Um Novo Final para John e Savannah
6 Capítulo 6
John entrou enquanto a tempestade começava cair lá fora. Savannah estava desconcertada com a presença de John, ela chegou a pensar que os dois não se veriam novamente, ou pelo menos não por agora, mas John continuava com a cara fechada, a testa enrugara e a olhava no fundo dos olhos, ela não sabia o que dizer naquele momento, quando ele finalmente falou.
_ Como você pode fazer isso comigo? Como pôde depois de tudo que passamos? Ele falou num tom ríspido com ela.
_ Do que você está falando John, eu não fiz nada pra você. Ela respondeu já se sentindo nervosa, o que quer que ele estivesse falando, ela não tinha a menor idéia e mesmo assim não lhe dava o direito de entrar em sua casa a acusado de algo que nem sabia o que era.
_ Não fez nada? O que me diz disso? John colocou a mão dentro de sua jaqueta e tirou um envelope de dentro, que Savannah reconheceu na hora como sendo a carta que tinha mandado para ele, mas ainda assim não entendia o por que daquele comportamento, o que ele queria afinal? _ Por que você me escreveu essa carta Savannah?
_Eu pensei que tinha explicado exatamente o que queria dizer, fico feliz por você está seguindo em frente, recomeçando sua vida, é disso que se trata.
_ O que a faz pensar que está certa? Alguma vez me perguntou sobre o rumo que minha vida deveria tomar? Você sempre tomou suas decisões, me deixou fora da maioria delas, o que a faz pensar que eu deixaria você agir novamente?
_ John, me recuso a falar novamente no passado. Tudo isso já ficou pra trás, o que tivemos foi muito importante, mas acabou, você entendeu isso, eu também, prova disso é que está com Lucy agora, porque continuar falando sobre essas coisas que nos magoam tanto.
_ Lucy? O que você sabe sobre Lucy?
- Eu vi vocês dois juntos. Foi difícil admito, mas você está certo. Nossa história já terminou.
Jonh aproximou de Savannah, segurando-a em seus braços, quando ela finalmente ergueu a cabeça para encontrar seu olhar, ela a envolveu num abraço. Ele capturou seus lábios num beijo que a princípio foi só um roçar de lábios, antes de pressioná-los com força. Ela correspondeu ao beijo, deleitando-se nos seus braços fortes. Ela sentiu a língua dele na sua, a umidade intoxicante, levou uma mão até o rosto dele. Ele respondeu a esse toque, beijando-a ainda mais ardentemente, abraçando-a cada vez mais forte, a muito ele ansiava por sentir ela junto a si.
Ficaram ali no meio da sala, ao som da chuva lá fora, beijando-se durante muito tempo, saboreando um ao outro sem pressa ou urgência, porque naquela momento era um do outro, até que Savannah se afastou tentado recuperar o fôlego, sentando no sofá com o rosto abrasado pelo desejo desperto.
John caminhou até o sofá e sentou ao lado dela. _ Não está acabado Savannah, nunca acabou, eu sei que pra você também não, por isso não entendo essa carta de despedida, foi você quem não quis conversar comigo, eu poderia ter te explicado tudo, mas você não quis ouvir, se recusou atender meus telefonemas, me excluiu de sua vida sem ao menos, me dar uma chance.
_ Eu sei que não te dei uma chance de explicar, mas para mim esta tudo tão claro John, você não me deve explicação.
_ Mas eu preciso de te falar. Você não entendeu as coisas com clareza naquele dia, Lucy é só uma amiga, alguém muito especial que está passando por um momento difícil.
- John, amigos não se beijam da forma que Lucy te beijou. Ela falou abaixando levemente a cabeça e olhando para o chão, não podia encará-lo naquele momento de sentimentos tão conflitantes.
_ Somo só amigos Savannah, Lucy acabou de se separar do marido e confundiu a nossa amizade, eu fui franco com ela. Ela sabe tudo sobre você, Lucy tem sido uma pessoa que tem me ajudado muito nessa volta para casa, não foi fácil readaptar a essa cidade depois de tanto tempo servindo ao exército em contrapartida eu também a estava ajudando se distrair naquele dia, não sei por que ela me deu aquele beijo, mas tivemos uma conversa franca naquele dia, ela ficou muito preocupada quando percebeu o tinha feito.
_ Lucy sabia sobre mim? O exatamente ela sabe, por isso ela disse a Savannah?
_ Sim foi por isso e também insistiu para que eu fosse atrás de você e explicasse tudo, mas eu achei que seria melhor falar com você depois, afinal você estava com sua família. Tentei te ligar no dia seguinte, mas você se recusou a atender.
_ Lucy é só uma amiga? Tem certeza?
John a abraçou novamente. _ Ela é somente uma amiga, só uma mulher neste mundo que já conseguiu tocar meu coração. Por todas as coisas que passei na minha vida, por toda a distância e problemas que nosso amor enfrentou, por mais que parecesse que tudo não tinha mais solução eu sempre sou, com a certeza deminha alma, que você é esta mulher, e que apesar de todos esses anos ainda te vejo como aquela semana que passamos na praia de Lenoir. John segurou o queixo de Savannah olhando dentro dos seus olhos.
_Eu te amo Savannah Curtis, sempre te amei e sempre vou te amar.
Savannah começou a chorar, toda a dor e tensão que sentiu nos últimos dias, todas as coisas que pensou não tinha mais sentido naquele momento. John estava ali com ela dizendo que a amava tudo parecia um sonho, um sonho no qual ela não queria acordar jamais. Aconchegou-se ainda mais nos braços dele. – Eu também te amo John, e isso sempre foi uma verdade.
Savannah se inclinou no sofá levando John junto com ela, deixando seus lábios falar as palavras da alma, enquanto suas mãos passeavam pelas costas de John, há muito tempo ansiava senti-lo novamente, tomou a iniciativa de tirar a sua jaqueta, depois a camiseta, enquanto ele olhava para ela, entendendo o convite mudo em seu olhar. John a beijava na boca, em seu pescoço, traçando linhas intermináveis de prazer por toda a sua pele, enquanto a ajudava livrar também se suas roupas, o tempo parecia ter parado para eles, se amaram ali mesmo na sala entregues naqueles momentos de prazer a muito reprimido.
A tempestade continuou a cair lá fora, durou a noite inteira, ele ficaram junto a lareira, tomando vinho e se amando o resto da noite, pedido um nos braços do outro, ainda teriam muito o que conversar, mas ali, o agora era somente isso que importava. Estavam juntos e juntos estavam deixando todo o sofrimento para trás era o momento de começar a viver aquele sonho iniciado há sete anos no píer de Lenoir, quando John pulara na água para resgatar a sua bolsa, estavam predestinados a ficar juntos com a benção da lua cheia que sempre seria o símbolo do seu amor.
Epílogo
John e Savannah estavam juntos no píer de Lenoir, aquele lugar sempre seria especial para o dois, fazia frio e soprava uma forte brisa, prenúncio de uma chuva mais tarde, o céu estava cinzento, mas isso não influía no estado de espírito dos dois, eles estavam muito felizes. Quem poderia imaginar que a vida de ambos sofreria uma reviravolta como aquela dentro de um ano.
Eles estavam mais unidos do que nunca, depois daquela noite de reconciliação, as coisas aconteceram tão rápido e eles já tinham esperado demais para serem felizes, o primeiro passo foi falar para a família dela que eles tinham se entendido e que ficariam juntos para sempre.
Savannah ainda lembrava o dia em que John a pediu em casamento e a emoção que sentiu, ela tinha esperado por aquele momento a vida inteira, não podia ser mais feliz do que já estava. John tinha começado ajuda-la na fazenda, mas mantinha a casa de seu pai, pois era o único vínculo que tinha com ele, depois de saber que John tinha vendido a coleção de moedas e doado para o tratamento de Tim, ele contou a história para ela numa noite em que estavam desfrutando a luz do luar, e isso fez com que o amasse ainda mais.
_Está tudo bem meu amor, se estiver com frio podemos voltar para casa. John falou assim que sentiu que Savannah estava com o rosto ainda mais corada. Não cansava de admirar a sua beleza, ele a amava do junto de sua alma.
- Não, eu estou bem. Além do mais eu amo fica aqui abraçada com você. Ela disse enquanto recostava a sua cabeça nos ombros fortes de John.
_ Eu já disse que as amo, hoje? John sorriu quando falava bem junto ao ouvido de Savannah.
Savannah colocou a mão sobre o ventre, sentiu que Alexie se mexia ao som da voz do seu pai. Ela estava grávida de oito meses, logo teria a sua filha, símbolo de seu amor em seus braços e já não consegui mais agüentar tanta ansiedade. _ Não disse, mas pode começar dizendo agora, Alexie adora ouvir. Ela disse sorrindo.
_ Só ela que gosta? John disse sorrindo também entrando na brincadeira com ela.
_ Eu também gosto, mas sabe como é, é difícil competir com ela. John a abraçou ainda mais forte. Eu te amo Savannah e não é necessário competir com ninguém. Ela sorriu _ Eu sei meu amor e Alexie sabe também, seremos muito felizes.
_ Correção meu amor, nós já somos muito felizes...
Fim
Notas finais
Obrigada especial para Sandra, uma das minhas maiores incentivadoras, só comecei esse projeto porque primeiramente ela acreditou em mim, sei que é presunção reescrever o final de um livro de Nicholas Sparks, mas devido ao tanto que amo a história, como fã que sou dos seus livros tentei ver por um prisma diferente, ou seja amo um final feliz, um felizes para sempre...
Obrigada mesmo, eu amei a companhia de todos vocês. Beijos e até uma próxima, quem sabe.
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