Àquela noite, eu tive o sonho com o corredor de novo, só que muito pior...

"Dessa vez ao invés de eu sonhar só com o corredor, eu sonhei com uma sala escura, e no meio dela (eu acho que era o meio), encontrava-se um homem com uma varinha na mão, e ele estava olhando atentamente para os lados, como se temesse alguma coisa.

Com um silvo, ele olha para baixo e de repente ele é atacado por uma cobra gigante, ela ficou lá atacando ele, uma, duas, três vezes e assim que a luz da varinha alcançou seu rosto eu pude ver quem era: Arthur Weasley, assim que eu vi quem era ele, eu que estava parada ao seu lado, vendo a cobra o atacar eu tentava desesperadamente sacar a minha varinha da minha calça de jeans ou chutar a cobra, mais não dava, parecia que eu era um fantasma, assim que eu pensei que o Sr. Weasley não iria resistir..." eu acordei: no chão, suada, com a Marca queimando e parecendo que estava em alto relevo e com o dormitório inteiro me olhando, num tipo de rodinha; depois de cinco minutos ali no chão, a porta do dormitório se abriu e a única coisa que eu consegui sussurrar foi:

– Por favor, o Snape não!

– Relaxa Kath, sou eu! — Peter falou em resposta ao meu sussurro, me levantando do chão e me levando para o escritório do Dumbledore.

No meio do caminho, Peter olhou para o meu braço esquerdo e disse:

– Ixi... a coisa tá feia hein?! — olhando e apontando para a Marca.

– Sim, está! E a sua?! — eu respondi, olhando pra baixo.

– Tá malz, mais não como a sua! — ele disse, levantando a manga do braço esquerdo dele, a Marca dele, estava como se estivesse feito na hora, com aquele vermelhidão em volta.

Chegando na sala do Dumbledore, Harry, os Weasley e a Minerva, já estavam lá e Dumbledore perguntou:

– O sonho de novo, Srta. Evans?

– Sim, senhor, mais dessa vez uma cobra enorme atacou o Sr. Weasley! E ele não tá muito bem não! — eu falei um tanto quanto desesperada.

– Sim, eu já sei, Katherine, Harry já me contou. — ele falou me olhando, ao mesmo tempo que calmo, sério e nervoso.

– Dumbledore, já encontraram Arthur, foi por pouco, mais ele está bem! — disse um quadro do lado direito de Dumbledore.

– Ah, muito bem... Agora temos que... — Dumbledore disse, mas Harry o interrompeu gritando:

– OLHE PRA MIM!

Todos que estavam ali, paralisaram e olharam para Harry com cautela.

– O que está acontecendo comigo? — ele disse um pouco mais calmo.

– O senhor mandou me chamar, diretor? — disse Snape atrás de todos, olhando ao mesmo tempo que calmo, preocupado.

– Ah sim, Severo! Não podemos esperar até amanhã de manhã, temos que agir logo! — Dumbledore disse sério, olhando para Snape.

Snape não falou nada, simplesmente pegou Harry em uma mão e eu em outra (tomando o cuidado para ele não encostar na Marca), assim que ele pegou no meu braço, eu consegui me soltar, e falei para Dumbledore:

– Espera aí, o que está acontecendo?

– Vem logo, Evans! — Snape falou, me puxando de novo, dessa vez para fora da sala. E foi nos arrastando para as masmorras, sem falar nada.

Chegando na sala dele, ele nos soltou e se virou para a bancada dele falando:

– Isso que vocês tem com o Lord das Trevas, é uma ligação muito forte e perigosa, pois vamos torcer para que ele não tenha descoberto que ele possuí essa ligação com vocês.

– Se ele descobrir essa ligação, ele vai poder invadir as nossas mentes? — Harry falou, olhando curioso para Snape.

– Invadir, controlar, ler... coisas que você nem faz ideia Potter! — Snape falou, se virando lenta e perigosamente para nós. — Evans?

Eu estava ali, presente só em corpo, porque em espírito e alma, eu estava longe, estava junto com o Sr. Weasley, mesmo sabendo que ele ficaria bem, não era eu que tinha sonhado até então, e agora, ali naquela sala escura, eu me lembrava do meu sonho, o que fazia com que eu, não escutasse nada nem ninguém, só fui voltar, quando Harry me cutucou forte nas costelas.

– Perdão professor, o que o senhor disse? — eu falei, voltando ao normal, olhando para um Snape, completamente irritado por ter sido ignorado.

– Onde é que você estava Evans? — ele perguntou BEM mal-humorado.

– Ahn... desculpa, estava preocupada com o Sr. Weasley! — eu falei, olhando pra ele. — O que o senhor tinha dito? — eu insisti.

Snape não falou nada, ficou ali me encarando, analisando se eu realmente estava ou não preocupada com o Sr. Weasley, assim que ele deve ter visto que era verdade, ele disse:

– Vá falar com Dumbledore, e volte aqui amanhã!

– Mas... — eu comecei, mais com um olhar de congelar a espinha parei imediatamente e falei: — Sim senhor, obrigada! Até amanhã então Harry, professor! — eu completei me virando para Harry e ele, assim que eu cheguei na porta.

Andando pelos corredores desertos de Hogwarts, sozinha, me senti livre, pela primeira vez, desde que eu tinha chegado lá, assim que eu parei em frente à águia que levava para a sala do diretor, eu pensei se eu entrava ou não, então resolvi entrar, pois eu queria saber como o Sr. Wealsey estava, então eu disse a senha e subi, assim que eu subi, a porta já estava aberta, e quando eu ia bater na porta, para anunciar a minha chegada, Dumbledore disse:

– Entre, Katherine!

Entrei e fechei a porta. Assim que o fiz, que eu me virei para Dumbledore para perguntar sobre o Sr. Weasley, Dumbledore disse:

– Ele está bem, Katherine, não se preocupe! Ele foi encontrado a tempo, de ser salvo, agora ele está no St. Mungus descansando, depois de amanhã, os filhos irão vê-lo, você gostaria de ir também?

Eu não consegui falar nada, só fiquei olhando para ele, com os olhos marejados, com algumas lágrimas que queriam sair rolando pelo meu rosto.

– Sim, claro! — depois de um tempo eu consegui falar, não conseguindo mais conter as lágrimas.

Dumbledore não falou nada, ficou ali me olhando, "pondo pra fora" todo o meu desespero. Depois que eu estava mais calma, ele disse:

– Bem, agora é melhor você ir para o seu dormitório, daqui a pouco a senhorita terá que levantar de novo, para ir para as aulas. Tente descansar um pouco!

– Descansar? — eu falei olhando pra ele, com uma cara de deboche.

– Eu sei que é difícil, mas tente ao menos relaxar os músculos! — ele falou sorrindo bondosamente para mim, e piscando.

Eu acenei com a cabeça e sai da sala. Voltei pelos mesmos corredores desertos, assim que entrei na Sala comunal da Sonserina, vi que Peter estava dormindo no sofá, no mínimo ele não queria sair dali, enquanto eu não voltasse.

– Hei, Peter, acorda! — eu falei, docemente me sentando ao seu lado no sofá.

Assim que Peter acordou e me viu ao seu lado, ele falou preocupado:

– E aí? Como foi?

– Relaxa, não foi nada, deixei Snape lá com Harry, estava... estou, preocupada com o Sr. Weasley, Dumbledore me mandou vir pra cá, depois de ter me falado que o Sr. Weasley estava bem! — eu falei, pondo a mão no ombro dele.

– Ele tá bem mesmo? — Peter perguntou, me puxando para um abraço.

– Tá, ele está no St. Mungus Para Acidentes Mágicos! — eu falei, apoiando minha cabeça no peito dele.

Peter percebeu que eu estava com sono, mas que não queria ir para o quarto, então ele parou de fazer perguntas e me deixou quietinha ali, com ele mexendo no meu cabelo.

Quando eram mais ou menos umas seis e meia, ele me acordou e me acompanhou até o dormitório das meninas, falando que ía me esperar para tomar café. Assim que entrei no quarto, Cass e Ann estavam levantando para se arrumarem para as aulas, assim que elas me viram entrar, elas já se levantaram de suas camas (elas estava sentadas) e foram ao meu encontro, me bombardeando com perguntas.

– Relaxem, meninas, eu estou bem! — eu falei. — Eu só quero tomar um banho e ir tomar café! — eu disse, indo para a minha cama, para pegar minha toalha e meus pertences.

Assim que eu sai, e fui para o banheiro, entrei na banheira quente, e assim que eu entrei, eu revivi de novo o sonho, quando eu percebi, tinha cochilado um pouco, assim que eu ia sair da banheira, para me trocar, ouvi um barulho e vi a Murta saindo de uma privada ali perto.

– Murta! Tá fazendo o que aqui? — eu falei, me enfiando de novo na água, de tal modo que só a minha cabeça ficava pra fora das espumas.

– Ah, eu vim dar um olá para a prima do Harry! — ela falou sorrindo.

Eu não respondi nada, fiquei ali, olhando pra ela.

– Bem, você já disse "oi", agora quer fazer o favor de sair daqui? Preciso me trocar! — eu falei pra ela, olhando-a meio feio.

Assim que ela saiu com um audível "hunf!" e mergulhando de volta na privada, eu sai da banheira, e me troquei, assim que eu tinha acabado de colocar a saia do uniforme, minha Marca queimou de novo e era como se eu estivesse vendo um filme:

"Do nada, alguma coisa ataca a parte superior da prisão de segurança máxima e explode as celas, libertando todos os Comensais da Morte que ali estavam."

Logo que eu voltei a mim, eu já tava com as unhas das mãos roxas, num sinal muito claro que eu estava com frio.

Quando eu estava saindo do banheiro, Pansy Parkinson estava passando pelo corredor dos quartos, assim que ela me viu, ela disse, num tom debochado:

– Dormiu bem, Evans?!

– Melhor impossível, Parkinson! — eu respondi, no mesmo tom debochado que ela.

Ela pareceu não gostar muito, porque ela não falou mais nada, simplesmente saiu andando.

Quando eu entrei com Peter, e o restante da minha turminha, eu pude notar claramente a cabeça de alguns professores na mesa principal olharem para a gente: Minerva, Dumbledore, Snape e Umbridge.

Quando sentamos na mesa, tudo voltou ao "normal", começamos a rir e a falar mal das matérias, dos professores, de alguns alunos... Era como se o sonho da noite anterior não tivesse acontecido. Pelo menos não até aquele momento.

As aulas daquele dia, foram razoáveis, nenhum professor pegou no pé, com exceção é claro das aulas da Gárgula Velha da Umbridge, naquele dia, ela me pegou para Cristo.

– Vamos lá Evans, me diga, o que a senhorita sabe sobre os feitiços defensivos?

– Que eles servem para proteger o bruxo que o usa num duelo. — eu respondi secamente (digno de Snape).

– Dê exemplo de um, por favor! — ela cutucou mais ainda.

– Avada Kedavra– eu sussurrei para Peter.

– O que disse? Eu não ouvi! — ela falou, naquele tom irritantemente amável, que não combinava em NADA com a verdadeira Umbridge.

– Protego. – eu falei.

– Muito bom! A senhorita poderia me falar outro? — ela perguntou, com um sorrisinho de canto, muito debochado.

– Não! Não poderia! — eu respondi calmamente.

– Que pena! Detenção, Srta. Evans! — ela falou se virando para ir sentar em sua escrivaninha.

– Como é? — eu perguntei, me levantando e olhando fixamente para ela.

– Bem, como vocês sabem, os feitiços... — ela começou a explicar, me ignorando, mas eu não me aguentei e disse:

– Desculpe, mais eu acho que eu estou falando com a senhora, professora!

– O que disse querida? — ela perguntou, como se não tivesse ouvido a minha pergunta.

– Com certeza eu devo ter ouvido mal, mas a senhora disse que eu estou detida? — eu perguntei calma.

– Ah não, a senhorita ouviu muito bem, Srta. Evans! A senhorita está detida sim, hoje a noite no meu escritório! — ela respondeu.

– A senhora não pode fazer isso com ela, professora, ela não fez nada! — assim que eu vi, Peter estava de pé ao meu lado, falando sério com Umbridge.

Bem, podemos dizer, que deu uma bela discussão, o que acabou em uma detenção coletiva: Eu, Harry, Peter, Jhon, Cass e Ann.

Assim que acabou a aula, eu falei para eles:

– Isso não vai ficar assim, eu vou na sala do Dumbledore agora mesmo!

Dizendo isso, eu sai imediatamente da sala da Umbridge e me dirigi para a sala do diretor, chegando lá, eu bati na porta e já fui entrando. Encontrei ali: Dumbledore e Snape, discutindo alguma coisa. Assim que eu ia saindo, Snape mandou eu voltar.

Assim que eu entrei, ele falou:

– Hoje a noite na minha sala Evans, suas aulas de Oclumência começam às oito, tente não se atrasar.

– Eu juro que eu iria senhor, mas... é sobre isso mesmo que eu estou aqui! — eu falei, olhando para Dumbledore. — Bem, é que hoje a Profª Umbridge me passou uma detenção SEM motivo algum! — eu falei, sem esperar uma resposta de Dumbledore e frisando bem a parte que eu não tinha culpa, antes que Snape pudesse avançar em mim.

– Como assim ela te deu uma detenção se você não fez nada Evans? Alguma coisa você deve ter feito, pra ela tomar essa atitude. — Snape falou irritado.

– Eu não fiz nada, eu JURO! — eu falei. — Só por que eu me recusei a responder uma pergunta, cuja qual eu já tinha respondido, ela me passa uma detenção? — eu falei gesticulando com os braços.

– Se acalmem os dois! Katherine, me conte, o que foi que houve exatamente. — Dumbledore disse, pondo um fim na nossa discussão.

Eu contei pra ele, tudo bonitinho, exatamente como tinha acontecido, não escondi nada. Contei até que Peter, Jhon, Harry, Cass e Ann também levaram uma detenção por tentar fazer ela entender que ela não podia me obrigar a responder e nem me dar uma detenção por isso.

– Bem, pode deixar, eu falo com ela, e vocês desde já não precisarão cumprir essa detenção, mesmo porque, nenhum professor pode obrigar o aluno a responder! — Dumbledore disse calmamente, olhando para um Snape meio que... aliviado. — E Srta. Evans, a senhorita terá que comparecer as suas aulas de oclumência com o Prof° Snape, hoje às oito horas! — ele completou olhando para mim por cima dos seus oculozinhos de meia lua.

– Tudo bem! — eu respondi com um leve sorrisinho. (magina que eu iria recusar, ficar na mesma sala que o Snape... magina! hehehehe)

– Avise ao Potter que a aula dele foi adiantada em uma hora. — Snape falou seco, olhando para mim.

– Aviso, sim, pode deixar! — eu disse, me dirigindo a porta. — Mais uma vez, Prof° Dumbledore, obrigada! — e dizendo isso, eu sai da sala.

O resto do dia foi normal, assim que eu encontrei Harry, eu dei o recado que Snape me mandou dar, e pelo o que me pareceu, Harry não gostou muito ao ouvir.

Assim que deu dez para as oito, eu sai da sala comunal e me dirigi à sala de Snape, no caminho encontrei um Harry meio assustado, assim que eu ia perguntar pra ele, o que tinha acontecido, Snape surgiu da curva onde ficava sua sala.

– Venha, Evans. — disse ele seco.

Eu não me atrevi a dizer mais nada, só arrisquei um "boa noite" para não ser mal educada.

Mal eu entrei na sala dele, ele já veio apontando a varinha para mim, dizendo: Legillimens.

"Estava no Beco Diagonal, no dia em que eu descobri que eu era bruxa, conversando com o Snape; logo em seguida, o Beco Diagonal, foi substituído pela casa do Sirius e eu conversando alegremente com ele; depois foi substituído pelas detenções da Umbridge; logo em seguida, eu estava na sala de aula de Snape, conversando com ele..."

– Concentração Evans! Você já fez isso antes! — Snape falou, dando um tempo para eu respirar.

– Eu sei, é que o negócio é mais complicado do que eu pensei! — eu falei, me sentando na cadeira, perto da janela.

– É isso que você vai dizer ao Lorde das Trevas, quando ele invadir a sua mente, e tirar todos os vestígios de sanidades que lhe restarem? — ele falou irritado.

– Não, é que... — eu tentei falar, mais fui interrompida por ele que falou: Legillimens.

"Agora estávamos nas aulas da AD, "brincando"; logo em seguida, eu estava de novo vendo o Sr. Weasley sendo atacado pela cobra; depois eu estava passeando com a minha mãe, em uma rua de Londres..."

– Está sentimental hoje Evans? — Snape falou debochado.

– E se estiver? As lembranças são minhas! — eu falei, irritada pelo modo com o que ele tinha falado.

– Não para mim, não para o Lorde das Trevas, se ele fizer a mesma coisa que eu! — ele retrucou mais zangado que antes. — Legillimens.

– Protego!– eu falei, assim que eu percebi que ele iria invadir minha mente de novo.

"Eu vi um jovem, com os cabelos até os ombros andando pelos corredores de Hogwarts, ele tinha uma expressão de profunda... tristeza; logo em seguida, estávamos na margem do Lago Negro, onde tinha um grupo considerável de jovens, embaixo da mesma árvore que eu sentava, quando eu queria ficar sozinha, um era a cara do Harry, que logo percebi que era o tio James, um tinha o cabelo até os ombros, porém meio cacheados: Sirius, um menino bonito, com cabelos castanhos claros e com umas cicatrizes no rosto: Lupin; outro garoto, gordinho, com o rosto cheio de espinhas: Rabicho; e tinha duas moças, as duas ruivas, uma com os olhos verdes: tia Lílian e a outra, com os olhos meio azul-acinzentados: minha mãe; meu coração deu um salto, quando eu vi minha mãe ali, ela era igualzinha a mim, só com os detalhes dos olhos e dos cabelos que eram diferentes dos meus (por causa do meu pai, eu conclui), assim que o garoto dos cabelos escorridos chegou lá perto, James disse:

– Hei, por que a pressa Ranhoso?

– Fique longe de mim, Potter! — Snape falou, com a voz parecida com a de atualmente, só que não tão grave.

– Ora, isso é modos de se tratar os outros Ranhoso? Expelliarmus! — James falou, desarmando um Snape com a varinha em mãos e meio desesperado para sair de lá.

– Muito bem, James! — Sirius falou, indo ao lado de James.

– Levicorpus! — James falou, e Snape ficou suspenso pelos tornozelos de cabeça para baixo.

– Deixa ele em paz, Potter! — Lílian falou, de onde estava.

– Ah, que isso, para de ser chata, Evans! — Sirius falou, no lugar de James. — Continua James!

Antes que James pudesse fazer alguma coisa, a varinha dele voou de sua mão, enquanto o Snape caía no chão, James e Sirius olhavam para de baixo da árvore, para ver o que tinha acontecido, e eu pude ver que minha mãe guardava a varinha e ia andando para perto de Snape (assim como eu, ela era da Sonserina também).

– Pára de ser ridículo, Potter! — ela falou ajudando Snape a se levantar e olhando feio para Sirius e James.

......."

Antes que eu pudesse fazer ou falar, eu estava de volta na sala do Snape, com um professor, completamente furioso olhando para mim.

– Desculpe professor, eu não queria, eu... — eu falei rapidamente, antes que ele pudesse falar ou fazer alguma coisa.

– Saia daqui Evans! — ele disse, se endireitando.

– Mas, professor eu... — eu insisti.

– Eu já disse para você sair, Evans! — ele falou me encarando perigosamente nos olhos.

Eu não podia sair dali, sem ao menos que ele soubesse que eu não tinha feito aquilo por querer, então eu tentei de novo.

– Não. Professor, me escute, eu... — só que um tapa bem dolorido do meu lado direito, me fez calar imediatamente.

Nem eu, nem ele falamos nada, simplesmente eu fiquei olhando para ele, incrédula no que ele tinha acabado de fazer.

– Eu mandei você sair, Evans. — ele disse sério, olhando para o chão.

– Sim, senhor! — eu falei me retirando da sala e batendo a porta ao sair.

No corredor, eu não consegui voltar para a sala, então eu fui dar uma volta no pátio, à luz do luar. Assim que eu encostei numa parede das passagens que tinha ali, que davam para dentro do castelo, eu ouço um choro de alguém.

Me aproximando mais para ver quem era, eu encontro o menininho do primeiro ano, sentado num banco chorando.

– Hei, o que aconteceu com você, pequeno? — eu falei, me aproximando dele, e me agachando, para poder ficar na mesma altura que ele.

Ele no meio de soluços, me mostrou a mão sangrando um pouco, com uma frase que dizia: "Não devo brincar nas aulas da professora!"

– Qual é o seu nome? — eu perguntei, chocada ao ver que Umbridge não perdera a oportunidade de castigar alguém aquela noite.

– Thomas — o garotinho respondeu em meio aos soluços.

Assim que ele falou aquilo, caiu a minha ficha: ele era o vizinho de Jhon.

– Calma Thomas, olha, eu sei que dói, mas depois de um tempo, você acaba nem sentindo mais, está vendo? — eu falei para ele, mostrando a minha própria mão, qua ainda dava para ler: "Eu não devo enfrentar a professora!"

Assim que ele estava olhando, eu percebi um movimento na porta que tinha, no final da "passagem", e assim que eu olhei, para ver quem era, eu vi Umbridge parada à porta.

– Como eu disse no começo do ano, Srta. Evans: crianças travessas serão punidas! — ela disse com um sorrisinho debochado no rosto.

– Eu sei disso, mas olha só pra ele, ele tem apenas onze anos! — eu argumentei calma, mais indignada.

– Não interessa a idade, Srta. Evans, fez travessura, será punida! — e dizendo isso ela saiu.

– Você vem comigo Thomas! — e dizendo isso, eu peguei Thomas pelo braço delicadamente e fui levando ele para o escritório de Dumbledore.

Chegando lá, eu entrei, sem pedir licença, pois não sei como, eu consegui falar com ele por legilimência, assim que eu entrei, eu fui falando furiosa:

– Olha o que aquela mulher fez nele! — e dizendo isso, eu mostrei a mão de Thomas para Dumbledore.

– O que você aprontou, Sr. Riddley? — Dumbledore perguntou olhando para o menino e ignorando a minha cara de assustada.

Thomas contou para Dumbledore o que tinha acontecido, e assim que ele terminou, Snape entrou na sala, daquele seu jeito calado, mas triunfal.

Assim que Snape me viu, ele me ignorou, perguntando para Dumbledore o que tinha acontecido, Dumbledore falou para Snape sobre Thomas e mandou Snape dar um jeito na mão dele, assim que Snape pegou o garoto pela mão machucada, eu soltei a mão de Thomas e falei:

– Hei, toma cuidado, a mão dele tá machucada!

Snape não falou nada, simplesmente me olhou com aquele olhar mortal dele e segurou no braço de Thomas.

– Obrigada Kath! — Thomas falou antes de sair da sala.

– Vá descansar, amanhã cedo você, Harry, Hermione e os Weasley irão ver Arthur no hospital. — e dizendo isso, Dumbledore colocou um ponto final na conversa.

Voltei para a Sala Comunal completamente pensativa, mas assim que eu deitei na cama, tudo sumiu, e eu capotei de novo.

No dia seguinte, fomos para o Hospital St. Mungos Para Acidentes Mágicos, assim que chegamos lá, (eu já conhecia, é claro, mais não falei nada) era tudo arrumadinho, e a Sra. Weasley foi até o balcão perguntar, onde o marido estava, assim que ela voltou ela falou:

– Quinto andar! — e dizendo isso, foi andando para o elevador.

Assim que chegamos no andar, ela já foi saindo rápido do elevador, e achou o quarto do Sr. Weasley em menos de cinco minutos.

Quando chegamos, o Sr. Weasley estava todo enfaixado, da cabeça aos pés, mas ele estava consciente, pelo menos. Logo que ele viu a Sra. Weasley, ele já foi falando:

– Calma Molly querida, eu estou bem, graças ao Harry e à Kath! — ele olhou para a gente, que estava na porta, e sorriu em agradecimento.

Depois de um tempo em que ficamos ali, eu sai do quarto para tomar um pouco de ar, não gostava muito de hospitais, então assim que eu olho para trás, Harry, Rony e Hermione estavam ao meu lado.

– Vamos dar uma volta! Tem uma sala em algum andar, que serve chá com biscoitos! — Rony disse, indo para o final do corredor.

– Ai que horror Ronald, você só pensa em comida? — Hermione falou olhando abismada para Rony.

Fomos andando pelos corredores do Hospital, quando estávamos no sexto, ouvimos uma voz familiar.

– Ah, olá vocês aí! Vocês querem um autógrafo?

Assim que nos viramos para verificar quem era, vimos que era ninguém menos que: Gilderoy Lockhart. Percebi que assim que Harry e Rony viram que era ele, eles se entreolharam e Rony ficou meio vermelho.

– Mas então, meus fãs, você querem um autógrafo eu imagino não? — ele disse, vindo mais perto da gente.

– Ah, aí está você, seu danadinho! — uma enfermeira veio atrás dele. — Ah, que bom que ele conhece vocês, venham, ele precisa tomar o remédio dele.

– Não, nós só... — Rony tentou falar, mais já era tarde, estávamos indo junto com a enfermeira e Lockhart.

Assim que chegamos no quarto dele, era como se estivéssemos na enfermaria de Hogwarts, cheia de camas, com cortinas para dividir e dar privacidade aos familiares. Lockhart ficava logo na segunda cama, pero da porta (não era a toa que ele fugia).

Depois de um tempo, ouvindo algumas besteiras de Lockhart, ouvimos uma voz familiar no fundo da sala, e assim que nos viramos para ver se era mesmo quem a gente imaginava que era, percebemos que sim: Neville Longbotton e sua avó a Sra. Longbotton.

– Neville? — Rony, Harry e Hermione exclamaram ao verem o amigo ali.

– Oi pessoal! — Neville falou meio roxo de vergonha olhando para o chão.

– Mais o que você tá fazendo aqui? — Rony perguntou. Logo em seguida, eu dei um cutucão em suas costelas.

– Tudo bem, Kath! Acho que já tá na hora de vocês saberem! — Neville falou.

– O quê? Como assim saberem? Você não contou para eles sobre os seus pais? — a Sra. Longbotton disse severamente.

– Não, eu... — Neville começou, mais eu o interrompi falando:

– Ele contou pra mim, senhora, é que ele pediu para eu não falar para eles, porque ele ainda não se sentia preparado! Não por vergonha, pois ele se orgulha muito de ter os pais que ele tem, mas é que lá na escola, tem uns meninos meio idiotas, que tiram o sarro de tudo e todos! — eu falei, antes que a Sra. Longbotton brigasse com o Neville. Deu certo, pelo menos ela só lhe lançou um olhar do tipo: "conversaremos mais tarde!"

– Então, vou deixar vocês conversarem mais a vontade, estou te esperando na sala de chás querido! — ela disse saindo da enfermaria.

– Valeu Kath! — ele falou olhando aliviado.

– Que isso, Neville, não foi isso que aconteceu? — eu disse, piscando pra ele.

– Ahan! — ele disse, entendendo.

Ficamos ali conversando, Neville contou para os outros o que tinha acontecido com seus pais.

– E desde então, minha vó, que é a mãe do meu pai, toma conta de mim! Eu me orgulho de ser filho deles, mas não estava pronto para que todos soubessem! — ele falou, baixando os olhos.

– Tudo bem, Neville, a gente entende! — Hermione disse, num tom afetuoso.

– É... relaxa, cara! — Rony disse, dando um soquinho nos joelhos dele.

Depois que "deixamos" Neville com a avó, voltamos para o quarto do Sr. Weasley, que estava fechada e Fred, Jorge e Gina estavam do lado de fora.

– Moody, Tonks, Kin e Lupin chegaram! — Gina nos informou, assim que chegamos lá perto.

– É, e pediram para você entrar também, Kath! — Fred falou, abrindo a porta e falando que eu tinha chegado.

Assim que eu entrei, Moody me deu um tapa na cabeça resmungando:

– Onde é que você estava? Vou ter que repetir tudo de novo!

– Ai, desculpa! — eu respondi, massageando o local do tapa.

– Calma, Alastor! — o Sr. Weasley disse. — Resumindo, Kath, é assim: Voldemort mandou a cobra dele, Nagini me atacar, aliás, ele não sabia que eu estava de guarda, ele mandou ela pegar a profecia, mas, como ela me encontrou lá, de guarda, ela me atacou, achando que ninguém iria saber... — mais foi interrompido por Lupin, que falou:

– O importante é que Arthur está a salvo, e que graças a você e ao Harry, ele está bem! O problema agora, Katherine é que Voldemort deve saber que vocês tem uma ligação e é muito importante que você e o Harry aprendam o mais rápido possível Oclumência, com o Snape! — ele falou, me olhando sério.

– Eu continuaria, se Snape não... — mas fui interrompida por quem? Ele mesmo: Severo Snape.

– Fiquei sabendo do seu ataque, Arthur! — ele disse, me lançando um olhar mortal.

– Agora eu estou bem, Severo, obrigado por se preocupar! — disse o Sr. Weasley em resposta.

– Dumbledore mandou buscar os garotos para eles voltarem para pegar as aulas após o almoço. — Snape falou, acenando um tudo bem com a cabeça para o Sr. Weasley.

– Ah, tudo bem! No Natal a gente conversa mais, Kath! — Lupin falou piscando.

– Ok! Até mais então! — eu falei, sorrindo para todos. — Espero que até lá, Sr. Weasley, o senhor esteja melhor! — eu falei me virando para ele, rindo e saindo da sala.

Eles ficaram mais uns cinco minutos lá dentro e depois disso, saiu de lá: Snape, Lupin e Tonks, assim que eles saíram, Lupin segurou no ombro de Harry e Hermione, Tonks nos ombros dos gêmeos e Gina que estava de mãos dadas com Fred, foi junto, e Snape me pegou pelo cangote, apertando mais que o necessário (mas beleza), depois de segundos, estávamos parados na frente dos portões de Hogwarts, assim que desaparatamos, Snape falou para os outros dois sério:

– Pode deixar, eu tomo conta deles daqui.

– Severo! — Lupin falou, fazendo Snape se virar, para ver o que ele queria. — Vá com calma! Eles não tiveram culpa!

– Hunf. — Snape fez e virou as costas para eles, e foi andando logo atrás de nós, que já tínhamos andado um bom caminho, eu que fiquei mais para trás, para ouvir o que Lupin iria dizer para Snape.

Assim que ele me alcançou e percebeu o por que eu estava mais para trás, ele me segurou de novo pelo pescoço e foi me levando no mesmo passo que ele apertando tanto, que quando ele soltou, dava pra ver as marcas dos dedos dele.

Chegamos a tempo para o almoço, assim que eu me sentei, Peter, Cass, Ann, Flint, Stew e Milla me bombaredearam de perguntas.

– Por que você faltou às aulas da manhã? — Cass perguntou meio preocupada. — Eu não te vi em lugar algum do castelo!

– A Umbridge ficou furiosa com você, por ter faltado às aulas dela. — Peter falou, olhando para mim e depois para a mesa dos professores.

Quando eu olhei, Umbridge estava olhando séria para mim; eu não queria, mais acabei olhando para o Snape, e quando nossos olhares se cruzaram eu desviei o mais rápido possível, pois o tapa que ele tinha me dado, ainda estava ardendo, então quando eu voltei meus olhos para o meu prato de comida, eu senti alguém me cutucando, quando eu virei, vi Jhon, parado atrás de mim.

– Kath, posso falar com você, rapidinho? — ele disse meio sem graça por poder estar atrapalhando alguma coisa.

– Claro Jhon! — eu falei me levantando e acompanhando ele até o lado de fora do Salão Principal.

– Kath, eu queria agradecer por você ter ido falar com o Dumbledore sobre a mão do Thomas. — ele falou assim que a gente parou. — A mãe dele ficou feliz em saber que Thomas tem alguém para ajudá-lo na Sonserina! — ele completou dando um sorrisinho meio forçado.

– Magina, John! Afinal, se Thomas é seu amigo, ele é meu amigo também! E como minha mãe falava: amigos devem se ajudar, antes de tudo! — eu falei sorrindo.

Nos encaramos por um minuto e depois voltamos para o Salão Principal.

Naquele noite eu consegui (finalmente) dormir tranquilamente, após um dia meio que movimentado e cheio de "aventuras".