Um Sonho em Uma Vida.
19 P.S Eu te amo
Notas iniciais
Ah Mais uma coisa, quando o Nyah estiver com problemas eu estou postando no meu Blog. http://diariosbk.blogspot.com/... Lá ele estará sempre atualizado, é que tem vez que aqui trava e vocês sabem como é. Bom Obrigada mais uma vez...
Os dois se despediram de mim, me deram os pêsames depois que o médico confirmou a perda. O Leonard estava bem, contrário do Tom que essa hora estava em casa com uma cara horrível de tanto que levou. A Danni chorou comigo, me levou para casa e dormiu lá. Graças ao soro eu consegui dormir bem à noite. Mas eu estava muito mal, eu nem cheguei a fazer o primeiro ultra-som. Mas mesmo assim era uma vida em mim, um pedaço de mim. Levantei e ouvi risadas na sala, logo fui ver.
- Oi – Leonard e Arthur valaram juntos. Estavam ali junto com a Danni.
- Oi que legal que vocês estão aqui! Desculpem por ontem.
- Desculpar? Sim eu desculpo, minhas mãos doeram, mas aquele cara está com a cara muito pior. – Leonard riu, e nós também.
- Eu sinto muito, muito mesmo. – Arthur levantou e caminhou até mim, e me abraçou. – Viemos ver como você está! – Que fofos.
- Estou bem. – Eles eram amigos? – Vocês são amigos?
- Sim, desde ontem! – Leonard respondeu. – Enquanto estávamos no hospital conversamos e acabamos virando amigos.
- Pelo menos uma coisa boa de ontem! – Eu ri.
- Já vou indo, tenho que trabalhar – Arthur falou me dando um beijo na bochecha. – Tchau para vocês.
- Tchau – eu e Danni falamos em coro.
- Também vou indo. Fiquem bem. – Leonard não era tão espontâneo quanto o Arthur. Foi indo – Tchau meninas, mantenham contato, eu tenho só mais uma semana antes de voltar para NY.
- Pode deixar. – Respondi.
- Tchau – Danni acenou do sofá.
- Vou lá dentro trocar de roupa. Não vai me abandonar né? – Falei debochando.
- Não, já sei, vamos tomar um café no Shopping. Mas eu tenho que ir a minha casa me arrumar. Arruma-se e vamos.
- Tá bem. – A Danni estava tentando me animar.
Ela realmente virou minha amiga, isso era legal, tomei um banho rápido me arrumei, o dia estava quente, coloquei um short curto jeans claro, uma camiseta branca deixando aparecer meu umbigo e conseqüentemente meu pircing, uma sandália de salto roxa, um óculo escuro, brincos, peguei a bolsa que também era roxa, estava pronta.
- Estou pronta, agora falta você! – Sorri.
Saímos e fomos até a casa dela, que era três quadras dali. Entramos na casa dela, era um pouco parecida com a minha, a decoração mudava muito. Muito bonita e organizada a casa dela. Ela demorou um pouco, olhei no relógio era nove horas, que oras acordei? Era praticamente cedo ainda. Ela saiu. Estava vestida com uma camiseta branca e uma saia curta de cós alto preta, uma sandália também preta, óculo escuro e uma bolsa branca.
- Vamos? – Ela perguntou animada.
- Vamos sim! – saímos.
Entramos em seu carro e fomos quietas até uma altura. Tentei puxar assunto, mas não sou muito boa nisso.
- Tirando o Tom foi divertido ontem né?
- Foi sim, eu não sabia que você era amiga do Tom... Conhece todos da banda?
- Conheço sim.
- Ontem o Bill terminou comigo! – Ela falou triste. Para tudo, como eu não percebi antes, ela é a designer do Bill.
- Você é... A... Nossa! – Falando no Bill como eu ia contar a ele, que eu perdi o bebe. Ele estava tão animado. Meu Deus porque isso só acontece comigo? – Eu sinto muito pelo fim do seu namoro!
- Eu comecei a namorar com ele sabendo que ele gostava de outra, ele prometeu tentar me amar, mas ela ficou grávida e veio embora para L.A só que parece que ela não quer nada com ele, e ele quer reconquistá-la. – Meu Deus eu vou ter que falar para ela que sou eu.
- Pois é ela não sabe se gosta dele, e também não está mais grávida. – A Danni freou o carro no impulso. E olhou para mim.
- Você é a Sunny? – Fiz com a cabeça que sim. – Ai que legal! – Pensei que ela ia me jogar do carro. – Como o mundo é irônico. Esbarramos-nos por acaso, e no final já estamos ligadas há muito tempo sem intenção. – Ela riu e voltou a dirigir. Eu ri também.
- Pois é como o mundo é irônico. – Suspirei.
Fomos ao shopping tomar café, fomos no Mc Donald’s para ser mais exata. Eu contei tudo a ela, minha vida inteira como conheci eles e vim parar aqui, cada momento feliz, cada amigo, cada problema. Ela fez o mesmo, contou-me tudo. Ficamos ali na praça de alimentação já estava faminta olhei no relógio era uma hora da tarde. Não vimos o tempo passar, comemos ali mesmo.
- Danni me leva na casa do Bill, tenho que falar com o Tom e contar ao Bill. – Fiquei triste. Se não fosse a Danni, eu ia entrar em depressão, porque cada bebezinho que passava eu imaginava o meu bebe, e me apertava o coração.
- Claro Su!
Fomos até lá, o segurança já conhecia ela, então deixou entrar logo. Toquei a campainha O Bill abriu.
- Sunny! – Falou surpreso e animado, olhou para traz. – Danni? – Falou surpreso e sorriu.
- Oi Bill – ela falou sem jeito. Eu fiquei quieta.
- Entrem – Ele abriu espaço para entrarmos. – Fiquem à-vontade. – Tentei ser mais direta possível.
- Eu quero falar com o Tom agora, é muito importante. – Fui séria.
- Ele não quer falar com você, mas ele está lá em cima. – Que bom que o Bill não perguntou nada.
Subi eu já sabia o caminho. Abri a porta dele e ele estava agarrado dormindo com uma vadia ruiva. Não fiz questão ser silenciosa.
- Sai daqui sua vadia que eu tenho que falar com ele. – Falei grossa, a puxei pelo braço, e arrastei de roupa íntima mesmo pro corredor da casa. Tranquei a porta. – Eu te odeio Tom Kaulitz, seu imbecíl, idiota, bêbado, desgraçado. – Eu pulei em cima dele e comecei bater nele. Mas meus tapas são tão fortes que as minhas mãos doíam e ele não sentia nada. – Seu irresponsável, mentiroso – Comecei chorar – falso, sedutor, lindo, ai como eu te odeio. – Me sentei na cama.
- Me odeia? E me chama de sedutor lindo? – Falou rindo debochando de mim.
- Não ria Tom, porque você estragou com a minha vida, você acabou com ela.
- O que foi que eu fiz? – Ele continuava com ar de deboche.
- Sumiu, me iludiu nunca mais falou comigo, mas isso não é nada. Você destruiu minha vida, me fazendo perder o meu bebê.
Eu saí dali. Não deixei o Tom falar mais nada. Desci as escadas chorando. Abracei o Bill.
Segurei suas mãos, e me sentei ao seu lado, a Danni saiu quando sentei.
- Eu não sei como dizer. – O desespero me tomou conta as lágrimas rolavam mais e mais.
- Dizer o que? – o Bill falou preocupado.
- Ontem eu saí com a Danni, fomos para uma balada, o Tom estava lá bêbado, aí ele começou a me apertar e o Leonard me soltou eles começaram brigar, eu fui tentar separar, aí o Tom me deu um soco na barriga eu caí, comecei passar mal – Nesse instante o Bill começou chorar comigo – então eu senti quente e desmaiei. Bill, eu perdi nosso bebê. Eu perdi. Se eu não tivesse saído ele estaria aqui com agente, mas eu perdi.
O Bill fez a pior cara possível, chorava descontrolado, ele subiu as escadas eu subi atrás, eu sabia que ele ia fazer merda. Aquela vadia descia a escada o Tom seguido dela. O Bill pegou o colarinho do Tom.
- Seu bastardo. – Lhe deu um soco tão forte que o Tom se desequilibrou e caiu a escada.
- Tom – Gritei e desci correndo. Sentei-me ao seu lado o puxei para o meu colo – Chama uma ambulância. Ele precisa de um hospital... Tom acorda meu amor, acorda.
A ambulância que a Danni chamou logo apareceu, os paramédicos me deixaram ir com ele. O Bill foi tão frio, nem ligou para o que fez. Aquela vadia ruiva foi bem paga para esquecer o que viu. Eu estava no hospital sozinha, mas logo os G’s chegaram e a Danni também. Eu estava chorando muito, isso foi tudo culpa minha, eu não deveria ter contado ao Bill, não eu não deveria ter saído. O Gust me abraçou forte, eu chorei. Até quando minha vida ia ser essa tragédia seguida? Eu queria que o médico aparecesse logo e falasse se o Tom estava bem.
- Vocês são a família do Tom Kaulitz? – Finalmente notícia.
- Fala logo doutor como ele está? – Eu praticamente subi no médico de tanto que me aproximei.
- Ele bateu cabeça, e o caso dele é complicado – Caí no chão de joelhos e comecei chorar.
- Acalme-se, alguém traz um calmante para ela. – o médico me ergueu. – Se você me prometer se acalmar, eu vou deixar você ir vê-lo.
- Eu prometo. Mas como ele está? – Tomei um clamante que uma mulher me trouxe. As minhas mãos tremiam de tão nervosa.
- Ele está em coma induzido.
O Ge e o Gust se abraçaram, os olhos do Ge estavam vermelhos, a Danni ligava para o David, e tentava falar com o Bill, mas nada. Então ela foi atrás dele. Eu perguntei se o Ge ou o Gust queria ir no meu lugar, eles me mandaram ir. Fizeram-me vestir algumas roupas especiais, entrei no quarto, ele estava respirando através de aparelhos e desacordado. Ver o Tom nessa situação me matou por dentro. Eu chorando, parecia que o calmante não teve efeito, comecei falar entre meus soluços.
- Oi meu amor – Segurei sua mão que estava com algum fio ligado, assim haviam vários em seu peito, na cabeça. No braço um soro. – Desculpe-me, eu fui tão cega, tão burra, mas eu não sabia o que fazer. Perdoa-me você não estragou a minha vida, você só melhorou só me fez sentir melhor sempre, eu não quero, eu não posso te perder, só agora que você se afastou de mim, eu tive certeza, certeza do que estou sentindo, certeza que eu te amo. Você não pode me abandonar, eu preciso de você, eu preciso da sua atenção, porque sem ela eu não sou nada, não sou ninguém sem você, fica comigo, não me abandona, eu me lembrei de cada momento juntos, e não consigo me imaginar sem você. Eu fui errada, eu sei, mas não posso viver sem você. Sem você eu prefiro morrer. Eu me apaixonei perdidamente por você, e só percebi isso agora, quero dizer, eu tinha medo, medo que tudo fosse um sonho, que você não fosse real, eu tinha medo de me envolver com você e me machucar, mas sem você estou muito pior. — Então comecei cantar baixo, pois a minha voz não tinha forças — “Este costumava ser nosso segredo, Agora estou escondendo sozinha, Não ajuda, Mas leio os nossos nomes na parede, lavo-os da pedra, Eu confiei em você de todas as formas, Mas não o suficiente para fazer você ficar, Volta, Eu perdi o chão, Venha e me salva, Estou queimando, você não vê? Vem e me salva, Só você pode libertar, Venha e me salva, me salva, me salva, Você mentiu quando estávamos sonhando, nossas lágrimas eram falsas, Eu queria que você negasse isso, Aqui hoje, Meu S.O.S no rádio, a única chance de deixar você saber, o que eu sinto, Pode Ouvir? Venha e salva-me, Estou queimando, você não vê?, Vem e me salva, Só você pode libertar, Venha e salva-me, Você e Eu, Você e Eu, Você e Eu, As paredes estão se aproximando, os sentimentos estão indo embora, estou assombrada pela sua sombra, tento alcançar e sentir seu rosto, você não está aqui, Você está aqui? Venha e salva-me, Salva-me, Venha e salva-me, Estou queimando, você não vê?, Vem e me salva, Só você pode libertar, Venha e salva-me, salva-me, Você e Eu, Você e eu, Salva-me, Você e Eu, Liberte-me, Salva-me” Eu te amo.
Eu fiquei ali olhando, mas logo o médico veio me chamar, todos queriam que eu falasse, mas eu não conseguia, já era noite, eu saí sozinha pelas ruas frias de Los Angeles, saí e fui andando, parecia proposital, mas para todos os lados que eu olhava, ou havia um casal, ou uma família com bebê. Isso me deixou pior que eu já estava, cheguei na praia, me sentei no mesmo banco que tinha sentado com o Tom. Fiquei olhando o mar, murmurei. – Meu sonho se transformou em pesadelo – Tirei minha sandália, coloquei na bolsa, tirei a camiseta e o short, entrei no mar. Entrei no mar e então deixaria de viver para sempre. Entrei cada vez indo mais para o fundo, Então comecei me afogar.
- Neeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeein – Alguém gritou, mas já era tarde.
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