Um Príncipe em Minha Vida
13 Uma Hóspede (In) Desejada - Parte 2
Notas iniciais
O resto da tarde foi meio tensa mas ao mesmo tempo divertida para Sam e Freddie. Assistiram a uma maratona de One Tree Hill e Os Simpsons regada a pipoca com bastante manteiga e sanduíches de pasta de amendoim e geleia; disputaram uma partida de Dance Dance Revolution –Sam ganhara três rodadas contra duas de Freddie–, mas em momento nenhum um dos dois mencionara nada do que acontecera na sala de detenção ou na sala de estar do apartamento dos Benson.
-Ahn, Freddie? -Sam resolvera falar, enquanto pegava um pedaço de bolo de chocolate- Acho que precisa saber por que estou aqui, na sua casa...
-Na verdade sim... -Freddie se virou para a garota, ainda sentado no sofá- Você só disse que sua mãe teve que fazer uma viagem...
-É, ela me disse que ia pra Londres buscar a Melanie...
-Sua irmã? -Freddie arregalou os olhos- Ela vai vir pra cá?
-É, ela disse que vai cuidar da transferencia do colégio da Mell... Elas vão voltar na semana que vem, e até lá...
-Você fica aqui... -Freddie suspirou- Tudo bem, mas vamos ter regras por aqui, senhorita... -O garoto se levantou e ergueu um dedo em direção a Sam- Horário de dormir é às 22:30, nada de assaltar a geladeira de madrugada, eu controlo a TV e... A cama no meu quarto é só minha, ok? Os horários do banheiro a gente combina...
-Aquela cama de casal, só sua? -Sam riu- Nem pensar, a gente divide, ouviu, Fredduardo?
-Tá, tudo bem, mas não respondo por mim se algo acontecer... -Freddie suusrrou no ouvido de Sam.
-Tudo bem... -A voz de Sam estremeceu- Eu sou grandinha, sei me cuidar... -A loira riu enquanto beijou a têmpora de Freddie- Você também vai ter o controle do telefone?
-Daqui de casa sim... -Freddie correu para o telefone e o agarrou- O que você quer fazer?
-Nada, só queria ligar pra pedir comida. -Sam sacou o celular do bolso da calça- Não se preocupa, eu pago...
-Você paga? -Freddie perguntou espantado.
-É, minha mãe me deu 100 dólares para emergências... -Sam tirou um maço de notas do outro bolso- eu tô com fome, e isso é uma emergência...
Freddie riu enquanto a garota ia em direção à sacada com o telefone no ouvido. Sam já tinha comido bastante àquela tarde, se bem que aquilo não era novidade para ele.
-Prontinho... -Sam desligou o telefone- Vou deixar o dinheiro aqui na bancada e você paga o cara por mim, ok? -Sam falou enquanto subia as escadas.
-Espera, onde você vai? -Freddie gritou.
-Vou tomar um banho! Que pergunta...
-Tá bem, mas não demora... -Freddie balançou a cabeça, rindo consigo mesmo.
Já tinham se passado 30 minutos. A entrega já tinha sido feita e Sam nem tinha saído do quarto de Freddie. O garoto já olhava o relógio, nervoso. "Um banho não pode demorar tanto assim...", Freddie pensou "Eu vou subir e ver o que aquela demônia loira tá fazendo...".
Freddie ia com cuidado subindo as escadas. Ele achava que era maluquice, ele não podia ir para o seu quarto achando que tinha um monstro ali prestes a atacá-lo. Mas tinha sim algo para atacá-lo, mas não era um monstro. Era uma garota mais forte que ele, que talvez quebrasse a mão –ou outra parte mais sensível– dele se ele tentasse qualquer gracinha. Mas eles já estiveram bem íntimos e se Sam não tinha feito nada com Freddie –além de excitá-lo–, então ela não faria nada com ele agora.
Freddie estava agora na porta do quarto dele, decidido a enfrentar Sam caso ela desse uns tapas nele. Escancarou a porta e teve que tapar os ouvidos com o grito de Sam.
-NÃO BATE MAIS NA PORTA NÃO? -Sam gritava descontrolada, enrolando firme a toalha roxa no corpo.
-Desculpa... Sam? -Os olhos castanhos de Freddie se arregalaram. Sam estava na sua frente furiosa, de cabelo molhado, com uma toalha enrolada no seu corpo, desenhando as curvas da sua cintura. Ela estava tão linda, tão sexy daquele jeito, molhada e com raiva, que Freddie não conseguiu evitar se aproximar dela.
-Pra trás Benson, ou eu... -Sam apertou os lábios, sem que nada pudesse passar pela cabeça dela- Eu te bato com essa toalha!!! -A garota pegara inconscientemente uma ponta da toalha e mostrou para Freddie.
-Isso, tira a toalha, Sam... -Freddie já estava encostado em Sam, apertando gentilmente o braço dela- Daí eu não vou responder por mim mesmo...
-Freddie, eu...
Sam não conseguira falar mais nada. Freddie calara a boca dela com seus lábios.
A raiva de Sam estava se dissolvendo lentamente nos lábios daquele nerd que ela fingia não suportar, mas o que acontecera na sala de detenção –ou antes, na sala dos Shay– tinha posto todo o ódio que ela ainda sentia por Freddie por terra. Não tinha um momento em que Sam não se pegava pensando em Freddie ou quando seu coração palpitava descompassado quando via um garoto de cabelos castanhos achando que era o "patetão".
Os dois se separaram devagar um do outro, as mãos de Freddie ainda seguravam firme a cintura de Sam.
-E-então... -Sam fechou os olhos e respirou fundo- Só veio aqui pra me ver de toalha?
-Não... -Freddie riu- Se bem que isso foi um bônus inesperado...
-Então porque veio aqui? -Sam olhou pra Freddie com um sorriso involuntário.
-Só vim saber por que tava demorando tanto. A comida já tá lá embaixo, é só descer e atacar...
-O-ok, eu só vou trocar de roupa. Ehm, se importa? -Sam olhou pra baixo, nas mãos de Freddie ainda segurando sua cintura- Não posso me trocar com você por perto...
-Eu não ligo... -Freddie sorriu de lado e deu de ombros antes de Sam lançar um olhar mortal em sua direção- Ok, ok, eu vou já arrumar a comida pra você, pode ser?
-Melhor... -Sam sorriu antes de pegar a mala dela e ir em direção ao quarto de Marissa.
-Acho que vou tomar um banho também... -Freddie gritou pra Sam- Você me deixou todo molhado... -"Literalmente", completou em pensamento.
-Quem mandou você me agarrar? -Sam gritou do outro quarto, segurando uma risada.
"É, quem mandou eu te agarrar?", Freddie pensava enquanto já tirava a roupa perto da porta. Agora aquela imagem dele beijando Sam ia demorar pra sair da sua cabeça. "Ok, preciso mesmo de um banho", Freddie balançou a cabeça, olhando pra baixo. "Bem gelado, de preferência..." completou enquanto ligava a ducha.
Fale com o autor