Um Vampiro Quase Normal

2 Capitulo II - Visita Inesperada.


Depois de uma terrível noite de sono, sua mãe bate na porta do quarto.

—Clouder, já está acordado meu filho? Tenho uma surpresinha para você, ande logo estou te esperando na cozinha junto ao seu pai.

AI DROGA! -disse Clouder.

Ele já sabia o que iria encontrar lá, um terrível bolo de UNIMÓRGO (uma espécie rara de morcego), com recheio de sangue de cobra caramelisado.

O jovem garoto enrolou o máximo possível para não ir até a cozinha, mas depois de alguns minutos seu pai voltara lá novamente, e sem escolha foi com a cara amarrada, mas foi.

Ao chegar Clouder teve uma estranha surpresa, pois alem do bolo havia uma garota, alias uma bela garota com os cabelos compridos ruivos de olho azul cor do céu, ela aparentava ter a mesma idade que ele, e que nunca havia visto antes.

SURPRESA! – Exclamaram os seus pais ao mesmo tempo.

Clarice logo se adiantou:

—Clouder essa é a Keity sua prima que veio da Eslovênia, ela ira fazer doze anos depois de amanhã, portanto eu conversei com o presidente da CV (cúpula dos vampiros) e ele autorizou que vocês façam a primeira prova juntos.

Não é ótimo?

Em seu pensamento veio imediatamente a palavra: NÃO, mas com um falso sorriso ele disse:

—Sim mamãe, é muito bom!

Vamos Clarice, deixe os dois sozinhos para que eles possam se conhecer melhor, disse Jonh.

Após eles saírem da cozinha Keity perguntou a Clouder:

— Porque você não gostou da idéia de fazermos a prova juntos?

Clouder então respondeu:

—Há, porque eu detesto... Bom eu pensei que..., espera ai, como você sabe disso se eu não te disse nada?

Keity com um pouco de receio explicou que era uma vampira com o dom de ler os pensamentos dos outros, e que, portanto leu o dele!

O pobre garoto ficou assustado e perguntou a si mesmo em pensamento:

—Mas e o meu dom? Como que não pegou nela?

Rapidamente Keity disse:

— Acontece que nenhum dom desse tipo me atinge!

Clouder imediatamente falou:

—O que você disse?

Você não perguntou o porquê de seu dom me atingir? Então, eu respondi.

Só posso estar sonhando, só pode. Repetia o garoto.

Todos ficaram um minuto em silencio, pois a conversa estava bastante confusa até que esse silencio foi quebrado quando Clouder pediu a ela o seguir.

Eles saíram da mansão e cominharam uns duzentos metros ao norte.

Chegando ao lugar referido por Clouder eles deram de cara com uma arvore enorme e muito velha, caindo aos pedaços e que aparentemente era inútil, mas só perecia!

Keity perguntou:

O que estamos fazendo aqui?

Clouder não respondeu nada, apenas sussurrou: SANGUE É RUIM. Keity não entendeu o porquê dessas palavras.

Ao dizer isso uma porta se abriu no tronco da arvore que parecia um elevador,

Entre! Disse Clouder, assim poderemos conversar melhor, ande logo entre.

"-Para onde vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..."

Nem deu para ela terminar de falar, pois os dois despencaram a uns dez metros abaixo.

Chegando a terra firme Clouder revela que fez esse lugar há um ano e que é para cá que ele vem quando esta triste ou coisa assim.

Keity tentava ler sua mente, mas nada ouvia.

Nem pense em invadir minha mente porque não vou pensar em nada! Exclamou Clouder.

Como assim? Você tem que pensar!!! Falou Keity indignada.

Ok! Mas você ao menos pode me responder uma pergunta?

Posso, eu acho!

Clouder porque você disse naquela senha pra entrar aqui a seguinte frase:

—SANGUE É RUIM?

Keity jura que não conta a ninguém?

Claro eu juro, afirmou ela, então os dois fizeram o pacto do segredo onde nenhum deles poderá contar nada a ninguém sobre o que será dito ali.

Vamos lá, iniciou Clouder, Keity eu não sou o que aparento ser, quer dizer, na verdade sou, mas não igual aos outros.

Seja mais claro, disse Keity um pouco confusa.

Beleza, o problema é que eu sou um vampiro que não gasta de beber sangue e que depois de amanhã serei obrigado a sugar sangue de um humano com minha prima que eu acabei de conhecer que ainda por cima agora sabe do meu segredo.

Nossa ele quase perdeu o fôlego!

Calma! Disse Keity.

Após esse instante ele começou a chorar e isso fez com que Keity ficasse com muito dó dele.

Não fique assim Clouder vou te ajudar e nunca vou contar o seu segredo a ninguém.

Lembra? Fizemos o pacto pode contar comigo PRIMO.

Essas palavras aliviaram o garoto e ainda chorando um pouco perguntou a ela:

—Como você tem coragem de ajudar uma pessoa que nem conhece direito?

Eu vi sinceridade em suas lagrimas, rapidamente disse Keity, alias meus pais me contaram que eu tinha um primo chamado Clouder e desde já percebi que havia algo de curioso em você.

Quando minha mãe me disse que você iria fazer aniversario hoje, tive essa idéia e pedi para ela me deixar vir aqui passar umas férias para então fazermos a prova no mesmo dia.

Quero que saiba que estamos nessa juntos,ok?

Obrigado, disse Clouder, agora vamos que meus pais devem esta sentindo nossa falta.

Ao chegar à mansão já era a hora do almoço e adivinha o que era de comida?

Para começar: bife de elefante mau passado, depois: carne de cobra (estava crua) e por ultimo uma ótima sobremesa: pudim, obviamente de sangue!

Clouder mostrou o seu dom a Keity dizendo:

—Pronto acabei de comer e estava ótimo (mas na verdade não havia nem relado na comida).

Segundos depois seus pais saíram do TRANZE e disseram:

—Pode ir brincar meu filho, já que acabou de comer!

Keity estou te esperando.

Quando acabou de comer ela foi lá fora e os depois brincaram e conversaram a tarde toda ate que Clarice os chamou para o jantar.

Ao sentar-se à mesa foi à mesma coisa ele usou seu dom.

Preocupada, na hora de dormir Keity fez a seguinte pergunta:

—Clouder como você sobrevive? O que come?

Sem querer dizer muito, ele falou:

—Como coisas e bebo essas groselhas do saquinho, quer experimentar Keity?

Hum, acho que vou beber só um pouquinho... NOSSA isso é muito bom nunca havia visto uma coisa dessas exclamou Keity. Mas onde você conseguiu isso?

Não se preocupe amanhã eu te conto a outra parte do meu segredo, isso pode me banir da Trânsylvania para sempre, agora dorme Keity.

Por empulso ela pulou de sua cama e começou suplicar:

POR FAVOR, NÃO CONSEGUIREI AGUENTAR ATÉ AMANHÃ, ME CONTA, ME CONTA...

Mas não obteve sucesso, ele ficou calado só disse uma coisa: não adianta ler minha mente, ok?

Ela bem que tentou, mas só ouvia: um morceguinho, dois morceguinhos, três morceguinhos...

Nervosa com a situação Keity resolve ir dormir, ou melhor, tentar dormir, e esperar até amanhã para descobrir o segredo tão misterioso...