Um Verdadeiro Monstro
8 Mistérios,Muito Mistérios
Notas iniciais
— ME SOLTA!! — A pessoa segurava meu braço o mais firme possível.
Começou a enterrar suas unhas pontudas na minha pele,fui tomada por um choque e comecei a gritar de dor.
A pessoa não soltava meu braço. Do contrário. Chacoalhava ele enquanto o agarrava. O capuz dessa pessoa caiu e vi que era um rosto de uma mulher acabada. Ela parecia cansada, mas ao mesmo tempo frenética. Da sua boca só saia essas palavras "Meu filho! Meu filho!"
Eu não entendia. Meu braço começou a sangrar. Puxei meu celular com o outro, e puxei com os dentes a antena do radiozinho do celular, enfiei nos olhos da moça dizendo perdão e sai correndo chorando com o braço machucadamente feio.
Corri até a porta da pizzaria,esbarrei nas pessoas e gritei a Dona Mih que estava na cozinha lavando copos. Ela não me escutou.
— Oi? — Falou Vicent saindo da cozinha com uma torrada na mão e o um pano de prato nos ombros,acho que ele cumpriu a aposta que tinha perdido. — Gabriely que braço é esse?!
Eu não consegui responder,estava em choque com o que aconteceu.
— U-uma m-moça...Meu braço... — Tentei me explicar enquanto ele botava gelo nos arranhões.
— Meu Deus. — Dona Mih se aproximou olhando para o meu braço. — Já é o segundo braço.
Eles puseram dois corativos grandes e uma faixa enorme na altura do pulso.
— Vicent pode olhar ela enquanto cuido dos clientes? — Milenah olhou preocupada com a lotação de pessoas que tinha para poucas garçonetes.
— Aham, fico.
Eu escondi meu rosto corado nas mãos doloridas enquanto ele se abaixava para onde eu estava sentada e perguntou:
— Quem fez isso Gabi?
— E-Eu n-não sei...
— Quem fez isso Gabi... — O tom de voz dele ficou sério.
— Uma moça... com o rosto escondido no capuz...
O policial jovem se ergueu, ajeitou o chapéu e continuou.
— Sabe como era essa moça? Tem algo marcante dela em sua memória?
— Ela tinha cabelos pretos mal cuidados e não parava de gritar "Filho,filho".
Vicent ficou nervoso. Suspirou, olhou para o lado e me falou:
— Continuamos depois... Deixa você relaxar primeiro... Vem.
Ele pegou minha mão e me levou até um corredor da Fazbear onde havia quadros e monduras de todo o tipo de imagem. Posters com promoções e muito mais. Chegamos até a ver as pinturas da Mih, ela adorava fazer artes. Eu achava as pinturas dela incríveis.
No final do corredor , nos deparamos com um quadro com uma moldura muito bem feita, porém estava em branco. ''Por que deixar um quadro em branco?''
Eu observei o rosto sério do jovem que parou subitamente para observar o quadro. Seus olhos começaram a brilhar, a seriedade do seu olhar sumiu e seu semblante autoritário deformou-se.
— O... O que houve? — Indaguei curiosa. — Há algo de errado com o quadro..?
— Não... — Ele desviou os olhos do quadro para mim sorrindo. — Desculpa, eu só me distrai. Isso não acontece muito...
— É algo sobre o quadro vazio?
— Não... Bem... Já vi que o branco da tela não te causou efeito, certo? Isso é arte para você?
— Não... — Fui direta, o que pensar de um quadro em branco? Patético, o pintor deveria está com muita preguiça.
Eu estava me distraindo muito com o quadro. Olhei para o rosto de Vincent novamente e vi uma lágrima disfarçada brotando em um dos olhos cor púrpura intenso.
— Não quero parecer um bobão. Mas esse quadro me faz lembrar o vazio que tem em mim. — Ele passou o dedo indicador no olho sorrindo, como se estivesse escondendo muitas coisas.
— Viceeent... — Falei seu nome compridamente baixinho.
— Não precisa se sentir assim Vicent... Você não está sozinho!! — Um impulso forte me fez abraça-lo e apertar até poder sentir seu peito acelerado bater
"Eu estou bem!" Ele retribui o abraço rindo, ele aparentava ser muito jovem, seu abraço era forte, mas durou apenas cinco segundos.
— Ainda não chegamos lá.
Caminhamos mais e mais de corredor a corredor até chegarmos numa porta com 8 trancas. Ele guardava a chave de todas e abriu a porta pesada devagar.
Lá dentro era escuro. Ele pegou uma lanterna no bolso e iluminou.
— Pode entrar, é seguro.
Eu entrei devagar no lugar e vi algo que jamais me daria susto pior. Era um animatronic em forma de coelho muito quebrado,deformado e velho.
— Esse é o SpringBonnie, na época era SpringBonnie... Já que agora saiu o Toy Bonnie. Digamos que esse seja o velho SpringTrap. O antigo coelho de ouro, que também era irmão do Golden Freddy.
Eu me aproximei e continuei ouvindo ele falar.
— SpringTrap tem uma história muito agonizante... Eu decidi contar para você. Achei você de confiança e também irá te exclarecer umas coisas... Promete não contar?
Acenei minha cabeça positivamente devagar.
— Ok... Então... — Ele parecia nervoso. — Sprintrap na época era famoso como os outros animatronics... Até chegar o dia da catástrofe...
— O-o que aconteceu..?
— Seu irmão mordeu a cabeça de uma criança. Já com ele.. não sei o que aconteceu... e ele foi trancado aqui misteriosamente.
Me afastei do animatronic e puxei o braço de Vicent com medo.
— Essa mulher... — Continuou. — É a mãe traumatizada dessa criança, ela está rondiando aqui por alguns anos. SpringTrap teve que ficar aqui trancando... Está aliviada por saber por que ela te atacou?
— Um pouco... Talvez por ela não ter se tratado do trauma e ter ficado louca...
— Vamos embora daqui. — Ele levantou e foi andando até a porta.
Eu continuei no local e vi um cartaz amassado. Fiquei com pressa e corri para a porta, e tive tempo de por o cartaz no meu bolso.
Depois dele ter trancado a porta ele se virou para mim e sorriu.
— Não precisa ficar mais assustada.
— O-obrigada. — Corei envergonhada.
Ele foi embora.
"Agora somos só eu e você cartaz..."
Abri e vi a foto de um ser todo roxo e olhos esbugalhados e brancos.
"Procura-Se Criminoso"
Nome Do suspeito: Purple Guy.
Idade: Indefinida.
Esse cartaz era da mesma data no dia da mordida da criança...
Fale com o autor