Um Novo Começo
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Kouji foi levado rapidamente para dentro da caverna, todos estavam muito preocupados. Iza rapidamente foi preparar algumas medicações e curativos e quando foi para ao lado dele viu que pela forma como ele estava segurando o braço e pela aparência do mesmo deduziu que o braço direito dele estava quebrado fora o grande corte que o mesmo tinha. Pediu para que Yue o segurasse para que Kouga colocasse o braço do filho no lugar.
Assim que o osso foi reajustado Kouji reagiu a dor, embora não tivesse acordado. Apenas gemeu.
Iza examinou os ferimentos para ver se ele também não tinha sido envenenado pelo veneno de lobo. E por sorte não tinha sido, ela pode ver no exame que ele tinha vários hematomas, e deduziu que ele tinha lutado com alguém.
Iza estava terminando de fazer os últimos curativos em Kouji quando Seishirou veio correndo gritando o nome dela.
– Izayoi! Minha mãe está acordando! — o jovem lobo disse afobado.
– Já estou indo!
Iza correu junto com o lobo para ver se a loba tinha acordado bem, e quando chegou onde ela estava deitada, Kouga estava com a cabeça dela em seu colo fazendo carinho nos cabelos ruivos.
– Como está se sentindo Senhora Ayame? — a menina perguntou.
– Estou bem — a loba respondeu olhando para a menina — obrigada por cuidar da minha família. Kouga me contou rapidamente o que tinha acontecido.
– Não tem de que — a menina disse ajudando Ayame a se sentar e encostou a coluna dela na parede para dar sustentação.
– Você se parece com sua mãe — a loba comentou olhando a menina mais claramente — e pelo visto sua irmã tem o gênio do seu pai.
– Me desculpe Senhora Ayame, mas não posso me desculpar pelo chute que dei em Seishirou, eu achei que ele atacaria minha irmã — falou Yue que estava sentada perto de Iza.
– Eu já me desculpei com sua irmã, eu entendo o porquê você fez isso e devo dizer, você chuta forte — Seishirou falou, Yue apenas assentiu sorrindo discretamente.
– Ainda sim agradeço por vocês terem vindo aqui, imagino que seus pais devam estar preocupados — Ayame comentou olhando ao redor.
– Não se preocupe, tenho certeza que se eles estivessem no nosso lugar fariam a mesma coisa — falou Iza dando um caldo para que Ayame bebesse.
A loba bebeu avidamente, estava faminta e por sorte ainda tinha muita comida e Iza ajudou-a a se alimentar. Ela perguntou a Yue onde os primos, Miya e Ryouji estavam e a irmã respondeu que eles tinham saído pois um lobo tinha chegado e falado que tinham intrusos nas terras dos lobos.
– Já que por aqui está tudo bem vou ver como Kouji esta — Iza falou se levantando, os pais e o irmão ficaram preocupados e Ayame fez menção de se levantar, mas a menina a impediu e falou sorrindo — não se preocupe eu vou cuidar dele e você também tem que se cuidar por esta vida que carrega.
A loba encarou a menina e sentiu confiança e doçura nas palavras dela e viu que ela sabia o que estava fazendo.
– Iza vou dar uma volta ver se encontro mais algum machucado ou se acho algum intruso — Yue falou se levantando e colocando a espada na cintura.
– Tudo bem, mas na volta por favor me traga mais ervas medicinais e comida, quero fazer um estoque caso precise — a miko falou.
– Yue quero ir com você — falou Seishirou se postando ao lado da jovem espadachim.
– Tudo bem, vamos tentar voltar antes do anoitecer — Yue falou e os dois foram para a saída da caverna.
P.O.V Kouji
Estou dolorido, quase não sinto meu corpo, e não consigo abrir os olhos. Antes de desmaiar senti braços me segurando, e algumas vozes a maioria não sabia de quem era, duas eu reconheci: meu pai e meu irmão.
Mas tinha uma que me chamou atenção. Era de mulher, era gentil e estava preocupada comigo e quando me tocou no rosto, seu toque era quente e doce.
A última coisa que me lembro foi ter visto lindos olhos azuis, nunca visto um azul tão cristalino assim, parecia um lagoa ou uma joia, era difícil definir.
Tento mais uma vez abrir os olhos e dessa vez eu consigo, olho ao redor e vejo que estou na caverna da minha tribo, fico feliz de estar novamente entre os meus. Tento me mexer, mas meu corpo inteiro reclama, então tento erguer minha cabeça e consigo me levantar um pouco e pude ver que estava cheio de curativos.
– Vejo que acordou — falou alguém.
Essa voz...
Continua...
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