Um amor imperfeito
15 O golpe inesperado
Notas iniciais
eu estou sinceramente muito feliz porque, depois de tanto tempo sem postar nada, eu ainda tenho todos os leitores me acompanhando, fiquei super feliz gente, de verdade.
o caso é : fiquei de recuperação, vou fazer as provas na sexta e por um milagre a minha mãe me deixou entrar no compuatdor a semana toda. ai a pergunta, pq vc não postou antes ?
tava sem idéia ^^" e eu fiz uma conta no grand fantasia e aquila tá me distraindo pra caralho (tomo todo meu tempo basicamente, mas é fodah pra quem gosta de jogos de fantasia com gráficos de anime), ai eu recebo um email da minha linda Anjo da Morte XD http://fanfiction.com.br/u/173557/ dizendo q ela sentiu minha falta *¬* ai eu voltei !!!!!
enfim, chega de enrolar, espero q gostem do capítulo de ....."boas vindas" ?
No capítulo anterior :
-Ela deixa a nossa dominação mais forte...- respondi cautelosa, aquela velha começou a me assustar, simples técnicas não precisam da lua cheia, o que ela queria me ensinar ?? será que não era técnicas de luta ? ou talvez poderes de cura mais fortes ??
-Agora, sentem-se e comam vocês dois, já passa das 10 e vocês ainda não tomaram café da manhã !!!
- — — — — — — — — — — — – — — -
Cassandra narrando :
Os dias passaram rápidos, eu sei, eram apenas dois dias, mas a velha conseguiu desviar minha ansiedade : ela me deu 1 pergaminho de dobra d'água. Fiquei maravilhada ao ouvir que poderia treinar sozinha, contanto que eu decorasse os movimentos.
Ao andar melhor pelos arredores, descobri um pequeno lago em meio a folhagem, foi divertido ver Kouta ao longo do caminho, dando voltas e voltas atrás de mim com meu almoço na mão.
— Achei.. — disse ele, deve ter andado muito, está com o rosto todo vermelhinho, típico de gente com seu tom de pele, a roupa suada, grudada no corpo, deixando seus contornos másculos a mostra, estou babando por dentro mas por fora sorrio levemente, como uma criança que ganhou doce
-Pensei que ia demorar mais, do jeito que o seu senso de direção é bom – ri a minha própria piada, enquanto saia da água. Ele me estendeu o almoço
- Ele esfriou porque você me fez ficar dando voltas..- me entregou o embrulho, mal-humorado, ao abrir, vi quatro bolinhos de aipim acompanhado com batatas coradas
-Você quer me fazer engordar
-Você precisa de calorias se não quiser desmaiar no meio do treino – ele acabou de tirar a camisa e enquanto tirava as botas, me lançou um falso olhar de mal humorado. Ele pensa que me seduz só de bermuda !!! ….que peitoral lindo..
-Vai ficar babando quanto tempo ?? — responde ele, me acordando do meu devaneio – Aqui, estenda o embrulho – com um olhar interrogativo, fiz o que ele pediu. Kouta colocou as mãos acima do pacote de modo a não toca-lo, segundos depois, sinto o calor crescente vindo de sua mão, que para repentinamente
-Bom almoço – diz ele, enquanto entra no lago com um pulo, e eu me sento, usando o pano do embrulho para proteger a comida do chão.
-“É hoje”, penso com espectativa, desde o dia que ela tocou no assunto, não paro de pensar nas possibilidades de ataque.. ou defesa, cura pode ser interessante também, dentro da minha cabeça fantasiosa.
- Quando acabo de comer, vejo Kouta boiando perto a margem e uma idéia me enche a cabeça. Antes que ele perceba, corro até a margem, e sobre a água, em sua direção. Ao escutar meus passos, só não é tarde o suficiente para gritar :
-CASSANDRAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!! — ele gritou, antes de eu pular ao seu lado, espalhando o máximo de água que consegui. Voltei a superfície rindo, pensando que Kouta estaria me olhando como se quisesse me matar de cócegas....
Nada. Nada de sua voz em tom zombeiro ou de ameaças luta, o que aconteceu ?
Abri meus olhos e um pouco de água doce entrou no direito, me fazendo coça-lo freneticamente.
-Kouta ??? — Chamei, preocupada, procurando-o com o olho bom — KOUTA ?!?!!?!?! — chamei-lhe com mais urgência, nada de Kouta, que desastre, o que eu fiz ???
Foi então que eu senti : um par de braços me envolveram a cintura por trás e um corpo se grudou as minhas costas. Tão quente... realmente quente, toda parte do meu corpo fora da água secou, deixando um suave tom de vermelho em seu lugar.
A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi alívio, não o matei, graças á Deusa da Lua. Seu nariz começou a passear pela minha nuca, minha sensação de alívio foi rapidamente substituída por uma de raiva.
-Tarado!!!!!!!!!!!! — disse, e jogo água com força em sua direção, ele não afunda, como esperava, mas é o suficiente para derruba-lo enquanto vou de volta para a margem
-Não tá mais aqui a garota me chamando desesperada, né ? — brincou.. esse palhaço não tem limites !!!!!!!!!!!!!!!
-CLARO QUE NÃO, SEU PERVERTIDO!!!! VAI PEGAR UMA EM UM BORDEL!!!!! (n/a: pra quem não sabe, um bordel é um local de sexo, tipo um motel, mas as putas já estão lá dentro e os caras não precisam ficar “caçando”)
Ele ri com vontade da minha raiva, eu não estou bem para brincar, minhas menstruação deve ser mais ou menos amanhã e meus hormônios vão explodir meu nível de humor.
Tiro a água do meu corpo, pego o vestido vermelho me cedido pela velha e escosto em uma árvore próxima, fula da vida.
-Ei!! Eu tava brincando!!! — disse ele chegando perto de mim, o cabelo pra ciam e o corpo todo vermelhinho. Será que amanhã ele vai continuar assim ou a pele vai voltar ao normal ??....PARA!!! você está com raiva dele, sinta raiva dele !!!!!
-Você está sempre brincando – digo seca – você está bloqueando minha visão
Sem nenhuma palavra, ele sai do meu campo de visão e volta para a água. Droga, não devia estar tratando ele tão mal.. nos conhecemos a tanto tempo.. três anos ? Não.. quatro, quase. Daqui a uma semana é o dia, aquele dia.. que tudo começou..
“Que nostalgia” digo baixinho para mim mesma, e com esse pensamento e a brisa calma a sombra da árvore, durmo não sei por quanto tempo.
- — — — — — — — — — – — — -
Acordo sentindo minhas pernas balançarem de um lado para o outro, meus braços agarrados a alguma coisa. Estou sentada ? Não.. bancos não se mexem.Me mexo levemente e sinto fios de cabelo acariciando meu rosto, me recuso a abrir os olhos. Que cheiro bom...
-Boa tarde dorminhoca...- diz uma voz familiar – estamos quase em casa, acho que você ainda tem sono para dormir decentemente né ?
-Kouta...- murmuro, os braços o apertam com um poco mais de força, abro os olhos e reconheço a casa da velha logo adiante – Você podia ter me acordado..
-E você acha que eu não tentei ? Ou que eu preferia carregar um peso enorme esse caminho todo sabendo que ela podia andar ?? — eu juro que tem uma pontada de sarcasmo em sua voz,mesmo assim me senti culpada. Ele abriu a porta da casa da velha e começou a subir as escadas, o balançar me deixando com sono de novo. Meu corpo estava tão cansado assim ?
-Desculpe...- murmurei, enquanto ele me tirava das costas e me colocava na cama. A pele vermelha, não sei dizer se é por causa da luz escarlate entrando bela janela, ou se é do sol.
-Você não tem jeito mesmo – ele disse em um tom mais delicado,estava agachado ao meu lado, quando ameaçou ir embora, agarrei seu braço, ele parou no mesmo lugar
- Volta aqui, eu quero um travesseiro – balbuciei, estou de novo cm os olhos fechados, não sei dizer sua expressão. Segundos depois, ele me empurrou delicadamente para o lado enquanto se deitava perto de mim. Me aninhei em seu peito enquanto rapidamente caia no sono.
Quando acordei de novo, a velha estava na porta, olhava para mim como quem diz : “É chegada a hora”. Me levanto com cuidado e a sigo.
Fale com o autor