P.O.V. Katherine.

A relação de Elijah e Emma é mesmo linda. Aqueles dois se conectam num nível que eu nunca vou entender, ela é a filhinha do papai, tudo o que ela pede o Elijah dá e ás vezes isso acaba acarretando problemas já que ele mina a minha autoridade sobre ela.

Quando eu digo que ela não pode fazer alguma coisa, Emma corre falar com o papai que deixa ela fazer e isso acaba comigo. Ninguém respeita a minha autoridade e isso já está me deixando raivosa.

—Elijah! Vem aqui!

—O que foi Katerina?

—De novo Elijah? Porque você sempre faz isso?! Quando eu digo que não é pra ela fazer você tem que me apoiar e não me desautorizar.

—Mas...

—Nada de mas, ela bateu nos meninos! Bateu nos meninos!

—O que?

—Você me ouviu. Eu vi ela bater nos gêmeos! Emma não pode ficar impune por isso.

—Eu não...

—Não sabia não é? E nem se deu ao trabalho de me perguntar o que houve ou me consultar á respeito.

—Me desculpe.

—É bom você parar de passar a mão na cabeça dela. Está criando uma versão feminina do Klaus!

—Emma Petrova Mikaelson! Venha cá!

—Sim papai?

—Você bateu nos seus irmãos?

—Eles não me deixaram brincar com eles.

—Não era necessário bater. Deveria ter me chamado ou a sua mãe.

—Mas, eu tava com raiva.

—Isso não justifica. Você está de castigo.

—O que? Não.

—Sem televisão durante um mês.

—Um mês?

—Quer mudar pra dois?

—Não.

—Vá pedir desculpas para os meninos agora.

—Tá.

—E não fale comigo nesse tom mocinha!

Ficamos de olho pra ter certeza de que ela iria pedir desculpas.

—Amor, me desculpe. Por ter feito isso.

—Sim, mas você tem que parar de fazer isso. Se não vou bater em você.

Disse apontando o dedo pra ele.

—Sim senhora.

Quando acabou o mês ela ainda ficou emburrada. Olhou pra mim e disse:

—Eu te odeio.

—Ótimo. Não sou sua amiga, sou sua mãe. O meu dever é criar você direito e não ficar passando a mão na sua cabeça.

—Sua vaca!

—Que? Olha o respeito menina! Sou sua mãe.

Dei um tapa na cara dela.

—Ai.

Ela saiu correndo e entrou no quarto batendo a porta.

Me joguei no sofá. Ser mãe não é fácil.

—Papai! Papai!

—Sim querida?

—A mamãe me bateu. Olha.

Ele veio falar comigo.

—Porque bateu nela?

—Porque ela me chamou de vaca. E isso eu não aturo.

—Isso é verdade Emma?

—É. Porque é isso o que ela é.

—Menina, ela é sua mãe. Ela te ama mais que tudo, colocou você no mundo, te deu comida, trocou suas fraldas de cocô e de xixi, ficou acordada durante a noite toda quando você era bebê, cuidou de você quando estava doente. Eu me lembro de uma vez em que você ficou com cólicas, ela passou a noite em claro de pé com você no colo.

Ela fez massagem em você, entrou no chuveiro quente com você no colo.

—Porque?

—Porque ela é sua mãe e ela te ama.

—Mas, ela me bateu.

—E você mereceu. Onde já se viu chamar a pessoa que te carregou dentro dela durante nove meses a ponto de ficar acamada, de vaca?

—Porque ela fez isso?

—Porque ela te ama. Ela sempre quis ter uma menininha pra poder fazer penteados bonitos no cabelo, ensinar a se vestir, a combinar as roupas, a pintar as unhas, pra levar num dia de meninas, sair pra fazer compras e ir ao cabeleireiro com ela.

—Mas, ela nunca fez isso.

—Claro que não. A sua mãe é uma pessoa linha dura, mas só porque ela te ama e quer que você seja uma mocinha educada e inteligente.

—O que isso quer dizer?

—Quando você aprender a se comportar e parar de destratá-la tenho certeza de que vocês vão ao shopping juntas.

—Mas, ela só gosta daqueles pirralhos babões.

—Querida, os meninos ainda são bebês e não sabem se cuidar sozinhos por isso a mamãe tem que tomar conta deles. Eles não sabem ir ao banheiro então mamãe tem que trocar as fraldinhas deles, não comem comida sólida então ela tem que dar de mamar, não tomam banho sozinhos e não fazem nada sozinhos.

—Mas, eu sou a caçula! Eles não crescem?

—Crescem. Mas, crescem mais lentamente.

—E porque eu cresço mais rápido?

—Segundo a teoria da sua mãe é porque é cientificamente comprovado que as meninas amadurecem mais rápido que os meninos.

—E ela está certa?

—Não sei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.