Notas iniciais
olá pessoas, trago a vocês mais um capítulo, na verdade nem sei o numero desse capítulo, mas ele está aqui, um pouco maior e o estranho é que tudo ocorre em apenas uma manhã, desculpem por essa longa manhã, mas todos os detalhes ai contidos são cruciais por isso não podia tirá-los para que ela ficasse menor... enfim, apreciem ♥

Lestrade! Quero policiais observando a Srª Hudson, qualquer coisa estranha ou pessoa estranha que a observar por mais tempo que o normal eu quero ficar sabendo. – Dizia Sherlock lá na sala.

E quanto seria “mais tempo que o normal”? – Perguntou Lestrade.

Pelo amor Lestrade! Dez minutos ou mais, vocês não podem ser tão inúteis.

–Sherlock! – Repreendeu Lestrade.

Sherlock sempre falava o que lhe vinha a cabeça, sem se importar com os outros, não entendia a surpresa de Lestrade, que convivera mais tempo com ele do que eu.

Tudo lá fora estava uma bagunça, desde a foto, Sherlock não era o mesmo, aquela euforia e prazer estranho havia voltado, e eu sabia que éramos parte disso, particularmente preferia quando o caso não nos envolvia tão...pessoalmente. O estranho homem sabia de mim e de Sherlock, eu diria que ele vira a face mais frágil de Sherlock que poucos conseguiram, sua vulnerabilidade, e o que eu mais temo é saber que ele vai usar isso como uma vantagem, querendo aceitar ou não, sei que sou a única fraqueza dele e ele a minha, entendo o motivo pelo qual se afastou de mim, penso que deveria fazer o mesmo... acho que devo abandoná-lo por um tempo, até isso tudo passar.

Péssima ideia John – Disse o detetive entrando no quarto – Você é uma das peças mais importantes deste caso, você o viu, isso indica que você sabia reconhecê-lo pelo seu tamanho.

–E pela voz – Completei.

Pouco provável, se estivermos lidando com um assassino profissional, que é o que tudo indica, ele provavelmente usaria algo para alterar sua voz, por que mostrar sua verdadeira voz, seria como se entregar.

Atrás dele entraram Donovan, Anderson e Lestrade, assim que me viram encima da cama de Sherlock, coberto com seus lençóis e com os cabelos bagunçados, me lançaram um olhar de provocação.

Eu disse – Sussurrou Donovan.

Eles estão mesmo tendo um caso – Completou Anderson.

Forcei um pigarro e quando os dois me olharam de novo puxei o lençol, revelando que eu estava de camisa, calça e até sapatos.

Como você sabia o que eu estava pensando? – Perguntei.

Pergunta errada” Pensei no mesmo segundo.

Quer saber, esquece, eu nunca vou entender como é que você faz essas coisas.

Pude ver aquele pequeno sorriso no rosto do detetive.

Como está a Srª Hudson? Descobriram algo sobre a foto? – Perguntei. Aquele silêncio e os olhos me observando, realmente me incomodavam.

A Srª Hudson é a mesma de sempre e ninguém parece persegui-la, Holmes achou melhor não contá-la do “recadinho” de nosso assassino, ela precisa parecer o mais natural possível, qualquer movimento precipitado nosso pode acabar por atrapalhar tudo, por isso também precisamos da sua versão da história, precisamos que nos diga o que viu, qualquer coisa serve. – Disse Lestrade.

Sherlock parou o que estava fazendo e sentou-se de frente para mim, ter aqueles olhos escavando meu cérebro, me deixava nervoso, eu precisava lembrar... Mycroft... A imagem dele não saia de minha cabeça, uma alta silhueta de frente para a janela...Mycroft...Preciso realmente lembrar.

Mycroft...- Sussurrei.

Não saberia dizer se Holmes ouviu ou não, mas isso realmente me intrigava, por que Mycroft? Vamos John...Lembre...Verdes...é isso...

Não pode ser... não... você estava comigo a noite toda. – Um tom de medo começava a tomar conta de minha voz.

O que John? Nos diga, o que lhe causa tanto medo? Não sabemos quanto tempo temos – Dizia Sherlock.

Aproximou-se segurando minhas mãos, seus olhos ainda me invadiam, medo era tudo que eu sentia, e era medo daqueles olhos, aquele verde...

Me afasto bruscamente dele, quase caindo no chão.

O que foi John? – Perguntou uma segunda vez, preocupado.

Os seus olhos... são iguais ao dele – Disse num sussurro.

Sherlock se levantou, todos o olhavam, ele ainda parecia o mesmo, no meio da surpresa e desespero de todos ele era o único que permanecia calmo, isso era suspeito certo?

Você não pode suspeita dele, vocês passaram a noite juntos.”

Dizia para mim mesmo varias vezes, mas o medo se misturava com as lembranças, eu tinha certeza que aquele verde eufórico e vivo era o mesmo que eu vira na madrugada de hoje, lembrar daqueles olhos me dava medo, um medo estranho, sem causa, como se tivesse apenas sido implantado ali.

Anderson! Colote uma amostra do sangue do John, é possível que o nosso homem tenha drogado ele –Dizia Sherlock – E Donovan! Olhe todo o quarto para ter certeza de que não perdemos nada.

Todos paralisados ainda o encaravam, como ele estava tão calmo?

Façam o que ele disse.. AGORA! – Gritou Lestrade.

Todos saíram, menos Donovan que havia ficado para procurar por algo que tivesse ter passado despercebido.

Fale logo – Disse por fim.

Não aguentava mais vê-la me lançando aquelas olhares.

Você tem certeza do que viu? Digo, sobre o detetive, eu sei que ele é um grande idiota, exibido e com capacidades absurdas e também sei que sempre lhe disse para se afastar dele, pois ele acabaria criando seus próprios casos... mas... é que... – Dizia ela sentando – Enquanto você esteve desacordado, esse homem te “protegeu” com a vida dele, não deixava ninguém entrar nesse quarto... o que eu quero dizer é que... quando chegar a hora, eu vou prender esse idiota com o maior prazer do mundo, só não desejo que a pessoa que o incrimine seja você... você pode não saber ou não perceber, mas é mais importante pra ele do que qualquer um, eu o conhecia antes de você... espero que tenha entendido – Ela levantou e sorriu – Acho que eu devo estar drogada, protegendo esse idiota.

Eu sabia disso, sabia de tudo aquilo, esta dor que estou sentindo por colocar suspeitas sobre ele me fere também, mas eu tenho certeza quanto aos olhos... só quero saber por que Mycroft não sai da minha cabeça...

Você decide o que fazer com isso – Ela me entrega um pequeno dardo com recipiente que estava vazio, provavelmente injetaram algo em mim...ou nele. – Não faça nada que vá se arrepender... bem, minha parte por aqui parece que acabou.

Eu precisava falar com ele, queria muito que aqueles olhos não fossem os dele.

Alguma coisa passa rapidamente por meus olhos, uma dor imensa toma conta de todo meu ombro e depois de minha mão, vejo mais uma vez a alta silhueta na janela, ele sorri pra mim.

Eu disse que nos veríamos de novo John, só não esperava que fosse tão cedo, sua memória está apressando as coisas.- Diz ele.

Ele começa a se aproximar, sua roupa é toda preta, os olhos são as únicas coisas que vejo.

Saiba que se você continuar me atrapalhando...eu vou precisar te substituir, mas por enquanto vou lhes distrair um pouco, vamos jogar aquele velho jogo da charada, se preparem.

Ele soltou um envelope em meu colo e voltou a sair pela janela.

Lembre-se John, perde quem se apega primeiro.

Desapareceu.

Sherlock! Srª Hudson agora! – Gritei do quarto.

Não sabia porque, só sabia que algo aconteceria, e seu primeiro alvo seria ela.

Holmes entra no quarto e me vê ainda sentado na cama, algo havia perfurado meu ombro e minha mão esquerda, os lençóis estavam todos manchados de sangue.

Ander...- Começava a grita.

Sherlock! Srª Hudson ! Agora! – Gritei.

Nesse momento ouviu-se um disparo, com um olhar firme lançado para Holmes ele desceu correndo com as outras pessoas que estavam no prédio.

Minha mão e braço continuavam sangrando, eu precisava amarrar algo, rasgar o lençol com apenas uma mão era difícil, com esforço e auxilio da boca e de qualquer e de qualquer outra coisa que pudesse usar, amarrei minha mão esquerda, o ombro seria a parte mais difícil, doía muito a qualquer movimento que eu fizesse.

Começava a fraquejar, perdera muito sangue, e meu ombro ainda sangrava, podia desmaiar a qualquer momento, seria melhor, a dor cessaria, mas eu não podia, eu ainda precisava falar com ele, contar-lhe tudo que o assassino dissera, não havia tempo para dor, usei as forças que me restavam para levantar da cama sem forçar muito meu lado esquerdo, agarrei um casaco e cobrindo a ferida do ombro desci as escadas, chegando no andar de baixo, Sherlock veio imediatamente em minha direção.

Vou leva-lo a um hospital – Disse ele agarrando minha mão boa.

Eu sou médico, lembra? – Forcei meu melhor sorriso. – Não se preocupe.

Eu sabia que não conseguiria engana-lo, mas ir a um hospital levaria tempo, e nesse caso não poderíamos perder um segundo sequer. Ele parecia entender e largou minha mão.

Aguente firme – Disse ele – A Srª Hudson vai ficar bem, foi um tiro de raspão, ela só se assustou, ele só estava querendo nos dis...

–Distrair – Falei.

Sherlock me olhou como se já soubesse de tudo.

O que ele lhe disse dessa vez?

Eu voltava a perder a consciência, percebi que o sangue escorria por meu braço, talvez pelo esforço feito na escada.

Sherlock! Preciso que amarre esse casaco em meu ombro, senão o sangramento não parará, e pelo amor de Deus, não discuta comigo, apenas faça.

Ele rapidamente o fez e assim que terminou o entreguei o envelope.

Ele me deu isso.

No envelope Sherlock leu.

Para meu caro mensageiro..

John Watson “

As palavras haviam sido coladas ali, cada palavra.

Folha de Jornal – Disse Sherlock.

Anderson! – Chamamos ao mesmo tempo.

O homem se aproximou de nós.

Preciso que compre o jornal de hoje, mas não pode ser qualquer jornal, quero que compre o Times.

–Porque? – Perguntou.

Sherlock lhe lançou um olhar de desdém, mas ainda assim, aproveitou a oportunidade para mais um vez fazer aquela enorme e detalhada dedução que faz todos nós parecermos idiotas.

Veja o modo como ele colou as palavras, estão bagunçadas mas ao mesmo tempo alinhadas para que não percamos o foco, percebesse então que nosso assassino é um homem esperto e de posses, e para comprovar os fatos, ele escreveu o nome John Watson, com as letras tronchas e garranchadas, mas se observar as letras são caprichadas e tem um toque pessoal, assim nosso assassino não acompanharia outro jornal senão o Times que é o único que agrada a esta classe, mas isso tudo é apenas um palpite, então vá comprar o jornal. – Terminou parecendo satisfeito.

Eu o encarava com a mesma expressão surpresa de sempre, ele era incrível.

Como sabia que o jornal era de hoje? – Perguntei.

As palavras não estão bagunçadas de propósito, e veja, a cola ainda está fresca, ele fez em pouco tempo e eu diria que em movimento, então usaria qualquer coisa que tivesse a mão, e o que toda pessoa tem a mão num dia como esses?

–Um jornal.. – Refleti.

Exatamente.

Sherlock se convenceu de que não havia mais nada a ser observado e abriu o envelope.

Dentro do envelope havia uma foto da Molly e com as mesmas letras em vermelho havia escrito “Bosque” .

–Vamos ao laboratório. – Disse ele saindo.

Com um rápido aviso a Lestrade, saímos e pegamos um taxi.

Não demoramos a chegar, o laboratório era perto, mas o assassino tinha sido mais rápido, assim que entramos no lugar onde a Molly geralmente ficava, havia escrito em letras vermelhas na parede.. “Naquele”...

Notas finais
Chegamos ao fim de mais um cap, comentem o que acharam e nos vemos no próximo capítulo, adios ♥ uasidhasdui