P.O.V. Hayley.

Eu admiro a Caroline e realmente tenho pena dela. Mas, sei que ela vai cuidar dos meus filhos com todo o amor que eu não conseguiria dar a eles.

Estou em trabalho de parto a mais de três horas e a médica vai me levar para a cirurgia.

Ouço os meus bebês chorarem e Caroline aperta minha mão.

—Eles são lindos Hayley.

—A ferida fechou! Como pode ter fechado?

Quando sai da cirurgia descobri que se eu não bebesse o sangue dos meus próprios filhos eu morreria.

—Beba Hayley.

—Não. Eu não quero ser um monstro, além do mais eu cumpri a minha missão. Dei bebês a uma mãe que não pode ter os seus próprios.

—Não Hayley. Você não precisa morrer.

—Mas eu quero. Sei que eles estarão seguros sob sua responsabilidade.

—Eu prometo que vou fazer o melhor que puder.

—Sei que vai.

Posso sentir a morte chegando, o ar não chegava aos meus pulmões e então Renesmee Cullen acabou com meu sofrimento ela cortou minha garganta e arrancou meu coração. Sei que estou morta,mas, eu posso ver Caroline, Elijah e Rebekah chorarem sob meu corpo inerte.

—Hayley?

—Ela está aqui Klaus?

—Sim. A sua direita.

—Acho que está na hora de passar adiante.

—Tudo bem. Vai lá.

P.O.V. Klaus.

A dor que Hayley sentiu ao morrer foi agonizante. Os pulmões doíam pela falta de ar e minhas narinas queimavam cada vez que eu respirava e então veio a dor igual a da ilusão criada pela híbrida naquele dia, só que agora era mais forte, era real e eu senti tudo enquanto ela passava.

—Tudo bem Klaus?

—Sim. Já passou.

—Temos que enterra-la.

—Vamos fazer um velório pra ela.

—Já escolheu o nome dos Bebês Caroline?

—Já. Henrik e Hannah.

—Henrik?

—Isso. Como aquele seu irmão que morreu.

—Porque?

—Querendo ou não, você é o pai. Merece ser representado.

—Obrigado.

—Não, eu agradeço.

Quando a enfermeira veio carregando os bebês, Caroline chorou.

A enfermeira tentou entregá-los pra mim, mas eu disse:

—Não. Ela é a mãe agora.

—Parabéns senhorita, agora você tem lindos gêmeos.

—Obrigado.

Ela segurou os bebês que dormiam pacificamente.

—Sejam bem-vindos.

—Feliz?

—Muito.

Caroline não estava mais com a gente, ela estava numa bolha de felicidade só dela. Não conseguia parar de sorrir e de chorar ao mesmo tempo.

—Eles são lindos. E são meus.

Assim que os gêmeos receberam alta e fizeram a autópsia do corpo da Hayley ela os levou embora. Para sua nova casa.

P.O.V. Caroline.

Fiquei triste com a morte de Hayley, mas ao mesmo tempo estou explodindo de felicidade porque Klaus Mikaelson realizou meu sonho mais antigo e mais profundo. Me deu filhos.

—Bem-vindos ao seu novo lar meus queridos.

Deitei-os em seus bercinhos e os observei até dormir.

Umas horas depois um chorinho de bebê me acordou.

—Oh, o que foi meu amorzinho?

Não demorei muito para perceber o que estava errado. Hannah estava com a fralda suja.

Mal acabei de trocar a fralda dela e seu irmão já reclamou do mesmo problema.

—Bom, agora que os meus anjinhos estão confortáveis vou tomar um banho.

Imaginem a minha cara quando saio do banheiro e dou de cara com o pai dos meus filhos.

—AAA! Klaus!

—Sim, love?

—Estou de toalha!

—E daí?

—Mais é cara de pau mesmo.

Levei minhas roupas pro banheiro e me troquei lá dentro já que sabia que ele não tinha a menor intenção de sair do meu quarto.

—Porque está aqui? Pensei que quisesse ser o Rei de Nova Orleans.

—Sobre isso, algo me convenceu a desistir desta ideia.

—O que?

—Você.

—Eu? Eu?

—Sim, você.

—Como? Porque?

—Você foi embora e eu percebi que eu não queria ser rei sem ter a minha rainha do meu lado.

—Não brinca. E essa tal rainha sou eu?

—Só você love.

P.O.V. Klaus.

Ela me deu um lindo sorriso e trancou a porta.

—Sei que provavelmente vou me odiar amanhã, mas que se dane.

Caroline se jogou encima de mim e eu fiquei feliz em ampará-la. Mais uma vez pude tocar nas partes mais íntimas do seu corpo feminino.

Na manhã seguinte quando acordou perguntei-lhe:

—Você se odeia?

—Não, pior que não.

—Porque pior?

—Porque eu tinha que amar você? Eu estou literalmente dormindo com o inimigo.

—Então sou seu inimigo?

—Ai depende.

—De que exatamente?

—Se pretende me usar e me jogar fora então sim é meu inimigo, caso contrário estamos de boa.

—Então estamos de boa.

Ela deu uma sonora gargalhada que foi interrompida pelo choro dos bebês.

—Acredite ou não, adoro esse som.

Caroline levantou, se vestiu e foi até o quarto dos bebês. Ouvi-a descer as escadas carregando-os.

Decidi ir atrás e vi a cena mais meiga do mundo. Ela estava sentada no sofá da sala com os bebês em cadeirinhas "bebê conforto", uma mamadeira em cada mão alimentando os gêmeos e fazendo caretas engraçadas.

—O que eles estão mamando?

—O que você acha?

—Sangue?

—Sim. Tentei dar leite em pó pra eles no primeiro dia e não foi nada legal.

—Porque?

—Eles cuspiram tudo na minha cara!

Comecei a rir.

—Não ria de mim!

Não conseguia parar. Aquela visão estava na minha cabeça.

Fiquei imaginando a Caroline coberta de leite em pó cuspido pelos bebês. Infelizmente isso a deixou muito irritada e ela jogou uma almofada na minha cara.

—Pare de rir!

—Desculpe amor.

—Eu não gosto que as pessoas riam da minha desgraça.

—Desculpe.

Enquanto isso em Nova Orleans...

P.O.V. Katherine.

Eu não podia estar mais feliz, Rebekah e eu somos amigas, Elijah é o pai dos meus filhos e meu namorado e o Klaus saiu correndo atrás da Caroline.

—No que está pensando?

—Em como estou feliz. Depois de séculos de dor, sofrimento, morte, assassinatos e tristeza eu finalmente estou Feliz!

—Isso não é uma coisa boa?

—É. E por isso me apavora.

—Porque meu amor?

—Porque toda vez que eu tinha um pouquinho de felicidade, alguém que na maioria das vezes era o seu irmão estava lá para roubá-la de mim.

—Isso não vai mais acontecer Katerina.

—To começando a gostar disso.

—De que?

—De te ouvir me chamar pelo meu nome de verdade.

—Não gostava antes?

—Não. Me fazia lembrar dos meus pais e da Nadja.

—Eu te amo sabia?

—Sabia. Eu te amo mais.

—Te amo muito mais.

—Vamos ver o que está passando na televisão.

Peguei o controle e fiquei zapeando pelos canais até encontrar algo descente pra assistir. Acabei parando no filme coração de Cavaleiro.

—Você gosta deste filme?

—Sim. Com certeza é melhor do que a Idade Média de verdade. Essa é época que eu mais odeio.

—Porque?

—Porque tudo era imundo, nojento, fedorento, esquisito e do mal. As pessoas acreditavam em qualquer coisa e morriam a rodo. Das formas mais horríveis que se podia imaginar.

—Tem razão.

—Eu sei. Ah! Eu amo essa cena!

P.O.V. Elijah.

Pela primeira vez em muito tempo eu estava completamente feliz. Eu tinha uma namorada e filhos, minha família estava tomando jeito e tudo estava bem.

—Se eu te pedisse em casamento, você aceitaria?

—Depende.

—De que?

—Da forma como vai pedir. Se esse for o seu pedido a resposta é não.

—Como quer que eu peça?

—De joelhos e com um anel.

—Que tipo de anel?

—Sei lá! Pode até ser um anel daqueles que se ganha em feiras populares.

—E que tal um diamante?

—Isso seria incrível! Mas, não quero que gaste dinheiro.

—Não vou gastar nada.

Fui até o nosso quarto onde escondi o anel de noivado da minha mãe.