Notas iniciais
Espero que gostem!!!

Anteriormente…

Jane estava a entrar em desespero e ligou rapidamente para Korsak.

–Korsak, eu acho que a Maura foi raptada! – informou Jane nervosa e chorosa.

A detetive estava em pânico quando a equipa de homicídios chegou a casa da patologista. Frankie levou Jane para fora daquele cenário enquanto Korsak, Frost, Susie e o resto da equipa de investigação procurava pistas por toda a casa.

–Eu tenho de voltar lá para dentro Frankie, eu tenho de ir procurar a Maura!

–Nesse estado não vale a pena Jane…

–Tu não estás a perceber! Ontem à noite eu discuti com ela, nós temos de a encontrar.

–Nós nem sabemos se ela está mesmo desaparecida, pode querer só estar sozinha ou…

–Não Frankie! Ela não me atende o telemóvel desde ontem, não veio trabalhar o dia todo e há uma gota de sangue no chão… Ela foi raptada!

Korsak aproximou-se dos dois apressadamente, e disse que tinham encontrado uma pista. Jane correu para dentro da casa da patologista assim que o parceiro disse que havia um minúsculo pedaço de tecido preso no sistema eléctrico. Ela observou cuidadosamente e com a maior minuciosidade.

–O sacana deve ter rasgado a roupa – concluiu ela com uma pequena esperança a crescer-lhe por dentro.

Voltaram para a esquadra depois de terem recolhido todas as pistas possíveis (que não eram muitas). Susie encarregou-se de mandar imediatamente o pedaço de tecido e a gota de sangue para análise e a equipa iria arranjar dentro de alguns minutos as gravações de todos os ângulos para a casa de Maura que pudessem (graças a um juiz amigo de Korsak). Jane deduziu que Maura tivesse sido raptada por um dos parentes do bebé desconhecido, mas isso não ajudava em nada pois, não faziam ideia quem seria Jonathan na realidade. À medida que as horas iam passando, todos ficavam cada vez mais desesperados. O capitão Cavanaugh tinha lançado um alerta a todas as unidades policiais da cidade para que estivessem o mais atentos possível. As gravações tinham mostrado o cenário de terror. Um homem magro e de estatura média tinha parado o carro em frente à casa de Maura e minutos depois trazia a patologista e o bebé, um em cada braço. A matrícula era falsa e o homem tinha a cara virada o tempo todo como se soubesse onde estavam as câmaras. A detetive estava completamente louca à procura de pistas e dos mais ínfimos pormenores. De repente, Casey entra na sala dos detetives e corre até Jane.

–Jane… Eu já soube – lamentou-se o ex-militar enquanto abraçava a detetive.

Ela contou-lhe rapidamente o ponto da situação e pediu-lhe que falasse com os seus contactos no estado federal para pedir ajuda. Ele acedeu ao pedido, pegou no telemóvel e começou a fazer as chamadas. O caso de Emma havia sido totalmente apagado das prioridades da equipa, até que um dos técnicos de laboratório lhes disse que os resultados do arame encontrado ao pé do corpo da professora universitária já tinham chegado. Todos estavam demasiado concentrados em encontrar algum tipo de pista sobre o paradeiro de Maura para ver o relatório. Frankie, estava igualmente preocupado com Maura mas mesmo assim ficou a tratar daquilo contra sua vontade. O arame pertencia a uma raquete de ténis, desporto que o homicida provavelmente praticava. Decidiu deixar aquilo para mais tarde tendo em conta as circunstâncias.

–Então… O que era o arame? – inquiriu Korsak.

–Isso agora não interessa, o importante é procurar a Maura.

–Frankie, tu às de perceber isto: nós estamos preocupadíssimos com a Maura, mas também há quem esteja a sofrer com a morte da Emma. Só… vamos tentar não adiar muito o caso ok?

–Sim… eu percebo – concordou Frankie enquanto olhava para Jane que continuava desesperada à procura de pistas que não existiam em lado nenhum.

Susie apareceu finalmente na sala dos detetives com os resultados do tecido encontrado no sistema eléctrico. Ela começou a falar em termos técnicos e Jane, muito nervosa e agressiva gritou-lhe para que fosse direta ao ponto. Susie calou-se e disse o essencial.

–Para começar, a gota de sangue pertencia à Maura, ou seja, devem-lhe ter injectado algo que provocou a abertura do orifício de onde saiu o sangue. O tecido que foi encontrado pertence a um tipo de macacão que foi fabricado nos anos noventa… A empresa que os usava era a "Clothes for my work". O que eu sei era que esta empresa tinha várias fábricas espalhadas pelos EUA e os funcionários usavam estas fardas.

–Ok… não é muito mas é uma pista – resumiu Jane.

Susie saiu silenciosamente da sala.

–Frost, procura tudo o que poderes sobre essa tal empresa – mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa já o detetive tinha informações sobre a “Clothes for my work” no ecrã do computador.

–Então… a empresa ainda existe e o dono é um engenheiro chamado Edward Walker. Basicamente ele tem cerca de 1450 homens a trabalhar para ele, entre os funcionários da fábrica e os gestores empresariais. Não vamos excluir nenhum porque é muito fácil arranjar um macacão destes se se trabalhar na empresa. Poucos têm cadastro e os que têm cometeram pequenos delitos como transporte de pequenas quantidades de droga.

–Algum por maus-tratos?

–Não.

–Restringe todos aos que têm filhos.

–São mais de 500 Jane.

–Temos de ir falar com o dono da empresa.

–É tarde Jane… — enunciou Korsak.

–Não podemos ficar parados… não percebem, é sempre assim. É uma luta contra o relógio!

–Vai descansar. Nós ficamos – ofereceu-se Frankie em nome de toda a equipa pois sabia que ninguém iria negar umas horinhas extra naquela situação.

Após muita insistência e a exigência feita por Korsak, Jane lá foi descansar um pouco para a sala onde, habitualmente, os detetives se serviam de café e descansavam. Jane deitou-se no sofá e adormeceu instantaneamente envolvida em sonhos menos bons.

No escritório, Frost continuava “entretido” com os homens da empresa e das fábricas enquanto Korsak e Frankie investigavam melhor as gravações. A certa altura focaram-se no tecido, que era a única pista fiável que tinham. Parecia não haver nada por onde pegar. Eram já duas da manhã quando decidiram que estava na hora de fazer uma pausa. Frost foi para casa depois de dizer que estaria lá na manhã seguinte bem cedo. Korsak fez o mesmo. Já Frankie ficou sozinho, naquela sala cheia de secretárias a pensar no beijo que, em tempos, tinha dado a Maura. Ainda conseguia sentir o sabor dos seus lábios, o perfume, e sempre que fechava os olhos via uma imagem da patologista, elegante e esbelta como sempre. De repente olhou para o quadro branco que continha, ainda, as informações do caso de Emma. A sua mente começou a interligar os pontos do caso e teve um flashback de todos os suspeitos.

–Já sei! – disse ele baixinho mesmo antes de cair num sono tão profundo como o da irmã.

No esconderijo do raptor...

Ela estava estourada. As chapadas constantes do homem tinham deixado a patologista muito fraca. Não sabia onde estava, não sabia com quem estava, e muito menos o que fazer para poder acordar daquele pesadelo...

Notas finais
O que será que Frankie descobriu? Onde estará Maura? Em breve vamos descobrir! Comentem e acompanhem ;)