Um Reencontro entre Nós

3 Uma mulher do futuro


Notas iniciais
Gente, obrigada pelos reviews *__* fico feliz que estejam gostando. Eu ia postar só quarta, mas pode ser que não consiga entrar essa semana, então estou postando hoje.

Espero que gostem! Ah! E não reparem nos possíveis erros de português! ^^

Bjs

Uma mulher do futuro

Eu estava atrasada, muito atrasada. Minha família deveria já estar toda reunida para o almoço na casa de vovó Chi-chi, enquanto eu ainda estava no centro da cidade. Droga, como eu havia me atrasado tanto? Pensei enquanto ia a um lugar deserto para alçar vôo com tranqüilidade. Se aquelas garotas chatas da escola não tivessem pedido minha ajuda naqueles deveres idiotas, eu talvez tivesse chegado a tempo. Ou se talvez aquele garoto não tivesse entrado no meu caminho querendo me agarrar, e eu não tivesse dado um soco nele, e aí talvez chegasse a tempo. Ou talvez se eu não tivesse parado para ajudar uma senhora que tinha sido assaltada, talvez eu... Não! Eu nunca chegaria a tempo, porque se não fosse isso, seria outra coisa. A verdade é que eu nunca consigo chegar na hora! Droga isso é que dá ser uma sayajin.

Estava voando por sobre as casas. Meu nome é Pan e tenho 15 anos. Estudo na escola que, por ironia do destino, tem o nome do meu avó materno: Colégio Satan. Às vezes eu fico pensando no porquê de eu ter um avô tão egocêntrico como vovô Satan. Ele não poderia ser como o vovô Goku? Que mesmo tendo salvado a Terra inúmeras vezes, nunca se importava em chamar atenção?

Suspirei enquanto começava a ver as primeiras vegetações. Minha família era muito grande e engraçada, para não dizer, às vezes, esquisita. A verdade é que não somos uma família comum. Isso, caso você considere normal ficar em casa descansando quando não está trabalhando em alguma empresa, andando de carro e comendo apenas um prato a cada refeição. Minha família é uma família sayajin. Isso quer dizer que o nosso “comum” é salvar o planeta pelo menos uma vez a cada 5 anos e estar em constante treinamento. Nós podemos voar e sentir o ki das pessoas. Nossa força é muito maior que a de um humano comum e, conseqüentemente, nossa fome também. Ou seja, minha família é tudo, menos normal.

Estava imersa nesses pensamentos quando passei por uma clareira a alguns quilômetros da casa de meus avós paternos. Eu gostava de passar por aqueles lugares, eram calmos, bem diferentes da cidade, onde eu morava com meu pai e minha mãe. Gostava principalmente das flores e das enormes árvores. Tudo parecia tranqüilo e feliz, como se nada pudesse abalar aquele lugar.

Voava calmamente, apesar do meu incrível atraso, quando avistei uma coisa estranha dentro da clareira. Era algo metálico e grande. Minha curiosidade me fez parar de voar. A coisa metálica tinha uma aparência oval e estava aberta. Aproximei-me para ver. Naturalmente, não era o que eu deveria fazer. Eu deveria estar voando em direção a casa da minha avó, mas o que aconteceria de mal se eu desse apenas uma espiadianha? Não era à toa que Trunks vivia dizendo que eu ainda parecia uma criança.

Aproximei-me um pouco mais, o suficiente para olhar a máquina direito. Parecia com uma daquelas máquinas feitas por tia Bulma. Era branca e oval, com um enorme vidro, aberto, que cobria tudo. Observei o local. Parecia com uma nave, uma nave espacial. Congelei na hora. Será que algum extraterrestre tinha invadido a Terra, novamente? Será outro inimigo?

Senti o lugar e encontrei um ki diferente e ao mesmo tempo conhecido, mas que era incrivelmente forte. Temi que fosse algum inimigo perigoso e pousei. Deveria esconder meu ki, então voar não seria uma boa idéia. Comecei a andar até onde o ki estava, e me deparei com uma mulher de cabelos negros soltos. Ela se virou para mim e sorriu. E no seu sorriso eu vi algo familiar.

- Quem é você? – perguntei me colocando em posição de defesa. Eu não era uma criança, sabia que não poderia confiar em todo mundo, principalmente em alguém vindo do espaço.

A mulher continuou olhando para mim, meio que me analisando, o que me incomodou, mas não falei nada, e finalmente se levantou.

- Calma, não vou te machucar. – ela falou e eu senti que ela dizia a verdade. Abaixei um pouco a guarda, mantendo a desconfiança. Vi seu sorriso novamente e ela, olhando para mim, me disse algo que não entendi:

- Não imaginava que eu fosse assim...

- Assim como? – perguntei estranhando aquilo.

- Você. – ela falou e eu continuava sem entender nada.

- O que tem eu? Por acaso você me conhece? – perguntei já perdendo a paciência.

- Sim, eu te conheço... – ela falou olhando nos meus olhos. – Te conheço há muito tempo e melhor que qualquer outra pessoa.

Estranhei aquelas palavras. Quem me conheceria melhor que eu mesma, que eu não me lembrasse? Porque eu não me lembrava de tê-la visto, apesar de ela parecer extremamente familiar.

- Não sei do que você está falando. – falei me afastando. – Você deve estar me confundindo com alguém... Não conheço você, como você poderia me conhecer?

- Então por acaso não reconhece seu próprio ki? – ela me perguntou e eu parei de repente.

- Do que você está falan... – parei para observar o ki daquela mulher louca e percebi uma coisa muito esquisita. O seu ki se parecia incrivelmente com o meu. Não... se parecia não... Ele era o mesmo! Virei rapidamente e a vi sorrir. – Como você... como você tem o mesmo ki que eu??

Eu sabia que isso era impossível. Sempre soube que cada pessoa no universo tinha um ki diferente. Então como aquela mulher, que eu nunca tinha visto, tinha o mesmo ki que eu? Olhei-a assustada e desconfiada. Afinal, o que era aquilo?

- Eu vim do futuro. – ela falou ficando de frente para mim. – Sou você no futuro.

Arregalei meus olhos. Eu? No futuro? Lembrei que uma vez tinham me contado sobre o Trunks que viera do futuro para ajudar na batalha contra os andróides, e percebi a nossa semelhança. Seus cabelos eram como os meus, longos e lisos, com duas mechas rebeldes em frente às orelhas. Seu olhar determinado era idêntico ao meu quando enfiava uma coisa na cabeça, mas tinha uma sombra neles que eu não conseguia identificar o que era. Parecia ser bem mais velha que eu, e pelo jeito, tinha muito mais força também.

- Eu vim do futuro, Pan. – ela continuou olhando para o horizonte. – Para impedir que um grande mal caia sobre a Terra. Assim como Trunks fez um dia...

Ela se voltou para mim com um olhar grave e eu me sentei.

- Daqui a 12 anos, quatro extraterrestres invadirão o nosso planeta, e com eles virá dor e muito sofrimento. – ela continuou. – Você lutará com todas as forças, mas não poderá impedi-los. Ninguém poderá impedi-los... Nem seu pai, nem seu avô, nem Vegeta... Nem Trunks... – ela parou ao falar esse último nome, e depois de um longo suspiro prosseguiu. – Mas você viverá...

- E por que eu serei a única? – perguntei enquanto imagens se formavam na minha cabeça.

- Porque alguém que você ama muito dará a vida por você...

Subitamente, quase por instinto me lembrei de Trunks, e senti meu coração doer. Não era certo achar que ele seria aquele que daria a vida por mim. Talvez fosse apenas meu reflexo de garota apaixonada que criava esse pensamento tolo e infantil. Provavelmente seria meu pai ou meu avô, mas não Trunks... Balancei a cabeça, rapidamente, para afastar essa idéia.

- E minha mãe, minha avó, tia Bulma? – perguntei querendo saber se todos haviam morrido.

- Elas viverão, também. Mas de todos os sayajins você será a única a viver. – ela parou, esperando a minha reação que não veio. Eu estava assustada. Parecia que era tudo um sonho e que aquela mulher, parecida comigo, não existia.

Ela mexeu no seu bolso e pegou alguns papeis. Aproximou-se de mim, e sentou do meu lado.

- Para você ver que estou falando a verdade, trouxe algumas fotos. – ela falou e me mostrou algumas fotografias. Olhei com cuidado e na primeira vi Trunks e ela, ambos mais novos, talvez quase da minha idade, sorrindo, um ao lado do outro. Em seguida vi meu pai, minha mãe e ela. E na outra, toda a família: Bulma ao lado de Vegeta e Trunks, ela do lado de meu pai e minha mãe, e na ponta, meu avô Goku e minha avó Chi-chi.

- Eles... estão diferentes... – falei, extremamente emocionada. Realmente eram todos que eu conhecia. A minha família. Mas estranhei que faltavam duas pessoas naquelas fotos. – Mas e Bra e tio Goten?

Ela olhou para mim sem entender e por um minuto vi uma luz passar pelos seus olhos.

- São filhos de quem? – perguntou-me.

- Ora, Bra é filha de tia Bulma e Vegeta, e tio Goten é irmão do meu pai. Você não os conhece?

Ela parou por um momento e sorriu. Olhou carinhosamente para as fotos e permaneceu sorrindo.

- O passado já é diferente... – balbuciou mais para si do que para mim, e eu entendi. O futuro dela era diferente do meu em algumas coisas. Provavelmente pelo tempo. Trunks do futuro já estava crescido quando veio para o passado, e meu tio Goten não deveria ter nascido, porque eles eram quase da mesma idade. Automaticamente, ele não poderia existir no futuro. E Bra, deveria ter nascido 10 anos depois de Trunks, mas como Vegeta estava morto, no futuro, nessa época, ela também não pôde nascer.

- Então, meu tio e Bra não existem no seu futuro. – disse observando tudo atentamente.

A Pan do futuro concordou com a cabeça. E olhou para mim atentamente.

- Mas isso talvez não mude os fatos de que inimigos se aproximarão da Terra.

Observei seu rosto e percebi dor, muita dor, e uma pergunta me veio em mente. Quanto sofrimento minha eu do futuro haveria sofrido para ter tanta dor no olhar?

- Você precisará ficar mais forte, Pan. – ela falou. – Foi para isso que eu vim. Para que você ficasse mais forte e impedisse que tudo aquilo acontecesse de novo.

Ficamos assim por algum tempo, em que eu pesava suas palavras e ela observava a minha reação com um visível interesse, quando senti um ki muito conhecido se aproximando. Aquele ki eu poderia reconhecer em qualquer lugar, pensei sem deixar de dar um sorriso.

- O que você ainda está fazendo aqui, Pan? Estão todos te esperando! – ele falou, pousando na nossa frente e vi minha eu do futuro olhá-lo atentamente. Foi aí que ele a reparou e arregalou os olhos. Imediatamente tive vontade de rir, mas me contive. Ele olhou para mim e para ela, e para mim de novo e deu um passo para trás. – O que é isso? Quem é ela, Pan? E por que vocês são iguais? E o ki dela... o seu ki...

- Ela sou eu do futuro, Trunks. – falei e ele nos observou.

- Você no futuro? – ele parou e observou mais atentamente a outra Pan. Ela, também, o olhava com uma certa curiosidade e, ao mesmo tempo, tristeza. Percebi que minha paixão com certeza não teria passado com o tempo, e me senti triste.

O que se seguiu depois foi uma sucessão de narrativas que eu já tinha ouvido. Pan contou tudo para Trunks e novamente para a família que já estava acostumada com pessoas do passado voltando para impedir que um grande mal surgisse. Estávamos, agora, na sala da minha avó Chi-chi revendo os fatos. E muitas vezes, sentia que a Pan do futuro ficava incomodada com algumas perguntas, principalmente quando relacionadas ao Trunks do futuro. Rapidamente, notei o porquê. Ele tinha morrido, e ela como eu, era apaixonada por ele. Senti uma súbita dor de pensar em Trunks morto e olhei para ele de relance.

Ele também estava pensativo. Provavelmente com o fato de saber que morreria no futuro. Mas ao perguntarem sobre a causa de sua morte, Pan ficava sempre em silêncio e seu semblante se fechava. Depois de um tempo, ninguém insistiu nessa questão, sabendo que aquilo era doloroso demais para alguém que tinha vivenciado dias intermináveis de medo e horror.

Por fim, chegamos a uma conclusão. Nesses 12 anos iríamos treinar incansavelmente. Pan do futuro me treinaria, por saber meus pontos fracos melhor que ninguém. Ela queria que eu aprendesse a me transforma em super sayajin, coisa que eu ainda não conseguia. E disse que esse atraso lhe tinha causado muita culpa e dor. Concordei com ela, se eu precisasse ficar mais forte para impedir que minha família morresse, eu ficaria, não importa o quanto precisasse treinar.

Começamos o treino no dia seguinte, e pude ver que a cada ataque que me dava, muita de sua dor era demonstrada. Parecia que enquanto lutávamos uma parte dela se ligava a mim, e muitas imagens começavam a surgir na minha mente.

- SE CONCENTRE!! – gritou Pan me atacando diretamente e me fazendo voar de encontro a uma árvore. – SE VOCÊ NÃO SE CONCENTRAR NUNCA VAI ACERTAR O INIMIGO!

Eu não conseguira ver seus últimos movimentos porque uma imagem atravessara minha mente: Trunks sorrindo com uma menina nos braços, enquanto minha eu do futuro dizia “Cuidado para não deixá-la cair, Trunks!”. A menina se parecia com ele. Tinha seus mesmos olhos e seu mesmo sorriso. Olhei para minha oponente e senti meus ossos quebrando.

- Você ainda é muito fraca! – ela falou vindo até mim. – Se não dominar seus poderes dará trabalho para aqueles que ama!

Encarei seus olhos, forçando meu corpo a reagir e consegui ficar de pé.

- Quem era aquela menina que Trunks segurava, Pan? – perguntei, enquanto cuspia sangue. Logo minha origem sayajin faria aqueles ferimentos cicatrizarem, e alguns dos meus ossos voltarem para o lugar.

Vi seus olhos se arregalarem de surpresa. Ela deveria estar notando alguma ligação nossa, mas não pensava que eu seria capaz de ver parte do seu futuro. Pan se virou de costas para mim e se afastou.

- Treinamos mais amanhã. Espero que já esteja recuperada quando eu te atacar novamente. – ela falou se distanciando. E eu não consegui dizer nada.

O que eram aquelas imagens? Trunks parecia tão feliz! E aquela menina? Será que era... Não... isso significaria que eu e ele teríamos... Não. O Trunks que eu conhecia nunca ficaria comigo. Ele me via apenas como uma irmã mais nova. Mais nova até que a irmã dele. Provavelmente aquilo nunca aconteceria. Suspirei, pensando. E caminhei com alguma dificuldade até a minha casa.

- Vejo que seu treino foi pesado! – exclamou Trunks vindo voando até mim, quando já estava no meio do caminho.

Olhei para ele e me senti corar. Meu coração tinha a estranha reação de se acelerar toda vez que sentia seu ki mais próximo, e minha voz nem sempre saía quando encarava seus olhos diretamente. Forcei um sorriso.

- Minha eu do futuro é muito mais forte que eu. – falei enquanto ele colocava um casaco em volta dos meus ombros.

- Isso é natural, ela é mais velha. – ele comentou enquanto me colocava no colo. – Vamos para a minha casa, que está mais perto.

Apenas concordei com a minha cabeça, e permaneci em silêncio durante todo o trajeto. Tinha me acostumado a ser carregada por ele, mesmo que meu coração sempre doesse de tanto bater, e eu sentisse em seu calor um desejo que meu corpo emitia todas as vezes. Eu era apaixonada por Trunks desde criança. No começo achava que era uma paixonite de infância, mas com o tempo, percebia que tudo ficava mais forte, e que eu nunca teria chance.

- O que foi, está muito quieta. Aconteceu alguma coisa? – ele me perguntou, colocando-me no chão.

- Não, estou apenas cansada. – menti.

- Sei... – ele falou não acreditando nem um pouco. Claro que ele não acreditaria, eu nunca conseguia mentir para ele. Mas não queria falar sobre isso, por isso, subi correndo para o seu quarto e me tranquei lá.

Não queria que ele me perguntasse mais nada. Apenas ficava me lembrando da imagem que tinha visto, enquanto a água caía pelo meu corpo.

- Pan! O almoço já está pronto! – gritou Trunks batendo na porta do quarto. – Você está aí há horas, tudo bem?

Ouvi seus chamados, mas não queria atendê-lo. Estava imersa em meus pensamentos. A Pan do futuro me escondia algumas coisas... Por exemplo, quem era aquela menina? Estava na cara de quem se tratava, apesar de eu não acreditar naquilo. Mas também em seu olhar eu via um sentimento estranho, de ódio e culpa, que não conseguia entender. Durante algum tempo, fiquei assim, entre os pensamentos do que poderiam ser aqueles sentimentos e os meus próprios. Perdida nessas idéias, nem ouvi quando Trunks preocupado havia destrancado a porta, com uma chave extra, e entrara no quarto. Só fui notar isso quando, ao sair apenas de toalha, deparei-me com ele olhando para mim. Nossos olhos se encontraram e meu rosto ficou em chamas imediatamente.

- Desculpa, Pan! – ele exclamou cobrindo os olhos e virando o rosto. – Eu não tive a intenção... eu estava preocupado... te chamei, você não me respondeu...

- Ora, que droga Trunks! Não poderia simplesmente esperar eu sair?- falei corando, mas sinceramente, eu até que estava gostando daquilo.

- Desculpa! – ele falou envergonhado. – Eu vou sair... eu...

Segurei seu braço, antes que ele pudesse sair. Eu não sabia o que tinha me dado. Talvez o fato de meu coração estar chamando por ele há muitos anos. Talvez pelos pensamentos com que vinha tendo desde que terminara o treinamento com minha eu do futuro. O fato é que eu estava ali o segurando pelo braço, fazendo com que ele me encarasse de toalha e totalmente sem graça.

- Trunks... – eu tentei falar, mas estava difícil. Ele olhou para mim e eu fiz a coisa mais irracional e mais insensata da minha vida. Puxei-o sem que ele esperasse, e o beijei.

Não sei quantos minutos se passaram desde que colei meus lábios nos dele. Mas para minha desilusão e desespero, ele não correspondeu, e eu senti minhas pernas perderem as forças no minuto em que tomei ciência disso.

Senti seus braços me afastando, carinhosamente, e em seu olhar, uma piedade que eu não merecia, e que doía mais do que todos os golpes que tinha levado naquele dia.

- Pan... isso não está certo. – ele falou com aquela voz de quem diz a uma criança que não pode mexer no doce. Senti as lágrimas se formando em meus olhos e dei meia volta. Entrei no banheiro e fiquei lá, até ouvir a porta do quarto se fechando.

O tempo havia passado. Não sentia fome. Depois que Trunks saiu do quarto, abri a porta do banheiro, peguei minhas roupas e me vesti, saindo pela janela voando, com toda a minha velocidade. Aquela imagem, aquela menina, tudo deveria ser parte de um futuro que eu não teria, da mesma força que meu tio Goten e Bra não existiam no futuro daquela Pan.

Voei para bem longe, para o alto de uma montanha, de onde dava para ver toda a cidade, e fiquei naquele lugar, na minha solidão, até o anoitecer. Não me lembro quando dormi. Mas quando acordei, tudo que vi foi um par de olhos em cima de mim, e a surpresa de perceber que aqueles eram os olhos de quem tanto me fizera chorar.