Um Poeta e Nada Mais...
1 Capítulo 1
Boemia
A noite escura de insana loucura
Tas a tona a mediocridade pura
Da qual há muito havia esquecido.
O vento frio que bate na porta
Abri a janela das sombras brota
O sentimento que em outrora já havia perdido
A lua cinza... Cinza de traz das nuvens
Nebulosas que rebata e me maltrata
Que atormenta-me e me afaga
A hipocrisia mórbida do silencio da palavra
A neblina densa da alma que transparece
Que me prende que me mata
A alma escura que de duas colunas se afasta
A noite escura da loucura já esquecida
O vento frio das sombras que brota
A lua cinza a maltratar apalavra que se cala
A neblina densa da alma que se afasta,
Que me prende me afaga e me mata.
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Circulo
Como posso desistir
Como posso compreender
De viver
O mundo
De morrer
O universo
De amar
O destino
De odiar
Os complexos.
De me machucar.
Como posso me dominar
Louca
Insana
Humana
Inconscientemente um simples analista.
Como posso transmitir
Como posso me transformar
Ilusão
Em bicho
Realidade
Bruxo
Verdade
Psico
Segurança
Insana
Proteção
Racional.
Indagação.
Em um ser.
Como posso ser tudo e não ser nada
Como posso em tão poucas palavras
Sem nexome perder,me encontrar
Sem perceber!
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Enlouqueço em meio a verdades distorcidas
Coisas que me pergunto
Coisas que não explico
Coisas por onde me insisto
Logo vou me perdendo
Com tudo me sinto bem
Nem sei o porquê, mais me sinto bem
Quem sabe o porquê? Nada me faz entender
Coisas que me retiro
Coisas que nem sei.
Coisas que nem percebo
Logo vai tudo se destruindo
Logo vou perdendo o senso
Logo vou me desligando do mundo
Vou me perdendo e me achando
Vou me lembrando e esquecendo
Vou morrendo e morrendo
Vou me transformando
Vou enlouquecendo em meio às verdades distorcidas
Vou me consumindo.
Coisas que não digo
Coisas que não penso
Coisas que não faço
Logo tudo vai se afastando
Vou me distanciando de mim mesma
Logo você percebe
Logo vai ver
Logo não entro em conflito
Com tudo você se pergunta
E se pergunta se isso já basta?
Com tudo eu não transmito,
Não transmito a verdade
Com tudo, tudo fica como antes
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Esboço
Vejo as nuvens no céu escuro
Sinto o vento frio a me cortar
Enquanto me sento na varando...
O olhar perdido, nos carros que vem e vão
Distraídos, fumantes em fumodromos
E a morte a espreita esperando o melhor suspiro...
Falo grito, mas poucos me escutam
Palavras vãs a voar
Frases indiferentes gritarei sem Cesar
E sussurrarei “já não da mais”
Ele viu, se perdeu, se escondeu
Gritou e chorou
Sumiu no mundo covarde, “escute”
E sussurrou no seu ultimo suspiro... ... ... ... ... ... ...
Sussurrarei pela ultima vez
A frase que me aperta o peito
Sussurrarei pela ultima vez
A dor que atormenta minha mente
Sussurrarei pela ultima vez
A palavra que dilacera minha alma
Sussurrarei pela ultima vez
Para o mundo as historias das minhas e das tuas mãos
Sussurrarei... ... ...
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06/12/2010 02:48
Havia um homem na estrada
Sentado na calçada, de, sobretudo todo azul
Havia um homem na estrada
Coberto pela neblina, na escuridão
A cada passo meu ele se distanciava
A luz do luar não o penetrava
Havia um homem na estrada
E o meu olhar não o alcançava
Eu estava na estrada, mas não estava
Eu caminhava, mas não andava
Eu o observava, mas não olhava
Eu não estava La, mas a alma estava
Havia um homem na estrada
Estava sentado na calçada
Olhava o infinito, finito
Havia um homem na estrada
E eu o observava da janela do part-hotel
Havia um homem na estrada cada passo meu ele se desfazia
Não havia nada na estrada
Eu caminhava e a sombra se desfazia
Havia algo na estrada
Havia um homem na estrada
Na entrada da vida que se deslanchava
Eu não estava na estrada, na entrada.
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Eu vi um assalto!
Havia um homem na esquina
Dormindo na guia
Tinha cabelos grisalhos
A barba cerrada, os olhos caídos
Dormia sentado, tão pouco vestia
Não me viu, apenas sorriu
Falou sem hesitar direto pra mim.
“O tempo passa, os anos passam
Nada e pra sempre, tudo é eterno
A vida acaba. E a morte e aguardada
“O dia se foi mais o sonho não...”
Escute! Havia um homem na esquina
Dormindo na guia...
Duas pedras amarelas!
Pude ver seu brilho, a arma!
Seguindo o caminho, caminhei
E a andar devagar, observei
Deslizei sobre nuvens, e cantei
Chorei, as estrelas gritei
E desci, com saudades lembrei
E voltei à crueldade, saltei.
Será que eu vi de verdade o homem na esquina?
Será que ouvi a bala penetrar a costela?
Será a ilusão realidade?
Pois sonhei com uma vida de amante, e despertei
Morri, pois não sei se um dia vivi,
Mas sonhei com o castelo amarelo, que transformei.
A onde estou? Esta tudo mórbida
O que faço aqui? Estou paralisada
Não sei pra onde vou.
Pode parecer delírio, mas eu vi mesmo um homem na esquina ou quero ter visto, não sei qual e a diferença nessa etapa da vida
Não existe fim!Estou presa no começo e não consigo chegar ao meio penso sempre em pular e chegar ao fim ao ponto
Porque a pontuação e tão importante afinal?
Eu tenho apenas um cigarro, mas o que importa, talvez não precise mais deles, talvez!
Não tenho propósito, não existe vida em mim, sou um fungo, um parasita, não sou nada, nada.
Se não a propósito, não a porque viver
Viver sem propósito é o mesmo de morrer por inanição
Que merda de comparação
A quem eu quero enganar, o mundo já deu muitas voltas, e eu ainda estou no mesmo lugar, que porra de crise existencial, quando será que ela vai passar?
Não importa, nada importa não agora, não mais. O ponto!
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Evidencias
Não, não estou normal
Não no que você acha normal
Vejo tudo como um distinto analista
Viro a cabeça e planto bananeira
Essa revolta sem futuro, de falsos anarquistas
Sem sentido destruindo tudo
Comunicando a todos esse sentimento
Mais nem sempre consigo entender
Punks revolucionários
Diferentes vandalismos
Quem conseguiria impedir ou retardar?
Anarquistas, punks
Revoluções sem propósito?
Evoluções necessárias?
Grito sem parar, gritando sem arar esse nome
E as perguntas chegando enquanto como maçã
E grito sem parar e repito sem cessar esse nome
Dizendo como um distinto analista
E viro a cabeça enquanto planto bananeira
Mais isso tem sentido?
Punks, Anarquistas
Hard core, Vandalistas
Revoluções, Evoluções
Nada e o que parece ser
APENAS ACREDITE
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Historia distorcida
Lucidez, hoje fiquei lúcida por algumas horas.
Precipitar, me precipitei em dizer tais palavras.
Ilusão, ontem me iludi achando que seria capaz.
Manipular manipulei pessoas a minha volta.
Criei expectativa que seguiria adiante, criei.
Amei, meu ser transbordou então perdi o amor.
Sonhei, com os pássaros na janela de meu quarto.
Gritei, vi minha alma imunda gritar por mim.
Amanheceu do outro lado da rua
Mas a lua ainda estava sobre você
Anoiteceu na esquina de sua casa
Mas você não acreditou nas estrelas
Hoje vi que faltou um ponto
Nas historias que escrevi
Rigidez, ontem foi rígida por alguns segundos.
Despertar despertei ao ver que tudo morria em mim.
Tentação, hoje fui tentada a continuar.
Condenar, me condenei ao saber que iria parar.
Abandonei o meu ser errante, vibrante
Compliquei a vida e suas conseqüências.
Suportei o seu olhar a me recriminar.
Desejei que o tempo voltasse.
Lamentar, as palavras que não falei.
Abri os braços a te encontrar.
Cantar, aqui cantei as versões.
Olhei teu olhar a me banhar.
Mudar mudei para te encaixar.
Ouvi as letras mais belas.
Declamar, declamei nessas folhas, que criei, sonhei, gritei, desejei, cantei, olhei, e amei.
Pois o amanhecer chegou e brilhou
A lua iluminou a varanda
E eu da janela a te observar
Não precisei imaginar, mas chorei
Chorei a pensar que não poderia continuar.
“O Horizonte a observar nos dois a nós amar.”
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Mente proibida
Na segunda semana do dia seguinte
Nos queríamos deteriorar
Quero viajar no túnel da minha mente
Como se não houvesse mundo
Capricornianos são insanos!
Cobertura de chantilly com morango por cima
Desigualdade oprimida, complicando a vida
Mente subtraída...
Com grau de matemática avançada,
Quanto é? 3:5. 7-10²+3
Isso é só matemática
Mente proibida.
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“O Tempo”
Me vi em outro mundo, a transfigurar as nuvens
Inventando sonhos, perdida no tempo obscuro
Me vi em outro mundo, a modificar o ar
Dividindo o futuro, querendo transportar os sentidos.
Hoje vi você fugir e assim perdi
Hoje vi tudo que seria distante
Podemos manter a cortesia, mas a educação parece tão hipócrita a esse ponto
Perdemos os dias fingindo monotonia
Vomitando nos becos imundos da cidade
Relembrando os silêncios na madrugada escura
Dias que nem vale apena datas
Será que e fácil fugir, sumir, brincar com o que não se vê
Será que fácil aceitar que o tempo se foi mais uma vez.
Me vi em outro mundo onde pude parar o tempo e me perdi
Me vi em outro mundo onde quero voltar e terminar o sonho que ficou pra traz
Me vi em outro mundo, querendo transportar os sentidos
Será que é fácil aceitar que o tempo se foi?
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Pensamentos longínquos
A fumaça do cigarro no ar, me lembra de dias distantes.
A inocência contida nas ruas sujas, e nos becos imundos de uma cidade de concreto.
Distrações e comentários sem sentido
Corações partidos, e migalhas de uma vida distorcida
Canções sem emoção te dizem que a vida passou.
Ando em jardins encantados de mundos distantes
Sinto o perfuma das plantas, e o ar molhado do jardim que criei e cultivei.
Saio ao portão vejo as pessoas tristes em seus mundinhos, infelizes olhando pela grade a vida livre, se repreendendo.
Caminho pelas ruas desertas olhando o lindo céu azul sobre mim, um vento gélido a me cortar quero gritar.
O sol se foi, se escondeu nas nuvens, ou foi descansar nas montanhas de minha mente insuficiente
Porque foi? Porque se foi?
Viro a esquina trombo com pessoas agitadas, apressadas, a correr, se esconder do tempo.
O tempo!
O cigarro a queimar no cinzeiro.
Cinza são as tardes de outubro em meu mundo, nebulosas tardes
Nas noites quentes lembro-me da infância
O sorriso frio da madrugada longa.
O tempo passa!
E todas as flores de meu jardim floresceu, com a lua cheia a preencher o ponto vital do céu negro.
Hoje as folhas caem uma a uma em meu quintal
E o sol não brilha mais com tanta intensidade, mais a montanha ainda está lá.
Saio, a chuva me pega a surpresa
A chuva a molhar meu ser preenche o vazio de minha alma
A alma, não mais a mesma alma.
O cigarro queimou, e a fumaça já cessou
Pois a minha mente se fechou.
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Pouco
Não é o bastante, nada e o bastante
Tudo é pouco, pouco de mais pra se segurar
Pouco o ar em minha volta
Pouco as pessoas ao meu redor
Pouco o amor que me embala
Pouco a saudade que me aperta o peito
Tudo e pouco, pouco de mais pra se apoiar
Nada e o bastante, nada, nada
Agora sei que a mediocridade do meu ser e forte o bastante
E assim deixa a neblina cobrir a minha alma
Agora vejo através da densa complexidade hipócrita
E nada é o bastante, tudo e pouco, tudo e fraco
Fraco de mais pra suportar, a dura realidade atrás das paredes de carvalho
Falido de mais contra o mundo errôneo e tudo que nele existe e extingue
Falso de mais pra encarar a ironia da loucura em mim
Fraco de mais, e por isso fujo
Fujo de tudo e todos. fujo de mim
Fujo pra longe ao longe é isso e pouco
Pouco pra mim e pra ti
Pouco pro mundo e assim pouco pra ele
Tudo e pouco, pouco pra ver a vida e nela ver quão você e pouco.
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Ser
Somos quem queremos ser
Com medo de não saber
Mais com a certeza de querer entender
Quem sou? O que sou?
Nada parece ser o que é
Tudo se complica na escuridão
Tomo de mim o que digo, e de você o que sou
Pois tudo a uma simples e singela, inexplicável conclusão.
Sou louca pela loucura humana
Sou quem digo ser
Apenas sou o que não quero ser
Pois sou aquela que te denominou
Louco por viver as loucuras dos outros
Nem posso dizer que...
Digo o que não digo
Pois o que não digo é o que digo
Sou apenas o que você quer que eu seja
Pois sou tudo o que não quero ser
Sou apenas um simples ser!
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