Um Sonho Realizado - 5º ano
30 Capitulo 30
No dia seguinte, eu acordei mais tarde do que no dia anterior, pois o sonho da piscina estava sendo tão bom...
Então assim que eu acordei e que eu fui para a sala comunal, Stew disse:
– Finalmente a "Bela Adormecida" resolveu acordar hein?
– Por quê? Que horas são? — eu perguntei meio assustada.
– Simplesmente hora do almoço! — Flint disse entrando na sala.
– O QUÊ?! — eu perguntei totalmente incrédula.
– É, Evans... são meio dia e meia, hora do almoço... — Flint disse, indo me cumprimentar. — E tem mais uma coisa também, só pra você saber: Snape perguntou de você! — e dizendo isso ele foi para o dormitório, para deixar a mochila.
Assim que ele saiu, Ell que tinha acabado de chegar, ouviu a parte que Flint falou sobre o Snape e olhou pra mim do tipo: "Eu realmente ouvi o que eu ouvi?!"
– Sim... — eu respondi ao seu olhar.
– Sim o quê? — Stew perguntou boiando no assunto.
– Nada... coisa nossa! — eu respondi rindo pra ele.
Assim que chegamos no Salão Principal, da mesa dos professores, Snape me olhou e ficou me encarando de tal maneira que depois de cinco minutos, eu ouvi:
– Achei que o travesseiro tivesse te engolido, Evans. — Snape disse em minha mente, com aquela mesma voz rouca, grave, sussurrada...
– Muito engraçado professor... E bom dia pro senhor também! — eu respondi mentalmente. (minha legilimência estava em perfeito estado... devidamente treinada...)
– Bom dia? Acho que seria mais apropriado, boa tarde, não acha? — ele disse, meio que sorrindo da mesa principal e a voz um tanto quanto risonha.
– Hoje o senhor tá feliz hein? — eu "disse" um tanto quanto mal-humorada, afinal ele tinha me dado dois tocos em menos de quinze minutos.
Ele não respondeu nada, mas de onde eu tava, deu pra ver um sorrisinho no canto do rosto dele...
Sentando na mesa da Sonserina, todos estavam muito felizes, pois afinal de contas, era a nossa última semana em Hogwarts, e no fim dela, seria a entrega da taça das casas... que se eu não me engano, a Corvinal estava liderando, com a Sonserina em segundo e Grifinória em terceiro...
– Hei Kath, e aí? Para onde você vai nas suas férias? — Stew perguntou depois de um tempo, que estávamos lá sentados.
– Ah... não sei muito bem ainda... mas acho que eu vou ter que ir para a casa do Wood... — eu disse voltando de meus devaneios.
– E porque você vai pra casa dele? — Peter perguntou enciumado. — Eu pensei que você ia para a casa do Snuffles... — ele completou me olhando meio atordoado.
– Ah, então.... Dumbledore disse que como ele morreu, e Lúcio Malfoy era um grande amigo dos meus pai... Ele disse que eu ficaria com eles... Até por que, eles são família do Snuffles, então... Sendo assim... Minha "quase-família"! — eu falei levantando o ombro como quem dizia: "Fazer o que?". — Aliás... Depois eu quero falar com você Peter! — eu falei olhando-o significativamente.
– Ok! — ele respondeu com um sorrisinho.
Peter e eu voltamos a nossa atenção para o nosso prato de comida, enquanto Ann perguntava:
– Quem morreu, Kath?
– Meu padrinho... aliás... como ele morreu e já foi inocentado... não temos mais o porque de eu ficar omitindo coisas para vocês... — eu disse.
– Do que você tá falando? — Flint perguntou, me olhando meio desconfiado.
– É que eu não podia falar antes... mas... o meu padrinho... esse que morreu... era o Sirius Black. — eu gaguejei antes de falar o nome dele, e fazendo um esforço enorme para não chorar na frente deles.
Peter percebeu isso e colocou sua mão sobre a minha e me olhando, me mostrando que eu não estava sozinha.
– O QUÊ? — todos os cincos disseram a mesma coisa juntos.
– Quem você disse que era seu padrinho? — Milla perguntou mais assustada ainda.
– Sirius Black... — eu respondi, comendo uma batata cozida na manteiga.
– Eu não acredito... — Ell disse boquiaberta.
– Muito menos eu! — Ann disse a mesma coisa.
– E nem eu... — Cass disse igual aos outros.
Eu não falei nada... simplesmente dei uma risadinha e voltei a comer e a observar o Salão Principal...
No que eu virei para olhar as mesas das outras casas, eu vejo que uma garota do sétimo ano da Sonserina está conversando com o Wood, e tipo, eles estavam lado a lado... sei lá, meio estranho... e o que foi mais estranho ainda, foi porque eu achei que conhecia ela... enfim, no que eu vi os dois ali conversando, do nada ele olha pra mim e me surpreende olhando pra eles, e assim que nossos olhares se encontraram, eu virei o rosto imediatamente, pois não estava falando com ele direito, por causa dele ter livrado a barra daquela.... vaca... da Bellatriz.
Depois do almoço, todos saímos do castelo e fomos para os jardins, aproveitar o dia, que: por mais que estivesse ensolarado, o vento ainda estava muito frio, aliás...: congelante, e eu como não estava nos meus planos ir lá para o jardim, estava normal, calça jeans, camiseta meia manga, e claro: meu AllStar preto tradicional.
No que eu saí e o vento atingiu a minha pele me subiu um arrepio, que veio: desde o começo da espinha até o último cabelinho da minha nuca. (tá, tudo bem que eu era meio gelada, mas como eu estava dentro do castelo e não estava nervosa, então eu até que estava quentinha... e outra, o vento realmente era de congelar tudo). Então, Peter, que estava ao meu lado, me abraçou me esquentando um pouco.
– O que você queria me contar Kath? — Peter perguntou quando sentando na margem do Lago Negro.
– Ah sim... Claro! — eu falei quando eu fiz uma cara de quem não sabia do que ele estava falando.
Contei para ele o que Dumbledore quis dizer no corredor e a reação dele foi meio... Estranha...
Peter ficou meio chocado e disse:
– Nossa... Acho que preciso rever meus conceitos quanto a você mocinha!
Mas quando eu olhei para ele sem entender; ele me deu um beijo e sorriu falando:
– Brincadeira sua bobinha... Não vou te largar por causa disso!
– Acho muito bom... Se não eu te atirava no lago agora mesmo! — eu falei sorrindo mas mostrando que tinha ficado brava com a gracinha dele e me encostei nele de novo, afinal... Estava muito frio.
Ficamos lá... Eu, pensando e tentando por minha cabeça no lugar e Peter junto comigo, me esquentando... Sério, vocês podem não acreditar, mas minha cabeça tinha tanta coisa, mas tanta coisa, que eu não sei como eu ainda não tinha explodido, mais beleza. Na minha cabeça tinha: a cena da morte do Sirius que virava e mexia estava na minha cabeça; a morte de minha mãe; a voz do Sirius e da minha mãe falando praticamente a mesma coisa: "Aqueles que nos amam de verdade, nunca nos deixarão... e você sempre poderá encontrá-los aqui..."; a viagem para a França e o cara amigo do Dumbledore que entende sobre vampiros; o comentário que Dumbledore fez sobre que Lúcio não tinha matado minha mãe porque ele quis e sim porque ele estava enfeitiçado e a minha estadia na casa dos Malfoy (o que na verdade era o que mais me preocupava, porque: se caso a Bellatriz estivesse morando lá... eu teria que andar com a varinha empunho 24 horas por dia, e ainda em todo o canto que eu fosse entrar e a cada coisa que eu fosse comer, eu teria que usar o Finite Incantatem e mesmo que ela não estivesse lá, eu teria que ter cuidados desse tipo do mesmo jeito.... Afinal de contas... Estaria eu entrando e morando em um covil de cobras criadas e peçonhentas...).
Depois de uns bons vinte minutos ali, eu olhei para Peter e este estava dormindo; acordei ele e o despachei para os dormitórios, pois eu sabia que ele estava tão cansado quanto eu...
Depois de um tempo que Peter havia saído, eu só ouço a voz de Jhon às minhas costas dizendo:
– Mais o que é que deu em você Evans? Tá querendo se matar para fazer companhia pro Sirius?
– Não que seja da sua conta Wood, mas estou aqui pensando na minha vida e no que a sua tia fez com ela. — eu respondi curta e grossa.
– Nossa, você ainda tá assim por causa da Bella? — ele perguntou sem acreditar.
– Claro... Pra você é fácil falar... Não foi o seu único parente vivo que ela matou! — eu falei ficando brava. — Aliás... O que você está fazendo aqui? — eu perguntei olhando pra ele com uma sobrancelha erguida.
Ele não respondeu de imediato, ele ficou olhando pro lago também e depois, ele disse:
– Vim dar um passeio e acabei encontrando uma maluca querendo se matar de frio aqui na beira do Lago Negro.
Eu só olhei pra cara dele com uma cara do tipo: "Me provoca pra você ver se você apanha ou não!"
Não deu tempo de ter uma reação... quando eu vi, ele já tava enfiando o casaco dele no meu braço e dizendo:
– Bom, eu não quero ser culpado por mais um crime que eu não cometi.
Eu parei tirando meu braço do casaco dele e me desvencilhando dele e olhando pra ele.
– Como assim? — eu perguntei sem entender.
Dessa vez foi ele quem ficou em silêncio olhando pro lago por mais de dez minutos, depois disso, ele disse:
– É... não sei se você percebeu mais ninguém está falando comigo... nem mesmo Boot e os outros... e isso tudo por culpa do Flint, que disse a minha "verdadeira identidade" para quase a escola inteira e porque ele disse que por minha culpa o seu padrinho estava morto.
– Então quer dizer que ele acertou em cheio não é mesmo? — eu falei séria e furiosa, olhando-o nos olhos.
– O que? Até você acha isso Kath? — ele perguntou olhando pra mim chocado.
– E por que não acharia? Se você talvez tivesse controlado a sua tia... Meu padrinho ainda poderia estar vivo e eu não precisaria ir para a sua casa... — eu falei furiosa olhando-o nos olhos.
Ele não respondeu nada, simplesmente ficou me olhando como se não acreditasse no que eu tinha dito, mas não arredou o pé dali, começando a me irritar mais ainda.
Ficamos um tempo sem nos falar e nem nos olhar... Até a hora que ele se tocou que não era mais bem vindo ali e foi embora, me lançando um olhar totalmente incrédulo.
Então depois disso, a gente meio que começou a se evitar (ou melhor ele se tocou e não tentou mais falar comigo), coisa de um entrar na sala e o outro discretamente levantar e sair, e quando os nossos olhares se cruzavam, a gente desviava o mais rápido possível, e quando a gente estava com mais gente, que a gente não podia sair, a gente ficava o mais longe possível um do outro, como se desse choque, caso a gente ficasse muito próximos.
– Ele se tocou de que você não quer mais falar com ele? — Peter me perguntou em um dia que estávamos conversando com Luna e os meninos da Corvinal e ele apareceu, desviando bruscamente de todos e indo para outro lugar.
– Já não era sem tempo não... — eu falei olhando Wood friamente.
Bem... no final da semana, foi a festa de fim de ano, e a entrega da taça das casas.
Na manhã da festa, o clima estava meio tenso... tão tenso que eu fui falar bom dia pro Harry que este me olha e fala:
– Bom dia porquê? Não tem nada de bom! — virou as costas e saiu.
No que ele falou isso, eu olhei pra cara do Rony e da Mione e estes deram de ombro, indicando que com eles ele também estava daquele jeito.
Eu não fui tirar satisfação com ele... porque eu tinha mais o que fazer do que ficar "cuidando" da birrinha do meu primo.
Na noite da entrega das taças o clima tava super legal... apesar de tenso, é verdade... tenso por causa da "rivalidade" entre as casas.
No que eu sentei junto com meu namorado e nossos amigos, eu vi Wood me encarando e logo depois Draco passou atrás de mim, também me encarando feio; decidi ignorá-los e resolvi olhar para a mesa dos professores.
Eu estava analisando tudo e estava tudo certo, sem nenhum problema: Sibila estava com uma cara estranha, (pra variar um pouquinho), vestia seus xales tradicionais de fim de ano; Minerva estava bonita, com um vestido longo preto com uns detalhes verdes musgos, que combinavam com ela, o cabelo preso num coque (mais que o habitual...) e com o chapéu pontudo de sempre; Dumbledore estava com aquele manto habitual dele, um azul-arroxeado; Flitwick estava engraçadinho... ele tava com um tipo de manto igual ao do Dumbledore, porém azul claro com umas manchas brancas (muito bonito), com um chapéuzinho estilo Shacklebolt também no mesmo tom de azul, só que sem as manchas brancas; Hagrid que já tinha voltado estava como ele mesmo... porém ele tava com o terno que ele usou no quarto filme, pra sair com a Madame Maxime (só que sem aquela rosa horrível e sem ter penteado o cabelo); o lugar de Umbridge estava vazio (graças a Deus... ter aquela mulher ali, depois de tudo o que ela tinha feito, era chamar a gente de retardado...) e passando os olhos rápido pelo lugar que seria da Umbridge, eu não avistei Snape ao lado, olhei a mesa inteira e nada de ele estar lá sentado... por mais que Snape não gostasse dessas coisas, ele nunca tinha perdido uma festa de fim de ano se quer... então de repente eu sinto a minha Marca queimando no meu antebraço esquerdo, e então caiu a ficha e foi quando eu olhei para a mesa da Corvinal, e não vi o Wood... e nem a menina que estava conversando com ele, então... eu coloquei a massa cinzenta pra funcionar e liguei os pontos: Marca ardendo, Snape, Lestrange e garota ausentes, acontecimentos da semana passada... tudo isso somado era igual á.....: Reunião dos Comensais com o Lord Voldemort em pessoa.
Então como eu cheguei a essa brilhante conclusão, eu olhei para Peter, que olhou para mim com o olhar significativo de quem confirmava minha pergunta; então eu olhei pra Ell, que meio que já tinha vislumbrado a Marca, quando eu tive um pesadelo e ao olhar pra ela, ela sussurrou:
– O Snape está vindo pra cá!
Foi o tempo de ela terminar a frase que eu ouço às minhas costas a voz, grave e sussurrada de Snape dizendo:
– Evans, venha comigo.
No que eu levantei a cabeça pra encará-lo, ele já tinha virado as costas e começado a andar, então, eu me aprecei à levantar e fui atrás dele. Peter e Eleanor rindo de se acabarem.
Chegando do lado de fora do Salão Principal, Snape parou e se virou pra mim e disse:
– Preste bem atenção Evans, eu não vou repetir: amanhã, quando você chegar na estação de King's Cross, você irá acompanhar o Sr. Wood; ele te levará até um carro do lado de fora da estação; neste carro, o amigo francês de Dumbledore estará te aguardando, o nome dele é Chrystopher Versallhes, você vai com ele no começo de suas férias de verão...
– Até quando eu vou ficar na França? — eu perguntei interrompendo-o e ganhando um olhar de censura que eu me calei imediatamente e olhei para o chão sem graça.
– Que eu esteja sabendo duas semanas... Dumbledore me disse que você já consegue controlar os seus "poderes", que as duas semanas na França, serão apenas para você aprender mais sobre si mesma e ter mais controle ainda. — ele respondeu, seco. — Você ficará na casa de Versallhes até segunda ordem de Dumbledore ou então, até alguém da Ordem ir buscar você! — ele disse me olhando sério e profundamente. — Você me entendeu, Evans?
– Sim senhor! Melhor impossível! — eu disse meio feliz e sorrindo.
Snape ficou me olhando com uma cara de quem tentava descobrir o porque de tanta felicidade, sendo que eu tinha "acabado" de perder um padrinho, mas ao surpreender o seu olhar, eu disse mais acometida:
– Desculpe... é que eu sempre gostei da França e... eu tinha feito uma promessa para a minha mãe...
Ele me olhou meio estranho, e foi embora... depois de tentar entender se eu tinha falado ou não alguma coisa errada, que eu fui virar para entrar de novo no Salão Principal, eu dou de cara com Lestrange ou Wood... Iria decidir como o chamaria...
– Aaaaaah! — eu gritei, me assustando e indo pra trás com a mão no coração. — Quer me matar é? — eu disse, assim que eu vi que era ele.
– Foi mal, Evans, não foi a minha intenção... Aliás, se eu o fizesse, talvez a Bella ficaria chateada... — ele disse sério. — Já ficou sabendo que eu vou te levar até um amigo do Dumbledore amanhã na estação?
– Sim. Obrigada. — eu falei curta e grosseiramente.
– Ótimo... Evitará maiores explicações. — ele falou e continuou ali de pé, parado me olhando.
Ficamos nos olhando por um momento, e quando ele ia falar alguma coisa, Ell aparece na porta do Salão Principal e fala:
– Kath... Dumbledore vai falar quem ganhou a taça das casas... Entra logo! — e saiu.
Nos olhamos um mais sério do que o outro e saímos, cada um para a sua respectiva mesa e sem falar nada.
Chegando na mesa da Sonserina, foi eu sentar que: Peter perguntou:
– O que houve?
– Nada não... — eu desconversei, não queria falar de coisas e pessoas desagradáveis naquele momento.
Ao mesmo tempo que eu terminei de responder, Dumbledore se levantou e começou o seu discurso habitual de fim de ano... Mas não estava prestando atenção, estava em qualquer lugar, menos ali, então, com um cutucão de Peter, eu voltei minha atenção para Dumbledore, que já estava dizendo:
– ... Então... se os meu cálculos não estiverem errados, Grifinória ganha a taça das casas, com Sonserina em segundo lugar e Corvinal em terceiro. — no que ele falou o resultado, o pessoal da Grifinória comemorou bastante animados, o pessoal da Sonserina também, mas fomos mais discretos e sérios, pois afinal de contas ficamos com o segundo lugar, o povo da Corvinal mal comemorou, primeiro porque eles ficaram em terceiro e segundo e o mais importante porque eles ficaram atrás da gente.
Quando deu o horário para a gente voltar para os dormitórios, Snape passou do meu lado e disse:
– Obrigado Evans, por seus pontos perdidos com a Umbridge não ficamos em primeiro.
No que eu olhei pra ele, ele me encarou furioso e virou as costas e foi indo em direção ao seu escritório nas masmorras.
Eu que estava do lado de Ell e Peter, olhei pra eles e ela disse:
– Ah, não liga não Kath... até parece que você não sabe como o Snape é com relação a isso! — e começamos a rir.
Fomos para o dormitório dormir... todos estavam muito cansados, exceto eu... que não conseguia pregar os olhos... alguma coisa estava me deixando inquieta e preocupada, assim como eu, Félix também estava mais arisco do que ele era normalmente, então eu peguei ele no colo e fomos para a sala comunal, sentar um pouco, para ver se a gente se acalmava um pouco e conseguia dormir.
Chegando na sala comunal, assim que eu virei para ir para uma "janela" enfeitiçada (uma vez que vivíamos nos subterrâneos de Hogwarts), eu me assustei porque eu só vi um vulto preto andando, de costas no que eu vi, eu soltei Félix no chão e a primeira coisa que eu alcancei eu peguei e fui pra cima do vulto, no que eu ía bater no indivíduo... Snape vira pra mim falando:
– O que a senhorita pensa que está fazendo, Srta. Evans? — ele falou, tirando o castiçal da minha mão direita levantada.
– Desculpe... eu achei que fosse um... — eu gaguejei tentando me acalmar um pouco do susto.
– Um o que, senhorita? — ele perguntou, me analisando com aqueles seus olhos frios e negros.
– Um estranho! — eu menti... na verdade, eu tinha pensado que era um Comensal da Morte (que não deixava de ser, mas.... enfim...). — Por isso que eu ía atacar senhor.
– Ahan... — ele fez me olhando com uma de suas sobrancelhas erguidas. — E porque você está aqui e não dormindo, Evans? — ele perguntou me encarando e dando um passo na minha direção.
– Eu não consigo dormir. — eu respondi, indo me sentar no sofá de couro preto.
– Sonhos outra vez? — ele perguntou, se virando para mim e depois indo até a mesinha de madeira que tinha na frente do sofá e se sentou ali, me analisando atentamente.
– Não... sei lá... estou com uma sensação estranha... — eu disse. — Félix também está mais arisco do que o normal... alguma coisa vai acontecer. — eu disse apoiando a cabeça no braço do sofá e fechando os olhos.
Eu nunca, em toda a minha vida pensei que eu poderia: presenciar e até vivenciar esse fato; no que eu apoiei a cabeça no braço do sofá e fechei os olhos, eu senti a mão de Snape na minha cabeça, como se ele quisesse me acalmar ou sei lá... enfim: eu não vi se ele fez alguma coisa ou não, mais eu sei que depois de cinco minutos, que ele colocou e tirou a mão, eu adormeci facilmente.
Eu sei que eu fui a primeira a acordar no dia seguinte, com Félix do meu lado, todo aninhado no tapete peludo... calminho, calminho.
Fui me arrumar para tomar café da manhã e me preparar para voltar à Londres.
Depois de chegar na porta do Salão Principal e ver que estava vazio, eu fui para o jardim, afinal, era a última vez que eu o veria... pois poderia ser possível eu não voltar para Hogwarts... afinal, eu era louca pela França... mas enfim... eu iria ficar longe daqueles jardins tão calmos e tranquilos... Por tempo suficiente para sentir uma enorme saudades...
No meio do café, eu decidi que eu teria que falar com Draco e me desculpar por tudo o que eu tinha feito e falado...
Então logo que a gente foi colocar as nossas bagagens em um corredorzinho (que eu apelidei de: corredor do desembarque de malas), para o carregador do Expresso de Hogwarts colocar no trem, eu me vi sozinha com Draco, então eu tomei coragem e disse, indo em sua direção:
– Draco, eu preciso falar com você....
– O que você quer, Evans? — ele respondeu grosseiramente e sem me olhar, terminando de arrumar as suas coisas.
– Escuta... Desculpa por tudo o que eu fiz com você e falei sobre seu pai e sobre sua mãe... Eu fiquei sabendo que Lúcio só matou minha mãe e falou àquilo no Hospital àquele dia, porque ele estava sob a influência da Imperius... — eu falei toda sem graça, afinal de contas... Eu não tinha muito o costume de me desculpar com alguém que eu achei uma vida inteira errada e mesquinha.
Draco não falou nada, simplesmente me olhou sério e fez um leve aceno positivo com a cabeça, concordando com o que eu tinha falado.
– Então a gente se vê nas férias de verão! — eu falei sorrindo para ele, que me olhou com um leve sorriso de canto e fez um sim com a cabeça e me deixou sozinha.
No trem foi tudo muito calmo... eu fui com o pessoal da Sonserina, mas dei uma passadinha no vagão do Harry, pra saber como ele estava e na volta à minha cabine, passei na cabine de Draco e vi Lestrange e Lupuz sentados juntos com Draco, Zabini, Pansy e Goyle... Crabbe havia se distanciado deles, depois que o pai havia sido preso.
Depois de umas três horas de viagem, a gente chegou na estação de King's Cross, chegando lá, a gente podia ver as famílias felizes, abraçando os filhos que voltavam da escola... Então enquanto eu estava vendo todos felizes, uma mão no meu ombro e uma voz conhecida ao meu ouvido me trouxe de volta.
– Eu passo por isso desde quando eu me entendo por bruxo! — disse Harry, sorrindo. — Vamos lá... coragem para voltar para o mundo trouxa...
Fomos juntos, sem nos despedir de ninguém... eu não saberia se iria aguentar ou não, falar tchau para os meus amigos e para meu namorado...
Chegando do lado trouxa da estação de King's Cross, eu pude ver de longe os Dursley e Harry também.
– Bem, eu não vou demorar muito... eles são muito chatos com relação as minhas amizades... — ele disse meio sem graça, me dando um abraço.
– Relaxa, eu imagino como deve ser... — eu respondi rindo e abraçando-o também. — A gente se escreve? — eu perguntei depois que a gente se "separou".
– Com certeza! — ele disse rindo e começando a ir para junto dos Dursley. — Ou se não, a gente se vê! — e com isso ele foi embora, me deixando ali sozinha.
– Sério mesmo que você iria para a França sem se despedir de mim Kath? — era Peter às minhas costas parecendo chocado.
– Aaah.. Eu ia sim Peter... Não vou aguentar me despedir de você! — eu falei já com lágrimas nos olhos e abraçando-o.
– Não fica assim minha linda... A gente se escreve todos os dias, se você quiser! Eu estarei sempre por aqui para você! — ele falou me abraçando e me dando um beijinho rápido. — Aliás... Quero que você conheça uma pessoa importante para mim! — e com isso ele me pegou pela mão e me arrastou até onde tinha um homem alto, cabelos grisalhos, óculos de grau (mas daqueles sem armação), um cavanhaque estiloso e um jeito sério, que parecia que estava analisando todo mundo.
– Ahn... William! — Peter se fez anunciar para chamar a atenção do homem.
– Peter! Que bom que você chegou e... Vejo que não está sozinho.... Quem é essa menina tão bonita ao seu lado? — o homem, William, perguntou sorrindo agradavelmente para mim.
– Will, essa é a Kath... Minha namorada! — Peter falou passando seu braço pela minha cintura, numa espécie de abraço.
– Muito prazer, senhor! — eu falei roxa de vergonha.
O homem não falou nada, somente me olhou por cima de seu óculos e depois sorrindo disse:
– Muito prazer, Srta. Evans.
Eu olhei para Peter mas esse apenas me olhou sorrindo com um olhar do tipo: "Depois eu explico!"
– Bom.. Espero você lá fora Peter... Vê se não demora! — William falou se arrumando e pegando o malão de Peter e levando para fora. — Foi um grande prazer, Srta. Evans! — ele disse com um sorrisinho de canto muito parecido com o sorriso do Grissom, do CSI Las Vegas.....
Eu e Peter nos despedimos e prometemos nos escrever sempre que possível e sempre que estivéssemos com saudades um do outro.
Assim que ele saiu, eu fiquei ali, olhando em volta e pensando o que seria da minha vida a partir daquele momento, então eu dei de ombros e fui indo para o estacionamento, eu só não sabia qual era o carro, mas eu estava disposta a usar a minha legilimência para descobrir, mas não foi preciso, pois eu dei cinco passos e uma mão me segurou pelo ombro me virando e falando:
– Espera aí Evans, eu te levo! — Lestrange disse sério. — Deixa só eu falar tchau para os garotos! — e com isso ele se afastou e foi para o grupinho onde estavam os meninos: Boot, Corner e Davies.
Eu fiquei lá, moscando sozinha, pensando no que eu iria fazer na França... e me lembrando de que eu iria pra lá pra estudar e não pra passear... Então quando eu menos esperava, Lestrange aparece de volta falando:
– Pronto, podemos ir!
Fomos em silêncio... eu não estava muito bem para ficar conversando com ninguém, até que ele disse:
– O que você tem Kath? Você tá bem?
– Ótima... Me deixa. — eu falei séria e continuei a andar.
– Bem, aqui estamos! — ele disse quando a gente estava perto de um carro preto, bonito, grande...
– Então você serr a senhorrita Katherrine Evans? — disse um cara alto, vestido de preto, de óculos escuros, cabelo comprido preto se levantando do banco do carro preto, e estendo a mão pálida dele num cumprimento.
– Sim senhor, sou eu mesma! — eu respondi, aceitando seu cumprimento.
– Muito prrazerr, meu nome é Chrystopher Versallhes, quinto chefe do clã dos Nomatt no mundo e chefe do clã dos Nomatt na Frrança. — ele disse. — E o senhorr serr o Sr. Jhon Lestrange Wood? — ele falou, estendendo seus cumprimentos ao Lestrange.
– Sim senhor! — ele respondeu, cumprimentando-o também.
– Bem, senhorr Wood, nós irremos agorra! — e com isso, ele entrou de novo no carro, deixando um lugar vago para mim na janela e fazendo um sinal para o motorista ir colocar as minhas coisas no porta-malas do carro.
– Bom... Então eu acho que isso é um até logo né? — ele disse, me impedindo de entrar no carro.
– Sim... — eu falei curta e grossa. Estava querendo me ver livre daquele garoto e das lembranças que ele me trazia.
Eu entrei no carro e fiquei ali, olhando para a estação, até a gente virar numa esquina e ela sumir de vista.
As duas semanas na França foram ótimas, apesar de ser estranho, ficar com alguém que sabia tudo sobre você e você não saber nada sobre ela... mas efim: eu e Chrystopher nos dávamos muito bem, eramos bons amigos, antes de sermos professor e aluna.
Com o tempo, eu descobri que Chrystopher não era muito mais velho que eu, ele tinha dezenove anos (apesar de aparentar ter uns trinta anos). Ele me contou tudo sobre os Nomatt, e sobre a maldição que caía sobre nós (pois ele também era uma "vítima" da maldição...).
Chrystopher me ensinou a como ter controle sobre meus poderes e como e quando usá-los, ele me ensinou também que eu ser uma vampira, não era só coisa ruim, e sim coisa boa também, pois assim como podíamos tirar a vida de alguém (quando quisemos), nós podíamos salvar vidas também; como era o caso da noiva dele Cristine; ele me contou que ela, quando tinha também dezenove anos, ela sofreu um acidente muito grave e que os médicos não conseguiriam chegar a tempo para salvá-la, então, como ele estava com ela, quando aconteceu o acidente, ele mordeu ela, para ela não morrer e fazendo isso, ela se tornou imortal... podendo assim, tornar-se noiva dele dois anos depois, uma vez que eles estavam namorando, na época do acidente.
– Chrystopher, desculpe a pergunta, mas... quantos anos você teria hoje, se você não fosse um vampiro? — eu perguntei enquanto a gente dava uma volta por Paris.
– Podemos dizerr que se eu não fosse um vampirro, hoje eu não estarria aqui te ensinando o que é serr um vampirro! — ele respondeu, rindo. — Onde você querrerr irr Katherrine? — ele me perguntou quando passamos ao lado do Museu do Louvre.
– Exatamente aqui Chrys... Espera só um minuto! — eu falei e saí do carro, que ainda estava encostando em uma vaga e saí correndo direção lado direito do museu.
Chegando numa espécie de vazio, eu olhei para o chão e encontrei o que estava procurando: a pirâmide invertida, que mostrava no filme O Código Da Vinci, e fui andando com cautela e emocionada, pois eu tinha prometido a minha mãe que o dia que eu tivesse a oportunidade de ir para a França, eu faria o mesmo caminho que o filme mostra e a mesma coisa que o personagem do Tom Hanks faz no final do filme. E sendo assim, quando cheguei no meio da pirâmide, eu olhei para cima, no céu, milhares de estrelas brilhavam; olhei para baixo e um arrepio percorreu meu corpo todo, me fazendo chorar e ajoelhar... Quando ajoelhei, eu fiz uma oração e falei baixinho:
– Viu... Promessa é dívida... E essa, eu consegui cumprir mãe!
– Que bom filha! Eu tenho tanto orgulho de você e da bruxa que você se tornou! — ouvi minha mãe dizer ao meu lado.
Quando olhei para ver se estava imaginando, eu a vi ali, parada do meu lado, sorrindo, com uma roupa toda branca e uma luz branca e forte ao redor dela.
– Mãe!? Meu Deus! — eu falei cobrindo a boca num gesto de espanto.
– Sim... Ele e São Miguel Arcanjo me deram a permissão para falar com você Kath e te acalmar! — ela falou sorrindo.
– Oh meu Deus... Obrigada! De verdade! — eu falei sorrindo e chorando olhando para o céu estrelado. — Nossa mãe... É tão bom te ver bem e de novo! — eu falei sorrindo. — Saudades de você! — eu falei.
– Eu também filha... Mas estamos bem! — ela falou sorrindo. — Aliás... Sirius pediu para eu te falar, que ele agradece pelo o que você fez com a Bella no Ministério!
Eu dei risada por imaginar Sirius me falando isso...
– Poxa... Mas que bom que eu estou falando com você mãe! — eu falei sorrindo. — Aliás... Você encontrou o papai? — eu perguntei interessada.
– Ele não está aqui filha... Ele está aí... No seu mundo e na hora certa, você saberá quem é ele... Acalme-se! — mamãe falou me olhando do jeito que ela sempre me olhava quando o assunto era sério e delicado. — Mas não tente adivinhar quem ele é Kath... Para o seu próprio bem! — ela disse.
– Pode deixar mãe! — eu falei sorrindo.
– Bom... Agora eu tenho que ir... Meu tempo está acabando! — ela falou e olhou para a luz atrás dela.
– Tá... Mãe! — eu falei antes que ela fosse de vez.
– Que? — ela perguntou se virando.
– Te amo! — eu disse e grossas lágrimas escorriam por meu rosto.
– Eu também filha! Eu sempre estarei com você! — ela falou e com isso saiu, deixando ali, tudo escuro novamente, apenas com as luzes dos postes perto do museu.
Me acalmei e voltei para o carro, ainda com algumas lágrimas rolando por meu rosto.
– Você esta bem Katerrine? Porrque está chorrando? — Chrystopher perguntou quando me viu enxugando as lágrimas.
– Nada não Chrys... Vamos! — eu falei sorrindo e entrando no carro com ele.
Me sentia muito mais alegre, leve e calma! Ter visto e falado com a minha mãe, foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido!
Duas semanas depois, eu recebi uma carta de Snape, dizendo que no fim de semana ele iria me buscar para eu ir para a casa dos Malfoy.
No fim de semana, quando eram sete e meia da manhã e Snape já estava lá, me acordando com um jornal na cabeça e dizendo:
– Acorda Evans!
– Ai... que droga, me deixa dormir! — eu resmunguei, tentando me cobrir com o edredom, mas Snape não deixou segurando-o e me batendo com o jornal.
– Severo, o que você está fazendo? Deixe-a dormirr! — Chrystopher passou pelo corredor do meu quarto e viu a cena (cômica), de Snape me batendo com um jornal na cabeça e eu tentando dormir e puxou Snape para fora do quarto. — Kath, você tem até as dez horras parra levantarr, depois disso eu ajudarr ele a te baterr! — e com isso, Chrystopher e Snape saíram do quarto, me deixando dormir mais um pouco em paz.
Quando deu nove e meia, eu já estava lá na sala, com as minhas malas prontas no pé da escada e com a maior cara de sono do mundo.
– Sente-se e tome seu café Kath, querida! — Cristine disse, ao me ver morrendo de sono.
Depois que eu tomei o café, eu fui para a sala e me encostei no batente da porta, vendo os dois conversando, no que Chrystopher me viu ali, ele falou para Snape:
– Viu só Severo? Você morreu porr terr esperrado?
Snape não respondeu, apenas me fuzilou com os olhos e se levantou, indo até as minhas coisas no pé da escada e fazendo-as sumir e logo em seguida ele disse:
– Podemos ir Evans, ou você vai querer me atrasar mais ainda?
Eu olhei pra ele com uma cara do tipo: "Me erra!" e fui falar tchau para Cristine e depois para Chrystopher, quando eu fui falar tchau para Chrystopher ele disse:
– Hei Kath, se você prrecisarr de qualquerr coisa não exite em me chamarr viu? E avise o Dumbledorr que se ele também precisarr de ajuda, parra ele me chamarr também.
– Oui monsieur! — eu respondi rindo e dando uma piscadinha pra ele.
Depois das despedidas, Snape me pegou pelo braço e aparatamos, dessa vez, quando desaparatamos na frente de um portão enorme, eu cai de joelhos, pois, por mais rápido que era aparatar, a viagem era longa, então eu consegui ficar sem ar.
No que a gente chegou, a menina que estava conversando com Lestrange na mesa da Corvinal estava esperando a gente do lado de dentro do portão, no que ele abriu, ela veio me ajudar a levantar.
– Você tá legal Kath? — ela perguntou, quando ele me colocou de pé.
– Tô... só um pouquinho tonta... mas já tá passando, obrigada! — eu respondi.
Quando eu olhei pra cima, vi Snape me encarando com aquela cara que ele fazia quando ele queria esganar alguém, mas daí ele simplesmente disse:
– Da próxima vez, quando eu chegar, quero ver você pronta, ouviu? — e com isso ele aparatou.
– Do que ele tá falando? — a menina perguntou, me olhando curiosa e sem entender nada. — Aproposito... Meu nome é Maryann... Irmã do John.
– Ah... Prazer... — eu falei meio desconfiada pelo fato de saber aquele momento que ele tinha uma irmã – Ah... só porque ele chegou lá na França as sete e meia e eu estava dormindo e o dono da casa mandou ele me deixar dormir até as dez, ele ficou irritadinho. — eu falei depois que o choque e a estranheza passou, lembrando de que ela tinha feito uma pergunta antes de se apresentar.
– Bem... vamos entrar? Tá começando a ficar frio de mais! — ela disse, fazendo com que eu entrasse nas dependências dos Malfoy.
O jardim era enorme, tinha uma fonte com o formato da letra "M", bonita, mas sendo de quem era, acabou ficando horrível.
Enquanto a gente caminhava até chegar na entrada, a gente viu vários pavões albinos passeando pelo jardim.
– Tio Lúcio gosta de se exibir para os visitantes. — ela disse meio que fazendo uma careta do tipo: "Metido!"
Chegando dentro da casa (que mais parecia um castelo... não era atoa o nome de mansão...), que era exatamente igualzinha ao que Rowling descreveu no sétimo livro, eu ía direto para a escada, que levava para os dormitórios, mas Maryann me puxou pelo braço dizendo:
– Não... vem por aqui! Eles estão na cozinha!
– Eles? — eu perguntei meio assustada.
– É... minha mãe, tia Ciça, Draco, John e tia Bella! — Maryann respondeu me arrastando para um corredor à direita.
Chegando no final do corredor, nos deparamos com duas portas fechadas, que só dava para ouvir as risadas debochadas de Bella do outro lado, Maryann abriu sem exitar, e no que ela abriu, deu para ver uma sala enorme, com uma mesa grande e preta no centro, a sala era iluminada por vários archotes, que a deixavam com aparência de estar sendo iluminada por luzes fluorescentes...
No que Maryann abriu, todos ficaram em silêncio, e me "puxando" ela disse:
– Digam olá para a nossa hóspede até segundas ordens de Dumbledore!
Ninguém falou nada, simplesmente ficaram me olhando com cara do tipo: "Fale alguma coisa errada que você morre!"
Depois das "apresentações" Maryann me levou para o quarto, só que antes de ela entrar ela pegou a varinha e disse:
– Finite Incantatem!
No que ela falou, caíram várias armadilhas de tudo que era jeito, tamanho, periculosidade e lugar.
– Tia Bella. — ela respondeu olhando para mim com uma cara de quem pede desculpas. — Vem... você vai ficar no meu quarto, enquanto eu dou um jeito no seu! — ela disse e mudamos para o quarto da frente (quer dizer... no quarto da frente na diagonal esquerda).
Quando entramos, o quarto era enorme, tipo: o triplo do tamanho do quarto que eu ia ficar!
– Você dorme na cama... eu vou dormir no chão! — ela disse, apontando para a cama dela.
Então enquanto Maryann trazia as coisas para o quarto dela, eu sentei na cama e coloquei o livro que Dumbledore tinha me dado em cima da mesa de cabeceira.
Depois que acabou o entra e sai dela no quarto, ela falou:
– Bom... Fique a vontade... Se quiser descer, estamos lá na sala... Você ja sabe o caminho! — e com um sorriso ela saiu.
– Obrigada... — eu falei para a porta, mas eu sabia que ela tinha ouvido.
No que a eu abri, só deu tempo de ler o título: O Embarque na Plataforma 9 ¾ e foi como se eu tivesse vendo o segundo filme do Harry, quando ele entra no diário de Tom Riddle; no que eu entrei, eu apareci na estação de King's Cross, que estava apinhada de gente: de alunos com suas famílias felizes embarcando no Expresso de Hogwarts..................
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