Um Sonho Realizado - 5º ano
12 Capítulo 12
Pelo o que me pareceu, estava correndo tudo muito bem, estava conseguindo dormir no meu primeiro dia de Hogwarts e num quarto totalmente escuro, exceto pelo fino raio do luar que entrava pela cortina da minha cama semi aberta.
Estava num sítio, enorme, com uma casinha bem aconchegante de dois andares, no térreo ficavam a sala de estar, a sala de jantar, a cozinha, um lavabo, um salão de jogos com sinuca, tênis de mesa, xadrez e mesa de pôquer. No primeiro andar, ficavam os quartos, eram seis, três suítes e três "normais", e um banheiro no final do corredor. Estava um dia de sol muito agradável, estávamos todos na enorme piscina do lado de fora, eu, minha mãe, Harry, tia Lílian, tio James, Rony e sua família, Hermione e seus pais, Sirius, Lupin, Tonks e duas pessoas que eu não conseguia ver o rosto por causa do sol, mas um eu sei que era bem alto, de corpo esguio, magro, corpo um tanto quanto atlético (na medida certa para quem não fazia questão de músculos), branco meio pálido, e tinha algumas cicatrizes, o outro, não era tão alto, só que era maior que eu, esguio, magro, porém com alguns músculos definidos (mais que o outro), caucasiano e também com algumas, porém poucas cicatrizes. Estávamos rindo, nos divertindo, mas de repente esse momento feliz foi totalmente suprimido por um corredor totalmente escuro, fechado e preto; não sabia aonde estava, porque eu nunca tinha visto aquele corredor antes... Estava caminhando em direção a uma porta com a maçaneta dourada e igualmente preta, a única luz que ali havia era por archotes contendo velas, que davam ao corredor um aspecto ainda mais assustador, do que o normal. Chegando perto da maçaneta, eu podia sentir o medo e a ansiedade aumentando em meu coração, então, assim que eu coloquei a mão na maçaneta para poder abri-la, senti uma dor lancinaste no meu ante-braço esquerdo, como se alguém o estivesse marcando a ferro quente... No meu sonho comecei a gritar desesperadamente e a me contorcer e a me debater, tamanha era a dor, senti uma mão gelada em meus braços e uma voz bem ao longe me chamando, assim que eu consegui abri os olhos, eu estava no chão do dormitório das meninas, sendo assistida pelas minhas companheiras de quarto assustadas tanto quanto eu e pude notar que quem estava me chamando era a Cassy, assim que eu me dei conta de que estava no chão e que meus braços estavam descobertos, eu corri logo para esconder a Marca, e pelo que me pareceu funcionou, pois ninguém fez nenhuma pergunta sobre, assim que eu sentei na cama, Cassy se sentou do meu lado.
– Você está bem Kath? A Ann foi chamar o professor Snape, ela também estava muito preocupada com você, afinal, você começou a gritar de dor do nada e logo em seguida, caiu no chão, se contorcendo e se debatendo toda desesperada!
– Eu tô bem, Cass! Valeu! — menti na maior cara de pau, escondendo o braço que ainda estava queimando.
Logo depois disso, a porta do dormitório abriu com o maior estrondo e um Snape completamente assustado e vestido entrou dormitório a dentro imponente, como se fosse um leão, e logo atrás dele, branca de medo e esbaforida pela suposta corrida que ela teve para poder acompanhar o professor pelos corredores.
Assim que Snape localizou o grupinho de meninas assustadas, ele já foi chegando sem precisar pedir licença, pois assim que perceberam sua presença entrando, elas já foram abrindo caminho para que ele pudesse me alcançar. Uma vez chegando perto de minha cama, Cass saiu, para deixar o professor mais "avontade".
– O que houve Evans?! — ele perguntou num tom preocupado.
– Não faço ideia, professor, estava sonhando com um sítio e de repente... — parei ao perceber que estavam todas ali prestando atenção no que eu dizia.
– Professor, ela começou a gritar desesperadamente do nada e em menos de um minuto ela já estava no chão, gritando, se contorcendo e se debatendo. — Cass respondeu em meu socorro.
Snape como não era bobo e muito menos retardado, percebeu que eu estava tentando esconder a Marca, então ele concluiu que ela estava queimando, pois ele se levantou me puxando pelo braço.
– Saiam da frente! E voltem a dormir, ela está segura e mais calma! — chegando na porta e vendo que ninguém se mexeu, falou em tom mortal. — O showzinho acabou! Já pra cama!
Não consegui ver, mais ouvi barulhos de passos apressados, então eu conclui que ela voltaram para a cama.
Andávamos pelos corredores numa velocidade incrível, então eu comecei a me distanciar de Snape, pois a dor em meu braço voltou a aumentar, o que me fazia diminuir o passo, como se diminuísse a dor... Percebendo que já não estava mais ao seu lado, Snape se virou para me procurar, e assim que ele me procurou ele me encontrou agachada encostada na parede me dobrando pra cima do meu braço, quando ele veio caminhando (porém parecia flutuando) para perto de mim, o pouco que a dor me permitiu ver, foi que sua expressão também transpassava dor, mas ele não emitiu nenhum ruído, chegando mais perto de mim ele levantou o meu braço para que ele pudesse vê-lo melhor e virou, fazendo com que a Marca ficasse à amostra, assim que ele virou, eu pude ver que ela estava muito preta e com as bordas alaranjadas, como se fosse fogo, e a cobra estava dançando em meu braço, saindo da boca da caveira como se fosse uma língua. Assim que Snape a viu daquele jeito, ele logo me puxou pelo braço, mas naquela hora a minha dor foi tamanha que eu não aguentei e comecei a cair, a última coisa que eu vi, foi Snape me amparando, para que eu não caísse no chão e sentindo como se eu estivesse flutuando, o vento passeando pelo meu rosto gentilmente e aquele odor de canela mais forte, depois de um tempo, apaguei e não me lembro de nada.
Assim que acordei de novo, estava na sala de Dumbledore, obviamente Snape me trouxera para lá, enquanto eu estava apagada, logo que abri os olhos, vi aqueles olhinhos azuis inconfundíveis me fitando atentamente e com uma certa preocupação neles, quando caiu a minha ficha do que tinha acontecido, me levantei bruscamente, mas fui impedida levemente pela mão de Dumbledore em meu ombro.
– Relaxe menina! A senhorita está bem e devidamente medicada!
– E o Snape, onde ele está?! — foi a primeira pergunta que eu consegui pensar em fazer, sabia que tinha sido ele que me trouxera para lá, pois o cheiro de canela ainda estava lá.
– O professor Snape está bem Katherine, relaxe! — Dumbledore respondeu com um sorrisinho no canto da boca.
Sinceramente, não me lembrava muito do porque que eu estava lá, mas logo me lembrei quando uma pontada bem aguda em meu braço esquerdo resolveu aparecer, me fazendo soltar um gemido de dor.
– Conte-me o que houve em seus sonhos, Katherine, por favor! — Dumbledore me olhou um pouco mais preocupado que o normal.
Fiquei apreensiva se deveria ou não contar, porém resolvi contar tudo pra ele, sem esconder nada, inclusive o sonho no sítio. Enquanto estava contando sobre o sonho no sítio, ele até que estava se "divertindo", depois, quando eu falei sobre o corredor escuro, sua expressão mudou, de um leve sorriso, para olhos extremamente sérios e aflitos.
Até aquele presente momento, eu não tinha me dado conta de que já tinha visto aquele corredor antes — tudo isso graças à dor no meu braço — até que por um segundo eu parei e olhei diretamente para Dumbledore, e este, como se estivesse lendo meus pensamentos, me olhou também, com aquela cara que a gente faz quando sabe de alguma coisa, porém prefere que alguém nos conte, e então eu disse um pouco chocada com o tom de voz que saiu.
– Aquele corredor que eu sonhei, é o corredor do Departamento de Mistérios no Ministério da Magia?
Dumbledore não precisou falar, ele só acenou com a cabeça positivamente e no que ele fez isso, eu lembrei do que acontecia no quinto livro (sim, lembrei, porque fazia muito tempo que eu havia lido e por causa das fortes emoções daquele período, me fizeram esquecer... então... eu tinha esquecido de certa forma...), e ao me lembrar do que iria acontecer meu rosto pareceu congelar de medo e minha voz saiu tão assustada, que até eu fiquei com medo dela.
– Professor, no final desse ano, Harry, eu, Hermione, Rony e mais alguns alunos, vamos no Ministério da Magia, pois o Harry vai ter uma visão de que Voldemort (e ao falar o nome do infeliz, meu braço queimou ruidosamente, fazendo com que eu fizesse uma careta de dor), estará torturando o Sirius, na sala das profecias e como Harry fica preocupado ele vai atrás do Sirius, o que acaba tendo uma luta entre Comensais e gente da Ordem, na qual a prima do Sirius, Bellatriz (e ao pronunciar esse nome, foi como se eu estive falando o nome de alguma coisa bem nojenta), mata ele. — terminei de contar profundamente mal.
Dumbledore em nenhum momento disse nada, nem a favor e muito menos contra, simplesmente ficou me ouvindo e refletindo no que eu falava.
Após ele ver que eu tinha terminado de contar o que eu sabia, como já estava quase na hora do café da manhã, ele me mandou ir para as minhas aulas e que se caso eu sentisse alguma dor, ou tivesse alguma visão, que era para eu procurá-lo imediatamente.
ooooOOOOoooo
Assim que eu cheguei no Salão Principal, todos da mesa da Sonserina, me olharam com bastante curiosidade, como se eu fosse um alienígena.... assim que me sentei, juntos com meus novos amigos, Peter perguntou parecendo preocupado.
– Kath, você tá bem? Fiquei sabendo que Snape apareceu ontem no seu dormitório e te levou para a sala do Dumbledore, o que houve?
– Eu to bem, não se preocupem! Apenas um terrível pesadelo! — falei com um pouco de incerteza, só que bastante segura de mim.
Ninguém perguntou mais nada, embora tenho certeza de que vontade não faltou.
Assim que eu estava terminando de comer a minha última torrada com geleia, Malfoy entra no Salão Principal e ao passar por mim, ele simplesmente deu um sorrisinho de deboche e foi se juntar aos seus "amiguinhos", não sei porque, mas aquele gesto dele me incomodou e muito, pois Peter falou meio preocupado com a minha expressão.
– Ah, é só ignorar ele Kath, ele é um bobão!
Nossa primeira aula foi de Defesa Contra as Artes das Trevas, que seria com ninguém mais, ninguém menos que Dolores Jane Umbridge (eu sabia que ela era insuportável, porém eu não sabia que seria tanto!). Entramos na sala em silêncio; a Profª Umbridge era, até aquele momento, uma incógnita (não para mim), e ninguém sabia se seria ou não adepta da disciplina rigorosa.
– Bom, bom dia! — disse ela finalmente, quando a turma inteira acabou de sentar.
Alguns alunos murmuraram um "bom dia" em resposta (eu fiquei calada, pois eu nunca fui com a cara dela).
– Tsc-tsc — murmurou a professora. — Assim não vai dar, concordam? Eu gostaria de que os senhores, por favor, respondessem: "Bom dia, Profª Umbridge." Mais uma vez, por favor. Bom dia, classe!
– Bom dia, Profª Umbridge — entoaram os alunos monotonamente.
– Agora sim — disse a professora com meiguice. — Não foi tão difícil foi? Guardem as varinhas e apanhem as penas.
A maioria dos alunos trocaram olhares sombrios; nunca antes à ordem "guardem as varinhas" se seguira em uma aula que eles achassem interessante. Harry e os outros enfiaram as suas varinhas de volta na mochila e apanharam pena, tinta e pergaminho. Eu fui a única que guardou a varinha nas vestes. A Profª Umbridge abriu a bolsa e tirou a própria varinha, que era excepcionalmente curta, e com ela deu uma pancada forte no quadro-negro; imediatamente apareceu ali escrito:
Defesa Contra as Artes das Trevas
Um Retorno aos Princípios Básicos
– Bom, o ensino que receberam desta disciplina foi um tanto interrompido e fragmentado, não é mesmo? — afirmou a professora, virando-se para nos encarar, com as mãos perfeitamente cruzadas diante do corpo.
Creio eu, que ela não esperava resposta para essa pergunta, porém, ela teve que ouvir.
– Não! Aprendemos tudo muito bem até agora, com exceção do segundo ano, que o professor era um impostor! — eu falei, sem olhar pra ela, pois sabia que ela iria protestar.
– Quem disse isso? — ela perguntou olhando pra sala toda em busca de alguém culpado.
– Fui eu, professora! — respondi levantando a mão e o rosto.
Pensei que ela iria me dar o maior sermão, mas não, apenas me olhou, como se decorasse o meu rosto e voltou a fazer o seu discurso.
– A mudança constante de professores, muitos dos quais não parecem ter seguido nenhum currículo aprovado pelo Ministério, infelizmente teve como conseqüência os senhores estarem muito abaixo dos padrões que esperaríamos ver no ano dos N.O.M.s.
"Os senhores vão ficar satisfeitos em saber, porém, que tais problemas agora serão corrigidos. Este ano iremos seguir um curso de magia defensiva, aprovado pelo Ministério e cuidadosamente estruturado em torno da teoria — ninguém ouvia nada, apenas a professora falando, embora o único som estranho ali era um "hunf!" de dúvida, soltado por ninguém mais que... Eu! — Copiem o seguinte, por favor! — continuou ela, como se não tivesse ouvido a minha "exclamação" de desaprovação.
Ela tornou a bater no quadro; a primeira mensagem desapareceu e foi substituída por "Objetivos do Curso".
1. Compreender os princípios que fundamentam a magia defensiva.
2. Aprender a reconhecer as situações em que a magia defensiva pode legalmente ser usada.
3. Inserir o uso da magia defensiva em contexto de uso.
Por alguns minutos só se ouviam penas arranhando nos pergaminhos, exceto eu, que estava devidamente pronta, pra receber uma detenção dela, pois não iria tolerar ela falar mal do Prof° Lupin e eu não fazer nada, só estava esperando o momento certo.
– Todos tem um exemplar de Teoria da Magia Defensiva de Wilbert Slinkhard?
Ninguém respondeu, simplesmente foram pegando os livros de suas mochilas.
– Acho que vou tentar outra vez — disse ela. — Quando eu fizer uma pergunta gostaria de ouvir dos senhores "Sim, Profª Umbridge" ou "Não, Profª Umbridge". Então: todos tem um exemplar de Teoria da Magia Defensiva de Wilbert Slinkhard?
– Sim, Profª Umbridge! — todos disseram em uníssono, exceto quem?, exatamente eu, só que dessa vez ela viu que eu não respondi e ela foi se aproximando da minha carteira, que estava sentado Peter ao meu lado.
– A senhorita tem o livro, senhorita...
– Evans! — respondi olhando bem fundo nos olhos dela, mostrando meu total desapreço pelo modo com o qual ela estava nos tratando. — E sim, professora, eu tenho o livro! — isso saiu um pouquinho mais grosso do que eu esperava.
– Ótimo. Eu gostaria que os senhores abrissem na página cinco e lessem o Capítulo Um, "Elementos Básicos para Principiantes". Não precisarão falar — ela disse olhando para mim.
Assim que ela falou, todos pegaram os livros e abriram na página que ela mandara, inclusive eu, pois ela ainda estava de olho em mim, me avaliando. Mas assim que ela se virou de costas para a sala, eu fechei meu livro e fiquei encarando ela pelas costas. Pude perceber que eu não era a única a fazer isso, Hermione também estava de livro fechado, porém a única diferença, era que ela estava com a mão erguida, e eu não.
Assim como eu, todos estavam olhando para Hermione, inclusive Harry e Rony, que desistiram de tentar entender alguma coisa do livro fazia muito tempo. Após vinte minutos, vários alunos pararam de tentar entender o que estava escrito no livro e ficaram olhando Hermione, em sua muda tentativa de chamar a atenção da professora, que continuava a olhar para o lado oposto, com a mesma certeza de Hermione em não abaixar o braço. Depois que a professora percebeu que metade da sala estava olhando para Hermione ao invés de ler o livro, ela viu que não daria mais para ignorar a aluna.
– Queria me perguntar alguma coisa sobre o capítulo, querida? — perguntou ela a Hermione, como se tivesse acabado de reparar nela.
– Não, não é sobre o capítulo — respondeu Hermione, baixando o braço, que deveria estar em câimbras.
– Bem, é o que estamos lendo agora — disse a professora, mostrando seus dentinhos pontiagudos. (tinha me esquecido de como ela lembrava um sapo gordo e idiota vestido de rosa) — Se a senhorita tem outras dúvidas, podemos tratar delas no final da aula.
– Tenho uma pergunta sobre o objetivo do curso! — respondeu Hermione, antes que a professora decidisse ignorá-la novamente.
A Profª Umbridge ergueu as sobrancelhas olhando diretamente para Hermione, mas eu não consegui me conter e dei um sorrisinho do tipo: "Responde essa agora, sua vaca!" que a fez por um momento desviar o olhar de Hermione para mim, eu como não tinha medo de nada, continuei sustentando o olhar dela, com a mesma feição de antes, louca para ouvir uma resposta.
– E qual é o seu nome? — ela perguntou voltando sua atenção para Hermione.
– Hermione Granger! — ela respondeu de bate-e-pronto.
– Bem Srta. Granger, os objetivos do curso estão bem claros se lidos com bastante atenção. — respondeu em tom de intencional meiguice.
– Bem, eu não acho que estejam — Hermione respondeu secamente. — Não há nada no quadro sobre o uso de feitiços defensivos.
Houve um breve silêncio, em que vários alunos que estavam prestando atenção em Hermione, viraram para ler o que ainda estava escrito no quadro, eu não mexi um músculo, sabia perfeitamente bem o que estava escrito e queria ver como Umbridge iria se "safar" desta.
– O uso de feitiços defensivos? — repetiu Umbridge dando uma risadinha. — Ora, não vejo nenhuma situação que possa surgir nesta sala de aula que possa exigir o uso de um feitiço defensivo, Srta. Granger. Com certeza não está esperando ser atacada durante a aula está?
– Não vamos usar magia? — exclamou um Rony extremamente chocado com a informação, mais alto do que ele imaginava.
– Os alunos levantam a mão quando querem falar em minha aula, senhor...?
– Weasley — respondeu Rony, erguendo a mão no ar.
A Profª Umbridge ampliando o seu sorriso, virou as costas para ele. Harry e Hermione se entreolharam e imediatamente levantaram a mão também. Os olhos empapuçados da sapa velha, quero dizer, da professora, se detiveram por um minuto em Harry, antes de se dirigir a Mione.
– Sim, Srta. Granger? Quer me perguntar mais alguma coisa?
– Quero. Certamente a questão central na Defesa Contra as Artes das Trevas é a prática de feitiços defensivos.
– A senhorita é uma especialista educacional do Ministério Srta. Granger?
– Não mas...
– Bem, então, receio que não esteja qualificada para decidir qual é a "questão central" em nenhuma disciplina. Bruxos mais velhos e mais inteligentes que a senhorita preparam o nosso novo programa de estudos. A senhorita irá aprender a respeito dos feitiços defensivos de um modo seguro e livre de riscos...
– Para que servirá isso? — perguntou Harry, em voz alta. — Se formos atacados, não será em um...
– Mão Sr. Potter — entoou a professora para Harry, que falara sem levantar a mão.
Harry empunhou o dedo no ar. Mais uma vez, a professora prontamente lhe deu as costas, mas agora vários alunos estavam com as mãos erguidas.
– E seu nome é? — perguntou a professora a Dino.
– Dino Thomas.
– Diga, Sr. Thomas.
– Bem, é como disse o Harry, não é? Se vamos ser atacados, então não será livre de riscos.
– Repito — ela respondeu sorrindo para Dino de modo muito irritante -, o senhor espera ser atacado durante as minhas aulas?
– Não mas...
– Não quero criticar o modo como as coisas têm sido conduzidas nesta escola — a professora interrompeu Dino. — Mas os senhores foram expostos a alguns bruxos muito irresponsáveis nesta disciplina, de fato muito irresponsáveis, isto para não falar — ela deu uma risadinha desagradável, cuja qual eu sabia que ía ser naquela hora que minha pouca paciência iria se esgotar com ela. — Em mestiços extremamente perigosos.
– Se a senhora está se referindo ao Prof° Lupin, a senhora está enganada, ele foi o melhor professor que já tivemos até agora, em todos esses anos! — eu respondi fula da vida, com a mão erguida.
– Sua mão não está erguida Srta. Evans! — ela falou, pensando que eu iria me calar, assim como tinha feito Dino.
– Acho que a senhora está precisando usar óculos, professora, pois minha mão está erguida! — eu falei desafiando-a a retrucar.
Umbridge teve que olhar, para ver se ela tinha errado, e quando constatou que estava, ela se virou para mim e falou naquele seu tom irritantemente calmo.
– Os senhores foram apresentados a feitiços muito complexos, impróprios para a sua faixa etária e potencialmente letais. Alguém os amedrontou, fazendo-os acreditar na probabilidade de depararem com ataques das trevas com freqüência...
– Não isso não aconteceu — protestou Hermione -, só que...
– Sua mão não está erguida Srta. Granger!
Hermione estendeu a mão, porém Umbridge lhe deu as costas.
– Pelo que entendi, o meu antecessor não somente realizou maldições ilegais em sua presença, como chegou a aplicá-las nos senhores.
– Ora, no fim ficou provado que ele era um maníaco, não foi? — respondeu Dino, que estava com sua mão erguida. — E veja bem, ainda assim aprendemos um bocado.
Umbridge falou mais algumas coisas com relação aos seus antecessores, e vendo que todos estavam contra ela, ela deu um basta naquela situação, mas antes que pudesse fazê-lo, Harry a interrompe em voz alta e com o punho mais uma vez no ar.
– E para que vai servir a teoria no mundo real?
Umbridge ergueu a cabeça.
– Isso é uma escola Sr. Potter, não o mundo real. — disse mansamente.
– Então não precisamos nos preparar para o que nos aguarda lá fora?! — eu falei, sabendo aonde isso iria parar, mas não podendo mais ficar quieta.
– Não há nada aguardando vocês lá fora! — ela respondeu, ainda calma.
– Ah é? — Harry falou, sua raiva estava aumentando num tanto, que dava até medo de chegar muito perto.
– E quem os senhores acham que querem atacar crianças como vocês? — Umbridge, num tom horrivelmente meloso.
Nessa hora, eu e Harry nos olhamos e como se tivéssemos ensaiado dissemos em uníssono:
– Huuum... Não sei... Lord Voldemort... talvez!?
Todos ali, ao ouvirem o nome de Voldemort prenderam a respiração, menos Umbridge, que nem se quer piscou. Estava nos encarando com uma expressão de sinistra satisfação no rosto.
– Menos dez pontos para a Grifinória e para a Sonserina, Sr. Potter e Srta. Evans.
A sala continuou parada e em silêncio. Todos olhavam de Umbridge para Harry e deste para mim.
– Agora gostaria de deixar algumas coisas muito claras.
Ela ficou em pé, encarando toda a sala, apoiada em sua escrivaninha com os dedos grossos em sua superfície, ela olhava principalmente para Harry e eu.
– Os senhores foram informados de que um certo bruxo das trevas retornou do além...
– Ele não estava morto — retrucou Harry nervoso -, mais sim, a senhora acertou, ele voltou!
– Sr. Potter, o senhor já fez a sua casa perder dez pontos, não piore as coisas para si mesmo! — ela disse, sem parar para respirar e sem tirar os olhos de Harry. — Como eu ia dizendo, os senhores foram informados de que um certo bruxo das trevas, está de volta. Isso é mentira!
– Isso não é mentira — disse Harry irritado. — Eu o vi, eu lutei com ele!
– Detenção Sr. Potter — Umbridge falou, gloriosa. — Amanhã à tarde. Cinco horas, na minha sala. Repito, isso é uma mentira. O Ministério da Magia garante que esse bruxo não voltou e que estamos devidamente seguros. Se vocês se sentirem pressionados, preocupados ou alarmados por alguém, por favor, sintam-se livres para me procurar e iremos conversar sobre o assunto, isso é claro em seu tempo livre. Agora por favor, continuem lendo a página cinco.
Ela voltou a se sentar em sua escrivaninha, Harry estava absurdamente furioso, mas eu não podia perder a chance de ajudá-lo (pelo menos não agora que eu podia), então eu me mexi na cadeira, pronta para falar, mas Peter ao meu lado segurou minha mão.
– Kath, não!
– Sinto muito, Peter! — eu respondi, olhando pra ele e dando um sorrisinho de agradescimento. — Então, segundo a senhora, Cedrico Diggory caiu morto por que ele quis!?
Todos de novo prenderam a respiração juntos. Umbridge olhou para mim, ávida como louco, prestes a cometer alguma loucura.
– Detenção Srta. Evans! Amanhã às cinco da tarde, na minha sala, junto com o Sr. Potter! — ela respondeu.
– É? Legal, mas e aí, segundo a senhora Cedrico morreu porque ele estava cansado da vida dura que ele levava?! — eu retruquei, sem me importar com o que iria acontecer depois, aquela mulher, me irritava tanto, que você não tem noção.
– A morte de Cedrico Diggory foi um trágico acidente. — Umbridge respondeu, ao mesmo tempo séria pelo assunto tratado e nervosa, com o confronto.
– Foi assassinado! — Harry argumentou, nitidamente nervoso.
Por um momento, eu e Harry, achamos que ela iria berrar com a gente, porém, quando ela falou conosco, ela falou com a sua voz mais suave e gentil.
– Srta. Evans, Sr. Potter, venham cá.
Olhamos um para a cara do outro e nos levantamos juntos para irmos até lá. Podíamos sentir o resto da sala nos encarando. Lógico que Harry estava mais nervoso que eu, porém eu também estava, e tenho a certeza de que assim como eu, ele não estava nem aí para o que poderia acontecer lá perto daquela mulher insuportavelmente ridícula.
Ao chegarmos lá, ela tirou dois rolos de pergaminhos da bolsa e começou a escrever primeiro em um e depois no outro, se curvando em cima dos mesmo, para impedir que nós víssemos o que estava escrito. Ao terminar, ela bateu com a varinha nos dois, fazendo com que eles se enrolassem magicamente e se fechasse com um selo de uma forma que não sobrava espaço para que a gente tentasse abrir.
– Levem isso aos seus respectivos diretores. — ela falou entregando um pergaminho para cada.
Ao virar as costas para sair, ela falou como se tivesse esquecido de alguma coisa.
– Ah! Levem suas coisas, não precisam voltar mais.
– Com o maior prazer, professora! — eu respondi em tom de deboche.
– Mais cuidado com o que a senhorita fala, Srta. Evans! — ela respondeu ao meu comentário.
Teve que ser o Peter ficar me olhando sério, para que eu não respondesse nada, então resolvi ficar quieta, afinal já tinha perdido dez pontos para a minha casa e recebido uma detenção no meu primeiro dia de aula.
Passando pela minha mesa, peguei minha mochila, que estava intacta, e olhando para Peter eu falei:
– A gente se vê depois, ok? Desculpa...
– Não precisa falar, Srta. Evans, sua mochila não tem ouvidos para te ouvir! — Umbridge falou sentada em sua cadeira.
– Tem razão, minha mochila não tem ouvidos, mas meu amigo tem, estou falando com ele e não com a minha mochila, Profª Umbridge! — tentei ser o mais calma possível, mas sem tentar esconder o meu desprezo por ela.
Depois disso, lancei um olhar para Peter e sai, junto com Harry, que estava me esperando na porta.
Assim que saímos da sala eu fiz questão de bater a porta da sala ao passar. Quando estávamos longe da sala, Harry falou me olhando um pouco surpreso.
– Você não precisava ter feito aquilo, você nem ao menos estava aqui quando Cedrico morreu!
– Eu sei, mas... eu não ia deixar você cumprir uma detenção com essa vaca sozinho né? Além do mais, você lembra do que Snuffles disse pra gente? — eu respondi com um sorrisinho.
– Ele disse pra mim, e não pra você! — Harry retrucou, passando o braço pelo meu ombro.
– Não interessa, eu sei que serviu para nós dois! Além do mais Potter, somos ou não uma família? — e com isso, dei uma piscadinha pra ele.
Harry não respondeu, mas deu uma risada gostosa, que já fazia algum tempo que eu não o via fazendo isso, que comecei a rir também!
Chegamos a sala dos professores, assim que Harry bateu na porta, pudemos ouvir passos, para vir atendê-la, acho que não podia ficar pior, pois além de eu ter que falar com Snape sobre uma detenção, quem abre a porta pra gente?! Sim... ele mesmo: Snape!
Ao ver Harry ali parado, ele olhou pra ele de um jeito que nós dois sabíamos que ele iria começar a encher o Harry, porém eu tossi, indicando que ele não estava sozinho, assim que Snape se deu conta da minha presença ele me olhou com um olhar meio mortal.
– O que você quer Potter?
– Eu queria falar com a Profª McGonagall — Harry falou, encarando Snape nos olhos.
Snape não precisou chamá-la, ela já estava atrás dele, ao ouvir a voz de Harry.
– E você, o que você quer Evans?! — ele perguntou se dirigindo a mim.
– Ahn... eu... eu só... — eu gaguejei de... medo? É, talvez tenha sido por medo.
– Você o que garota! — Snape falou começando a perder a pouca paciência que ele tinha.
– A Profª Umbridge mandou eu entregar isso aqui ao senhor! — eu falei isso de uma vez, que por um momento, eu achei (tive certeza) que Snape não tinha entendido uma só palavra do que eu dissera, porém, quando ele viu o pergaminho estendido em sua direção ele entendeu.
Assim que ele abriu, sua feição foi ficando de irreconhecível para brava e de brava para extremamente furiosa.
– Como você conseguiu fazer isso Evans?! No seu primeiro dia de aula? — ele disse num tom mortal, e fechou a porta da sala dos professores, para ninguém ficar ouvindo a conversa.
Antes que eu pudesse responder (se é que era possível), ele já foi falando, baixo porém letal.
– Escuta aqui Evans, você vai cumprir a detenção dela, por uma semana — ele teve que levantar a mão para eu não o interromper. — E depois disso, a senhorita vai cumprir dois dias de detenção comigo! Você me entendeu? — ele terminou com uma sobrancelha erguida.
– Sim senhor! — eu respondi baixando a cabeça. — Mais o senhor disse uma semana de detenção com a Profª Umbridge?! — perguntei incrédula no que eu tinha acabado de ouvir. — Isso não pode ser, ela falou que era para eu a encontrá-la na sala dela amanhã à tarde as cinco!
– Tá me chamando de analfabeto, Evans?! — Snape perguntou me encarando de cima, me olhando daquela pose que ele tinha, e que só ele sabia "reproduzir" e me entregou o pergaminho rosa para eu ler.
Assim que eu li, eu olhei pra ele imediatamente, não sabia se furiosa com aquela vaca, ou envergonhada por não ter acreditado nele.
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Depois desse pequeno "probleminha", fomos para as outras aulas, onde ocorreu tudo em perfeita calma, paz e harmonia, pelo menos até a hora do almoço.
Na hora do almoço, quando eu cheguei na mesa da Sonserina, todos ali estavam me olhando meio torto (exceto meus amigos), me pareceu que de alguma maneira, todos ali já estavam sabendo o que tinha acontecido na aula da Umbridge.
– É verdade, que você brigou com aquela sapa velha ridícula?! — Milla perguntou, ao mesmo tempo curiosa e cautelosa.
Não respondi, simplesmente acenei positivamente com a cabeça, me servindo de uma colherada de milho.
– E é verdade também que você recebeu uma detenção dela? — foi a vez de Flint perguntar.
De novo não respondi, só acenei positivamente com a cabeça, pegando uma coxa de frango e mordendo-a.
– Já falou pra eles que graças a você a Sonserina perdeu dez pontos? Evans?! — Malfoy que estava passando soltou seu veneno.
Assim que Malfoy falou isso e se dirigiu para o seu lugar de costume, todos ali me olhavam, como quem quisesse que fosse mentira o que ele tinha falado.
Ao verem que eu não neguei, todos ficaram me olhando desapontados.
– Ah qual é, vão me dizer que ninguém nunca perdeu nenhum ponto com nenhum professor! — Peter falou aborrecido.
Ninguém respondeu, só baixaram a cabeça em sinal de constrangimento e então eu aproveitei para olhar Peter em forma de agradecimento por ele ter me defendido.
Depois do almoço, tivemos mais três aulas, uma de Herbologia com a turma da Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal, uma de Poções também com essas três casas e uma de Transfigurações com todos também; chegando nas estufas, Wood (o vizinho daquele garotinho) veio falar comigo.
– Hei Kath, fiquei sabendo da sua briga com a Sapa Velha da Umbridge, é verdade?!
– Eu... Receio que sim, Jhon! — eu falei corando um pouco e baixando os olhos.
– Hei, relaxa, você não é a primeira e nem vai ser a última da Sonserina a perder pontos e levar uma detenção! — ele falou entusiasmado, me fazendo levantar os olhos para olhá-lo. — Não se esqueça que aquele almofadinhas do Malfoy no primeiro ano dele aqui em Hogwarts também perdeu pontos e levou uma bela detenção! E olha que a quantidade de pontos que ele perdeu foi um pouco mais que o dobro do que você! — e falando isso ele riu e deu uma piscadinha pra mim, para eu não me sentir tão culpada.
Depois daquele rápido papo com Jhon, fui para a estufa, junto com ele e Peter, que se mostraram excelentes amigos, e além do mais, bem prestativos, eles fizeram a maior parte da tarefa por mim e sempre me explicando o porque de eles estarem fazendo tal coisa.
Na aula de Poções, eu me sentei junto com eles também, perto de Cass e Ann e do Trio de Ouro grifinório. Sentei no meio de Jhon e Peter, para tentar evitar qualquer comentário de Snape, porém sem muito sucesso, pois a primeira pergunta que ele fez que eu levantei a mão ele respondeu, extremamente grosso:
– Só porque a senhorita fez o favor de desperdiçar dez pontos de sua casa, Srta. Evans, você não irá responder essa pergunta e nenhuma outra que eu fizer em sala.
– Isso não é justo sabia?! — eu falei, sem me conter, mesmo porque, mais encrencada do que estava, seria impossível ficar, e além do mais, o máximo que Snape faria, seria me dar mais dias de detenções, só! Ele jamais tiraria pontos de sua própria casa.
– Sério? Alguém já lhe disse que a vida não é justa com ninguém?! — ele respondeu irônico. — A vida não é um conto de fadas, Srta. Evans, por favor, acorde de seus devaneios! — num tom mais irônico possível.
– Sim, eu sei que a vida não é fácil pra ninguém e muito menos que ela é um conto de fadas,mas podemos viver em um mundo sem injustiças! — eu retruquei, sustentando o olhar dele.
Achei que Snape iria me dar mais detenção ou que ele realmente me tirasse pontos, porém ele não fez nada e simplesmente voltou para a explicação que estava dando.
Com isso, Hermione, Harry, Rony, Jhon, Cass, Ann e Peter olharam pra mim surpresos pelo o que eu tinha feito. Não falei nada, simplesmente dei de ombros e corei um pouco mais do que eu já estava.
Na aula de Transfigurações, foi a mesma aula pro Harry do que foi poções pra mim, como as mesas eram de duplas sentou: Peter e eu, na frente Rony e Harry, do lado direito Mione e Neville e atrás da gente estavam Cass e Ann e John e Terencio Boot, dava a impressão que Minerva não parava de ficar me encarando muito aborrecida pelo o que houve, mas eu sabia que ela estava olhando para o Harry.
Depois da aula da Minerva, tínhamos um tempo livre até o jantar, então aproveitamos que o tempo estava agradável (sem chuva e com leves raios de sol), e fomos sentar à beira do lago, embaixo de uma árvore enorme.
Ficamos lá direto, até a hora que sabíamos que poderíamos ir direto para o Salão Principal jantar.
Chegando na entrada principal, ouvimos uma voz muito conhecida de todos falando as nossas costas:
– Evans, comigo, agora!
Ao ouvir aquilo, eu parei e baixei a cabeça sinalizando um perfeito: "fodeu!" Depois disso eu me virei para encarar um Snape meio... sem graça?!
– Podem, ir, vejo vocês depois!
Chegando perto de Snape ele simplesmente me olhou e falou, em um tom sério, porém... gentil!?
– Como você está?
Antes de responder, eu não consegui não olha-lo com cara do tipo: "Se tá legal?!" E então eu respondi:
– Ah, tirando o fato de que sem ser os meus amigos todos estão me olhando feio, por ter perdido apenas dez pontos, eu acho que tô legal! Obrigada! — acrescentei vendo um leve e quase imperceptível sorriso nos lábios finos do professor. — Mas porque a pergunta? — eu falei, antes de conseguir me conter.
Snape não respondeu de imediato, ficou me olhando com aquele olhar sério dele e por uma fração de segundos, eu pude sentir que ele ficou meio sem graça, de se encontrar ali, naquela situação comigo.
– É seu primeiro ano! Você admitindo ou não! — ele falou, "recuperando" o mesmo tom de sempre: frio. — E como eu sou o diretor de sua casa, tenho que ficar de olho em você! — ele respondeu ao meu olhar de: "e o que isso tem a ver com a sua pergunta?!"
– Obrigada pela preocupação, Prof° Snape! — foi a única coisa que eu consegui reunir para falar.
Snape me olhou com um leve sorrisinho irônico dançando pelo rosto, e não disse nada, apenas se virou e foi andando, em direção as masmorras.
– Pode ir jantar Evans! Ah, e cuidado, tente não perder mais nenhum ponto e nem ganhar outra detenção! — falou mais irônico e sumiu.
Fui para o Salão Principal jantar, chegando lá, quase todos já tinham terminado de comer, assim que sentei no meu lugar costumeiro, Cass disse me olhando curiosa:
– O que ele queria Kath?
– É, ele brigou ou disse alguma coisa pra você!? — Ann perguntou meio desesperada.
– Ele só falou pra eu não ganhar outra detenção e não perder mais nenhum ponto para a casa dele! — eu omiti bastante coisa.
Enquanto eu estava me servindo de suco de laranja, não pude deixar de olhar para a mesa principal, e lá estava ele, olhando para mim (ou pelo menos assim eu achei), com um sorrisinho de quem tinha acabado de ouvir o que eu tinha falado.
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Naquela noite, o sonho do corredor me perturbou de novo, porém, dessa vez eu não acordei no chão, gritando e me debatendo, apenas acordei com meu braço ardendo. Como eu acordei assustada, Félix que dorme em sua caminha no parapeito da janela acordou também e ficou me olhando; como eu sabia que não iria conseguir dormir, sem "ninguém" ali comigo, peguei Félix e abracei ele, fazendo carinho nele, até pegar no sono de novo, o que pra mim: pareceu demorar horrores. (¬¬")
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