Um amor impossível?!
17 "Eu aceito!"
Notas iniciais
No capítulo anterior...
[...] Violetta, eu quero viver eternamente ao seu lado, quero dividir meu amor contigo, quero ficar junto a você nos bons e maus momentos, quero tê-la somente para mim... -- Parei de falar e percebi que ela já estava chorando emocionada. Olhei para o garçom que tirou a tampa do prato em que estava segurando e lá se encontrava uma caixinha aveludada. A peguei, abri e me ajoelhei à sua frente -- Violetta Castillo, aceita ser somente minha, aceita dividir sua vida comigo, aceita que eu seja o pai de Valentine, aceita se casar comigo?
– E-eu...
...
– Eu... -- Ela travou e vi uma lágrima escorrer calmamente no canto do seu rosto -- Aceito! Aceito! Eu te amo tanto! -- Violetta gritou e pulou em meus braços.
– E você não imagina a minha felicidade! Eu te amo mais que tudo nessa vida! -- Disse alto e a puxei para um beijo caloroso, cheio de paixão, carinho e a realização. Realização do meu maior sonho... Me casar com a mulher mais perfeita e mais maravilhosa do mundo, Violetta!
Uma paixão adolescente se tornando um amor verdadeiro e maduro! A quanto tempo sonho com isso, a quanto tempo desejo ter essa mulher perfeita somente para mim... E hoje o mundo me disse "aceito"... Aceitou transformar a minha vida, aceitou acelerar meu coração e sentir por essa mulher o que eu nunca senti por qualquer outra, aceitou me fazer feliz!
Eu amo Violetta Castillo, minha futura Sra. Vargas!
.
Pov Violetta
Noiva... Noiva de Leonard Vargas! Dá pra acreditar?!
Esperei tanto por esse momento! Estar noiva do homem mais perfeito e maravilhoso do mundo, quem me faz feliz apenas por ouvir seus roncos à noite, ao sujar a cozinha preparando o almoço... Cada mínima coisa que com ele se transforma em grandes momentos de alegria, diversão, carinho e amor!
Sou a mulher mais feliz da face da Terra! Violetta Castilho, futura Vargas!
...
– Meus parabéns amiga! Esperei tanto pra isso e espero que tudo dê certo e que isso dure pra sempre, vocês nasceram um para o outro! -- Ludmila dizia emocionada dando um abraço em mim e ao mesmo tempo em León.
– Muito obrigada, Ludmi. Não sabe como estamos felizes! -- Falei olhando para León, que retribuiu o olhar e ainda deu uma piscadinha.
– Enfim, noivos! -- Ele exclamou logo me beijando.
– Loves, já estou indo! -- Ludmila se pronunciou meio desconfortável por nos interromper.
– Muito obrigada por cuidar dela, sei que está sobrecarregada com os gêmeos e tal mas...
– Sua filha é um anjinho comparada a eles, querida. Você me deu foi folga daquela bagunçada toda! -- Ela disse fazendo careta e todos rimos do seu comentário.
–E Vale, está dormindo? -- León perguntou e Ludmila ía responder quando ouvimos um chorinho vindo do quartinho dela. Parece que ela sente quando estamos em casa...
– Estava... Vão lá ver ela, estou indo!
– Obrigada, Lud! -- Agradecemos e subimos pra ver o que Vale queria.
Entrei no seu quarto em silêncio e me debrucei no berço. A pequena num instante parou de chorar para dar lugar a um olhar misterioso e um sorriso quase banguela. Era tão bom vê-la se alegrar ao me ver. León parou ao meu lado e começou a mexer com suas pequeninas mãozinhas que antes brincavam com a borda do vestidinho rosa florido.
– O que a minha princesinha quer? -- Perguntei acariciando seu rostinho cada dia mais lindo.
– A fralda não está suja, amor. -- León concluiu depois de olhá-la.
– Tá com fome então? -- Perguntei e a peguei no colo. Me sentei na poltrona branca de seu quarto e a amamentei.
– Amo vê-las assim...
– Assim como? -- Perguntei enquanto ainda olhava Vale mamar.
– Você sendo tão amorosa com ela e ela retribuindo o amor das maneiras mas lindas possíveis!
– Olha que papai perfeito você conseguiu! -- Falei mexendo em seus cabelos lisos e escuros e mirando seus grandes olhos, que também me encaravam curiosos.
– E eu amo muito vocês! -- Ele disse carinhosamente chegando mais perto e chamando a atenção de Vale, que parou de mamar para mirá-lo melhor -- O que foi, princesinha? Quer vir comigo? -- León perguntou e logo ela estendeu seus bracinho para que ele a pegasse e assim ele fez.
Fiquei a observar aquela cena linda de León ninado a bebê como ele fazia quase todas as noites. Ela ainda nem dava sinal de sono e estava tentando alcançar o queixo de León, onde se encontravam alguns fios bagunçados de sua barba ainda não feita. Ele continuava a andar pelo quarto a sacudindo calmamente e cantarolando algo meio indecifrável, pois pareciam murmúrios em vez de música. Aos poucos a pequena Valentine foi se deixando levar pelo prazer do sono, coisa que a meses quase não temos, mas vale muito a pena!
– Amor, tudo o que você disse hoje no restaurante foi verdade? -- Perguntei a León que me olhou por um instante e colocou a bebê já adormecida no berço.
– Verdade? Mais que verdade, Vilu. É um sonho! -- Ele falou sorridente chegando mais perto.
– Sonhou em se casar comigo? -- Perguntei boba.
– Desde que nos conhecemos... -- Ele disse um pouco corado, desviando seu olhar.
– Ah, meu príncipe! -- Disse me levantando e o abraçando forte e depositando um beijo em seus lindos lábios carnudos.
– Você é perfeita! — Ele disse e sorri encantada. Dei uma última olhada na bebê e beijei sua testa, León fez o mesmo e em seguida pegou a babá eletrônica que estava perto do berço, indo então para o nosso quarto. O dia havia sido longo e o que eu mais queria no momento era dormir, se possível, hibernar. E sonhar eternamente com meu perfeito príncipe azul!
...
Acordei com os raios de sol vindos da janela batendo exatamente no meu rosto, mas eu não tinha fechado essa cortina a noite?
– Argh, que ódio... León, eu vou te matar! -- Gritei e afundei minha cabeça no travesseiro novamente. Ele amava abrir a janela só porque sabia que eu odiava acordar com sol no rosto.
– Bom dia, flor do dia! Ficamos noivos ontem e você já quer me matar? -- Ele apareceu na porta do quarto com Vale ainda sonolenta em seus braços.
– Você bem que está precisando muito de uns bons murros, sabia? -- Respondi e vi ele revirar os olhos, rindo.
– Você é hilária, amor! Se arruma e desce, o café está quase proto. Ah, e seus pais ligaram nos chamando pra almoçar na casa deles hoje.
– Tá bom, já estou descendo. -- Respondi enquanto olhava a hora no celular.
Tomei meu banho e quando terminei de escovar os dentes, ouvi uma explosão vindo do andar debaixo e logo depois o choro de Valentine. Corri desesperada para ver o que tinha feito aquele barulho estranho e estava torcendo pra que não tivesse acontecido nada a León ou a Vale mas chegando lá me deparei com a cena mais engraçada que eu já havia visto: a cozinha estava totalmente lambuzada de vitamina de banana, León estava todo sujo e melecado da bebida doce, parado e ainda segurando a tampa do liquidificador que havia "explodido" praticamente em cima dele e Vale chorava apenas por susto, também um pouco suja.
– What's happened... on here?–- Perguntei estupefata com aquela lambança toda.
– Acho que vamos precisar de um liquidificador novo, querida! -- León disse um pouco receoso. Acho que ele está com medo da minhas famosas "broncas matinais da 'Sra. Pé Esquerdo'"...
– Eu estou vendo... Vou te ajudar a limpar isso, mas deixa eu limpar a Vale primeiro. -- Falei não conseguindo segurar o riso e León me acompanhou nas gargalhadas. Subi, dei um banho rápido em Vale, já que ela tinha tomado banho antes e fui ajudar León.
...
Estávamos todos à mesa. Papai e mamãe sentados um ao lado do outro, como eu e León, e Julie estava brincando com Valentine, também sentadas à na mesa. Olga serviu o almoço caprichado, do jeitinho que ela sabia que eu gostava e a fome era tanta que eu estava comendo apenas pelos olhos. Comemos e conversamos muito até que eu lembrei o porquê de nós estarmos naque almoço.
– Pai, mãe, Julie... Queremos dar uma notícia. -- Falei e olhei para León -- Você fala eu eu falo?
– Não vai me dizer q-que está grávida de novo! -- Papai falou assustado quase atropelando uma palavra na outra.
– Outro sobrinho? EBA! -- Julietta gritou de felicidade.
– Sinto lhes informar que não é isso... -- Esclareci.
– Então, o que é meu amor? -- Mamãe perguntou. Eu olhei novamente para León, que segurou minha mão e a apertou de leve.
– Eu e León, nós... Nós vamos nos casar!
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