_ John! Savannah disse assim que se separam. O que faz aqui? É tão bom te ver de novo!

_ Dei baixa no exército, voltei a morar aqui, to na velha casa do meu pai. John respondeu olhando eu seus olhos.

_ Há quanto tempo voltou, eu não sabia que você estava por aqui, eu venho sempre aqui...

_ Tem um mês que voltei. Estive pensando em te ligar, mas ainda estou adaptando a minha vida de volta, afinal foram tanto anos no exército que estou me sentindo um peixe fora d’água. Ele disse sorrindo de um jeito encantador, que fez com que Savannah segurasse o fôlego por um segundo.

_ Me acompanha no chá? Savanna perguntou a ele, apontando ma direção que esteve minutos antes.

_ Adoraria Savannah, mas agora não posso errr... Preciso comprar mantimentos para casa, mas a gente se fala. O sorriso morreu nos lábios de Savannah, ela esperava que ele se sentasse e conversasse com ela, que contasse de como sua vida estava agora, e contaria pra ele também como ela estava, mas parecia que John não estava com tempo para tais coisas.

_Ta bom então John, foi ótimo te ver, quando tiver um tempinho apareça lá no rancho para ver como as crianças se divertem com os cavalos é incrível o quanto elas aprendem em companhia deles.

_ Claro que sim, logo eu apareço por lá. Deu um beijo no rosto de Savannah e saiu caminhando pela calçada, até desaparecer da visão dela. — Savannah voltou para dentro da lanchonete, pagou o que tinha consumido, pegou seu livro e foi embora ainda pensando em John, pode notar que ele estava diferente, mas maduro, semblante sério como ele sempre teve, mas tinha alguma coisa mais que ela não pode distinguir. Mas não pensaria nisso agora, estava muito feliz que ele tivesse voltado e isso era suficiente por enquanto.

***

Os dias se passaram normalmente, Savannah cuidava do rancho, era alta temporada, tinha muitas crianças nesse momento, e ainda agora após 5 anos trabalhando com crianças altistas sentia uma emoção indescritível quando eles olham para um cavalo pela primeira vez, era como se pudessem se comunicar, como se o animal fizesse parte do seu mundo, já que os altistas vivem num mundo a parte somente dele. Alan já era um jovenzinho e ajudava em algumas tarefas, mas o que ele gostava mesmo era de andar a cavalo, ficava horas nessa atividade.

Os pais de Savannah apareciam de vez em quando, apesar de que a mãe nunca tinha perdido a mania adquirida durante a doença de Tim, ela abastecia sempre a geladeira de Savannah, era tanta comida que ela nem precisa cozinhar, sentia a dificuldade de sua mãe em falar sobre o que sofreu com a morte de Tim, então ela trazia comida como forma de dizer: “To aqui, pode contar comigo”.

Por ter crescido na zona rural Savannah gostava da vida simples e descomplicada, não sentia saudade de morar na cidade, construíra sua vida ali e era o lugar que amava.

Algumas vezes, após se deitar, ficava pensando em John, queria saber por que ele não dera nem mesmo um telefonema desde que eles se encontraram em Lenoir. Mas ela tinha que entender, ele tinha uma vida e que infelizmente ela não fazia mais parte dela. Tinha perdido o direito de saber da vida dele, quando ela se casou com Tim, alguma coisa se rompera dentro deles, nunca mais eles se olharam como naquela mágica semana na praia, onde se conheceram e também onde ela tomou a decisão de se separar dele para casar com Tim... Dormiu em meio a esses pensamentos e sonhou com ele, acordou com o coração aquecido, agradecendo a Deus por ter tido o privilégio de ter partilhado um amor tão puro com ele, por mais que tentasse nunca esquecia o quando sua história com John tinha importância em sua vida.

Voltou novamente aos seus afazeres, fez café para quando Alan acordasse, calçou suas botas e foi lidar com os cavalos, ainda não tinha clareado completamente o dia, mas precisa alimentá-los e limpar suas baias antes que as crianças chegassem para mais um dia de atividades.

Por volta das sete horas da manhã já tinha terminado tudo. Alan já tinha levantado e estava preparando um cavalo para sair no seu passeio matinal, quando ouviu o barulho de uma moto vindo pela estrada de chão que levava ao rancho, mas não pode distinguir quem era seu ocupante, pois estava de jaqueta preta e com capacete. O estranho parou junto a entrada do estábulo e olhou em sua direção, tirou o capacete da cabeça e seu coração quase parou naquele instante.

Notas finais
ESPERO QUE GOSTEM, LOGO POSTO O TERCEIRO CAPÍTULO.
OBRIGADA POR ACOMPANHAR.