Notas iniciais
Pessoas só peço desculpas pela demora, mas lhes digo que foi por conta da temporada que passei internada porque peguei tretas no pulmão e ia falecer, desculpem se o capítulo tiver ficado curto ou não tão bom, me ajudem pelo amor de Deus, e 31/08 foi meu aniversário aosjdaio palmas para meus quinze anos que não fizeram diferença nenhuma *aplausos* enfim, estou necessitando de alguém para ler os caps antes de serem postados, para dar opinião e arrumar algumas coisinhas, para a fic ficar melhor :33 então interessados me mandem um e-mail ( inutomoe@gmail.com). Agora sem mais delongas ♥ apreciem.

Nós estávamos no que parecia ser um prédio antigo, para sermos mais exatos, era um antigo sanatório, a entrada estava cheia de faixas de amarelas desgastadas, mesmo velhas, era como se invadíssemos o local de um crime, eu já havia me acostumado com essa sensação, mas por algum motivo, dessa vez, algo parecia diferente, claro que era, afinal seria eu quem o mataria.

*Noite em que Mary apareceu no 221B *

Temos um caso suspeito, vocês vem? – Perguntou Lestrade.

Os olhos de Sherlock penetraram os meus, e ainda sem tempo para responder, ele me impediu.

Eu irei e o John vai ficar com a Mary.

Terminando assim, todos saíram, restando apenas Mary e eu naquele lugar.

Agora que o irritante do Sherlock Holmes se foi, podemos conversar – Começava Mary.

Sentando na poltrona de Holmes, acenou para que eu sentasse na minha.

O que você está fazendo aqui? Nem preciso perguntar se você tem algo a ver com isso tudo porque está bem óbvio, então só me diga por que você resolveu aparecer? – Minha paciência não estava lá essas coisas, já odiava o fato de ter que deixar Holmes sozinho quando sabia que estava tão perturbado psicologicamente, odiava mais ainda ter que ficar com esta mulher, todo amor que um dia eu senti era agora cada vez mais transformado em repulsa.

Eu vim dar um recado, diria mais, um aviso.

Seus olhos me penetravam, causavam desconforto, queria ir atrás dele, ter certeza de que ele ficaria bem.

Diga logo de uma vez.

–Vamos John, você tem certeza de que não quer sentar?

Ela ainda apontava minha poltrona, mas eu permanecia de pé, não queria perder toda a postura que venho mantendo.

Não torne está conversa tão longa, já deve ter percebido que não quero vê-la aqui por tanto tempo.

–Me diga John, quando começou a me odiar tanto?

–Você é inteligente Mary, tenho certeza de que você sabe bem a resposta para isso, por isso pare de enrolar e diga logo o que tem para dizer.

–Você era tão mais interessante antes – Ela faz um bico e demonstra tédio – Me divirta um pouco.

Eu não tinha tempo pra isso, pelo que sei ele poderia estar em perigo, isso tudo é uma grande armadilha, me separar dele provavelmente era o plano principal, e nós tínhamos dado isso a eles, eu precisava ir atrás dele.

Parece que eu não tenho escolha.

Avancei para cima dela e tirando a arma da cintura apontei para sua cabeça.

Você sabe que não pode me matar, imagine a confusão que seria, sua mulher que foi supostamente sequestrada e torturada, quando consegue voltar para os braços de seu marido é assassinada pelo mesmo. Você não pensa John? – Seu olhar era frio, sua voz me desafiava e aquele sorriso em seu rosto me fazia odiá-la ainda mais.

Me aproximo mais dela, suficiente para escutar sua respiração e sentir seus leves tremores que ela tenta tanto disfarçar.

E se a amada esposa que foi supostamente sequestrada e torturada começasse a pirar por conta do trauma do acontecido, e por assim acabasse por se matar depois de ferir gravemente seu marido que foi confundido com o homem que a torturou – Sussurrei em seu ouvido.

Senti seu corpo congelar, se ela achava que eu não teria coragem de fazê-lo, ela estava completamente errada.

Você não faria isso, eu te conheço John – Um falso sorriso voltava a enfeitar seu rosto, enquanto batia seu pés freneticamente contra o assoalho de madeira.

Não me teste querida, tem muita coisa sobre mim que você ainda não sabe – Pressionei a arma contra sua cabeça, forte o suficiente para deixar uma marca bem abaixo de sua orelha.

As batidas cessaram, seu corpo todo estava tenso, não havia mais movimentos da parte delas, seus olhos estavam notavelmente arregalados.

Ele tinha razão – Sussurrou.

Diga Mary, quem tinha razão?

–Ele tinha razão – Dessa vez seu tom de voz já voltava ao normal e um sorriso retornava ao seu rosto, vi cada músculo do seu corpo relaxar novamente e as batidas contra o assoalho voltarem.

Quem tinha razão? – Eu me controlava para não gritar com ela, a Srª Hudson ainda estava lá embaixo e tudo que eu não precisava era que ela aparecesse para estragar tudo.

Não será eu, não será ninguém, nem mesmo ele... Será você John.

–Eu o que?

–Será você quem matará Sherlock Holmes.

*Voltando ao Sanatório*

As paredes do corredor estavam arranhadas, tudo estava extremamente sujo, dificultava o nosso trabalho, mesmo que ainda não soubéssemos o que estávamos fazendo ali, até o que sabíamos Sherlock havia recebido uma mensagem onde estava o endereço deste local, pensávamos até então que havia sido de seu pai, mas até agora não havia algo que apontasse alguma coisa naquele lugar.

O que ele quer que façamos aqui? – Perguntou Lestrade esperando alguma possível resposta inteligente de Sherlock que apenas continuou andando e olhando em todas as direções.

Continuamos andando, adentrando cada vez mais naquele lugar, havia uma escada para baixo e por ali descemos, estava realmente escuro e nossas lanternas não eram a coisa mais eficiente do mundo.

Sangue Fresco – Sussurrou Sherlock.

Sherlock! John! — Chamou Lestrade.

Corremos para o lugar de onde ele chamava, era um pequeno quarto, acho que era uma velha dispensa, ao entrar lá meu coração saltou, não podia ser verdade.

Na parede havia escrito em sangue.

Você vai matá-lo”

Estava por toda parte, a imagem de Mary tomou conta de minha mente novamente.

Será você quem matará Sherlock Holmes”

“Você vai matá-lo”

“Será você John”

“Você vai matá-lo”

“Será você quem matará Sherlock Holmes”

As vozes e as imagens tomavam conta de minha mente, eu me via dentro de um labirinto, as voz da Mary se tornava em infinita e cada vez mais alta em minha mente, tudo estava tão escuro.

Parece que não há outro jeito de fazê-lo – Dizia o assassino.

Só ele pode fazê-lo, deixe que o faça.

Eu escutava a risada da Mary.

Acorde John, vamos, só precisa abrir seus olhos, não se preocupe com isso, você sabe como somos, nós jamais o mataríamos, você ama ele, eu amo ele – Sussurrava uma baixa voz.

Abri levemente meus olhos e lá estava eu, de frente para mim mesmo.

Onde eu estou? – Perguntei.

Você está em você, eu sou você.

–O que eu devo fazer? – Meu coração doía, martelava dentro de mim, meu olhos ardiam e lágrimas caiam – O que eu devo fazer? – Repeti.

Não é óbvio? salve ele.

–Mas como eu faria isso?

–Eu acho que você já sabe, agora volte.

Os olhos de Holmes estavam fixos nos meus.

O que aconteceu com você? – Ele perguntava – Na verdade não, não responda, o que a Mary te contou quando saímos?

Tudo ainda era estranho, eu ainda conseguia ouvir as vozes em minha cabeça, uma forte dor de cabeça me consumia mas era só o que eu sentia, era como se todo o resto de meu corpo tivesse sido tirado de mim, já não sentia mais nada. Pelo que parecia estávamos de volta ao 221B, estava deitado na cama de Holmes, que impacientemente andava de um lado a outro mas sem desviar seus olhos dos meus.

Vamos John, preciso que me conte – Insistiu Holmes

–Eu não posso – Sussurrei.

Era sobre mim não era?

–Eu não sei.

Agora eu entendia, minha consciência aos poucos retornava, eu não podia mais ficar ali, era isso, era o único modo de salvá-lo, se seria eu quem o mataria simplesmente sairia de sua vida, como alguém que não existe pode matar alguém? Era essa a resposta, o único modo de salvá-lo.

Eu...Eu não posso ficar aqui.

–você acha que se afastar de mim é o único modo de me salvar não é? John, o que você pensa que vai acontecer comigo?

–Como você sabia?

–Lembre-se que ainda sou Sherlock Holmes.

Não sabia dizer se ele esta preocupado ou apenas tentando me deduzir, nada disso importa realmente, eu só preciso sair daqui, já vi pessoas queridas morrerem ou fingirem estarem mortas, não preciso também do sentimento de tê-las matado.

Não importa.

Numa tentativa falha de sair da cama, acabei por cair no chão, minhas pernas estavam realmente fracas, parecia que eu havia sido drogado, nunca sentira isso antes.

Você não vai a canto nenhum – Disse me erguendo e sentando novamente em sua cama.

Você não entende, você nunca vai entender.

–Então me conte.

–Sou eu quem irá lhe matar.

–Quem lhe disse isso? A Mary?

Ele se levantou, um sorriso começava a aparecer em seu rosto, via seu corpo relaxar, diria que ele estava aliviado, mas sua expressão logo mudou, ele caminhou até mim e num movimento puxou a arma que estava presa em minha cintura, com a outra mão pegou a minha e fez com que eu a segurasse prendendo bem meu dedo ao gatilho e num ultimo movimento pressionou a arma contra seu peito.

Não é você quem fará isso? Então faça.

Eu não me movia.

Vamos John, faça – Seu tom de voz se elevava a cada segundo – FAÇA!.

Eu não consigo! – Disse por fim.

Soltando minha mão, ele se abaixou a cabeça e roçou levemente seus lábios aos meus, a arma caiu no chão ao nosso lado, com a mão em minha nuca ele sorria, sentia seu sorriso contra o meu, nossas respirações nervosas e irregulares.

Eu jamais conseguiria matá-lo.

Notas finais
Não esqueçam de me dizer o que acharam como sempre ♥ tentarei não morrer no hospital (até pq já saí) e postar mais rápido, nos vemos na próxima, e qualquer ideia pra incrementar a história ou dar um toquinho especial na fic, só mandar pra o e-mail. Bjos ♥