Estava tudo indo muito bem, até que de repente os barquinhos pararam abruptamente e ouvimos alguém gritando por socorro, assim que virei, vi um garotinho na água, quase se afogando (sinceramente? Não pensei duas vezes e me joguei na água para salvar o garotinho, afinal, eu tinha feito natação durante quatro anos), então quando eu coloquei o garotinho de volta no barco, senti alguma coisa me pegando pela cintura, me levando para longe do barco do menino e me trazendo de volta para o meu, assim que chegamos perto do meu barco, eu pude ver o que era: era um tentáculo branco-perolado que assim que eu vi, percebi que era da Lula-Gigante, e em menos de dois segundos, eu já estava de volta ao meu barco, toda encharcada (é óbvio), tremendo de frio e indo para o castelo na nossa frente.

Chegando em terra-firme, Hagrid foi ver, primeiro o garotinho e depois foi ver como eu tava; Hagrid pelo o que me pareceu, iria dar o casaco de pele dele, pra mim, porém eu falei pra ele dar para o garotinho que tava com mais frio que eu, que eu ía ficar bem, que não estava com tanto frio assim (mentira).

Assim que subimos as escadarias de mármore, Minerva estava nos esperando, para fazer aquele discurso habitual das casas e das regras, então eu resolvi ficar nos últimos lugares, para que ela não pudesse me ver ali, toda encharcada (como se adiantasse muito), até que adiantou, porque ela só encontrou o garotinho com o casaco gigante de Hagrid, ela perguntou o que tinha acontecido com ele, e ele disse que tinha caído no lago e que uma menina tinha salvado ele, só que nessa hora, eu me abaixei, fingindo que iria amarrar o cadarço do tênis ensopado, para poder passar desapercebida por McGonagall, até que funcionou, pois ela não me viu e então ela falou para o menininho ir depois do jantar para a ala hospitalar, como se ele estivesse alucinando por causa do frio... (coitadinho...)

Assim que entramos no Salão Principal, os olhares se voltaram para o garotinho que estava simplesmente cômico com o agasalho gigante do Hagrid e para mim, que além de totalmente encharcada e tremendo, também era a maior ali daquele grupinho, então... destoava dos "padrões" do primeiro ano. Logo que entramos, Snape logo olhou pra mim, e como se eu soubesse disso, olhei pra ele, tudo bem, que não deu pra distinguir como ele estava, mas a impressão que deu foi que ele ficou meio preocupado comigo, por ter me visto encharcada e tremendo, mas eu dei um sorrisinho pra ele, pra dizer que eu estava bem, e então ele pareceu um pouco mais calmo.

Assim que McGonagall se virou e me viu, toda encharcada e pingando, ela me olhou com um olhar de profunda desaprovação, daí ela pegou a lista com os nomes dos alunos, e olha que máximo: o primeiro nome era meu!

– Katherine Evans

Quando ouvi meu nome, tive uma certa dificuldade para me mexer, afinal, o frio estava me matando, chegando perto do garotinho, ele agarrou meu braço me impedindo de continuar e disse:

– Obrigado Katherine!

Não falei nada, só coloquei a mão na cabeça dele, sorri e pisquei, sinalizando que quando ele precisasse de ajuda, era só me chamar. Depois, continuei meu caminho, até o banquinho e ao Chapéu Seletor, um pouco indecisa em qual casa eu queria ficar, se era na Grifinória (por causa do Harry e dos outros) ou se era na Sonserina (por causa da minha mãe e do Snape).

Só sei que quando eu sentei no banquinho e a professora McGonagall colocou o Chapé Seletor em minha cabeça ele já foi logo falando:

– Huuuun... Interessante, muito interessante, pela terceira vez em minha vida de Chapéu Seletor, eu fico um pouco confuso em qual casa vou colocar um aluno! A primeira foi com sua mãe e a segunda o seu primo Evans, Potter foi bastante difícil de selecionar, mas ele fez uma escolha, escolheu ir para a casa dos leais grifinórios, e você? Escolhe ir para onde?! Temos a casa dos inteligentes e perspicazes: Corvinal, temos a casa dos justos: Lufa-Lufa, temos a casa dos corajosos e leiais: Grifinória e temos por fim a casa dos ambiciosos pelo poder: Sonserina, assim como foi sua mãe... Uma Sonserina... E então Evans, você escolhe qual?

Não consegui responder, mais eu pensei: "Escolhe você o que achar melhor pra mim, não estou em condições!"

E dizendo isso, o Chapéu Seletor fez outra pausa e logo em seguida anunciou em altos brados: SONSERINA!

Quando abri os olhos (porque eu estava tentando me concentrar para não sentir muito frio), eu pude ver: um Rony chocado, uma Hermione um tanto quanto pasma, um Harry também chocado e um Malfoy triunfante, assim que saí, de lá de cima, e fui para a minha mesa, alguém me segurou com força pelo braço gelado, assim que eu me virei eu vi que era o professor Snape me segurando.

– Você vem comigo Evans!

E dizendo isso, me levou para fora do Salão Principal com todos nos observando. Assim que saímos e ele percebeu que estávamos longe do olhares curiosos de quem estava no Salão Principal, ele parou ainda me segurando pelo braço e me virou com força, de modo que eu ficasse de frente para ele.

– Mais o que você pensa que está fazendo Evans? Você ta achando que o Lago Negro é uma piscina, para você ficar nadando? Ou o quê?

– Não... É que aquele garotinho caiu no Lago e estava se afogando e eu como sei nadar rápido, eu só pulei na água para salvá-lo, só isso professor! — eu falei, e ao terminar estava batendo o queixo de tanto frio.

Snape ficou me olhando como quem quisesse saber a verdade através de meus pensamentos e eu pensei: "Professor, quer fazer o favor de sair da minha mente e acreditar em mim?!" e do nada eu pude "ouvir" ele dizendo: "Não! Além disso, parabéns Evans, você acabou de me bloquear mentalmente!" assim que ele falou isso, eu olhei pra ele abismada e pensei:"Sério? Então eu consegui?" "Pelo que parece sim." ele respondeu naquele tom sarcástico.

Não me aguentei e sai pulando de alegria. No primeiro momento em que Snape pode me segurar, ele me agarrou de novo pelo braço e disse:

– Quer fazer o favor de ficar quieta para eu poder te secar?

E dizendo isso ele pegou a varinha e apontou para as minhas vestes e logo em seguida minha roupa estava totalmente seca, porém eu ainda estava com frio, então ele conjurou um daqueles cobertores pequenos, próprios para enrolar uma pessoa só, e me "enrolou" com ele.

– Agora faça o favor de voltar para o Salão Principal e tente ficar longe do Malfoy. E outra coisa também, nenhum comentário sobre o que houve aqui, ouviu?

– Sim senhor! — eu respondi, dando um sorrisinho em tom de agradecimento.

Voltando para o Salão Principal, eu achei legal sentar ao lado de Marcus Flint, Montague e Mílla Bulstrode, mesmo porque eles estavam longe o suficiente de Malfoy e seus amiguinhos.

Após todos estarem acomodados em seus devidos lugares em suas devidas casas (pois quando eu cheguei, o Chapéu Seletor estava terminando a seleção), Dumbledore se levantou e mandou que começasse o banquete. Assim que as comidas apareceram em nossa frente, já começamos a pegar as coisas da qual a gente mais gostava e começar a comer. Depois de um quase silêncio em que podíamos ouvir mais os ruídos dos talheres arranhando os pratos do que os burburinhos, Dumbledore se levantou e disse:

– Agora, vamos às sobremesas!

E dizendo isso, apareceram várias sobremesas deliciosas, no meio da "refeição" Flint puxou papo comigo.

– E aí Evans, porque você não sentou com o pessoal do seu ano?

– Ah, porque eu já arranjei alguns "inimigos" por lá! — eu respondi dando um sorrisinho meio sem graça.

– Com quase todos! — eu ouvi um menino, que aparentemente era alto, tinha cabelos castanhos escuros (ou pretos, não sei ao certo, pois ele usava gel, então...), olhos que eram lindos, pois mudavam de cor dependendo do tempo e da luz, meio esverdeados... forte (aquele tipo atlético...) e simpático, que estava há dois alunos de distância de mim falar, olhando para mim rindo.

Após segundos, esse garoto estava ao meu lado direito falando:

– Muito prazer Katherine, eu sou Peter O'Connel, sou do quinto ano também!

– Ah, olá Peter! Pelo visto você já decorou o meu nome e também não tem "raiva" de mim! — falei olhando e sorrindo pra ele. — Mas me chamem de Kath! — eu disse sorrindo e olhando de Peter para os outros três.

– Mais é claro que não tenho! Porque eu teria?

– Ah, sei lá! Talvez porque eu sou amiga do Harry e outras pessoas da Grifinória e Corvinal...

– Relaxa, não sou desse tipo que detesta gente de outras casas... Aliás, nenhum de nós aqui somos desse tipo não é pessoal? — Peter falou perguntando para Flint, Montague e Milla. Eles ascenaram que sim com a cabeça!

– Olha só a minha falta de educação! — exclamou de repente Flint batendo na testa. — Eu sou Marcus Flint, capitão do time de Quadribol da Sonserina, este aqui é Stewart Montague, batedor do time e essa aqui é Milla Bulstrode, ela não faz parte do time, mais creio que daria uma ótima artilheira! — e dizendo isso, ele foi apontando para os presentes ali e no final ele começou a rir, e todos rimos juntos.