Já eram nove da manhã quando o Argentino bateu na porta da casa de um certo Brasileiro. Bateu uma, duas, três...quatro vezes, bufou e viu as horas no relógio de pulso, impaciente. Sabia que o brasileiro era preguiçoso e só acordava depois das nove, mas precisava mesmo falar com ele. Suspirou e abriu a porta, iria ignorar qualquer xingamento vindo do moreno sobre invasão de propriedade, tche! Ele precisava falar o que estava engasgado na sua garganta a anos e ponto, nada ficaria no seu caminho.

Andou pela casa até o quarto de Luciano e parou, abriu a porta sem cuidado algum e chamou, encarando o montoado de cobertor sobre o corpo do brasileiro e o ar-condicionado no máximo, "Brasileño huevón..." pensou o loiro enquanto adentrava o quarto gelado, fez uma careta de desgosto e o tocou com uma das mãos, como não recebeu resposta franziu a testa e puxou o cobertor de uma vez.

─ Boludo...?

Chamou-o pelo "apelido carinhoso" ao vê-lo completamente encolhido e tremendo sobre o colchão. Sentiu as bochechas formigarem, Brasileiro desgraçado, estava só de cueca e... Corado demais, tremendo demais e... suando? O loiro largou o cobertor e se inclinou sobre o corpo do menor, colocando as costas de uma das mãos sobre a testa do moreno e céus! Ele estava com febre.

─ Argh... ninõ gilipollas! ─ O Argentino gritou, e finalmente conseguiu a atenção do menor para si. O brasileiro abriu os olhos com um pouco de dificuldade e virou o rosto, encarando o loiro. ─ Que foi, boludo?! "Carajo" como pode ser tão idiota, Luciano?! Não sou babá de brasileiro retardado que não sabe se cuidar, saco.

─ ...Arge, você é tão bonito, é um anjo... ─ Sussurrou o Brasileiro de modo manhoso.

─ Oh, bien não posso discordar. Mas você está delirando, vamos, estou de bom humor e eu ainda preciso conversar com usted.

O moreno apenas riu com os olhos entreabertos, não entendia nada estava zonzo e mal tinha forças para levantar. O argentino mordeu o canto da boca e suspirou aproveitando que ja estava inclinando e o pegou no colo, passando um dos braços nas costas e os outros na dobra dos joelhos. Se ergueu com um pouco de dificuldade, brasileiro desgraçado, não era nada leve.

Saiu do quarto carregando-o, para tirá-lo daquele quarto gélido e foi para a sala de estar, o colocou sentado no sofá e correu devolta para o quarto, pegou o cobertor e um travesseiro. Voltou para a sala e ajeitou o travesseiro no encosto do sofá, se sentou e o puxou um pouco desajeitado e o ajeitou no colo, o cobriu e aproveitando que ele estava doente e mal sabia o que estava acontecendo, o abraçou com um dos braços, o outro fora esticado até a mesinha e com a mão, pegou o controle da tv, a ligando em um canal qualquer.

─ Arge...

─ Hm?

─ Está sendo tão bonzinho comigo, quer me comer?

─ . . . ─ O argentino não respondeu, sabia que se o brasileiro estivesse no seu normal não falaria esse tipo de coisa, e se falasse tomaria uma boa porrada na cara para aprender a não ser tão exibido, só porque tinha aquela pele morena deliciosa, os cabelos escuros cheirosos, e... ugh, aquele peitoral definido--- Martín! Foco, foco! Mas seus pensamentos foram cortados por um resmungo vindo do moreno.

─ Martín... vamos nos tornar um~~~

─ Oh... Cállate, hombre...

─ Arge, você é tão quentinho... ─ Disse o moreno se aconchegando melhor no colo alheio, estava com a bochecha apoiada no peitoral do Argentino e o corpo encolhido debaixo do cobertor, se esquecendo por completo da tv ligada e do mal estar, aliás, estava melhorando aos poucos.

O loiro deixou um pequeno sorriso dominar seus lábios, e iria arriscar, se aproveitando do estado alheio, só queria desabafar e tirar o peso das costas.

─ Luciano, te quiero. ─ Sussurrou o argentino, só depois percebendo que o moreno havia pegado no sono, riu baixo e o abraçou melhor contra si, fechando os olhos e cochilando.

Era uma hora da tarde quando o brasileiro acordou, incrivelmente melhor e confortável, sorriu e se expreguiçou, retirando o cobertor de cima de si e... Parou ao olhar no que estava deitado, virou o rosto e encarou o rosto sereno do Argentino. Piscou várias e várias vezes e se inclinou um pouco, iria aproveitar que ele estava dormindo.

Passou brevemente a língua nos lábios, os umedecendo e os juntou com os do loiro, mesmo que levemente. Eram macios, e... Riu, tinha gosto de Mate. Continuou com os lábios selados aos dele até que encarou duas orbes esverdeadas, se afastou de imediato caindo sentado no sofá, na outra extremidade.

─ Ehehe...hehe... Não era isso que você está pensando, Argentino idiota. ─ O moreno tentou logo se explicar e afim de mudar de assunto indo para alguma briga idiota, o xingou e riu sem graça, desviando o olhar.

Já o loiro apenas o encarou sem falar nada, suspirou, maldito brasileiro. Se ajeitou no sofá até ficar de quatro sobre o mesmo, engatinhou até o menor e antes que ele começasse a gritar e a fazer barraco selou os lábios nos dele. E relaxou um pouco mais ao ser correspondido.

Permaneceram somente com os beijos por bastante tempo, parando somente para respirar e logo após retomarem o fôlego recomeçavam. Até que o estúpido brasileiro abaixou uma das mãos e apertou descaradamente a bunda do loiro, que se afastou e o encarou com um sorriso malicioso, sussurrando em seguida.

─ Agora não, boludo, não quero pegar sua doença. Quem sabe quando melhorar?

E a última coisa que pode ver foi um brasileiro irritado o empurrando do sofá e se levantando levando o cobertor e o travesseiro, voltando para o quarto.

─ Argentino de merda... ─ Resmungou antes de pegar mais uma vez no sono, claro que antes, havia desligado o ar-condicionado, iria melhorar de uma vez e faria o loiro chamado Martín pagar.

Notas finais
Ficou meio estranha. Eu sei, me deixem. ;3;
Tentei fazer de ArgexBrasil porque eu simplesmente adorei esse casal em especial. ( Claro...não bate de USUK )
Próximo capitulo tento fazer um lemon. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!