Um Sonho Realizado - 5º ano
25 Capitulo 25
O sonho que eu tive, ao mesmo tempo que foi ruim e estranho, não chegou nem perto dos sonhos que eu tinha com os corredores do Ministério.
"Estava numa sala de pedra escura, iluminada apenas por archotes, assim que meus olhos acostumaram com a escuridão, eu pude notar, que eu não estava sozinha, tinha uma garota sentada em um canto, abraçando os joelhos. Assim que me aproximei mais da menina, para a minha surpresa e espanto a menina era ruiva, tanto quanto os Weasley, e tinha mais ou menos a minha idade, talvez um pouco mais velha, mais ainda era nova.
Eu tentei chamá-la de tudo quanto foi jeito, para saber onde a gente estava, quem era ela, o que ela estava fazendo ali... enfim, coisas do tipo; até chutar a perna dela, eu chutei, mais tudo foi em vão, ela não moveu um músculo se quer.
Enquanto eu tentava em vão chamar a atenção da garota, uma porta se abriu e entrou um cara alto, esguio, branco-fantasmagórico, com uma capa preta esvoaçando nas suas costas, com uma aparência ofídica e olhos vermelhos.
Assim que ele entrou na sala, a garota abriu os olhos de repente como se estivesse acordado de um transe, e no que ela abriu os olhos, Voldemort, já foi lançando um raio verde sobre a garota. Assim que eu vi, eu tentei impedir, pulando em cima de Voldemort, mais eu simplesmente atravessei ele, como se ele realmente fosse um fantasma e fui parar na parede do lado oposto ao que eu estava. Logo que eu olhei de novo para a menina, ela não tinha caído, ela continuava sentada do mesmo jeito que antes, olhando para Voldemort um pouco menos assustada, mais ainda assim, com os olhos arregalados, como se estivesse se comunicando através do olhar e logo em seguida, ela desmaiou."
No que a garota desmaiou, eu acordei, pra variar um pouco, com o ante-braço esquerdo ardendo, assim que eu levantei a manga do pijama, pude constar que a Marca estava em alto-relevo. Assim que eu vi como ela estava, eu deitei de novo a cabeça no travesseiro, porque eu tinha sentado na cama, então assim que eu vi, que era apenas um sonho (ou melhor um quase pesadelo), eu me acalmei e voltei a tentar dormir... pra variar, ainda era muito cedo pra levantar, então eu fiquei lá, com Félix em cima da minha barriga (ah sim... esqueci de dizer, que ele já não era mais um bebezinho no tamanho... só na idade e na idade mental, principalmente...).
O café da manhã, estava um clima meio tenso, pois todos estavam preocupados com os NOM's teóricos e práticos, então era comum você ouvir ou ver um fora.
Em um dos nossos tempos livres, estávamos todos reunidos (exceto Mione, que estava estudando...), então num momento de brincadeira, Jhon falou:
– Ah, que isso Evans... não seja tão burra assim! Não dê motivos para Umbridge descontar em você, sua anta!
Eu não fiz nada, simplesmente fiquei olhando pra ele indignada com o que eu tinha acabado de ouvir. Então, quando a gente teve que voltar para o castelo, Jhon chegou ao meu lado e falou:
– Hei Kath... foi mal, não foi minha intenção!
Eu não falei nada, só fiquei olhando pra ele (mais com um ar meio misterioso), e não respondi, então quando eu vi, Wood já estava indo embora.
– Hei, John... espera! Era brincadeira, eu... — eu falei, mas tarde de mais, ele já tinha sumido na multidão.
Depois disso, eu fiquei com um peso na consciência, que foi de arrepiar os ossos da espinha, e toda a vez que eu via ele, que eu ía falar com ele.... ele me encarava super sério e virava as costas, me deixando com mais remorso do que eu já estava...
Tentei de tudo, mais foi tudo em vão, e quanto mais o tempo passava sem falar com ele (tipo: faziam apenas 2 dias, mas pra mim, faziam quase que anos...), mais remorso eu tinha!
Então eu acho que depois do quarto dia, fazendo de tudo (ou pelo menos tudo o que eu podia fazer), pra ele voltar a falar comigo, ele volta dizendo:
– Espero não ter a próxima, Evans! — todo sério, mais com o seu sorriso habitual.
Não falei nada, simplesmente abracei (não sei como, afinal existia o feitiço da sapa velha, mais beleza) ele logo em seguida que disse isso, e depois de soltá-lo, eu falei:
– Nossa... por um momento eu pensei que você não ia mais falar comigo.....
– É... por um momento eu também... — ele falou, e ao ver minha cara de espantada e chocada, ele completou: — Mas não consegui... afinal, tirando o Boot, Corner e Davies e a Luna é claro, você é a minha melhor amiga.... e além disso: minha quase-prima! — e falando isso, ele me puxou para outro abraço, como ele era maior que eu, eu batia mais ou menos no peito dele, assim como no Peter... (ser baixinha....).
Depois disso, eu tinha certeza de que na semana seguinte, eu iria muito bem nos NOM's.
A última aula do Snape, antes dos NOM's, não foi muito legal, ele estava mais rabugento que nunca, então assim que entramos na sala (eu e minha gangue), ele já foi falando:
– A primeira conversa que eu ouvir, vindo de vocês, será detenção para todos, até o final do ano! — e com isso, virou as costas e continuou a fazer o que ele estava fazendo.
Assim que ele se virou, todos (Peter, Cass e Ann), nos olhamos, pois lembramos da última detenção que tivemos com ele, no dia que a Umbridge nos pegou na AD; e realmente ficamos calados.
Não que a detenção com ele tenha sido pior que a de Umbridge... pelo menos não foi pra mim... mas é que sei lá... deu medo de ficar na mesma sala que ele por muito mais tempo do que a aula nos permitia, sei lá, ele tava mais arisco do que o de costume.
Enfim: não abrimos a boca a aula inteirinha, nem olhar a gente se olhava direito, de tanto "medo".
Assim que acabou, Snape me segurou pelo braço, quando eu estava indo para a porta (eu estava perto de sua escrivaninha) e disse:
– Você fica Evans.
– Podem ir. Encontro vocês depois. — eu falei, sem muito entusiasmo.
Peter entendeu e pegou a minha mochila e levou para a sala comunal.
Assim que ficamos sozinhos, Snape disse:
– Sei que teve um sonho essa madrugada, o que foi?
Eu fiquei olhando pra ele do tipo: "Como você sabe? Você não tava lá pra saber...!
– Não interessa como eu sei, Evans, eu só sei! — ele respondeu sério, meio que empurrando as últimas palavras.
– O senhor... só... sabe?! — eu repeti intrigada e achando muita graça, não conseguindo refrear um sorrisinho.
Snape me fuzilou com aqueles seus olhos pretos, que fizeram com que eu ficasse na minha e parasse de sorrir imediatamente.
– Bem, é verdade, eu tive um pesadelo, essa madrugada... — eu disse, olhando pro chão, com receio de encarar Snape nos olhos e ver talvez o que eu não quisesse (coisa que eu não sabia o que era).
– E com quem foi, como foi e onde foi? — ele disse em tom de exigência.
– Foi com uma moça, que eu nunca vi na minha vida, ruiva... achei que era alguém da família do Sr. Weasley, mas acho que não tinha nenhum parentesco... — eu disse, ainda olhando pro chão. — Como foi? Bem... foi estranho, Voldemort (e nessa hora minha Marca ardeu), entrou e simplesmente "matou" ela, mas ela não morreu, ficou ali, olhando pra ele, e só depois de uns dez, quinze minutos, ela só desmaiou, como se estivesse dormindo... E onde? Hunf... adoraria saber, só sei que era uma sala de pedra escura, iluminada por archotes! — eu terminei, levantando os olhos, pra ver a reação dele.
Que por um acaso, não poderia ser pior: ele meio que se assustou com as descrições que eu dei pra ele, pareceu que ele não esperava que eu soubesse de tudo aquilo, então ele se "recompondo" (como se fosse preciso...) ele disse:
– Saia e não fale disso para ninguém.
– Sim senhor! Boa noite, senhor! — eu falei, indo para a porta, meio que de qualquer jeito.
– Ah, Evans! — ele disse, me fazendo parar no meio do corredor e me fazendo virar para poder encará-lo.
Assim que eu virei e olhei pra ele, ele disse:
– Agora a Umbridge é diretora. Tome cuidado com o que você fala e faz por aí, ouviu?! Sua mãe iria se decepcionar se você fosse expulsa. — ele disse, quando a minha feição foi do tipo: "Tá e eu com isso?!"
Assim que ele falou aquilo, eu corei de leve (por eu ter pensado aquilo...) e voltei a olhar pro chão, acenando positivamente com a cabeça e saindo.
Depois disso, o clima realmente ficou muito estranho, com Peter e eu... ele parecia mais distante do que nunca... não que ele fosse grosso ou me ignorava (é... só de vez em quando, ele me largava falando sozinha, mas era só de vez em quando), mas sei lá... era estranho, não sei se era por causa do feitiço da sapa velha que não deixava a gente se aproximar muito, mas a gente começou a se distanciar, assim, numa proporção gigante...
Teve um dia que eu não aguentei, sentei ao lado dele e disse:
– E aí, meu lindo? Você tá bem?
– Oi linda! Eu tô sim, e você? — ele disse, olhando pra mim sorrindo e me dando um beijinho.
– Ah... eu tô bem... mais poderia estar melhor! — eu falei, encarando o chão.
– Por quê? — ele perguntou curioso, se endireitando.
Aí eu falei pra ele, que ele tava "meio" distante de mim, e eu não sabia o motivo, e que não adiantaria ele falar que era por causa dos NOM's, porque eu também tinha os NOM's pra fazer e não estava distante de ninguém (exceto dele, por causa dele mesmo). Depois de um tempinho, ele olhou pra mim e disse:
– Ah, Kath... sei lá... algo mudou entre a gente, e sinceramente não é igual a antes... não sei se é por causa do feitiço daquela vaca, ou não... mas sei lá...
– Jura que algo mudou? — eu disse num tom meio sarcástico, só pra eu não ficar muito mal com aquela situação. — Eu sei... e também percebi as mesmas coisas que você... — eu concluí, olhando de novo para o chão (afinal, eu tinha tomado coragem e encarado ele por uns instantes).
Ficamos em um silêncio incômodo durante uns trinta minutos, quando já estava na hora de entrarmos para o castelo, eu olhei pra ele, que já ía entrando e disse:
– Hei... e a gente? Como fica?
– Não fica... — e dizendo isso, ele virou as costas e saiu em direção ao castelo (estávamos de baixo daquela "nossa" árvore).
Se eu não falar que eu fiquei muito mal com quele tipo de resposta, eu vou estar mentindo; então, quando ele estava bem longe, eu sentei (meio que escorregando), encostada no tronco da árvore e fiquei lá por uns bons vinte minutos chorando e tentando me... controlar... mesmo porque, eu sabia que aquilo iria acontecer mais ou menos dias... era fato. Então depois de um tempo ali sozinha, como a noite estava começando a cair, eu "senti" a presença de alguém, e assim que eu puxei a varinha e me levantei, pude ver que era Snape.
– Preste atenção para onde você aponta essa varinha, Evans. — ele falou, assim que eu tomei um susto quando eu vi que era ele.
– Profes... eu... desculpa! — eu falei meio sem graça e enxugando o rosto com a manga do uniforme e baixando a minha varinha.
Snape não falou nada, durantes alguns segundos, então depois desses segundos, ele disse:
– A senhorita sabe que horas são, Srta. Evans?
– Não senhor! — eu respondi, olhando pro chão (não por medo e sim, por que eu não queria que ele tivesse a certeza, embora eu acho que naquela altura, ele já sabia, que eu estava chorando).
– Vou fingir que acredito. Entre. — foram as únicas que ele disse e que me fizeram sair de onde eu estava.
Assim que eu cheguei no Salão Principal, era como se estivesse escrito na minha testa: "EU LEVEI UM PÉ DO MEU NAMORADO", por que todos ali, olharam para a minha cara. Eu tentei ignorar esse fato, o melhor que eu pude, então, quando eu sentei na mesa, para comer, eu ainda sou obrigada a ouvir a gracinha do Malfoy dizendo:
– E aí Evans... vai se matar quando?
Eu só olhei pra ele de onde eu estava, e no que eu olhei, Crabbe e Goyle se fizeram ser notados (como se pra isso, fosse preciso alguma ajuda...), e Peter estava do meu lado, me segurando.
– Ele só fez isso pra te provocar, relaxa Katherine! — Peter falou ao meu ouvido.
Eu olhei pra cara dele do tipo: "Meu, qual é o seu problema?!" E ele percebendo disse:
– Não é só porque a gente não vai mais ficar juntos por enquanto, que a gente não pode ser mais amigos, né?
– Por enquanto? Amigos? — eu repetia mais para mim do que para ele. — Olha, quanto à sermos amigos... ótimo... eu aceito de boa... agora... não ficarmos juntos por enquanto... essa última palavra eu não entendi muito bem... Explica? — eu falei olhando pra ele, meio confusa.
– Que bom... então a partir de hoje, seremos bons amigos... — e isso ele falou com o maior sorriso, então ele se concentrando um pouco mais, ele continuou: — E o por enquanto, foi isso mesmo que você entendeu! A gente pode voltar um dia, entendeu? Mas enquanto esse dia não chega, seremos apenas amigos, ok? — ele perguntou de novo.
– Ta...! — eu falei, ao mesmo tempo que confusa, feliz, por saber que pelo menos eu poderia contar com ele, quando eu precisasse....
Depois disso, não mudou muita coisa, aliás... não mudou nada, porque assim: ao mesmo tempo que eu fiquei chateada por ter terminado, eu tava feliz, porque eu tava sentindo que nenhum dos dois, sentia mais nada, um pelo outro, a não ser um enorme respeito, amizade e carinho, então quando tínhamos aulas vagas, a gente sempre ficava junto, tipo: um encostado no outro.
Num desses dias de folga, Jhon apresenta pra gente, o Lupus. Meu... tinha alguma coisa estranha naquele garoto (tirando o fato de ele ter protegido o Malfoy, é claro), que eu não sabia o que era, mais que eu ainda iria descobrir.
– Hei, Lupus... essa aqui é a minha quase-prima, Kath Evans! — Jhon nos apresentou.
Quando eu estendi a mão pra ele, para poder cumprimentá-lo, ele simplesmente falou OI e deu um passo para trás. No que ele fez isso, eu baixei a mão, olhei pro Jhon que estava ao lado dele e Peter veio, até mim, ficando do meu lado direito.
– Hei... relaxa, eu não sou louca de arranjar confusão com ele... você já viu o "tamanho" dele? — eu falei, rindo.
Lupus, era alto e muito forte, um tipo atlético bem mais encorpado, e eu pude notar que ele tinha uma correntinha de prata, metal... sei lá o que era aquilo... em um formato de cruz medieval.
– Bela corrente, Lupus! — eu falei, dando um sorriso e olhando para a corrente em seu pescoço.
– Valeu, mas por enquanto pra você é Belmont! — ele disse sério e seco. (mais um com esse tipo de humor na minha vida, eu não iria aguentar...)
Assim que ele falou isso, Peter passou o braço dele pelo meu ombro, (para me impedir de tentar alguma coisa) e Jhon foi mais pra perto de Lupus, (para tentar impedir que eu fizesse alguma coisa contra ele... ou sei lá...)
Depois de um tempo, Lupus e eu, já estávamos na maior amizade... quer dizer... estávamos nos falando sem um dar patada no outro, ou coisas do gênero. Então, em uma das brincadeira de Boot, Jhon deu uma de psicólogo e disse:
– Meu, pra que brigar? Pra que? Se ao invés disso, a gente pode conversar, civilizadamente?
– Caracas, Wood... você parece meu tio falando! — Corner disse morrendo de dar risada.
– Mais eu tô falando sério... ninguém mais concorda? — Jhon perguntou, meio que sem muita reação.
– Ah... você tá certo, "tio" — eu respondi, morrendo de dar risada da cara que ele fez, ao ouvir aquilo.
Foi o tempo de eu me levantar e sair correndo pelo jardim, pois Jhon veio atrás correndo, depois de uns cinco minutos, a gente tava jogando freesbee-que-morde, que Fred e Jorge vendiam. Ficamos lá jogando, aquele negócio, que realmente mordia e machucava; uma hora que eu joguei pro Jhon, que estava bem na minha frente, o freesbee muda bruscamente de direção, e quando todos olham, ele foi parar na mão de quem? Exatamente: Umbridge.
Assim que ela pegou o freesbee... ele olhou para a minha cara e simplesmente disse:
– Quinze pontos a menos para a Sonserina. — e dizendo isso, virou as costas e foi embora, voltando para o castelo.
Olhamos um para a cara do outro, e com um simples: "Falou, a gente se vê!" a gente começou a ir embora.
No dia seguinte, na hora que estávamos indo para o Salão Principal almoçar, eu que estava com Cass, Ann, Peter, Flint, Milla e Stew, Hermione veio correndo com Rony no seu encalço atrás de mim, assim que ela me encontrou, ela disse:
– Kath, o Hagrid voltou! — e dizendo isso, saímos os três atrás do Harry, que estava conversando com o Simas (que já tinha voltado a falar com ele normalmente).
Saímos correndo, feito quatro loucos, chegando na cabana de Hagrid, pudemos ouvir a inconfundível voz doce e meiga de Umbridge dizendo:
– Eu lhe ordeno, que me fale aonde você esteve esse tempo todo!
– Eu já lhe disse... fui cuidar da saúde, tomar um pouco de ar fresco! — Hagrid disse, muito cofiante de si mesmo.
– Ah sim, claro! Para um guarda-caças, achar ar puro deve ser muito difícil! — ela disse ironicamente. — Bom... se eu fosse você não iria me acostumar a estar de volta... aliás... nem desfaria as malas! — e dizendo isso, saiu da cabana dele.
Como estávamos tentando ouvir o que ela estava falando, Rony foi para perto de porta, e no que ela abriu, se ela olhasse para o lado direito, ela iria ver Rony, paradão ali, tentando sair de fininho. Eu, Harry e Hermione, puxamos ele o mais rápido e silenciosamente possível para onde estávamos mais "seguros".
Assim que ela foi embora, entramos na cabana de Hagrid, ao entrarmos, ele já foi falando que ele tinha ido procurar os gigantes, a pedido de Dumbledore e tal (coisas que eu já sabia, mais tive que fingir espanto, quando eu ouvi ele dizendo.......). Depois que ele falou sobre a missão dele, todos olhamos para a janela, e Hagrid se levantou, indo para mais perto e verificando que uma tempestade estaria muito perto dos terrenos de Hogwarts, então ele falou:
– A tempestade está vindo Harry. Temos que ficar juntos agora... Mais do que nunca!
Depois disso, Hagrid nos fez voltar para o castelo.
Passados alguns dias, que a gente estava conversando, os quatro: eu, Rony, Mione e Harry, Hagrid surgiu atrás de um pilar, meio que com medo de que alguém o visse por lá. E quando fomos até ele, ele disse:
– Bom... agora eu queria pedir um favor para vocês quatro. — e dizendo isso, foi saindo pela outra ponta da ponte em que estávamos, e nós quatro nos olhamos e o seguimos.
– Hagrid, aonde estamos indo? — Rony perguntou entrando em pânico, depois de um tempo de silêncio ao qual já estávamos dentro da Floresta Proibida.
– Eu não pediria isso pra vocês se realmente não fosse necessário... ainda mais agora que Dumbledore sumiu e que Umbridge assumiu a escola... — ele disse, sem responder a pergunta. — Grope! O Grope! — Hagrid chamou olhando pra cima, em algum lugar.
Assim que ele começou a chamar o Grope, olhamos um para a cara do outro e logo em seguida, estávamos abaixados, com uma mão gigante em cima de nossas cabeças fechada, com uns passarinhos mortos dentro.
– Mais o que foi isso Hagrid! — Rony disse, meio desesperado, quando nos recompusemos.
– Me desculpem por ele... este é Grope, meu irmão... na verdade meio-irmão... ele é inofensivo... — ele disse, mas nesse momento, Grope tinha nos vistos (eu acho) e foi pra cima de nós. — Só é meio estabanado, só isso! — e assim que ele terminou de falar, e nós não tínhamos mais saída, Grope parou, por causa da corda em sua cintura.
Assim que ele parou, a gente meio que se endireitou de novo, mais nesse momento, Grope pegou Hermione em uma mão e eu em outra, e nos ergueu, o desespero de Rony, Harry e Hagrid (da maneira dele é claro), quando Grope fez isso, me fez dar uma risadinha. Rony tentou bater com um pedaço de tronco no joelho de Grope, mandando ele nos soltar, mais Grope, ao sentir o "choque" do tronco com o seu joelho, simplesmente "empurrou" o Rony, fazendo-o cair.
– Hagrid, faz alguma coisa! — Harry disse, meio desesperado.
Enquanto eles estavam muito preocupados, eu tava me divertindo, eu tinha conseguido fazer com que Grope me pusesse em seu ombro, e quando eu estava lá, eu falei pra eles:
– Hei... relaxa, tá tudo bem... ele é legal!
– Grope! Me põe no chão..., agora! — Hermione falou, dentro ainda da mão direita dele.
Assim que ela falou isso, ele ficou com uma carinha, que deu até pena... Ele me segurando, apenas para eu não cair, colocou Mione no chão, no que ele fez isso, Rony disse:
– E fique longe dela, seu grandalhão!
– Cala a boca, Ronald! — eu disse, lá de cima.... tava tão legal, que eu nem queria descer, mas Grope me tirou de la mesmo eu falando que não precisava, uma vez no chão, Harry perguntou, olhando pra ele, que tinha voltado de onde ele tinha saído.
– Você tá legal, Kath?
– Melhor impossível! — eu respondi sendo o mais sincera possível.
Era a primeira vez, desde a detenção coletiva com a Umbridge, que eu me sentia completamente feliz...
Logo em seguida, Grope aparece com um guidão de bicicleta com uma busininha no lado direito do mesmo, e entregou para Mione, antes de ele dar na mão dela, o guidão, ele tocou a campainha, e depois de um tempinho na mão dela, sem ela fazer nada, só segurá-lo, eu falei:
– Toca a buzina, cabeção!
Daí ela foi lá ainda meio incerta do que fazer e tocou a buzina, quando ela tocou, Grope fez uma carinha tão fofa, que eu juro que: se ele não fosse um gigante e eu uma formiga, eu abraçava ele...
Depois disso, enquanto Grope voltava para o cantinho das tralhas dele e sentava, que nem uma criancinha de dois, três aninhos, Hagrid falou pra gente:
– Bom... como eu estou há um passo de ser mandado embora, e como eu não podia deixá-lo lá com os outros gigantes, eu trouxe ele pra cá... ele sabe se alimentar sozinho... ele precisa só de companhia... e como eu já disse que estou há um passo de ser despedido... eu queria saber, se... se vocês tomariam conta dele, nesse sentido de companhia! — e quando eu vi, Hagrid tava muito triste, quase chorando.
Eu olhei para Harry, Rony e Mione e disse:
– Apesar da gente ter se conhecido esse ano, Hagrid... você fique sabendo que você sempre vai poder contar comigo! — e dizendo isso, como eu sabia o que ele estava sentindo, com relação à Grope ficar sozinho, eu fui abraçar ele (mesmo porque eu também tava quase chorando).
– É... com a gente também, Hagrid! — Harry falou, dando um sorriso e olhando de Hagrid para Grope.
Quando voltamos e estávamos só nós quatro, Rony falou:
– Hei, porque você disse aquilo Harry? Ele é um gigante!
– E? — Harry perguntou, sem entender, onde Rony queria chegar.
– E... que a gente não pode se responsabilizar por ele! Nem parente ele é nosso! — ele falou isso, assim, na maior cara de pau.
No que ele disse, ele levou o maior tapa de Mione e meu logo em seguida.
– Que foi? — ele perguntou aturdido olhando pra nossa cara sem entender o motivo dos tapas. — Eu falei alguma coisa errada?
– Não, magina... só me deu vontade de te bater... estava precisando! — eu falei olhando pra cara dele do tipo: "seu retardado, é lógico que você falou besteira!" E falando isso, eu achei melhor sair de lá e ir para a minha sala comunal, por que eu já tinha perdido o almoço mesmo, antes que eu batesse no Rony, com mais força e vontade.
Assim que eu estava chegando perto da sala da Sonserina, eu dei um belo encontrão com Peter... como a gente ainda se gostava muito e como eu tava triste pelo o que Hagrid tinha dito assim que eu olhei pra ele, eu simplesmente abracei ele. Ficamos lá por muito tempo, depois que eu o soltei, ele disse:
– Vem, vamos lá pra fora... lá a gente pode conversar melhor! — e dizendo isso, ele foi me levando para o lugar de onde eu tinha vindo.
Chegando lá fora, debaixo da árvore, sentamos e eu me encostei em Peter, que tava encostado no tronco da árvore. (sim... conseguimos nos aproximar mais que o permitido... mesmo porque, eu tava com tanta raiva da Umbridge que eu queria ver quem seria o animal que viesse tirar a gente dali...)
Ficamos daquele jeito por uns bons trinta minutos, quando vimos, já tava na hora de voltar para as aulas, antes de irmos, Peter me segurou pela mão e falou:
– Kath... você sabe que eu ainda gosto muito de você né?
– Sei sim, Peter... e você sabe que esse sentimento é recíproco né? — eu falei, olhando pra ele, mais não aguentei muito tempo, então voltei a olhar pro chão.
– Sei! — ele respondeu, erguendo a minha cabeça, fazendo com que eu olhasse diretamente para seu olhos que estavam na cor verde oliva. — Kath... eu sei que eu nunca falei isso antes, mas, eu acho que já tá na hora de eu falar, aliás, já até passou da hora de eu te dizer isso, mas... — ele tomou fôlego e depois ele disse: — Eu te amo, mesmo!
Foi como se o mundo tivesse se aberto sob meus pés... não que eu não soubesse que ele me amava, mas ele nunca tinha dito aquilo, então vocês podem imaginar como ficou a minha cara e principalmente: o meu emocional.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Peter me beijou. Naquele momento, foi como se não existisse mais nada nem ninguém ao nosso redor, como se fosse só eu e ele e mais ninguém. Depois que a gente "se soltou", eu olhei pra ele, pior que um pimentão e dei um sorrisinho e saí. Sei que não foi muito inteligente da minha parte, mais foi a única coisa que eu conseguia fazer naquele momento.
Chegando naquele corredor escuro dos infernos (cujo qual eu já tinha me acostumado um pouquinho só, mais ainda morria de medo), eu só ouço uma voz meio arrastada e debochada às minhas costas dizendo:
– Ah, que lindo, os pombinhos se acertaram... Acho que a Umbridge vai ter que ficar sabendo que vocês quebraram as regras... o que você acha, Evans? — e assim que ele terminou a primeira frase, Malfoy saiu das sombras e mostrou um largo sorriso, dançando em seu rosto.
– Olha, quer saber Malfoy? Faz o que você quiser! Você quer ir contar pra Umbridge, vai! Quer plantar batatas pra ver se colhe alface... vai! Quer ir pro raio que o parta, vai! Mais me erra, ok? — eu disse isso, e quando eu terminei, virei as costas e sumi da frente dele.
O resto do dia foi interessante, Peter e eu estávamos mais próximos, Lupus e os meninos da Corvinal estavam se entendendo bem, assim como ele com a gente, embora eu sabia que tinha alguma coisa de errada com ele, ele era um menino super gente boa mas mesmo assim muito estranho....
No dia seguinte, foram os NOM's práticos, estávamos todos uma pilha de nervos, ainda bem que tinha o teste para aparatação que era chefiado por Moody e Tonks, então nesse eu meio que fui a mais calma de todos. Me dei bem de primeira, recebendo até um elogio de Moody.
– Brilhante, Evans... igualzinha a sua mãe... ela iria se orgulhar de você!
– Obrigada, professor! — eu falei, sorrindo de orelha a orelha e saindo do Salão Principal, que tinha sido adaptado para fazer os testes.
Assim que saí do Salão, que eu fui para cozinha (pois estava morrendo de fome), cruzei com Snape na porta.
– Excelente teste, Evans. — ele disse no seu tom seco.
– Obrigada professor! — eu falei, mais feliz do que eu tinha respondido pro Moody. (afinal de contas, eu estava recebendo um elogio de Severo Snape.... não é todo dia e muito menos não é qualquer um que consegue essa proeza...)
Assim que eu terminei de falar, Snape desviou de mim e entrou no Salão Principal... eu não fiquei ali pra ver o que ele iria fazer, fui até o corujal e mandei uma carta pro Sirius, contando sobre o meu teste e o que Snape tinha falado (embora eu já soubesse que a resposta não seria muito agradável).
Enquanto eu estava indo para o corujal, encontrei Lupus sozinho, sentado na orla da Floresta Proibida.
– Hei Belmont, o que você tem? — eu falei, indo em sua direção.
– Nada, Evans! — ele disse se levantando e indo para o castelo.
Fiquei ali, parada com uma cara de quem não entendeu nada do que tinha acontecido, então dei de ombros e continuei o meu caminho.
Chegando no corujal, uma rajada muito forte e gelada de vento me atingiu em cheio no rosto, fazendo com que minha face ficasse meio vermelha e com que eu me arrepiasse (foi estranho... me deu medo), como se aquilo, fosse um sinal de que algo ruim estava se aproximando....
Bem... assim que eu vi uma coruja ali, que não me era estranha (uma toda preta e com os olhos vermelhos), eu fui direto em sua direção, chegando um pouco mais da metade do caminho, outra rajada de vento gelado me acertou, porém dessa vez, acompanhada de flocos de gelo, que me acertaram no rosto, provocando pequenos cortes, nas minhas bochechas e na minha mão direita (que foi com a qual eu me protegi), depois disso, eu achei melhor deixar quieto... mesmo porque eu não era do tipo muito corajosa para coisas relacionadas ao clima e ao além.
Assim que eu saí do corujal, eu vi que tinha começado a nevar muito forte, então já tinha neve acumulada no chão, cobrindo a grama e algumas flores.
Quando eu estava chegando na entrada principal do castelo, eu ouço às minhas costas a voz arrastada de Malfoy falando:
– Qual o problema Evans, tem medo de ventinhos mais fortes?
– Isso não é problema seu, Malfoy, vai cuidar da sua vida! — eu falei por cima do ombro, sem parar e sem virar pra olhá-lo, mas assim que eu coloquei o pé direito no degrau para entrar no castelo, só vejo um raio vermelho passando a centímetros da minha orelha.
– Não dê as costas para mim, Evans! — Malfoy gritou, todo empertigado com a varinha erguida.
Eu resolvi virar, não pelo efeito da frase dele sobre mim, e sim pelo raio, que poderia ter me acertado em cheio.
– O que você quer comigo Malfoy? — eu falei me virando lentamente pra ele, com os braços cruzados, para me proteger do vento que começava a ficar mais gelado e para o caso de eu precisar pegar a minha varinha.
– Ah, ainda não entrei num acordo comigo mesmo, não sei se te torturo mais um pouco ou se eu simplesmente desconto aquele feitiço que você me lançou que eu cai em cima da armadura. — ele falou, com uma cara de quem estava decidindo algo muito difícil.
– Bem, então, você me chama quando você tiver decidido, beleza? — eu falei virando as costas de novo.
Mais dessa vez ele não errou o feitiço, e eu caí com tudo em cima da pequena escada que levava para a entrada principal do castelo, mordendo o lábio inferior, o que causou um pequeno corte.
Assim que eu me levantei, eu senti o gosto de sangue em minha boca e coloquei a mão pra ver o que havia acontecido, assim que eu vi, eu olhei pra ele e disse:
– Satisfeito?
– Não muito, mais isso já é um começo! — ele falou se aproximando um pouco mais de mim e rindo debochadamente.
– O que está acontecendo aqui? — Snape falou às minhas costas.
– Nada, Prof° Snape, estávamos só conversando, não é Kath? — Malfoy disse, dando um sorrisinho, uma vez que sua varinha já tinha sido guardada.
– Kath para os amigos, pra você é Evans, Malfoy! — eu respondi seca, e me virei para sair, desviando de Snape sem olhar pra cima.
Assim que eu sai do campo de visão de Snape, eu fiquei tão nervosa, mas tão nervosa, que acabei descontando em um garotinho que estava na minha frente, logo em seguida que eu descontei nele, ele me acertou com uma pedrinha na cabeça. Quando eu me virei para ver quem era, eu sinceramente fiquei arrependida de ter feito o que fiz, pois vi Thomas, com os olhos marejados... Mas daí eu falei:
– Thomas! Desculpa, eu não vi, que era você!
– Eu percebi, Kath! — ele respondeu com voz de choro. — Por isso eu te ataquei só aquela pedrinha! — e disse sorrindo.
– Tudo bem! Me desculpe de novo Thomas! — eu falei sorrindo e sai, tomando meu caminho de novo.
Chegando na Sala Comunal, Peter estava meio que preocupado, assim que eu entrei, ele já foi falando:
– Kath, você tá bem?
– Tô ótima! — eu menti, dando um sorrisinho meio falso.
– To vendo... o que aconteceu? — ele falou, olhando com uma cara tipo "ta, vou fingir que acredito".
– Malfoy, brigou comigo e depois Thomas me atacou uma pedrinha na cabeça.... — eu falei, sem nenhuma emoção mais com um certo ar de ironia na voz.
Peter ficou me olhando sem acreditar no que ele tinha ouvido, mais assim que a porta abriu e Malfoy entrou furioso, seguido de perto por Crabbe e Goyle, eu falei me dirigindo para o dormitório das meninas:
– Eu vou me arrumar para o jantar, Peter.
Chegando lá, vi que Félix tava muito quieto, e quando eu fui fazer carinho nele, ele se eriçou todo, e me olhou de maneira completamente estranha.
– Sou eu seu bobinho... — eu disse, conseguindo pegar ele no colo.
Parece que assim que ele viu que era eu mesmo, ele se acalmou, mais seu coraçãozinho ainda estava batendo muito rápido e forte.
– O que houve com você Félix? Alguém fez alguma coisa com você? — eu perguntei, erguendo ele, de maneira com que ele ficasse de frente pra mim.
Félix tava estranho, arisco de mais, eu sabia que tinha algo haver com o clima... mesmo porque eu mesmo estava me sentindo mais arisca e mais nervosa.
Depois de eu tomar um banho devidamente relaxante e me arrumar, eu fui para o Salão Principal, jantar.
Não sei se era coisa minha ou não, mais todos estavam mais quietos do que o de costume.
Então quando acabou o jantar, todos se levantaram ao mesmo tempo e foram para seus respectivos quartos, quando eu estava levantando, senti minha marca ardendo, então eu sentei de novo, Peter fez a mesma coisa. Na mesa dos professores, Snape estava nos observando e quando ele viu que a gente sentou de novo, com a mão no antebraço esquerdo, foi direto em nossa direção.
Chegando lá ele falou:
– O'Connel, volte para a Sala Comunal e cumpra com o seu dever de Monitor Chefe e leve os alunos do primeiro ano junto, Evans, você vem comigo. — e dizendo isso ele me puxou pelo braço e foi me arrastando, sentido sua sala.
Chegando lá, ele simplesmente abriu a porta e me empurrou para dentro, falando:
– Vamos ter que ir até Dumbledore, para você contar pra ele o que está acontecendo com você. — e dizendo isso, ele me pegou pelo braço e me levou para a frente de sua lareira, chegando lá, ele pegou um pó e as chamas se tornaram verde esmeraldas, ele não falou nada, simplesmente me empurrou pra dentro das chamas e eu rodei legal, quando eu abri os olhos, eu vi que eu estava na cozinha da casa do Sirius, com Snape me puxando pelo braço de novo, pra me levantar.
Saímos da cozinha e fomos para a sala, Sirius estava sentado lá numa poltrona, pensando (pelo menos foi o que pareceu).
– Sirius! — eu disse assim que eu o vi ali, sentado e me soltei das "garras" de Snape, indo abraçar Sirius, que retribuiu o meu abraço com o mesmo entusiasmo que eu.
– Kath... tudo bem? — Sirius falou, pondo a mão no meu ombro. — O que houve com o seu braço? — ele disse, olhando para o meu braço esquerdo imobilizado e pra o corte na minha boca.
– Ah... nada de mais, tio, não se preocupe! — eu falei dando uma risadinha sem jeito.
– Que momento lindo... Onde está o Dumbledore, Black? Eu o avisei que viríamos! — Snape falou o mais grosso e seco possível.
– Ele está lá em cima, no escritório. — Sirius disse, igualmente seco.
– Vem Evans! — ele disse, me pegando pelo braço direito de novo e de qualquer jeito.
– Hei... tenha modos, Ranhoso... ela é minha sobrinha! — Sirius falou se levantando da poltrona.
Assim que Sirius se levantou, eu consegui me soltar e falei me pondo no meio dos dois (sabendo que eu poderia ser atingida por alguma coisa).
– PAREM com isso vocês dois! Vocês não são mais adolescentes... então se comportem como os devidos adultos e responsáveis que são!
Assim que eu falei isso, uma voz vinda do pé da escada disse:
– Muito bem Katherine, já estava na hora de eles ouvirem isso! — Dumbledore falou, olhando pra gente.
Ele parecia sério e preocupado, mas falou com a mesma calma e gentileza de sempre.
Snape colocou a mão nas minhas costas, me levando para a escada, chegando lá, Sirius disse se sentando de novo na poltrona:
– Kath, se precisar, é só chamar viu?
– Brigada tio, mais creio que não vai ser preciso! — eu falei, olhando de Sirius para Snape com uma cara um tanto quanto zangada.
Eu nem sabia que existia um escritório na casa do Sirius, mas assim que fomos indo para onde Dumbledore estava... eu vi que existia um e que não era de se reclamar...
Entrando no escritório, eu pude notar que além de ele ser enorme (mais ou menos do tamanho do escritório de Dumbledore em Hogwarts), ele era um dos aposentos mais claros de toda a mansão Black.
– Sente-se Katherine, e me conte o que houve com você. — Dumbledore disse, assim que eu terminei de "verificar" todo o escritório.
– Bem senhor... Estou sentindo algo estranho dentro de mim... Como se eu estivesse mais arisca... Mais... Nervosa, sabe? — eu falei me sentando de frente para Dumbledore e olhando Snape parado de pé ao meu lado direito, em uma parte escura do escritório.
Quando eu falei isso, Dumbledore olhou para Snape meio preocupado e depois pra mim, com a mesma preocupação, e então ele falou ainda sério e preocupado:
– Bem... acho que no momento é só isso, se precisarmos de mais alguma coisa, a chamaremos de volta! — ele respondeu. — Agora, por favor, deixe-nos a sós... e por favor Katherine, chame o Sirius, fale que eu o estou chamando. — ele completou, assim que eu levantei e fui indo para a porta.
– Sim senhor! — eu respondi e sai. (dessa vez eu não escutei nada... acho que eles aprenderam a esperar eu fechar a porta, para começarem a falar... hehehehe)
Assim que eu cheguei na sala, e Sirius notou a minha presença, ele já levantou que nem um foguete dizendo:
– Você tá bem, o Snape fez alguma coisa com você?
– Hei, Sirius... relaxa! Eu tô bem... você acha mesmo que Snape iria fazer alguma coisa comigo na presença de Dumbledore? — eu respondi, olhando pra ele com um sorriso tipo: "dãããããã..."
– É... você tem razão... Snape não é tão louco a esse ponto! — Siriu falou se acalmando e dando um sorrisinho de quem percebeu que fora muito tolo.
– Ah... antes que eu me esqueça: o Prof° Dumbledore mandou você ir lá... parece que ele quer falar com você! — eu disse, indo me sentar no sofá.
– Ah, obrigado! — ele disse, parando de sorrir. — Monstro! — ele gritou logo em seguida, e em menos de cinco minutos, Monstro estava lá, dizendo:
– Pois não senhor, em que Monstro pode ser útil?
– Prepare dois lanches com suco de laranja para Kath, e sem gracinhas... ouviu? — Sirius falou, fazendo uma cara ameaçadora.
– Sim senhor. Monstro está aqui para servir a Mui e Antiga Nobre Casa dos Black. — disse Monstro fazendo uma reverência tão exagerada, que seu nariz pode tocar o chão, e logo depois disso saiu, em direção a cozinha.
– Na dúvida, Finite Incantatem ajuda! — Sirius falou olhando para mim, e dando uma piscadinha. — Aproposito, veja o que eu achei, quando eu estava fazendo uma limpeza no armário do sótão. — e dizendo isso, ele tirou um álbum de fotos do bolso do casaco e me entregou.
Lia-se:
Álbum da família-amigos!
Por Sirius Black
– O que é isso? — eu perguntei, olhando do álbum para Sirius.
– Abra e veja! — ele disse, subindo as escadas e sumindo de vista.
Eu sentei no sofá (de novo, porque eu tinha levantado, assim que ele me deu o álbum), então assim que eu sentei, Monstro apareceu com uma bandeja de prata com dois sanduíches uma jarra de suco de laranja e um copo, e colocou em cima da mesinha de centro que tinha ali.
– Obrigada Monstro! — eu disse (mais pela força do hábito do que por outra coisa, pois eu sabia que ele não responderia e se respondesse seria grosserias tipo: "tomara que se engasgue"...)
Ele não respondeu nada, mais me olhou com um pedido de morte em seus olhos.
Assim que ele saiu, eu segui o concelho de Sirius (mesmo sabendo que um elfo doméstico nunca poderia desobedecer a ordem do dono) e murmurei o feitiço. Como eu suspeitava: nada aconteceu. Então eu comecei a comer, e a ver o álbum.
Na primeira página, tinha uma foto de Sirius bem novo, ele deveria ter uns dez, onze anos; na segunda, já apareceu ele e um garoto magro, alto, de óculos redondo e olhos castanhos, na hora eu pensei que era o Harry, mais logo depois caiu a ficha, e vi que era o tio James. (eu sabia que ele e Harry eram parecidos, mais não sabia que era tanto!).
Na página seguinte, já dava pra ver Sirius, tio James, Lupin e Rabicho com uns treze anos cada, dentro da sala comunal da Grifinória.
Quando eu cheguei na quinta página, eu fiquei tão emocionada, que eu me engasguei com o pedaço do último sanduíche, assim que eu olhei para a foto. Estava lá: Sirius, tio James, tia Lílian, Lupin, minha mãe e Rabicho! E vindo das imagens, setas indicativas por todos os lados, então na seta que vinha de Sirius havia a seguinte legenda: "O mais lindo e charmoso da foto toda.... eu!" Da seta que vinha do tio James estava escrito: "O melhor amigo veadinho que todos tem que ter um dia!" Da seta da tia Lílian vinha: "O Dragão-Ly, que todos temos na nossa vida..." Da seta do Rabicho estava riscado a primeira frase, mas logo em baixo estava escrito: "O pior dos traidores." E da seta da minha mãe vinha: "Uma serpente sem veneno nenhum e uma excelente amiga!"
Confesso que quando eu vi aquilo, eu fiquei bem feliz, pois eu sabia que minha mãe e Sirius foram grandes amigos... então... quando eu precisasse de alguma informação, eu sabia em quem recorrer, para saber!
Depois eu dei mais uma olhada na mesma foto e acabei adormecendo (mesmo porque, quando Snape me levou pra lá, eu estava indo dormir...) lá no sofá mesmo. Fui acordar no dia seguinte, no quarto onde eu fiquei passando as férias, assim que eu levantei, eu fui correndo pra cozinha... estava atrasada para as aulas, então, assim que eu entrei na cozinha, encontrei Sirius e Snape sentados, tomando café.
– A "Bela Adormecida" resolveu acordar, que bom. — Snape disse com um levíssimo sorriso no canto da boca. — Tome seu café e vamos embora Evans, você já está atrasada de mais para os seus NOM's práticos. — ele completou assim que eu sentei na mesa, ao lado de Sirius.
– Dormiu bem, Kath? — Sirius perguntou, olhando Snape com uma certa cólera.
– Dormi sim, tio... obrigada! — eu falei, mordendo uma torrada com geleia de morango e bebendo suco de abóbora.
– Gostou do álbum? — ele perguntou, levantando uma de suas sobrancelhas e sorrindo.
– Ahan, muito! — eu disse, engolindo meio que de qualquer jeito o resto de comida que eu tinha na boca, só pra responder pra ele.
– Que bom... porque agora é seu! — ele falou, sorrindo ainda mais.
– O quê? — eu disse, pondo o copo de suco, com um pouco mais de força do que eu imaginava e devia.
Snape fez um som estranho do outro lado da mesa, aliás... um típico: "você é surda?!" mais eu resolvi ignorá-lo.
– É... a partir de hoje, ele é seu! — Sirius respondeu, também ignorando Snape.
– Bom, já está na hora né? — Snape disse se levantando e vindo na minha direção, então eu engoli o restinho de suco que tinha no copo, me levantei e fui até a cadeira de Sirius, para poder agradecer e abraçá-lo pelo presente.
Depois disso, voltamos para a sala de Snape nas masmorras, assim que eu abri os olhos, ele já foi falando:
– Saia. Vá para a sua aula.
Eu não consegui responder nada, simplesmente achei meio estranho a atitude dele... mas enfim: como era o enigmático Prof° Severo Snape.... eu já devia ter me acostumado...
Então eu sem falar nada, saí da sala e fui meio que correndo até a sala dos NOM's práticos.
Depois de duas horas fazendo todos os NOM's práticos, no dia seguinte eram os NOM's teóricos.
Na mesa da Sonserina na hora do almoço, Stew perguntou:
– Hei Kath... qual foi o seu bicho-papão? O meu tinha sido a Minerva, me dizendo que eu tinha reprovado na matéria dela! — ele disse rindo.
– Ah... o meu? — eu perguntei, insegura se devia ou não contar.
O meu bicho-papão, foi Voldemort... por isso que eu analisei bastante a ideia de contar ou não pra todos ali.
E então, com a sutil pressão de Mila, eu resolvi mentir e disse:
– Meu bicho-papão foi a minha mãe morta... — tentando parecer triste.
– Nooossa... que dó! — Mila falou, me abraçando pelo ombro.
O resto do dia foi normal, sem aulas, mais extremamente exaustivo... pois estávamos passando as últimas coisas para os NOM's teóricos do dia seguinte.
No dia seguinte, assim que eu acordei, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: NOM's teórico e que o final estava próximo... e eu sabia que ao menos que eu tivesse um plano montado perfeitamente brilhante na minha cabeça, Sirius não teria como se salvar, então eu estava disposta a tudo para impedir que Harry acreditasse naquela visão, então, com esse pensamento, eu fui tomar café, e assim que me apareceu a primeira oportunidade, eu falei pro Peter a minha ideia, então nós dois, colamos (literalmente falando) em Harry, com a minha desculpa de que eu queria ficar perto deles... coisa que eu acho que Mione não acreditou muito, porque ela ficou me olhando com uma cara de desconfiada...
Enfim: chegou a hora dos NOM's teórico, Umbridge, tinha arrumado o Salão Principal de modo com que as quatro mesas longas desaparecessem e em seus lugares, apareceram quatro fileiras compridas de carteiras, uma para cada casa, por sorte a fileira da Sonserina estava ao lado da fileira da Grifinória, e a fileira da Corvinal estava do outro, fazendo com que a fileira da Grifinória ficasse no meio das duas.
Os NOM's teórico, foi verdadeiramente um saco... ainda mais sendo supervisionado por Umbridge, que não deixava nem a gente respirar um pouco mais alto.
Então... quando eu já tinha acabado de responder, que eu ia levantar a mão para entregar pra ela a prova, começamos a ouvir um barulho muito forte, vindo do corredor, Umbridge (não sei porque...) olhou diretamente para Harry e logo em seguida para mim, e foi indo no meio das nossas fileiras para a porta, que estava fechada.
Nesse momento, já não estávamos mais interessados nas nossas provas, então é claro, que ficamos vendo Umbridge se encaminhar para a porta, no que ela abriu um "mini-fogos de artifício" ficou "dançando" bem na frente de seu nariz, quando ele saiu e ela botou a cara para fora da porta, Fred e Jorge entraram voando (literalmente falando), montados em suas Cleewsweps, no que eles entraram, uma rajada de vento fez todas as nossas provas voarem e se misturarem ao chão.
Dentro do Salão Principal parecia uma tenda de show de luzes, de tantos fogos que Fred e Jorge lançavam, eu aproveitei a oportunidade, eu fui ficar perto de Harry, Rony e Mione, pois eu sabia que era questão de minutos para Harry ter a visão, então ficamos lá curtindo a baderna dos gêmeos.
Em um determinado momento, os gêmeos se entreolharam e Fred soltou uma espécie de rojão, no que ele "explodiu" um dragão enorme saiu atrás da Umbridge, que foi correndo em direção à porta. No que ela chegou lá, o dragão "engoliu" ela, fazendo vários outros fogos "explodirem" também, quebrando todos aqueles quadrinhos irritantes de decretos educacionais, que ela tinha mandado Filch pregar.
Assim que ela se recuperou, os gêmeos saíram de lá que nem um foguete, fazendo questão de passar, um de cada lado dela.
Fomos todos atrás deles, para ver o que eles iriam fazer e se fariam alguma outra coisa.
Quando chegamos lá fora, estava a escola inteira lá, observando os acontecimentos, até o Prof° Flitwick estava lá comemorando o que os gêmeos fizeram.
E eu como eu tinha prometido para mim mesma, grudada em Harry e nos amigos.
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