Um clichê

6 Já vi que vai ser um problema


O jardim era lindo! Tinha todo o tipo de flor que você possa imaginar, tinha rosas brancas, amarelas, rosas, vermelhas, azuis e acho que até pretas! Tinha tulipas, margaridas (minhas preferidas), brinco-de-princesa e muitas outras. Pra começar assim que você entra no jardim tem um arco enorme de rosas amarelas, em seguida um corretor com várias curvas, uma plaquinha com uma flor especifica em cada curva e se você seguir reto vai encontrar três estufas. A primeira é para os legumes, a segunda para as verduras e a terceira para as frutas. Os arbustos formam “estátuas” e eles colocaram as flores em tal parte para completar a estátua.

— AI SENHOR ME SEGURE! – Gritei no automático.

— Meu Deus Sabrina, fala baixo! Logo você que está costumada a cabular aula! – Carol me repreendia

— Desculpa, foi sem querer... JESUS tem uma fonte no centro!

— Sabrina!!

— Ok entendi. Gabi vem comigo – Eu disse puxando-a comigo para o caminho das margaridas, porém a Gabi foi puxada de volta.

— A Gabi vem comigo! Para o caminho das rosas vermelhas Gabi.

— Você não manda nela.

— Você também não.

— Ela só está aqui porque EU gritei para se sentar com a gente.

— Escandalosa como sempre né – Carol falava com um ar de superioridade enquanto revirava os olhos.

— GABI! – Gritamos juntas olhando diretamente para ela.

— Eu prefiro não me meter. – Deu como resposta

— Ora, ora o que temos aqui. – Uma voz atrás de mim ecoou e então um garoto de cabelos castanhos que iam até o pescoço e olhos azuis como água apareceu. Ele era do internato, pois usava a camisa mas usava ainda um casaco de couro preto, calças rasgadas e um coturno.

— Temos um intrometido como podemos ver – Soltei cruzando os braços.

— Calma lá gatinha – Disse se aproximando – Eu estou aqui desde a abertura e vocês chegaram agora – Ele pegou a minha mão mas num movimento rápido eu desviei.

— Eu não me lembro de ter te dado permissão para tal coisa então não me toque. – Me afastei de forma bruta dele

— Gatinha revoltada. – Ele disse. Parece que não havia percebido a presença das meninas, pois um olhar curioso apareceu ao se dirigir a elas.

P.O.V Carol

Aquele garoto estava vindo em nossa direção. Eu não sabia o que fazer diferente da Sabrina eu não tenho como ir de frente com ele.

— Ora, ora. O que temos aqui? – Repetiu a frase do começo. – Uma negra. – Tive coragem de erguer minha cabeça para olhá-lo nos olhos e foi horrível! Eu via desgosto e desprezo no modo como falava. A Sabrina estava parada no mesmo lugar sem fazer nada! Murmurou uma coisa inaudível

— HEIN? – Ele gritou se referindo a Sabrina – Enfim, não importa. Ele estava do meu lado já.

— Não sabia que agora teríamos um zoológico no internato.

A Sabrina falou mais uma vez mas ainda não dava para escutar. Eu estava apavorada e a Gabi não estava mais no local.

— Sinceramente, esse internato já não é mais o mesmo. Baixou muito o seu nível. – Ele pegou meu pulso e o apertava. Machucava

— EU MANDEI VOCÊ DEIXA-LA EM PAZ – Gritou Sabrina ao mesmo tempo em que depositava um soco bem dado na bochecha do rapaz.

— Meninas! – A Gabi saiu de trás de um arbusto com o pessoal da diretoria.

— Vocês estão bem? – Corria em nossa direção.

— Eu... Acho que sim – Quando eu disse isso meu pulso começou a sangrar. Eu não estava bem. Muita coisa aconteceu agora, eu não ia agüentar. Estava perdendo a consciência.

— Desculpem por isso. – Soltei antes de a escuridão me engolir por completo.

P.O.V Gabi

— Carol! CAROL! – Eu chacoalhava ela mas não via resultado. – CAROL!!

— Gabi, me ajude aqui – Sabrina disse levantando-a e colocando o braço direito da Carolzinha sobre seu pescoço. Fiz o mesmo com o outro.

— O que vocês estão fazendo aqui em horário de aula? – Uma mulher de cabelos loiros que usava um vestido rosa perguntou. Eu havia visto ela na cerimônia. A vice-diretora

— Se a senhora não está vendo tem uma garota desmaiada aqui. Estar ou não estar na aula não é o de mais importância no momento. – Sabrina disse. Fomos levar a Carolzinha para a enfermaria. Pedimos o caminho para a zeladora que também estava no jardim para que não demorássemos tanto.

— Vai ficar aqui? – Perguntei pra Sabrina. Estamos na enfermaria há uns 20 minutos.

— Vou. Pode indo Gabi. Qual o seu quarto?

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— Pega – Ela me jogou uma chave – Somos colegas de quarto – Ela deu um sorriso fraco.

Talvez você ache que foi exagero da parte da Sabrina mas antes de sair do quarto, eu vi ela se ajoelhando. Ela estava orando para Deus. Ela se sentia culpada pelo que havia acontecido com a Carol.

Elas são diferente uma da outra. Completamente oposta, vivem discordando de si mas são melhores amigas. Eu voltei para a aula, estávamos no quarto horário porém não conseguia prestar atenção.Estava preocupada com a Carol mas também ficava imaginando as duas crianças. Quando a Carol ralava o joelho, uma Sabrina vinha correndo ver a gravidade e mesmo que não estivesse sério, ela pegaria a sua faixa e amarraria no joelho da Carol. Tomando cuidado com as pedrinhas do caminho.

Notas finais
Oi, oi minha gente A DK demora pra postar desculpem por isso mas como viram, temos desafios pela frente e espero que vocês nos ajudem nessa A DK precisa saber o que vocês estão achando da história assim quando precisar de ideias eu possa ter vocês para me ajudarem, ok?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.