Um Sonho Realizado - 5º ano
8 Capítulo 8
Não pude ouvir o resto da conversa, achei que se eu ficasse ouvindo atrás da porta, estaria quebrando a confiabilidade que Dumbledore depositou em mim, então eu fechei a porta e fui ver aonde os outros estavam, assim que desci as escadas do escritório de Dumbledore, eu levei um susto, pois os gêmeos Fred e Jorge do nada, apareceram ao meu lado falando:
– Olá! Muito prazer Srta. Evans!
– Eu sou Fred e este aqui é o Jorge!
– Seremos seus subordinados a partir de agora — disse Jorge fazendo uma leve reverência, sendo acompanhado por Fred.
– Hei, calma meninos, não quero mandar em ninguém, acreditem! E podem me chamar de Kath... Srta. Evans fica muito... formal! Mas... Como vocês sabem meu nome se vocês não estavam na sala do Dumbledore? — eu disse rindo.
Eles me acompanharam até onde estavam os outros, chegando ao Salão Principal, eu pude ver que ali já estavam todos os membros da Ordem, junto com Kingsley, Moody e Lupin e que estavam sentados em uma mesa, ocupando assim, mais ou menos uns 15 lugares.
Assim que entramos, todos se calaram e se viraram para a porta do Salão, olhando para mim.... Fred e Jorge foram os únicos que me impediram de ter dado meia-volta e sair dali correndo, pois eu sabia que se eu fizesse isso, eles nunca mais me deixariam em paz, então eu tremendo da cabeça aos pés, entrei no salão e fui me sentar ao lado de Lupin (que depois do Snape, era meu personagem preferido).
Como todos tinham se calado quando eu entrei, Lupin puxou assunto e ficamos conversando, juntaram-se na conversa: Fred, Jorge, Tonks, Gui e Carlinhos.
Passados alguns longos minutos, Sirius entrou no Salão acompanhado por Dumbledore que disse em alto e bom som, para que todos pudessem ouvir:
– Bom, para a segurança da Srta. Evans e como ela não tem para onde ir, ela ira residir até últimas ordens, na sede da Ordem, junto com seu tio, Sirius!
Ao ouvirem a palavra "tio", todos olharam de Sirius para mim e de mim para Dumbledore, e Sirius disse:
– Sim! Senhoras e senhores, Katherine Evans é minha afilhada! Porém, gostaria de pedir para que ninguém– e nisso seus olhos pousaram em Fred e Jorge, — conte ao Harry sobre isso, quero ser eu quem vai dar a notícia! Estamos entendidos?!
Ninguém respondeu com som, apenas acenaram com a cabeça positivamente, e então, Sirius veio até mim, e pousou uma mão em meu ombro, e sentou-se do meu lado, Dumbledore tinha ido onde o resto da Ordem estavam sentados e ficou lá conversando, após alguns minutos, Snape entrou no Salão Principal e passando por mim ele disse:
– Vejo que você já ficou sabendo que Black é seu padrinho!
– Sim, Ranhoso, ela já descobriu que não está sozinha nessa vida! — Sirius respondeu por mim, com uma "educação" que fez eu dar um cutucão nas costelas dele com o meu cotovelo e baixinho, só para ele ouvir eu disse: "Sirius... Shhhhh!" e então eu respondi para um Snape louco da vida (dava pra apalpar a raiva e o ódio que emanavam de Snape):
– Sim, professor já descobri! Obrigada pela atenção!
Snape deu um breve aceno com a cabeça e foi se dirigir para onde Dumbledore estava sentado.
ooooOOOOoooo
Após todas essas descobertas, fomos para a sede da Ordem, no Largo Grimmauld Place n° 12, eu estava ansiosa para ver como era por dentro, apesar de já ter tido uma noção no filme.
Chegando lá, não era muito diferente do que o filme mostrava, porém, era muito maior, com muito mais espaço, mas era bem fiel, era como se Rowling tivesse estado lá e visto a casa por dentro e depois escrevera o livro.
Assim que entramos (eu e toda a cambada da Ordem, exceto o Sr. e a Sra. Weasley e os gêmeos, que voltaram para A Toca), Sirius me levou para conhecer o meu quarto, subindo as escadas eu perguntei pro Sirius:
– Tio, posso ver o Bicuço?
Sirius olhou pra mim, um pouco apreensivo, pois ele não sabia que Bicuço já tinha aparecido nos livros, e então, como se eu lesse os pensamentos de Sirius, eu falei:
– Sem problemas tio, eu já li sobre o Bicuço nos livros, sei como devo agir!
Ouvindo isso, Sirius se sentiu mais "seguro" e disse que sim, e foi me levando para o quarto, chegando lá, ele abriu a porta e eu já fui fazendo a reverência, por um minuto, eu achei que Bicuço não ía deixar eu chegar perto dele, mas passados poucos minutos, ele também fez uma reverência e eu pude chegar mais perto, para poder acariciá-lo, quando Sirius viu, ele falou:
– É, parece que ele gostou mesmo de você Kath! Agora venha, vou lhe mostrar o seu quarto!
Fora do quarto, Sirius comentou:
– Sinto muito pela sua mãe Kath, ela não merecia isso e muito menos você!
– É... Eu sei disso tio! — eu falei baixando a cabeça, para esconder uma lágrima que insistiu em rolar pelo meu rosto.
– Sua mãe era igualzinha a você Kath, cheia de vida, alegria e sem medo de dizer o que pensava e o que tinha vontade de falar! — e nessa hora ele deu um sorrisinho, como se ele lembrasse de alguma coisa. — Sei que você está triste, mas, nunca se esqueça de que aqueles que nos amam, nunca nos deixam de verdade, e sempre podemos encontrá-los aqui! — e dizendo isso, ele levantou a minha cabeça e colocou a mão em seu próprio peito, onde ficava o coração.
Assim que eu vi aquilo, mais duas lágrimas teimosas resolveram fazer um "passeio" pelo meu rosto, e assim que Sirius viu, ele secou as ditas lágrimas com o seu polegar, me fazendo parar de chorar e olhar nos olhos dele, assim que ele olhou em meus olhos, ele disse:
– Acho que você já sabe disso, mais eu tenho que falar: por mais que você se pareça com a sua mãe, você tem os olhos do seu pai!
ooooOOOOoooo
Depois de cinco dias, Rony, Gina e Hermione chegaram lá e ficaram felizes em saber que teriam uma companhia diferente da mesma idade. Todos estavam me tratando super normal, como se eu já fizesse parte da turma há anos.
Depois de duas semanas, Harry chegou, assim como no livro, ele chegou todo estressadinho por ninguém ter contato pra ele, nada do que estava acontecendo. Ele ficou de "burro amarrado" com todo mundo, inclusive, deu algumas patadas em Lupin, e em uma delas, eu olhei pra cara dele e falei:
– Acho que você deveria estar mais agradecido, por ele ter ido te tirar da casa dos seus tios, junto com os outros! — essa tinha sido a primeira vez que eu havia falado com Harry ali na Ordem, pois ele chegou e nem sequer me olhou na cara, era como se eu fosse um fantasma.
Depois que eu falei isso, me retirei da cozinha.
Chegando no quarto, Rony olhou pra mim e falou:
– Nossa Kath, você tá mais calma? O que foi aquilo lá em baixo?!
– Relaxa Rony, eu tô bem! E quanto ao que foi aquilo... Bem, vamos dizer que eu não aceito injustiças com quem não tem culpa de nada! — eu respondi normalmente.
Depois disso, Gina me contou que Harry pediu desculpas para Lupin.
No dia seguinte, Dumbledore resolveu marcar uma reunião com os membros da Ordem, e Snape apareceria por lá, eu sabia que teria que manter o sangue-frio, pois Harry, Rony, Gina, Hermione, Fred e Jorge, iriam falar muito mal dele, mesmo na minha presença. Bem, eles não viram Snape chegar, porém, assim que ele chegou, Dumbledore pediu para que ele me chamasse no quarto (afinal eu também fazia parte da Ordem), então, assim que ele abriu a porta e me chamou daquele modo característico dele: seco; Harry olhou pra ele e depois, quando eu estava saindo, ele falou:
– Seboso!
Como eu tinha ouvido ele falar isso, eu dei um passo para trás e falei:
– Seboso é aquilo que você chama de orgulho, Harry! — e dizendo isso, fechei a porta, antes que ele pudesse retrucar alguma coisa.
Snape parece ter ouvido, pois ele enquanto estávamos descendo para ir para a cozinha ele disse naquele tom irônico, sarcástico e triunfante, pois ele sabia que Harry detestava ser contrariado:
– Já está se desentendendo com o priminho Evans?!
– Não senhor... Aliás... Só um pouquinho... — respondi meio sem graça, mas com um sorrisinho no rosto.
Snape não disse nada, apenas me olhou e pela primeira vez, eu vi de fato um sorriso no rosto daquele homem cheio de segredos e mistérios, e fiquei feliz por ele, afinal de contas, a única vez que ele tinha sorrido daquele jeito, foi quando ele estava perto e junto da tia Lílian (ou pelo menos assim eu achava...).
Chegando na cozinha, Sirius falou:
– Kath, sente-se do meu lado, não quero que Snape fique te envenenado contra ninguém, principalmente contra seu primo!
– Tio! — eu repreendi ele com um olhar muito feio, e terminei: — Eu agradeço a sua "preocupação", mas eu posso me cuidar sozinha e sendo assim, eu vou sentar do lado do Profº Snape sim!
Sirius ficou meio sem graça, pois todos estavam na cozinha e observando a cena, Dumbledore sentindo isso, falou:
– Bom, estamos aqui para saber de você Severo, o que Voldemort está tramando contra nós!
– Bem, o Lorde das Trevas está planejando invadir o Ministério da Magia, para ser mais preciso, o Departamento de Mistérios, para ir atrás da... — Snape começou, porém por um instinto, eu o interrompi, concluindo a frase pra ele dizendo:
– Profecia!
Todos olharam para a minha cara, porém todos... Quer dizer... Alguns sabiam o porque eu sabia sobre o que Voldemort queria no Departamento de Mistério.... Exceto Snape, Minerva, o Sr. e a Sra. Weasley, Dawlish, Tonks, Gui, Carlinhos, Fleur e mais alguns que eu não me lembrava os nomes, que ficaram me olhando com uma cara que não dava pra saber exatamente se era assustado, espantado ou confuso, mas ficaram me olhando.... E Snape ficou me olhando com uma cara um tanto quanto bonitinha e engraçada.
Fingindo que não tinha sido interrompido, Snape continuou:
– Para pegar a profecia. — falando isso, ele me lançou um breve olhar de censura, e depois continuou: — O Lorde das Trevas também, está planejando tomar o Ministério da Magia, ele pretende infiltrar alguns Comensais lá dentro ou então, fazer com os que já estão lá, controlar os "guardiões" do Departamento de Mistérios.
– Como se fosse preciso infiltrar algum Comensal lá dentro... Eles já tem o Lúcio, que sozinho já basta por dois dos outros Comensais! — eu exclamei, deixando claro, a minha profunda repulsa por ele.
Todos olharam para mim, meio preocupados, pois sabiam que Malfoy era perigoso, Snape aproveitou a oportunidade para "tranquilizar" à todos, dizendo:
– Não se preocupem, a Srta. Evans sabe do que ela está falando, ela já teve o prazer de se encontrar com Lúcio, no Hospital St. Mungus e ver o quão perigoso ele é!
– O senhor chama aquilo de prazer?! — eu perguntei espantada, mas sem esperar uma resposta eu já falei: — Na verdade aquilo foi um desprazer... — eu frisei bastante o "des", pra deixar bem claro que eu o odiava, mas continuei falando: — O único prazer em que tive com esse breve encontro, foi a possibilidade de ter mostrado pra ele quem era a "sangue-ruim" ali... Do resto.... Foi nojento! — e falando isso, eu fingi que estava vomitando.
Com esse "teatrinho", consegui arrancar algumas risadas da mesa, inclusive de Snape, o qual eu fiquei feliz, pois era a segunda vez no dia que eu tinha feito ele sorrir.
Depois da reunião a maioria foi embora, incluindo Snape, que foi um dos primeiros à sair, assim que deu certo, eu fui pra perto do Sirius, e falei sem olhar diretamente pra ele:
– Tio, desculpa, por eu ter falado aquilo pra você no começo da reunião, mas é que antes de eu saber que você era o meu padrinho, ele foi o único que "tomou" conta de mim, então... — mas não tive coragem de terminar e porque Sirius me interrompeu falando:
– Tudo bem Kath, como eu já te disse: você é muito parecida com a sua mãe, ela no seu lugar, teria feito a mesma coisa, ou pior! — e dizendo isso, ele abriu um sorriso e me abraçou, para mostrar que tava tudo certo entre a gente.
Quando a Sra. Weasley foi chamar o resto do pessoal lá no quarto, Sirius abraçou o Harry (pois eles ainda não tinham se falado direito), e depois disso, Sirius nos levou para uma sala, em que pudemos conversar sem sermos interrompidos.
Chegando lá, Sirius falou:
– Harry, tenho uma coisa para te contar, espero que você goste e saiba dar valor a isso!
Harry ficando curioso e muito "agitado" fez que sim com a cabeça para Sirius poder falar rápido, com isso, Sirius disse imitando o jeito que Dumbledore falou pra ele:
– Harry, o que você faria, se você descobrisse que tem um primo bruxo?
– Nossa, eu iria adorar! Por quê?
– Então, bom... Então pode dizer olá para a sua "priminha"! — disse Sirius dando um passo pro lado, pra deixar eu e o Harry nos cumprimentarmos.
Harry ficou me olhou surpreso, pois não era todo dia que a gente recebia uma notícias daquelas, e então, sem mais nem menos, Harry passou por mim e saiu da sala.
Sirius e eu nos olhamos sem entender muito o que tinha acontecido, embora eu já sabia o porque daquela reação, e antes que Sirius pudesse sair, para ir falar com Harry, eu falei pra ele:
– Tio, Harry está assim comigo, porque eu defendi o Snape, quando ele foi me buscar lá no quarto... E.... Por alguns outros motivos também, que ele mesmo irá te contar com o tempo!
– Não interessa o que você fez ou o que ele está sentindo Kath, ele não tem o direito de fazer isso, com alguém da família dele, assim como não tinha o direito de falar aquilo que ele falou pro Lupin! — ele respondeu meio irritado. — Não se preocupe, além do mais, ele ainda deve estar frustado por ninguém ter falado pra ele o que estava acontecendo e por Dumbledore não ter deixado ele participar da reunião! — ele respondeu sorrindo e dando uma piscadinha. — Ele é igual ao James nesse aspecto!
E depois disso, saímos da sala, rindo. Chegando na cozinha, encontramos um Harry furioso com Lupin e Moody, por não contarem pra ele o que aconteceu na reunião e justamente quando estávamos entrando, Harry disse:
– Por que eu não posso participar e a Kath pode? O que ela tem que eu não tenho?!
Sirius me olhou meio preocupado, com a minha reação, mas eu não fiz nem falei nada (pelo menos naquele momento), simplesmente fui me sentar ao lado de Hermione que estava perto de Kingsley e de frente para Tonks, que estava transformando seu nariz em: nariz de porco, pato e por aí ía!
No momento seguinte, Sirius se encheu o saco de Harry estar me tratando mal e disse:
– Ok Harry, você quer saber o que houve na reunião? Kin, mostre a ele o jornal!
E dizendo isso Kingsley pegou o jornal na mesa e passou para Harry, no que Harry pegou e abriu o jornal, tinha uma foto dele na primeira página com o título:
"HARRY POTTER: LOUCO OU MENTIROSO?"
Assim que Harry viu aquele artigo, ele olhou um tanto quanto confuso pro Sirius, deste para Lupin e deste para Moody, para ver quem iria explicar o porque daquilo, acabou sendo o Moody, com o seu jeito "agradável" de ser dizendo:
– Fudge não quer admitir que Voldemort voltou.
– E por que não?! — perguntou Harry abismado.
– Ele está com medo Harry! — desta vez foi Lupin quem respondeu.
– E ele acha que eu também não estou com medo?! — Harry perguntou ficando mais furioso.
– Sinceramente. Não! — Moody se meteu no meio de novo.
– E por que vocês deixaram ela participar da reunião, sendo que o mais interessado sou eu, — e nisso ele não teve nenhuma sensibilidade e foi apontando o dedo em minha direção. — e eu só fico sabendo das coisas por cima e sem maiores detalhes?!
– Porque Dumbledore acha que você é muito novo para saber dessas coisas! — Moody disse.
– Ela tem a mesma idade que eu! — nisso, Harry já tinha passado da sua forma irritado, para sua forma gritando, então é claro que todos ali presentes estavam olhando para a cena.
– Eu acho que eu sei o porque Harry! — eu me intrometi, afinal de contas, ele estava "falando mal" de mim, então eu tinha que me defender. — Sabe porque eles me deixam participar da reunião e você não?! Porque eu sei controlar a minha raiva e porque eu penso antes de falar e agir, já você, não consegue fazer isso! — e dizendo isso, eu sai da cozinha batendo a porta ao sair.
Assim que eu sai, eu fui direto pro quarto, mas quando eu estava passando na frente do quarto do Bicuço, eu resolvi entrar lá e ficar um pouco, até minha raiva passar, pois eu sabia, que se o Harry entrasse no quarto e fosse falar alguma coisa, iria sair um pau feio ali, então eu peguei, abri a porta do quarto do Bicuço, fiz a reverência e entrei. Fiquei lá por um bom tempo, até que a porta abre e entra Lupin, fazendo a reverência, assim que Bicuço deixou ele entrar, ele sentou do meu lado e falou:
– Kath, dá um desconto pro Harry, você deveria saber mais do que ninguém que ele é daquele jeito dele, todo durão, mais no fundo, no fundo é uma criança, e como qualquer outra criança, ele se sente excluído das coisas quando ninguém da a devida atenção pra ele!
– Eu sei Lupin, mas... sei lá... É que você não viu o modo com o que ele me tratou quando o Sirius disse pra ele que eu era sua prima! — eu falei baixando os olhos e fazendo carinho na cabeça do Bicuço.
– Ele reagiu muito mal?! — Lupin perguntou meio abismado com a informação.
– Mal?! Nossa..... terrivelmente terrível! — eu respondi. — Mas eu falei pro Sirius que eu achava que era por causa que eu tinha "defendido" o Snape, antes de descer para ir para a reunião... — eu completei meio sem graça.
– Aaaaah então é por isso. Kath, você deveria saber que o Snape e o Harry não se dão muito bem não é?! — Lupin falou com um leve sorriso.
– Eu sei! Mas é que... — eu comecei, mas como eu não sabia o que falar, achei melhor ficar quieta e ouvir Lupin falar.
– Então... Você vai defender o maior "inimigo" do Harry, depois de Voldemort é claro, na frente dele?!
– Ah, foi mal... Eu esqueci desse detalhe! — eu respondi rindo também, mas ficando da cor do cabelo do Rony de tão sem graça.
Depois dessa breve conversa, Lupin me convenceu a voltar para a cozinha, para comer a sobremesa.
Chegando na cozinha, Sirius e a Sra. Weasley me olharam para ver como eu estava, e eu dando um sorrisinho, fiz que tava tudo bem.
ooooOOOOoooo
No dia seguinte, um dia antes da gente embarcar para Hogwarts, a manhã decorreu tranquilamente, até que Snape chegou lá e deu de cara com o Harry que já foi dizendo:
– O que você está fazendo aqui?!
– Isso não é da sua conta é Potter? — Snape respondeu naquele tom habitual dele: de desprezo. — Só me faça um favor: vá chamar a sua prima! — e dizendo isso, virou as costas e saiu da sala, se dirigindo para a cozinha, deixando para trás um Harry sem reação.
Harry fez o que Snape mandou (a cotra gosto é verdade, mas fez), chegando no quarto ele disse:
– Kath, o Sebo... — ele parou ao ver eu inclinar minha cabeça como quem quisesse dizer que não estava ouvindo bem, e então ele continuou: — O Snape mandou chamar você! Acho que vai ter outra reunião na cozinha.
Assim que ele terminou de falar, eu levante e fui para a porta, quando eu estava com a mão na fechadura, eu virei para trás e disse:
– Brigada primo! — e saí, fechando a porta.
Chegando na cozinha, todos já estavam lá, me esperando para começarmos, assim que eu me acomodei ao lado de Sirius e de frente com Snape, Dumbledore falou:
– Bom, estamos aqui, para resolver, como iremos fazer para levar o Harry e a Katherine para a estação de Kings Cross em segurança. — quando ele disse isso, eu olhei para Sirius, pedindo uma explicação, cuja qual não veio.
"Então nós faremos o seguinte: Moody e Tonks irão na frente, Harry e Katherine atrás e o restante com exceção de Snape atrás." — continuou Dumbledore.
– Alvo, eu gostaria de saber se eu poderia ir embarcar os meus sobrinhos também! — Sirius perguntou com os olhos brilhando.
– Sirius, eu não acho que seja o certo, afinal, você ainda é um foragido de Azkaban! — Dumbledore começou, mas ao ver os brilhos nos olhos de Sirius desaparecerem, ele completou: — Porém, não vejo problema em um cachorro acompanha-los!
Ao ouvir isso, Sirius ficou tão feliz, que eu aposto que se ele pudesse ou estivesse transformado em cachorro, ele estaria com o rabo abanando, latindo e pulando.
É claro que se Snape não fizesse nenhum comentário, não seria o Snape, então ele teve a "brilhante" ideia de falar no seu tom mais irônico possível:
– Claro, pelo menos você se sente útil não é Black?
– Olha só quem fala, pelo menos não era eu que não me defendia das brincadeiras do James! — Sirius soltou essa gracinha com ar de triunfo, pois ele sabia que Snape não teria reação, assim como não teve.
Não me aguentei e meio que gritei:
– Vocês querem parar com isso?! Vocês não acham que já estão bastante crescidinhos para essas discussões não?!
Todos presentes me olharam com os olhos arregalados, pois eu falei daquele jeito com o meu padrinho e com o meu futuro professor, mas ninguém falou nada, incluindo os dois que simplesmente ficaram quietos e se sentaram de novo, prontos para ouvir se Dumbledore tinha mais alguma coisa a falar.
Dumbledore não tinha mais nada a falar, pois todos entenderam o que teria que ser feito no dia seguinte na hora de embarcarmos para Hogwarts, porém este olhou pra mim e disse:
– Por isso que eu realmente adoro as crianças e os adolescentes, eles são os únicos que tem coragem o suficiente para enfrentar as coisas, sem temê-las! — e deu uma sutil piscadinha pra mim e sorriu.
ooooOOOOoooo
No dia seguinte, finalmente era o dia em que iríamos embarcar para a escola, estávamos eufóricos, aliás, eu estava mais do que todos ali, afinal de contas, iria ser o meu primeiro ano (embora tecnicamente falando seria meu 5°.... mais enfim...).
Tanto Harry, Hermione e eu também estávamos usando um suéter que a Sra. Weasley fez pra gente (vocês não podiam imaginar minha felicidade de ter um suéter daqueles), o meu era o mais legal (na minha opinião), ele era todo preto (pois a Sra. Weasley disse que combinava com os meus olhos), com uns rajados de prata, e com a inicial do meu nome em dourado; o do Harry era verde (também porque combinavam com seus olhos), rajado de preto e com a inicial dele também em dourado; o da Mione era meio marrom claro com rajados marrom escuro, por causa dos cabelos castanhos e com a inicial em dourado. E os dos Weasley daquele tom de telha tradicional com as inciais em dourado.
Chegou a hora de irmos para a estação, ocorreu exatamente como Dumbledore tinha previsto, Sirius foi acompanhando a gente como um cachorro preto.
Chegando em uma sala vazia, que as pessoas podiam esperar seu trem chegar, Sirius entrou e eu e Harry entramos atrás, ali, Sirius já tinha voltado na sua forma "normal" e se sentou em uma cadeira deixando uma de cada lado dele vazia, para nós sentarmos, um de cada lado.
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