Um Passeio Detestável
4 Capítulo II. Parte I- Perigo mortal
- Senhor? Senhor, acorde, senhor!
- Mônica, acho.... que ele não vai acordar mais, seja folte...- Mas, Cê...- Mô, o que houve? - Ma-ma-gali... *fungada*... Ele morreu! Nas minhas mãos...- Como? Oh, Mô, não chore seja forte...E assim, com a chegada do resto da turma, Cebola consegue desenrolar a história...Como o homem chegou, esvaindo-se em sangue, enquanto Mônica resolvera molhar os pés numa laguna,e deu um grito, e desabou... tendo como última frase \"Vão embora, vão!\". Resolvem ir para casa para, acalmar Mônica, e clarear as ideias. Se tivessem olhado para trás, teriam visto uma placa, ainda úmida, por causa da maré, que dizia, em letras rabiscadas e em vermelho: \"PERIGO MORTAL\"- Não tem como irmos embora. O ônibus só vai sair segunda feira á tarde — Lembrou Franja- Caso não se lembram é feriado, e convecemos nossos pais á ficarmos até segunda.- E agora? — Ana fez a inevitável pergunta, embora ninguém soubesse respondê-la.Um pouco mais tarde, Mônica, sem conseguir dormir, foi até a varanda do casebre, enrolada em seu lençol de coelhinhos, por causa do vento e da maresia. Sentou-se, no degrau de madeira desgastada, com o vento fazendo seus cabelos chicotearem seu rosto. Magali, sua melhor amiga desde que se conhecia por gente, aproximou-se, com a intenção de acalmá-la, e, de comer sua melancia.- Mô...*grunch*não chore...você não teve culpa...-Eu sei, Magali! Mas, eu não entendo o aviso dele... \"Vão embora!\"...A voz dele não pára de ecoar na minha cabeça...- *Grunch*O quê você acha que ele quis dizer? - Eu sinceramente não sei... Só sei que eu quero sair daqui.- Já volto... Oh, por favor, não chore....
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