Um amanhã Melhor
8 onde é que eu me fui meter?!?!?!
Notas iniciais
[Jenni]
Estava metida numa grande encrenca. O que era suposto fazer agora? Eu estava discutindo com um dos meus músicos favoritos e nem tinha bem a certeza com qual deles seria.
- Eu não estou muito certa de quem você é. E eu não sou criança nenhuma, já sou bem adulta. E eu só disse aquilo desse jeito porque eu
não me quero meter na sua vida ta? Eu não quero que ache que sou coscuvilheira e que fique na divida se eu vou contar a outros ou não. Eu não vou fazer isso. Eu não quero que você esteja triste mas eu acho que não sou a pessoa certa para o ajudar a ficar feliz.
- Sabe que mais, eu é que peço desculpa. Tem toda a razão eu estou sendo uma besta. É só que, o que você me disse é o que toda a gente me tem dito. E agora eu não consigo pensar assim. Eu quero desistir de tudo.Talvez eu precise parar uns tempos. – Ele levantou-se bruscamente e esticou a mão na minha direcção para a me ajudar a levantar também, de repente parecia um homem totalmente diferente. Seria Bipolar?
Eu fiquei a olhar para a sua mão pelo que me parecia uma eternidade, ele usava luvas pretas e finas, eu queria sair dali, mas outra
parte de mim dizia que não. Passou me pela cabeça que se eles fizesse uma pausa eu ficaria sem os meus Avenged durante algum tempo. Eu tinha de fazer algo, mas o quê?
- Então garota? Passou-lhe o entusiasmo para ir jogar? – ele
continuava calmo mas eu queria-lhe dizer mais qualquer coisa, então eu agarrei na sua mão e puxei para baixo, ele percebeu a mensagem e voltou a sentar-se.
- O que foi? – Ele perguntou num gesto carinhoso pondo a sua grande mão sobre a parte de trás da minha cabeça.
- Olha, há um tempo atrás, eu também queria desistir. Eu fiquei doente e soube que tinha de ser operada, e como já tinha sofrido muito eu decidi não ir sequer ao medico, eu sabia o que tinha e que isso ia acabar me matando. – Ele ia tirar a mascara mas eu impedi-o, se visse a cara dele agora eu não ia conseguir terminar o meu raciocínio.
Respirei fundo antes de continuar.
- Eu estava pronta a desistir, porque é o caminho mais fácil. Mas ai eu percebi que toda a minha família estava a sofrer com aquilo, tal como os seus amigos estão sofrendo por você. E eu pensei que mesmo que hoje tudo pareça negro de certeza que amanha há-de acontecer alguma coisa que torne minha vida melhor. E o mesmo vai acontecer com você. Mas se você desistir então nunca vai saber o que há amanha para você.
- Caramba, desculpa ter-te chamado criança. Não é mesmo. E o
que houve de melhor para você no futuro? – Ele parecia mesmo interessado em saber mas esse era o ponto fraco da minha história.
- Nada. Eu continuo esperando por alguma coisa. E não me venha com essa historia de que eu devia só agradecer estar viva e esquecer tudo o resto porque estar viva ou não, não interessa nada se você está com a vida em suspenso.
- Eu não ia dizer nada. Você tem toda a razão. Tem mais é que procurar melhorar nossa vida e olhar para a frente. De certeza que as coisas vão melhorar. – Ele tava a falar com mais energia, eu tinha conseguido animar o cara e pô-lo um pouco mais bem disposto.
Desta vez fui eu que me levantei e lhe estendi a mão para ele se levantar também, e foi exactamente o que ele fez. E acabou por não largou.
- Vamos lá ganhar isto, ainda não acertei em ninguém. – Disse
tentando me soltar da sua mão. A minha tentativa foi em vão, ele continuava agarrando minha mão.
- Posso te dar um abraço? — NÃO LOGICO QUE NÃO, minha cabeça gritava.
- Sim, claro. – Minha cabeça grita dizia uma coisa e minha boca disse outra. Raios nunca consigo coordenar as duas.
Ele se aproximou de mim e passou as suas mãos pela minha cintura antes de me rodear com seus braços. Depois pôs sua mão na minha cabeça me obrigando a encosta-la ao seu peito, E voltou a envolver-me no seu abraço. Eu queria fugir, mas eu estava confortável ali, então ouviu-se outra bala de tinta numa parede e nos separamos.
- Seu abraço sabe bem. Agora já tou entusiasmado também. Vamos
logo ganhar isto.
- Vamos lá!!! Esta guerra é nossa, senhor. – eu não queria
chamar-lhe senhor mas as vezes não controlava mesmo o que dizia. Ele apenas riu, pegou na minha mão e correu me arrastando pelo campo até outras ruínas.
Quando lá chegamos, escondemo-nos atrás de uma parece e logo nos apercebemos que atrás da outra parede estava alguém.
- Aponta para os pés do cara e dispara. Pode ser da nossa equipe então não queremos elimina-lo, vamos só assusta-lo. – Foi exactamente o
que eu fiz, apontei e disparei, deixando uma grande marca de tinta no chão.
- Vocês tão loucos? Chegam aqui logo disparando. Ahhhh é você…
- falou o cara que saio de trás da outra parede, mas logo foi interrompido por o que estava comigo.
- Fica calado Syn, não diz o meu nome. – quando ele disse aquilo me caio tudo, eu fiquei apática por um momento e depois gritei.
- ENTAO VOCE È M.SHADOWS?!?!?!
- ups afinal foi você que falou demais Matt. Você quando quer consegue ser mesmo muito burro. — falou Syn agarrando sua barriga e jogando a cabeça para trás numa gargalhada, Shadows o acompanhou.
Este mundo tava todo louco, Valary tinha deixado Matt!!!! Como é que isso pode acontecer? E estes dois estavam rindo que nem desalmados á minha frente e eu estava ali quase morrendo de ansiedade. Ouviu-se um tiro embater contra a parede e eles se jogaram para o chão, só eu fiquei ali em pé, feita estatua enquanto aquelas duas criaturas olhavam para mim, como viram que eu não me mexia, me puxaram para o chão me fazendo sentar no meio deles. Agora estava numa posição ainda mais constrangedora que a anterior.
Fale com o autor