Notas iniciais
Tai o segundo cap.!!!! desculpa a falta de atenção zente!!! espero que curtam!!!!

Não era nem 05h30min da manhã quando acordei na sexta, super cansada e não tinha nem dormido 3 horas direito. Tinha ido dormir lá pelas 3 e tantas da madrugada, depois de ficar horas no sofá de casa enchendo a cara e chegando a uma decisão final. Isso mesmo, não podia ficar de braços cruzados e esperando meus superiores chegarem a uma mínima expectativa de sucesso no caso “Edward City”, como eles tinham nomeado a ultima missão ao qual meu irmão havia participado. E depois disso, desaparecido e eu simplesmente não podia aceitar isso.

Só teria que me apresentar na base as 11h00min, mas como tinha coisas para resolver o quanto antes, tinha que sair cedo de casa. Quanto mais cedo eu chegasse, bem menos pessoas ou testemunhas em potencial teriam por lá. Então me obriguei a levantar e me arrastei para a cozinha, coloquei pó e água na maquina de café e enquanto ela fazia seu trabalho fui pro banheiro.

Passei na frente do espelho antes de chegar ao box e vi profundas olheiras , não me importei muito. Tomei um banho morno, para ver se espantava o sono, depois escovei os dentes e no caminho de volta para o quarto, um pouco mais desperta, fui me enxugando. Vesti-me com a habitual roupa de treino: regata branca, calça camuflada e o coturno. Penteei o cabelo com os dedos e os amarrei em um rabo de cavalo.

Voltei para a cozinha já sentindo o cheiro de café recém feito, peguei uma xícara grande no armário e a enchi quase ate a boca. Dei um gole e fui para a geladeira, com uma única olhada percebi que nada ali dentro me apetecia, então a fechei e bebendo o café todo de uma vez decidi que passaria em algum lugar e compraria alguns donuts. Ou pegaria algum no refeitório da base.

Lavei a caneca e coloquei no escorredor, voltei no quarto coloquei minha jaqueta militar verde, presente do Rick, peguei minha mochila, um par de luvas que logo guardei no bolso da calça, mais algumas blusas de frio e uma manta. Iria precisar de tudo isso para que meu plano desse certo. E ele daria.

Sai do apartamento era 06h15min e fui para o elevador, apertei o botão que levava ao estacionamento do edifício e fiquei satisfeita quando percebi uma coisa. Que àquela hora do dia não encontraria ninguém transitando por ali e as ruas estariam quase vazias, o que me ajudaria a chegar rápido na base. Já lá embaixo fui direto para o carro do Dylan, meu amado irmão, abri a porta de trás e joguei as coisas por lá. Entrei no carro e toquei para fora dali.

Como eu havia imaginado, as ruas estavam quase vazias e se não fosse por alguns taxis e uma ambulância, acharia que estava numa cidade fantasma. Não prestei muita atenção no caminho, já fazia algum tempo que eu ficava no modo automático toda vez que tinha que ir a base ou precisava fazer alguma outra coisa.

Narrador on:

Terrie ia a quase 120 por hora, logo estava fora da cidade e a base ficava à uma hora dali, mas correndo do jeito que estava levaria bem menos tempo. Ela não reparava muito na estrada, então não viu quando o sol começou a apontar no horizonte lançando aquela faixa alaranjada no céu, deixando um pequeno pedaço de azul claro à mostra com uma fina linha roxa dividindo o lado ainda escuro. Também não viu quando um bando que aves passaram na frente do astro rei, deixando a cena ainda mais bela.

Para falar a verdade ela só voltou a si quando entrou no estacionamento quase vazio da base e estacionou o carro, notando que não tinha nem mesmo dado bom dia pro guarda da guarita. Bem ele podia perdoá-la, ela pensou saindo do veiculo. Um vento frio varria o lugar o que a fez fechar a jaqueta e colocar as mãos nos bolsos.

Narrador off.

Já dentro da base comecei a maquinar como faria para juntar todo o material necessário e “pegar” a pessoa necessária, e mesmo que a idéia me enojasse essa pessoa era realmente necessária. Os camaradas que estavam por ali no átrio da entrada me acenavam ou batiam continência a guisa de bom dia, respondi a todos esses cumprimentos com um aceno de cabeça acompanhado de um sorriso.

Fui caminhando calmamente ate o laboratório, uma das poucas salas que não possuíam câmeras e a qual também tinha acesso livre para transitar por ali. La dentro não tinha ninguém, o que era estranho, pois o laboratório nunca ficava vazio. Bem, ou quase nunca. Coloquei as luvas que estavam nos bolsos das calças e aproveitando que não tinha nenhuma alma viva por ali, comecei a fazer uma varredura no lugar.

Fiquei super atenta, prestando atenção a qualquer barulho que viesse de fora e torcendo para que nenhum dos cientistas do laboratório voltasse logo. Enquanto eu revirava algumas gavetas meu estomago roncou, tinha esquecido completamente de passar pelo refeitório, mas isso tinha que ficar para depois. Já tinha revirado metade do lugar quando notei um painel ao lado de um armário, o que significava que ali era um cofre.

Nunca tinha notado aquilo, bem o que eu poderia notar se nem ao menos ficava mais de 3 minutos por ali. Fui ate o painel e comecei meu trabalho, tentando encontrar a senha com o aparelho de decodificar que tinha encontrado em uma das gavetas da bancada de serviço, e sem ser pega em fragrante. Em poucos minutos consegui abrir o cofre e para minha sorte todos, digo todos mesmos, os disquetes sobre a pesquisa do Dr. Edward Kirk estavam ali. Todos os disquetes que Regina encontrou no laboratório dele e todos o que foram encontrados em Edward City.

Escutei algumas vozes vindo para o laboratório e ficando tensa olhei ao redor, para me certificar que não tinha nada fora do lugar, então fechei o cofre e corri para o único computador ligado e fingi que lia a analise sobre aqueles mesmo disquetes que tinha escondido nos bolsos. Para meu choque as pessoas que entram são Regina, Gail, Rick e um dos cientistas.

--Ora... bom dia Terrie! O que faz aqui tão cedo?—a ruiva pergunta.

Engolindo em seco, mas mantendo a expressão inalterada respondi:

--Resolvi vir mais cedo para saber como andam as coisas, sabe..... sobre o avanço das pesquisas sobre o portal perfeito.

O modo como eles me olharam, ate mesmo Gail, cheios de pena me deu vontade de mandá-los ir procurar o que fazer, mas uma idéia me ocorreu. Se Gail estava aqui significava que sua sala no terceiro andar estava vazia, então eu poderia entrar lá e pegar seu idcard para poder entrar no setor de segurança máxima. Ver Regina vindo em minha direção me deu a deixa que precisava, levantei e indo me direção a saída fui falando:

--Mas eu já tava de saída!!! Vou treinar um pouco antes da reunião da manhã, mas antes vou ir comer alguma coisa lá no refeitório. Eu não........

--Terrie vou... vamos trazê-lo de volta!!! Prometo!!! Por isso... se cuide melhor, não fique sem comer nada antes de vir para cá. Não é bom!!!—Regina disse me lançando um sorriso triste.

Aquilo foi demais. Agradeci sua preocupação com um aceno de cabeça e parti porta afora, direto para o elevador para ir ao terceiro andar. Não olhei para trás e quando entrei no elevador apertei o botão e encarei o chão, evitando qualquer olhar. Ajeitei os disquetes melhor nos bolsos e quando a porta se abriu, meu chefe entrou com alguns soldados superiores e enquanto eu saia todos nos cumprimentamos.

Para não levantar suspeitas fui indo calmamente ate a sala de Gail, assim que escutei a porta do elevador se fechar, entrei lá. Fui ate sua mesa, abri a gaveta e peguei eu idcard. Que sujeito mais descuidado, pensei comigo, deixando algo tão importante em uma gaveta aberta. Bem, melhor pra mim.

Pequei o bloco de anotações em cima da mesa e deixei um curto recado:

“Será que você poderia me ajudar no próximo treino?

Ass: Terrie Morton”

Sai da sala muito calmamente, ciente que cada movimento meu estava sendo captado pela câmera de segurança, então não poderia dar bandeira. Olhei meu relógio, marcava 10h55min, faltavam 5 minutos para a reunião da manhã.

Mas mesmo faltando poucos minutos fui vagarosamente ao meus destino pela escadas, repassando mentalmente todo o meu plano para que não ocorresse falhas. Durante o caminho pensei:

“—Vai ser um longo dia!!! Muito longo!!!.”

Narrador on:

E quando a moça finalmente chega na frente da porta da sala de conferencias alguns minutos atrasada, vê a placa ao lado informando o horário das reuniões daquele dia. Teria das 11 da manhã ate às 11 da noite, em outras palavras, ficaria enfurnada na sala o dia todo. Exclusivamente na hora do almoço, onde teria que almoçar por ali, ela só seria liberada lá perto das 21h00min.

Sim de fato ela teria um longo dia pela frente, sendo que só poderia colocar seu plano em ação perto da 00h00min que era o horário que tinha pouca gente na base e que os grandes ainda estariam em reunião. Um dia longo definitivamente.