Um Sonho em Uma Vida.
28 Festa Ulálá
Notas iniciais
- Para com isso Tom... Aiiii... Seu bobo... Olha só cortei meu dedo.
- Opa, Opa, desculpa – Começou andar pela cozinha feito um louco.
- O que está fazendo?
- Cadê onde tem?
- O que?
- Uma caixa de primeiros socorros! – Ta! Eu não agüentei comecei rir feito uma louca. – Do que está rindo?
- De você! – Ele parou em frente do balcão ficou sério e levantou a sobrancelha. – Own não fica bravo meu amor! – Andei até ele. – Sabe... Você fica tão lindo assim! Preocupado comigo!
Comecei beijá-lo, nosso primeiro café da manhã juntos, ele dormiu aqui em casa, agarradinho comigo, estava com saudades disso, a Lyzza e o Ismaelzinho dormiram no quarto que era para ser do bebe. Faz tanto tempo, e eu ainda sonho como seria se... Sempre fico muito abalada, eu nunca quis ter filhos, mas a situação muda quando ficamos grávidas, tudo bem que não tinha nem dois meses, mas mesmo assim muda. Estava muito animada, o Bill também, quem sabe o que teria acontecido conosco se eu não tivesse perdido o bebe. O quarto continua lá do jeitinho que o Bill montou, eu não me atrevia entrar, e quando entrava chorava muito, eu quem limpo a minha casa, nada de empregada, faxineira, mas sempre contrato uma diarista para limpar aquele quarto.
- Bom dia mana! – Apareceu o Ismaelzinho.
- O amor! – O peguei no colo – Dormiu bem meu anjo? Já acordou tão cedo? Caiu da cama foi? – comecei apertar ele.
- Dormi bem sim, não caí da cama, deve ser o fusiona rio! – Eu e o Tom nos olhamos e começamos rir.
- Fuso Horário meu bem! Já escovou os dentes? Lavou o rosto? Fez xixi?
- Não!
- Vai lá e depois vem tomar café, a mana fez Scone!
- Uhul Scone!! – Saiu correndo.
- Scone? – Tom me encarou.
- Bolinho em português! – Lhe dei um selinho e voltei fazer o café. (Gente isso foi um trocadilho, sabe escrevi em Inglês para diferenciar... Bom vocês entenderam!)
- Meu amor você está acordada desde que horas?
- Ah, estou acordada tempo suficiente para preparar Ovos com Bacon e bolinhos de queijo que eu sei que você ama, e também já tomei meu café e fui ao mercado. – Pisquei para ele.
- Que horas são? – Ele olhou no relógio da sala. – Oito e meia? Menina você acordou de madrugada foi?
- Já é costume levantar as cinco – Comecei rir. – Nem é de madrugada, só não sou preguiçosa feita você! E gosto do ar da manhã.
- Só espero que quando nós nos casarmos você não me acorde! – Ele começou rir, mas espera um momento, ele disse casar? Concerteza ainda estou meio sonolenta....
- Bom dia! Ouvi certo, ou Tom Kaulitz acabou de dizer que quando vocês “casarem” – Fez aspas com as mãos.
- Pois é Liza, achei que estava meio sonolenta, mas acho que não fui a única a ouvir. – Nós duas olhamos para o Tom.
- O que foi? – Ele perguntou – Eu acho que está queimando alguma coisa.
- Tom não tem nada no fogo e nem no forno, e o microondas desliga sozinho.
- Mana eu não sei onde está a minha mala.
- Fica de pijama mesmo, vamos tomar café antes que esfrie.
Falamos aos montes, rimos, brincamos, matamos as saudades, três pessoas que mais amo, e três pessoas que estavam longe de mim... E que agora estão aqui em casa.
A campainha ousou em tocar no melhor café da manhã de toda a minha vida... Exceto... Digo no segundo melhor... O melhor mesmo foi aquele em que conheci meus ídolos... Abri a porta.
- Arthur? O que está fazendo aqui em casa?
- Não me conformo em te perder e dois dias depois descubro que tu já estás com o Kaulitz. Porque jogou tudo isso fora?
- Eu podia lhe convidar para entrar, mas estou com visitas, e não podemos lavar a sujeira que você criou aqui na porta. TOM – Gritei – Eu vou à praça com o Arthur e já volto! – Ele veio até a sala.
- Vai? Posso ir junto? – Ele ficou bravo.
- Meu bem, fique aqui com a Lyzza e o Ismaelzinho. Eu já volto prometo.
- Não quero que saia com seu ex-namorado. – Encarou o Arthur
- Está com medo que ela recue Kaulitz? – Arthur provou.
- Cala a boca seu... – Ele ia avançando, mas eu o interrompi e intervir.
- Tom sem ciúmes, por favor... Não confia em mim?
- Em você eu confio, eu não confio é nesse cara. – Sempre dizem a mesma coisa, mas no fundo é em nós que eles não confiam.
- Ta bem então, que bom que você entende. – Dei-lhe um selinho e fui indo com Arthur.
Não tem melhor jeito de fugir do que esse. O Tom não gostou, na verdade ele fez questão de andar até o portão e ficar olhando o carro do Arthur afastar-se, eu sabia que uma hora eu teria que colocar tudo em pratos limpos com o Arthur, mas eu não queria. Na verdade tudo que eu vivi com ele, foi tão importante na minha vida. Mas sempre pensei no Tom, sempre o amei, nunca ouve espaço para o Arthur em meu coração, na verdade não há espaço para ninguém. Chegamos à praça nos sentamos-nos à mesa, o caminho foi silencioso. Nem eu nem ele falamos, não havia clima para isso. Mas o que o Arthur fez foi culpa dele, decisão dele, em um momento que não poderia ser melhor, afinal... Fui interrompida em meus pensamentos magoados.
- Surian... Só quero saber se você sentia algo por mim?
- Sim – Respondi em um impulso.
- Então por quê?
- Sentia carinho, admiração, desejo, amizade, ternura... Mas não amor, nunca senti, sabe disso, sempre joguei limpo contigo, até tentei te amar, mas o que sinto pelo Tom sempre foi maior, mais intenso... Mais verdadeiro. Foi você que criou essa oportunidade para eu e o Tom ficar junto, e sério é bom que tu não te iludas comigo, foi bom pra ti e pra mim, tu vai poder encontrar um alguém que te ame de verdade, como eu nunca amei, um alguém que vai ser com eu e o Tom... – Sempre é dito isso em um fim de relacionamento, isso é tão sem criatividade, mas o que podemos dizer? – Ei Arthur tu tens que te valorizar, não fique vindo atrás de mim, isso se chama humilhação, não é bom pra tua imagem. – Isso foi sacanagem da minha parte.
- É, mas eu estava bêbado quando fiz aquilo, não deveria eu sei, eu te amo, e não ligo se isso é humilhação ou não, porque quando amamos alguém isso não interessa me perdoa. Eu ia te pedir em casamento sabia?
- Sim eu sei. Tu me falaste te lembra?
- Pois é... Um ano, mais até. Por quê?
- Tu já tens tua resposta. Não insista. Será pior.
Levantei-me e saio, eu esperava que ele não viesse atrás de mim, mas ele veio.
- Então será assim mesmo? Tem certeza?
- Você não entendeu a ultima coisa que eu disse? Não insista, cara isso já está ficando chato.
Saí e finalmente ele não veio atrás de mim. Voltei para casa livre e ao mesmo tempo aliviada. Fui me aproximando de casa e lá estava além do carro do Tom o carro do Bill, me apressei para ver o que estava acontecendo lá.
- Oi povo cheguei! – Entrei em casa.
- Sunny! – O Bill me abraçou – Eu vim aqui lhe entregar o convite para o meu casamento e da Danni e para chamar tu e o Tom para serem meus Padrinho e Madrinha.
- Bill! Que show. – Quase o sufoquei – Quando vai ser?
- Mês que vem já... Já está tudo preparado, a Danni foi organizando tudo...
- A safadinho nem pra me contar
- Tenha idéia que eu estou tão surpreso quanto você meu amor, sou irmão dele, convivo com ele 25 horas por dia e não sabia.
- O dia não tem só 24? Mana seu namorado é muito burro! – Meu deus, esse aí afinado.
- BB não fala assim, é só um modo de dizer, o que o Tom vai pensar de ti.
- Ixe Su, tu nem viu nada, o pai e a mãe quase se rachavam de tanto rir com ele... – Lyzza estava até vermelha de rir. – Vamos lá dentro vestir uma roupa mocinho.
Os dois foram pra dentro, o Bill ficou mais um pouco e logo saiu, eu e o Tom pegamos a Lyzza e o BB e fomos para um parque temático, e hoje estava quente, era o dia perfeito. Eu e o Tom não estávamos namorando oficialmente, todos os dias fizemos nos quatro algo divertido, cinema, teatro, show da Lady Gaga, mas infelizmente não tivemos o prazer de conhecê-la. Passaram os dias e o casamento do Bill chegou. A Danni estava afoita no quarto, e o Bill pra ajudar queria vê-la de cinco em cinco minutos, a Danni quase teve um treco na hora que o Bill entrou no quarto de supetão e quase, QUASE, viu ela antes da hora, a Danni se jogou dentro do Closet e quase bateu a cabeça no chão, foi um sarro. Momento meninas no quarto da Danni, o Bill já havia ido para a igreja, provavelmente já estava tudo lotado, fotógrafos para todos os lados, nós quatro no quarto da Danni, ela já estava quase chorando.
- Danni não chora se não vou fazer o mesmo. – A Jojo fez um bicão.
- Sem contar que vai borrar a maquiagem – Lyzza fez cócegas nela.
- Ai! Esta na hora. Vamos? – Eu disse mais impaciente que sei lá o que, até parecia que quem ia casar era eu.
Fomos para a igreja, e logo depois a Danni veio, eu fui para o altar ao lado do Tom e a Lyzza que estava bem enturmada foi Madrinha junto com o Ge, a Jojo e o Gust e Josh com uma garota que eu conheço, mas não me lembro da onde. Dois de cada lado. A cerimônia foi espetacular, não teve como não chorar, foi perfeita, a festa então nem se fala, tudo muito lindo, e quando ela e o Bill dançaram valsa então, nossa. A dona Simone estava paparicando eu e Danni mais que o Bill e o Tom, ficava falando dos gostos dos meninos, eu tive a capacidade de falar. “Dona Simone eu não estou casada com o Tom”. Eu me surpreendi com a resposta dela. “Calma Suraia, o Tom tem toda aquela fama, mas você colocou uma coleira nele e não tem nada que tire.” Parece mesmo que a Dona Simone gostou de mim. O Bill e a Danni sumiram para a lua de mel, que nada mais nada menos uma semana nas ilhas Maldívias. A festa continuou, o mais fofo foi o Bill ter chamado o meu irmão para ser o par da dama de honra, uma prima dele lá da Alemanha. No final da fasta eu fui chamar a Lyzza e o BB para irem embora comigo, mas cadê, saí procurando pela festa toda e nada de achar a Lyzza.
-Tom você viu a Lyzza?
- Ela saiu com o Georg já faz um tempão!
Como assim? Será que aqueles dois estão de caso?
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