eu só pude apoiar minhas mãos em seu peito admirando tamanha beleza. Mordi os lábios e me virei de costas para que ele pudesse abrir o zíper de meu vestido. Puxei o cabelo para o lado direito, e me arrepiei ao sentir beijinhos no meu pescoço e as mãos apressadas de Maxon tentarem abrir o zíper do meu vestido. – Perdoe-me América, eu não tenho tanta experiência em abrir vestidos. –Falou com um ar apreensivo e suas mãos nervosas por abrir o vestido não pararam até por fim conseguir abrir. Quando ele abriu o zíper, o vestido escorregou pelos meus ombros revelando meu lingerie vermelho, me virei para ele que estava com uma expressão de maravilhado. Maxon por impulso viera para cima de mim, me imprensando sobre a parede beijando o meu pescoço e deslizando as suas mãos sobre todo o meu corpo. Sentia arrepios ao sentir cada canto do meu corpo ser tocado pelas mãos de Maxon. Maxon me beijava com intensidade e parecia passear com prazer com as mãos pelo meu corpo. Queria proporcionar a mesma sensação que sentia por dentro, uma necessidade de ter o seu corpo colado ao meu, agarrei a sua calça com a necessidade de retira-la. Maxon sorriu de canto e me deixou retirar a sua calça. Estávamos apenas de peças intimas e sentíamos uma enorme necessidade de aproximação. Pude sentir o seu órgão rígido. Maxon me pegara em seus braços, me permitindo envolver minhas pernas em sua cintura e me colocara na cama enquanto beijava meu pescoço enquanto abria o meu sutiã. Quando me vi livre do sutiã, percebi que ele apenas apreciava o que via em sua frente e procurava guardar cada detalhe em sua memória. Apenas começou um novo beijo enquanto apertava os meus seios, o que me causava arrepios e me provocava leves gemidos. Descera com seus beijinhos até os meus seios, onde a cada toque de seus lábios eu me contorcia por completo, resolveu então descer com seus lábios até a minha barriga. Eu só conseguia me contorcer sobre a cama e sentir sensações que jamais sentira na vida. Deu uma pequena pausa e me olhara nos olhos, como se estivesse procurando algum tipo de aprovação e imediatamente começou a retirar a minha calcinha a jogando no chão. Maxon me olhara fundo em meus olhos sorrindo maliciosamente, como se estivesse satisfeito com todas as reações que me causara. Quando me contorci como jamais havia me contorcido. Sentia a língua de Maxon passear por todo o meu órgão me causando arrepios e gemidos, a sensação era única e eu me sentia totalmente rendida a ele, e necessitada a ele. Quando por fim descobriu cada milímetro do meu órgão Maxon, retirara a sua cueca e me penetrara enquanto segurava as minhas mãos. Não pude evitar um leve grito seguido de gemidos ao sentir sua penetração. Foi desconfortante no início, embora ele houvesse penetrado com calma, o seu órgão me cortava por dentro me causando fortes sensações. Quando por fim ele se encontrava totalmente dentro de mim, pude senti-lo mexer e remexer dentro de mim, o que nos fazia gemer de tanto prazer. O meu amor por Maxon só crescia naquele momento, eu me tornara sua e de mais ninguém, ele parecia entrar e sair de dentro de mim quando me beijou e sussurrou ao meu ouvido:
—Eu te amo mais que tudo América Schreave. – Queria poder ser capaz de responder a ele o quanto o amava também, mas apenas gemi ao sentir que havíamos chegado em total sintonia no clímax do nosso amor. Fui privilegiada em ainda ouvir os gemidos de Maxon em meu ouvido. Ao gozarmos juntos, ele apenas se deitou ao meu lado parecendo exausto e só consegui me sentir da mesma maneira. Estava me sentindo a mulher mais feliz do mundo. Maxon me abraçara com os nossos corpos nus, me encarando firmemente nos olhos enquanto acariciava meus cabelos. Não precisamos dizer nada para que entendêssemos que ambos estavam incrivelmente felizes e realizados. A melhor sensação que havia sentido em minha vida, foi me sentir preenchida pelo meu marido, e eu queria aquilo em minha vida todos os dias, eu queria Maxon todos os dias da minha vida. –Espero não ter machucado você, minha querida.
Apenas neguei com a cabeça e me aconcheguei em seu peitoral dando um beijinho, me voltando para o seu rosto e disse:
—Eu te amo Maxon. Amo mais que tudo. Te amo mais do que você imagina.
—Eu também te amo muito, minha pequena. – Disse me dando um beijo na testa. Me sentia tão feliz que não queria sair de seus braços nunca mais na minha vida, queria sentir as suas mãos passearem por meu corpo inúmeras vezes, queria me sentir “completa” mais uma vez, queria sentir aquilo todos os dias, então o beijei e disse: — Eu quero de novo.
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