Bem... assim que chegamos na estradinha que levava para o castelo, para podermos pegar as carruagens supostamente enfeitiçadas, ninguém tinha visto o Malfoy.

– Parece que você deu uma lição nele hein, Kath? — Rony disse, aparecendo com Harry, Hermione, Gina, Luna e Neville atrás.

– É... e em mim também... — eu respondi, olhando para o chão.

– Por que em você? — Harry perguntou interessado.

– Porque eu sei que eu vou ficar de detenção por causa disso! — eu respondi, olhando para Harry.

Na verdade, eu não estava olhando pro Harry em si... estava olhando para trás dele... pois enquanto estávamos conversando de boa ali, atrás de Harry, apareceu Snape, com aquela cara dele: fechada, séria e zangada.... só que com um "pequeno" detalhe: multipliquem isso por mil.... era a cara dele, nesse momento!

Assim que ele chegou mais perto, Harry ainda estava perguntando o porque eu tinha tanta certeza de que eu levaria uma detenção, eu tentei mostrar Snape, mas eu não conseguia desviar os olhos de Snape, pois sua cara estava COMPLETAMENTE do mal...

– Você vem comigo, Evans. — e dizendo isso ele parou logo atrás de Harry, que se calou assim que ouviu Snape.

Eu passei por Harry e os outros, dando um sorrisinho de que estava tudo bem, mas não estava tudo bem... Eu aliás, não encarava Snape nos olhos... não por mais de cinco minutos pelo menos.

Fomos para o castelo em um silêncio absoluto, só escutávamos o som dos nossos passos, e ruído das árvores, balançando com a leve brisa.

Chegamos no castelo em pouco tempo, sendo que pegamos um outro caminho (desconhecido até aquele momento por mim e os outros estudantes), escuro e mais assustador do que o normal.

Assim que entramos no castelo, Snape me levou direto para a sua sala. Até aquele momento, ele não tinha dito uma palavra se quer... o que me deixava mais apreensiva do que eu já estava.

Félix que estava comigo na sua gaiola, começou a miar, quando a gente ía andando, cada vez mais para o escuro, Snape não falou nada, simplesmente me olhou, com um olhar típico de desaprovação e irritação. Na terceira vez que Félix miou, Snape se virou pra mim e falou, baixo, quase sussurrando:

– Dá pra você fazer esse gato ficar quieto?

– Desculpa! — eu falei, olhando pra ele e imediatamente levantei a gaiola de Félix até eu poder vê-lo e disse: — Fica quieto, Félix... mais que coisa... a gente já tá chegando, beleza?

E depois disso, ele não fez mais nenhum barulho, pelo menos não até chegarmos na sala do Snape. Assim que chegamos na sala, Snape abriu a porta, e não disse nada, simplesmente abriu, e deu um passo pra trás, para eu poder entrar, assim que eu entrei, ele entrou atrás e fechou a porta às suas costas, trancando-a... (confesso que achei MUITO estranho e sinistro aquilo, mas fiquei quieta, já estava encrencada de mais, para ficar mais um pouco...)

NARRAÇÃO EM 3ª PESSOA

Enquanto isso, na sala comunal da Sonserina...

– O que será que o Snape tá fazendo com ela? — Peter perguntou meio preocupado.

– Relaxa, Peter... o Snape é mal, mas ele não vai fazer nada de errado e, ou perigoso com ela.... calma!!! — Flint falou, pondo a mão no ombro dele, para tentar acalmá-lo.

– Quanto a ele fazer alguma coisa com ela, eu não me preocupo MUITO, porque ela sabe se cuidar e porque ele não é tão maluco assim, o que mais me preocupa, é o que ele pode falar pra ela... — Peter falou, sentando um pouco no sofá, olhando para os amigos.

FIM DA NARRAÇÃO EM 3ª PESSOA

Enquanto isso, na sala de Snape...

– Eu quero que você organize toda a minha prateleira dos livros, por ordem alfabética do autor, Evans. — Snape falou, ficando bem na minha frente, mas em uma distância aparentemente segura. — Sem a varinha. — ele completou, quando me viu, colocando a mão no bolso, para pegar a varinha.

– Sim, senhor. — eu falei, rumando para uma das várias prateleiras que ele tinha ali.

Assim que eu dei uma BOA olhada naquela sala, eu pude ver, que ele não tinha apenas UMA estante de livros, ele tinha pelo menos umas cinco, cada qual com uns (no mínimo) cem livros cada... ou seja, eu tava literalmente ferrada!

Comecei pela prateleira mais perto, à minha direita, assim que eu cheguei perto, pude notar que ela tinha assim, chutando, no máximo uns três metros de altura... e assim que eu pude constatar a altura da estante, para a minha, eu olhei para os lados, meio que procurando por uma escada, ou qualquer coisa que eu pudesse subir e ficar do tamanho da última prateleira.

– Tá esperando o que para começar Evans? — Snape perguntou, de sua escrivaninha, me olhando sério.

– Uma escada, ou alguma coisa, que eu possa subir para arrumar os livros de lá de cima. — eu falei, olhando pra ele, mas apontando para a última prateleira.

Snape fez uma cara do tipo: "Droga, se vira!" mas depois disso ele pegou a varinha e apontou justamente para perto de mim, só que de onde eu estava, dava a impressão que ele tava apontando pra mim, então, assim que ele pegou a varinha e mirou "em mim", eu coloquei a mão no bolso, pronta para atacar, se precisasse.

– Para de ser idiota, garota, eu não vou te atacar, embora eu tenha vontade. — ele falou isso junto com um aceno de varinha, que apareceu ao meu lado, uma escada, daquelas de biblioteca, com rodinhas nos pés, para eu poder deslizar, sem ter que sair de cima da escada.

Na hora que ele falou que tinha vontade de me atacar, veio na ponta da língua pra falar: "Ah é? Então por que você não ataca então?!" mas achei melhor ficar na minha, pelo menos por enquanto. Mas subi na escada, xingando ele, até dizer chega.

Estava arrumando a estante direitinho, conforme eu estava esperando... de todas as detenções possíveis, foi a pior... pelo menos até aquele momento, estava lá, quase no último livro da última prateleira, quando eu não sei o que aconteceu, que eu perco o equilíbrio e quase caio da escada, só que foi muito "legal", por que: a escada foi pro chão e eu fiquei pendurada na estante.

Snape que não estava lá, tinha ido para o quarto dele, assim que ouviu o estrondo da escada caindo, ele apareceu rapidinho na sala, assim que ele viu a escada no chão, ele meio que me procurou no chão também, mas eu que estava tentando me segurar na estante, soltei uma exclamação, pois eu não estava mais conseguindo me segurar, então, quando ele ía chegando perto, pra por a escada de novo onde eu estava, eu caí... adivinha aonde? Exatamente: em cima dele. Se eu já estava lascada antes... agora eu estava morta de vez... a "sorte" foi que: na queda, mesmo eu caindo em cima dele, eu torci o pulso (de novo) do braço esquerdo, assim que ele me empurrou pro lado, pra eu sair de cima dele, ele se levantou dizendo MUITO zangado:

– Eu sinceramente não sei o que eu faço com você Evans!

– Eu sei! — eu falei.

Snape ficou me olhando com uma cara do tipo: "Ahn?!" E daí eu aproveitei que ele não falou nada e eu disse:

– Me leva pra enfermaria, por favor?!

– Eu não acredito. — ele resmungou bufando.

– Olha, quer saber? Não precisa, eu vou sozinha! — e dizendo isso, eu me levantei do chão sozinha e fui indo em direção a porta. Chegando lá, estava estava, obviamente: trancada. Peguei minha varinha, tentei o Alohomora, mas não produziu efeito nenhum. Olhei para ele, para saber o que estava acontecendo, e ele simplesmente cruzou os braços e ficou me encarando com cara de deboche do tipo: "Quero ver você sair!" Daí eu olhei pra ele com cara e pensando (pois eu sabia que ele estaria lendo minha mente): "Beleza então, eu VOU sair daqui!" e dizendo isso, eu dei uns passos para trás, de frente pra ele, ele ao me ver fazendo isso, se virou para ir para o seu quarto de novo, porém, foi o tempo de ele dar três passos e eu gritei:

– BOMBARDA!

E dizendo isso, a porta explodiu, e eu saí correndo, sem olhar pra trás, mas eu sabia que dessa vez ele tinha ficado mais "P" da vida comigo do que ele já estava, então eu resolvi mudar o meu caminho e ao invés de ir para a enfermaia, ir para a sala do Dumbledore, mesmo porque, seria o mais certo, pois eu iria me defender de duas coisas: do que Malfoy teria espalhado para a escola inteira e do que Snape iria alegar.

Assim que eu cheguei na sala de Dumbledore, eu pude ouvir vozes, porém, não liguei muito, bati na porta e fui entrando dizendo:

– Professor Dumbledore, eu... — mas assim que eu vi, quem estava na sala, junto com Dumbledore, eu parei imediatamente.

– Ora, ora, Evans... acabamos de falar de você! — Lúcio Malfoy disse, se virando pra mim, assim que ele ouviu a minha voz.

– Desculpe ir entrando assim, Prof° Dumbledore, mas eu PRECISO falar com o senhor, é um assunto um tanto quanto urgente. — eu falei, ignorando o comentário de Lúcio.

– Alvo, não vejo motivo de não deixar Evans participar da nossa conversa, uma vez que é justamente sobre ela que estávamos falando! — Lúcio falou, caminhando em direção a Dumbledore e ficando mais perto de mim.

Dumbledore olhou meio desconfiado para Lúcio, e depois olhou pra mim, tipo assim: "Vamos ver o que vira." Com isso, ele só acenou com a cabeça positivamente, fazendo isso, Lúcio se sentiu meio encorajado a falar:

– Então, Evans, o que levou você a espancar o meu filho no trem?

– O senhor não perguntou pra ele, Sr. Malfoy? — eu respondi, olhando pra ele, com a mesma cara de deboche que ele olhava pra mim.

– Sim, eu perguntei, mas eu quero dar uma chance para você, de falar o porque, você fez aquilo, e uma chance também de pedir desculpas! — ele falou na maior cara de pau do mundo, se Dumbledore não estivesse ali, e se eu não estivesse com um pé pra fora de Hogwarts, eu juro que eu ia socar ele..., mas achei melhor responder o mais educada possível:

– Que gentileza de sua parte, Sr. Malfoy!

Lúcio parecia estar começando a ficar irritado com o meu modo de falar e agir, então ele me lançou um olhar um pouco mais ameaçador, e eu retribui numa boa, falando olhando para Dumbledore:

– Então senhor, o que aconteceu foi que: estava eu, saindo da cabine de Harry no trem, estava no corredor numa boa, quando eu ouço uma voz dizendo: "E aí Evans? Se divertiu muito no Natal com a sua mãe? Ah, desculpa, eu esqueci... você não tem mãe!" e nisso, senhor, ele começou a rir, com a maior vontade... eu juro que não ia revidar, não ia fazer nada, mas quando eu vi, eu já estava "em cima" dele, socando a cara dele... — eu falei, olhando meio sem graça para Dumbledore, mas quando eu tive que encarar Lúcio, foi com o mesmo olhar de antes, sem um pingo de arrependimento.

– Engraçado... não foi isso que Draco me contou! — Lúcio falou dando um sorrisinho debochado, olhando pra mim e pra Dumbledore e andando para mais perto de Dumbledore e consequentemente para mais perto de mim. — Draco me contou, que a Srta. Evans, assim que ele perguntou como tinha sido o Natal dela, ela já teria partido para cima dele, e ele não tinha tocado no assunto da mãe dela.

– Hunf! — eu falei, revirando os olhos.

Tanto Dumbledore, quanto Lúcio olharam pra mim, então eu tinha que dizer o que eu estava pensando:

– Isso além de ser mentira é ridículo!

– Curioso, Srta. Evans, é que Draco me disse também, que enquanto você socava ele, você: xingou a mãe dele, xingou ele próprio e que também me acusou de ter matado a sua mãe. — ele completou, meio triunfalmente, dando o sorrisinho típico dele de: "Sua idiota, ninguém vai acreditar em você!"

– Isso é verdade, Katherine? — Dumbledore perguntou, se recostando em sua cadeira, e me observando atentamente, como se quisesse ler meus pensamentos.

– Bem... sim, senhor, mas foi porque na hora que eu estava lá, eu não consegui controlar toda a raiva e dor que eu estava sentindo... — eu falei, corando um pouco.

Lúcio não falou nada, simplesmente deu um sorrisinho de vitória, porém Dumbledore me olhou sério e perguntou:

– Katherine, você tem certeza do que está falando? Pode contar a verdade!

– Não senhor... o que eu contei aqui, É a verdade, FOI o que aconteceu mesmo! — eu falei, olhando em seus olhos.

– Mais é claro que ela esta mentindo não é Alvo, afinal, ela vai livrar a sua própria cara! — Lúcio falou, ao mesmo tempo que calmo e com sua voz mais macia, ela continha um tom ameaçador.

– Não creio, Lúcio... Evans nunca mentiu em nada, mesmo que ela esteja errada, ela SEMPRE falou a verdade, e eu acredito nela! — Dumbledore falou, e na hora em que ele falou isso, eu pude "sentir" ele na minha mente, vasculhando-a para saber se era ou não verdade o que eu estava falando.

Depois de um tempo de silêncio, a porta abriu, e eu meio que me assustei, pois eu pensei que era Snape, mais fiquei mais aliviada, ao ver que era Jhon, assim que ele entrou, ele falou:

– Mandou me chamar, Prof° Dumbledore!?

– Ah, sim Jhon, você presenciou a cena que a Srta. Evans bateu no Sr. Malfoy no trem? — Dumbledore perguntou, olhou sério para Jhon.

– Sim, senhor eu estava presente. — Jhon confirmou.

– Então, o senhor poderia nos contar exatamente o que aconteceu? — Dumbledore perguntou, se endireitando em sua cadeira.

– Tudo bem! — Jhon disse, andando e parando ao meu lado. — Bom, Kath estava saindo da cabine onde estava Potter e seus amigos, ela estava de boa no corredor do trem, daí apareceu Draco e seus amigos, e Draco perguntou pra ela: "E aí Evans? Se divertiu muito no Natal com a sua mãe? Ah, desculpa, eu esqueci... você não tem mãe!" e foi aí que ela "voou" pra cima dele. — Jhon disse, olhando para Dumbledore.

Assim que ele terminou de contar, eu olhei para Lúcio, e este estava realmente muito furioso, mas não falou nada, simplesmente me olhou morrendo de raiva, e mesmo eu não entrando em seus pensamentos, eu podia ter certeza de que ele estava pensando: "Eu te mato, garota!"

– Bom, então como são dois contra um, Lúcio, receio que nada poderei fazer, a não ser falar para a Srta. Evans se controlar o máximo que ela puder, porém, eu não tiro a razão dela, de ter ficado brava! Quanto o muito, eu poderei dar uma detenção pra ela cumprir! — Dumbledore disse, olhando para Lúcio, sério, porém satisfeito de eu ter falado a verdade.

– Acho que isso seria o mínimo, Alvo, afinal de contas, ela socou o meu filho! — Lúcio respondeu, e dizendo isso, ele saiu da sala, meio furioso, pois ele esperava que eu fosse expulsa da escola.

– Bem, Sr. Wood, o senhor pode voltar a seus afazeres! — Dumbledore disse olhando e sorrindo para Jhon. — Srta. Evans, vou ter que pedir para que a senhorita fique, preciso lhe falar. — ele disse olhando meio sério para mim.

– Sim senhor! — eu falei, sorrindo pra ele. — Hei Jhon... eu não vi você lá... onde você estava? — eu perguntei indo até Jhon, perguntando, antes que ele pudesse sair e eu esquecer de perguntar.

– Eu estava atrás de todos, por isso que você não me viu, Kath! — ele falou, dando um sorrisinho. — Aproposito, antes que eu me esqueça: o Prof° Snape está te procurando, e ele está furioso! — ele disse isso olhando pra mim, com um sorrisinho tipo: "Andou aprontando o que hein?!" e depois disso, ele saiu.

Assim que eu virei, eu tava com uma cara do tipo: "Meu, me lasquei duas vezes!"

– Srta. Evans, creio que a senhorita não veio aqui, porque sabia que Lúcio estaria aqui, estou certo? — Dumbledore perguntou olhando pra mim, com uma de suas sobrancelhas erguidas.

– Não senhor... eu vim aqui, justamente para falar sobre o Prof° Snape! — eu falei, e nisso, eu sem intenção, coloquei a mão no meu pulso quebrado, que eu até tinha esquecido que estava ali, doendo pra burro (tudo por causa da adrenalina).

– A senhorita quebrou o pulso, Srta. Evans? — Dumbledore perguntou olhando para o meu gesto.

– Sim senhor! — eu respondi com um sorrisinho: "Já virou hábito..." — Mas não foi por causa disso que eu vim aqui... — eu continuei, ele não me interrompeu, então eu continuei: — Na verdade, senhor, eu vim por que assim... — daí eu contei pra ele o que tinha acontecido, desde de quando eu cheguei na escola, até aquele momento... lógico que não falando os "comentários"...

Depois de eu ter terminado, Dumbledore me olhava um tanto quanto sério, então ele disse:

– Bom, pode deixar, Katherine, que eu conversarei com o Prof° Snape e tentarei ver e... "concertar" o que houve, agora, a senhorita, irá para a enfermaria, para tomar os devidos cuidados com o seu pulso, afinal, já passou da hora de a senhorita ir não acha? — e dizendo isso, ele se levantou e ficou me olhando.

– Sim, senhor! Mas eu precisava vir falar com o senhor primeiro! — eu falei, corando e olhando para baixo.

– Bem, agora a senhorita já deu o recado, agora, por favor, vá para a enfermaria, antes que a senhorita tenha uma complicação mais grave no seu pulso e não possa mais jogar quadribol. — ele disse isso sorrindo.

– Sim senhor! — eu disse.

– Aproposito, Katherine... o Prof° Snape ficou muito contente por você ter pegado o pomo e pelo seu excelente jogo! — Dumbledore disse sorrindo e piscando.

– Ele... viu o jogo? — eu perguntei arregalando os olhos, e espantada com a notícia.

– Eu receio que sim, porque ele não veria? Severo pode não parecer, mas ele gosta de quadribol, principalmente quando joga a sua casa! — Dumbledore respondeu, sorrindo ainda mais.

Eu sai de lá, mais feliz do que eu já estava, então eu não estava nem aí se Snape iria me achar ou não...

Chegando na enfermaria, a Madame Ponfrey assim que me viu, soltou o comentário:

– De novo, Evans? O que você faz que você SEMPRE vem parar aqui?

– Ah, dessa vez foi um acidente! — eu respondi, corando, rindo e mostrando o meu pulso.

– Ai meu Deus... — ela falou, balançando a cabeça. — Deixa eu ver aqui o que houve com o seu pulso, querida... — ela disse, pegando no meu pulso.

– Aiiiii... — eu exclamei, tentando puxar o pulso, mas ela me segurou para que eu não o fizesse.

– Ai não... você conseguiu quebrar o pulso Evans! Como você conseguiu essa proeza? Nem a sua mãe quebrava tanto o braço como você! — ela resmungou enquanto ela fazia uns feitiços, que melhoravam a dor. — Pronto! Está "novinho em folha"! Evans, por favor... pelo amor de Merlim, tente não quebrar mais nada por um bom tempo hein?! — ela falou meio zangada mais ao mesmo tempo, dando um sorrisinho.

– Pode deixar, Madame Ponfrey, vou tentar! — eu falei, rindo e corando.

Assim que eu sai da enfermaria, eu fui dar uma volta no jardim, e me lembrei da árvore preferida de minha mãe e de tia Lílian, então eu fui pra lá. Sentada há algum tempo lá embaixo, por mais que tinha uma sombrinha (pois o sol era muito forte), deu pra ver uma sombra atrás de mim, assim que eu me virei, quase não vendo nada por causa do sol, eu só pude ver as pernas... e a calça era preta... então... eu já sabia quem era.

– Posso falar com você Evans? — Snape falou, me encarando lá de cima.

Eu não respondi, só acenei positivamente com a cabeça.

Eu fiquei esperando a resposta, mas não veio, então quando eu olhei pra trás de novo, ele já não estava mais lá, ele estava andando indo para o castelo, então vendo aquilo, eu virei os olhos e resmunguei um: "Aff!". E depois disso, levantei rápido e saí correndo (com o pulso quebrado) atrás de Snape... quando eu cheguei perto dele, que eu ia tocar no ombro dele, pra poder mostrar, que eu estava lá, ele esquivou o braço, me olhando de canto de olho e saiu andando.

– Eu não entendo... você quer conversar comigo e me ignora?! — eu não me aguentei e falei, me virando para voltar para onde eu estava.

– Detenção, Evans! — ele simplesmente respondeu e saiu andando, como se eu não tivesse falado nada.

Eu confesso que fiquei ali, por uns bons dez minutos, tentando entender o que tinha acontecido, depois de desistir, já tava na hora de voltar pra Sala Comunal da Sonserina, pra falar pro Peter e para os outros, que eu estava "bem".

Assim que eu cheguei lá, encontrei um Peter super nervoso e preocupado, assim que ele me viu entrando, ele foi voando perto de mim.

– Ah que bom que você apareceu Kath, como foi lá com o Snape? O que ele fez? Anda, me... — e dizendo isso, ele encostou no meu pulso quebrado, e eu soltei uma exclamação de dor e puxei o braço. — O que ele fez com você Kath?! — Peter perguntou chocado, pegando no meu braço e olhando mais atentamente para o meu pulso.

– Nada, eu que caí da escada, quando eu estava arrumando a estante de livros do Snape! — eu falei, levando meu pulso para um "lugar" onde ninguém podia ver direito e fui andando, sentido sofá, para me sentar.

– Relaxa Peter, caramba, deixa ela respirar! — Flint falou dando risada. — Mais que merda Evans, você quebrou o pulso de novo? Espero que dê pra você jogar o próximo jogo, que vai ser contra a Corvinal! — ele falou, olhando meio bravo para o meu pulso enfaixado. (Madame Ponfrey não quis engessar, então ela pois uma tala e enfaixou)

– Ah... tranqüilo, até lá dá certo de eu já estar com o pulso melhor, mas se eu não estiver, dá pra jogar mesmo assim! — eu respondi rindo e sentando no sofá.

Assim que eu sentei, Peter sentou do meu lado, dando um sorrisinho meio nervoso, daí a gente começou a conversar, em um determinado momento da conversa, a gente ouve:

– É, muito bem Evans, se livrou da detenção e da expulsão por ter me batido, mas não se livrou de uma detenção por ter faltado com o respeito com o Snape não é? — assim que a gente virou, vimos Draco, com a cara toda roxa, e cortada (por causa dos meus... simples socos nela).

– É, tem razão Malfoy... pelo menos eu não fui expulsa e nem fiquei em detenção por mais de um dia! — eu falei, ainda sentada e sem olhar pra ele.

– Foi sorte você ter conseguido se safar... meu pai me disse que Wood te livrou! — ele disse, indo em minha direção.

– É... você viu que legal? — eu falei na maior calma e ironia. Estava decidida a, deixar ele louquinho de raiva. — É para isso que servem os VERDADEIROS amigos, Malfoy! — eu retruquei, encarando ele, muito séria.

Quando Malfoy ía avançar em cima de mim, eu só vi três pessoas se colocando no meio da gente: Peter, Flint e Stew.

– Saia daqui, Malfoy, antes que EU bata em você! — Peter falou, fechando o pulso.

Depois disso, até que o resto do dia foi bem calmo, eu não vi Snape, mais em compensação tive duas aulas com a Umbidge, que estava mais insuportável que nunca (se isso fosse possível....).

– Srta. Evans, porque a senhorita não veio assistir minhas aulas antes do Natal? — ela perguntou, assim que todos estavam na sala.

Eu não podia responder, antes de olhar para Rony, que fez um sinal positivo com a cabeça.

– Porque eu fui ver como o pai do Rony estava, ele sofreu um acidente no trabalho! — eu falei, omitindo o verdadeiro motivo.

Depois disso, a aula dela, voltou ser a mesma chatice de sempre.

No dia seguinte, marcamos uma reunião da AD, nesse meio tempo, Umbridge "pregou" lá junto com os outros quadrinhos, um quadrinho que dizia que todos os alunos seriam interrogados, sobre atividades ilícitas.

– Hei, Kath, cuidado que o Filch vai estar no corredor principal da entrada da sala precisa, eu já avisei a Luna, avisa você os outros! — Jhon me disse, quando estávamos indo para as estufas, para ter aula de Herbologia.

– Valeu John! — eu falei sorrindo.

A aula de herbologia, foi normal, até que bem divertida... sei lá, sabendo que eu estava salva da expulsão, eu comecei a tomar cuidado com o que eu fazia e falava, e principalmente, me controlava nas horas mais difíceis, mesmo porque, eu não ficava mais sozinha, eu tentava sempre ficar junto do meu namorado e dos meus amigos. Harry também parou de se isolar um pouco, ele ficava mais com Rony e Hermione e ria mais.

O jantar foi tranquilo, eu tentando evitar o máximo que dava de olhar para Snape, na mesa principal... mesmo porque eu teria de cumprir uma detenção depois do jantar com ele mesmo, então... eu olharia pra ele o suficiente.

Assim que eu estava quase acabando o jantar, Snape se levantou e saiu pela porta que tinha no canto, atrás da mesa principal. No que ele levantou, eu coloquei a minha cabeça em minhas mãos, num típico: "Merda, chegou a hora!".

Eu não fiz muita questão de comer rápido, quanto mais eu enrolava, mais segura eu ficava (como se isso fosse possível, estava parecendo o Rabicho, de tão covarde que eu estava me sentindo). Enrolei o máximo que pude, mas teve uma hora que Flint disse:

– Vai logo Kath, antes que ele te dê outra detenção por ter chegado tarde!

E com isso, Peter me acompanhou até a sala dele, para o caso de Malfoy aparecer e arranjar confusão. Assim que chegamos, Peter só foi embora, depois que Snape lhe lançou um olhar super sinistro.

Assim que eu entrei na sala, eu meio que já fui indo para a estante, mas sem pegar a escada, mas uma mão me puxou de volta.

– Você vai ficar longe dos meus livros, Evans. — ele disse, assim que eu consegui ficar frente a frente com ele.

Eu não falei nada, só fiquei olhando pra ele.

– Você vai fazer a mesma detenção do outro dia. — e dizendo isso, foi me arrastando para perto da primeira bancada, de frente com a escrivaninha dele. Em cima da bancada, tinha a mesma vasilha com os sapos mortos e o vidro com os órgãos dos sapos anteriores.

Assim que eu olhei para aquilo eu inclinei a minha cabeça, ligeiramente para o lado direito e deixei escapar um: "Argh!!!"

– Da próxima vez, você vai pensar duas vezes antes de responder grosseiramente para um professor. — ele disse isso, meio que me jogando na cadeira e indo se sentar em sua mesa. — A poção está bem atrás de você, tome antes de começar a cumprir a detenção. — ele disse sem olhar pra mim.

Fiz o que ele falou, sem esperar duas vezes, afinal, não estava afim de passar mal de novo... Estava lá fazendo tudo bonitinho, quando eu sem querer, comecei a "cantar" uma música trouxa que eu gosto muito: Sexed Up — do Robbie Williams.

Eu só tive tempo de olhar e me esquivar de um livro, que voou em minha direção.

– Quer calar a boca? Estou tentando me concentrar, Evans! — Snape falou num tom de fúria incrivelmente perigoso.

Eu só olhei pra ele, e fiquei quieta. Passado uns trinta minutos, eu comecei a "cantar" outra música: Perfect Day, do Clay Aiken, mas foi sem querer, muitas vezes eu faço isso sem perceber, de novo, só tive tempo de me abaixar, pois dessa vez foi um rolo de pergaminho.

– Mais uma vez Evans, e você ficará de detenção por uma semana, ouviu? — Snape falou, do mesmo jeito (se possível um pouco pior), que antes.

– Desculpe Prof° Snape, é sem querer, eu não percebo que... — eu falei, mais ele me interrompeu.

– É bom começar a perceber Evans, se não você morre. — e dizendo isso ele voltou a se concentrar em seus afazeres.

Confesso que depois desse comentário, eu fiquei com medo de cantar de novo, então eu comecei a prestar atenção no que eu fazia, e quando eu ia começar a cantar de novo, eu parava e olhava pra ele, umas duas vezes eu vi ele me olhando com um olhar do tipo: "Vai continuar mesmo?!".

Depois de umas três horas ali, eu já não estava mais me aguentando de sono, tava quase dormindo ali... confesso que pesquei umas duas vezes, uma das vezes, Snape balançou a cadeira com a varinha e eu quase caí da cadeira, a outra, ele tava com um livro na mão e "desceu" ele na minha cabeça, acordei além de assustada com uma baita dor de cabeça... que eu olhei pra ele pensando: "Um dia você me paga!" e do nada, eu ouço a voz dele em minha cabeça dizendo: "Quero só ver!"

– Pode sair, Evans. — ele proferiu verbalmente, apontando para a porta. — Ah... amanhã aqui na minha sala, na mesma hora... mas tente não se atrasar ouviu? — e dizendo isso, ele abriu a porta.

Eu não respondi nada, mesmo porque eu sabia que não seria apenas aquela detenção e sim mais algumas... E também porque estava com muito sono, então eu sai da sala, sem fazer nenhuma objeção.

Chegando na sala comunal, encontrei: Peter, Cass, Ann, Flint, Milla e Stew no sofá, todos um encostado no outro dormindo, só Peter, que se afastou o máximo que pode. Assim que eu cheguei ao seu lado, eu sentei no braço do sofá e fiquei mexendo no cabelo dele, passados uns cinco minutos, Peter se mexeu e me viu, sentada ao seu lado, mexendo em seus cabelos, assim que ele me viu, ele se endireitou no sofá.

– Nossa... faz tempo que você tá aqui? — ele perguntou olhando pros lados e esfregando os olhos.

– Só um pouquinho! — eu respondi rindo e escorregando para o colo dele, e ficando lá, quietinha, encostadinha nele... Adormecemos de novo, fomos acordar todos juntos no dia seguinte, rindo, porque do jeito que cada um tinha ficado no dia anterior, a gente acordou. Cada um foi pro seu canto se arrumar direito e depois fomos tomar café.

Apareceu na porta do Salão Principal a "gangue Sonserina", como já estávamos sendo chamados pela escola, assim como a Corvinal tinha a sua, formada por: "Jhon Wood, Terêncio Boot, Miguel Corner e Rogério Davies", assim como "O Trio Grifinório"... Assim que a gente apareceu na porta, todos olharam para a gente, fazendo instantaneamente um silêncio, que foram de apenas uns dez segundos, logo, todos estavam na sua "rotina" normal.

Aquele dia, tínhamos duas aulas com Snape, assim que eu entrei nas masmorras, em uma bancada, sentamos: Eu na ponta, Peter ao meu lado, Cass e Ann na outra ponta, na bancada da frente estavam: Harry na ponta, na minha frente, Mione, Rony e Neville na outra ponta; e na bancada de trás estavam: Jhon, bem atrás de mim, Terêncio Boot, Miguel Corner e Rogério Davies na outra ponta.

Assim que a gente sentou, minha mochila que estava em cima da bancada, caiu do nada, fazendo Snape tropeçar em cima dela, assim que ele se arrumou de novo, ele lançou um olhar furioso pra mim, e eu, depois de desviar o olhar dele, pude notar, que em uma das primeiras bancadas, Malfoy estava rindo copiosamente e as vezes olhava pra mim, rindo.

Eu sabia que tinha sido ele que tinha jogado a minha mochila no chão, fazendo Snape tropeçar e achar que tinha sido eu, então, eu estava mais que decidida a retribuir a "brincadeira", então, num determinado momento, enquanto a gente estava fazendo a poção para confundir, que seria pedida nos NOM's, quando eu aproveitei a hora que Snape foi até o seu estoque particular de poções, que eu fiz o caldeirão de Malfoy se esvaziar, bem na hora que Snape entrou na sala.

– De novo sem nota, Malfoy? — Snape falou olhando desprezivelmente para Malfoy e seu caldeirão. — Saia daqui, e na próxima aula, me traga dois rolos de pergaminhos me dizendo o que o senhor errou.

– Mas prof° Snape, a poção sumiu do nada! — Malfoy tentou explicar, desesperado.

– É. — Snape se limitou a responder sem olhar para Draco.

– É verdade, senhor! — Draco tentou explicar de novo.

Snape não respondeu nada, simplesmente olhou Malfoy de um jeito que ele calou a boca.

Draco passou por mim e falou:

– Você me paga, Evans!

– Eita! O que foi? — eu respondi. Fiz questão de falar alto, para Snape poder prestar atenção. E deu certo.

– O que está havendo aí no fundo? Evans?

– Senhor, Malfoy está dando a entender que eu tive alguma coisa haver com o que aconteceu com a poção dele! — eu falei, num tom, convincentemente de vítima injustiçada.

Parece que deu certo, pois Snape despachou Draco da sala, e não falou mais nada pra mim.

Assim que a gente saiu da sala, Jhon falou:

– Mandou bem, Evans, foi você não foi?

– Eeeeeeeeeu? Magiiiiiiiina, você acha que eu faria uma coisa dessas, Jhon? — eu falei, parecendo que estava chocada, mais logo em seguida, caiu todo mundo na gargalhada.

No final daquele dia, estávamos todos cansados, então, assim que voltamos do Salão Principal, fomos todos direto para os respectivos dormitórios, chegando no meu, eu encontrei um Félix totalmente furioso comigo, pois eu tinha esquecido de tirá-lo da gaiola, assim que eu fui tirar ele, ele me deu quatro arranhões na mão direita e mais três no braço direito, pois no esquerdo ele viu que não ía me machucar muito.

Tive um sonho SUPER normal, sonhei, simplesmente que eu estava em Hogwarts e que minha mãe tinha ido me ver... como se eu ainda fosse trouxa e morasse no Brasil.... hehehehehe....