O ano seguinte entrou e com ele entrou os novos amigos de classe, os novos rostos. Eu não queria estar ali, fechei os olhos e respirei fundo, senti uma dor horrível no peito quando olhei para aqueles rostos estranhos, lágrimas encheram os meus olhos ao cair a ficha de que nunca mas iria estudar com aquelas peças com quem eu me divertia tanto, Luca me veio a mente então as lágrimas que eu estava segurando começaram a transbordar pelo meu rosto. Só queria sair dali, queria voltar a ver eles, queria voltar a ver Luca.
...
Lá estava eu , fitando o chão com os meus pensamentos longe, quando ouço um barulho estranho vir dos rádios espalhados pelo colégio, parecia com aqueles de emergência quando chamam os bombeiros. Sorri e vi todos entrando nas suas salas e fiz o mesmo. Ouvi uma menina falar que esse som estranho era o sinal de entrada e saída da escola. — Que som mas estranho para se fazer de sinal ... pensei.

Sentei no fundo observando todos, inclusive os novos professores.

— Oi... Disse uma menina que estava sentada em minha frente. — Oi... respondi.

— Sou Paula... Disse a menina e sorriu.

— Sou Nina, prazer.

A partir dali Paula se tornou a minha mas nova melhor amiga, porém ninguém substituía o lugar de Mari. Como eu sentia tanta falta dela.

Me tornei uma boa aluna, não que eu não fosse antes, mas passei a me dedicar mais, claro, ainda estava na 5º série e as matérias não eram tão difíceis ainda como as do ensino médio.

Tempos passaram e Maria, uma menina que estudava na mesma turma que eu e que nunca tinha me dirigido a palavra, passou a me cumprimentar, até que ela era legal como Marina e as outras. Mas não tão legal quanto Paula... pensei.

Naquele ano eu estava estudando a tarde então chegava em casa por volta das 19:00 hrs, o que se é perigoso para uma menina de dez anos. Então minha mãe falou que no ano seguinte eu iria para o turno da manhã, o que eu achei ótimo já que eu sempre havia estudado de manhã e achava o turno da tarde horrível por causa do sol escaldante e por voltar para casa no escuro já que as aulas terminavam por volta das 18:00 hrs ou 18:30 hrs.

[No dia seguinte na escola...]

— Paula, ano que vem vou passar para o turno da manhã... Disse eu olhando para ela e vendo sua expressão de tristeza ao ouvir aquilo de mim.

— E-então vamos nos separar?

— Não, você pode vim estudar comigo se quiser, vai ser até melhor já que não conheço ninguém pelo turno da manhã.

— Não dá, acho difícil meu pai deixar... Ela falou passando a mão no cabelo dela o que me fez sorrir. — Do que você tá rindo?... Paula falou envergonhada.

— Nada, só to lembrando do que você fez com o seu cabelo... Falei.

Paula tinha aparecido na escola dias atrás com o cabelo todo cortado e ruído, coisa que ela provavelmente fez já que é doidinha, me fazendo lembrar de quando eu era menor, quando minha irmã mas velha Luna tinha me dito para brincarmos de cabeleireira e pegou a cobaia que no caso era eu e torou meu cabelo o deixando quase igual o cabelo de Paula.

— Para, disse a mesma dando uma gargalhada.

Comecei a rir de sua gargalhada que parecia uma iena.

O sinal toca e entramos na sala. — Tenta convencer teu pai... Disse eu. — Vou tentar.

No outro dia Paula veio até mim. — E então? — Ele não deixou, disse que eu tenho que ficar vigiando a casa pela parte da manhã já que todos saem.

Olhei para ela. — Isso é um absurdo, qual é? Porque ele faz isso?... Falei.

Paula não disse nada e não falou mas nada o resto da tarde.

Cheguei em casa e meu pai junto com a minha mãe mandou eu ir me lavar e me arrumar porque iriamos para um aniversário de um filho do amigo deles. O fiz e então saimos. Chegando na festinha sentamos numa mesa com cinco cadeiras já que éramos 5, o aniversário tava um saco, nem os palhaços que estavam lá para destrair as crianças estavam conseguindo.

De repente meu pai cumprimenta o melhor amigo dele, quando o olho para o Sr. Vianna levo um susto, pois não sabia que eles também viriam e sim meu pai era o melhor amigo do pai de Luca.
Sorri levemente para os pais dele mas Luca não estava lá.

— Cadê o Luca?... Meu pai pergunta como se tivesse lendo os meus pensamentos.

— Está ali com Marcos... Ele disse e e apontou para os dois. Marcos era o melhor amigo de Luca no tempo que estudávamos juntos, vinha até antes de Roger. Não acredito que eles dois ainda são melhores amigos... pensei.

Olhei para Luca e abri um sorriso enorme, não acredito que estou olhando para ele nesse exato momento. Depois de meses sem o ver, ele está ali, bem na minha frente.
A noite passou rápido e Marcos teve que ir embora cedo com seus pais o que fez Luca voltar a sentar conosco já que o Sr. e a Sra. Vianna tinham se juntado a nossa mesa. Não sei como eu e Luca estávamos nos entendendo naquela noite, claro, só tinha sobrado eu que Luca conhecia naquela festa de aniversário. O tempo passou depressa e logo fomos embora, enquanto nossos pais esperavam o táxi e minhas irmãs Luna e Dulce estavam com minha mãe, eu e Luca continuamos a brincar. Ele estava me abraçando para tentar pegar um um brinquedo de minha mão, quando seu pai fala:

— Calma filho não vai depressa... Todos riram, inclusive eu e Luca mas ele tinha corado de um jeito que eu nunca tinha visto antes e vê-lo desse jeito foi tão lindo. Então o Sr. Vianna acrescentou. — Esses dois ainda vão casar um dia. O que me fez ficar mais vermelha que Luca na hora. Então nos afastamos um de perto do outro.

Seus pais e meus pais sabiam do meu sentimento por ele, inclusive foi meu pai quem disse ao Sr. Vianna que eu gostava de Luca. Eles não viam maldade nisto e talvez pensassem que isso não iria adiante, já que éramos apenas crianças.

Enfim o táxi chegou, olhei para Luca, sorri de canto e me despedir o abraçando-o. Então a família dele entrou e foi embora e fizemos o mesmo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.