Notas iniciais
Boa Leitura

‘’Mas ás vezes encontrar a luz, significa passar por uma grande escuridão’’

~Um Homem de Sorte~

Bob observava sua irmã inconsciente deitada na cama daquele hospital, segurava sua mão, e rezava para ela acordar logo e explicar o que viu. Seu braço esquerdo estava enfaixado, Annabeth havia levado um tiro de raspão.

Segundo Apolo, a garota havia desmaiado devido a dor ou até mesmo pelo susto do momento. Frederick andava de um lado para o outro, nervoso e inquieto.

– Quem foi o imbecil que fez isso? – ele se perguntava á todo instante, porém Bob permanecia calado, tinha suas suspeitas, mas não se opôs, queria ter a certeza antes de falar algo.

Will entrou no quarto, o rapaz estava vestido de branco, como todo médico. Estava claro a preocupação que ele sentia, o loiro aproximou-se de sua namorada tocando-lhe a face.

– Sabe quem atirou? – perguntou ao cunhado, esse que negou levemente com a cabeça.

– Só ela vai poder nos dizer – Will assentiu, e beijou a testa de Annabeth.

– Ela não vai demorar a acordar.

Frederick colocou a mão no ombro do filho, ele tinha que conversar com Bob o que martelava em sua mente.

– Will, fique com ela por um instante – disse – Preciso falar com Bob.

Juntos eles saíram do quarto e foram até o final do corredor, onde era mais silencioso e discreto.

– Eu sei que você esconde alguma coisa Bob – Frederick foi direto ao assunto – Então, por favor, não me esconda.

O filho suspiro infeliz e se encostou na parede.

– Lembra do homem, que queria ‘’comprar’’ Annie? – perguntou fazendo aspas com os dedos, seu pai assentiu ajeitando os óculos de grau que caia.

– O mesmo que Mattew fez o acordo?

– Esse mesmo – concordou – Ele é minha suspeita. Se eu não me engano seu nome era Afonso.

– Mas esse sujeito está preso – Frederick afirmou coçando a barba – Será possível ele ter fugido?

– Sinceramente não sei pai – disse balançando a cabeça – Como eu disse, é apenas uma suspeita.

– Vamos ter que verificar isso – Bob assentiu olhando para o teto preocupado, Frederick fechou os olhos soltando a respiração – Aqui é perigoso para ela.

– Hã? – o garoto passou encarar o pai, que mantinha uma expressão séria.

– Você sabe filho, hoje foi só um tiro de raspão, amanhã pode ser um certeiro – ele fez uma pausa hesitante – Não seria melhor Annabeth voltar pra França?

– Não – gritou apressadamente o rapaz, ele não queria perder sua irmã novamente e só de pensar que isso poderia acontecer seu coração se apertava – Ela fica e mamãe não precisa saber disso.

– Bob, enquanto esse cara estiver solto por ai, Nova York não será segura pra sua irmã, e o mais sensato é contar para Atena.

– Dane-se tudo isso pai – vociferou – Não vou perder minha irmã de novo, você se esqueceu que durante anos ela foi minha única família?

O corpo de Frederick se enrijeceu e sua expressão tornou-se vaga, fazendo Bob se arrepender de suas palavras.

– Me desculpe, não era isso que eu queria dizer.

– Tudo bem – sua voz tinha tristeza envolvida – Mas saiba que toda noite antes de dormir, eu penso em tudo que fiz vocês dois passarem, e o arrependimento vem á tona. Não há nada que eu possa fazer pra apagar as cicatrizes que estão ai dentro – Fred apontou para o peito de Bob – E isso me mata, mas eu mudei e pretendo continuar com as mudanças.

O garoto ficou sem palavras, estava envergonhado com seu ato. Frederick deu as costas.

– Por enquanto ela fica, mas quando isso aqui ficar realmente perigoso, você nem ninguém vai fazer com que Annabeth permaneça.

Assim que seu pai entrou novamente no quarto, o loiro enterrou as mãos no cabelo e se xingou de todos os nomes que conhecia. Ele havia agido como um idiota com o pai, mas não pôde se controlar quando sobe que iria ficar sem sua baixinha. Ficou se lamentando por um tempo, indo depois para a recepção, onde seus amigos se encontravam.

– Apolo nos falou que ela irá acordar logo – contou Luke. Silena estava encostada em Thalia no sofá e Charles bebia café ao lado do Castellan.

– Por sorte foi só de raspão – Bob disse, o garoto notou uma presença na sala. Afastado do grupo, apoiado no balcão estava Percy. Charles acompanhou seu olhar e se levantou.

– Ele chegou pouco tempo depois que você entrou no quarto pra vê Annabeth.

– Será que acabou a vergonha na cara? – enraiveceu. Thalia também se colocou de pé.

– Calma ai florzinha – era impressionante a capacidade da morena irritar Bob em poucos segundos – Ele só está preocupado, assim como todos nós.

– Só que ele não tem esse direito, ou será que vocês se esqueceram que por causa dele, eu e Annie quase morremos ano passado.

– Não Bob, não esquecemos – Silena se opôs – Mas será que você se lembra que Percy perdeu a mãe, os amigos, o pai e a garota que ele amava? Deixe de ser egoísta só um momento.

– Cara, Silena tem razão – Nico concordou – Você e Annabeth passou por muita coisa ano passado, mas ambos tinham os pais e a gente. Enquanto ele.

O moreno deixou sua frase morrer, mas Bob já tinha o complemento dela na cabeça, Percy não tinha nada, nem ninguém, ele estava sozinho e isso era deprimente.

– Vou falar com ele – Thalia se colocou em sua frente, impedi-o.

– Olha lá o que vai fazer gata – Bob revirou seus olhos azuis ouvindo a risada fraca dos que estavam presentes ali. Hesitante caminhou até o Jackson que mantinha a cabeça baixa.

– Se veio dizer que é pra mim me mandar, poupe suas palavras porque já estou indo – falou Percy mais frio possível. Bob não o culpava pelo seu comportamento.

– Não vim lhe mandar sair fora – respondeu sincero – Só quero conversar.

– Diga então.

– Provavelmente você já sabe que Annie levou um tiro – O Jackson assentiu colocando as mãos no bolso – Eu estava suspeitando de Afonso.

– Ele não está preso?

– Até onde eu sabia, estava. Mas tem alguma coisa não batendo – sua mente trabalhava em mil maneiras do homem ter fugido, mas nenhuma batia – Afonso está sobre segurança máxima, é quase impossível ele ter fugido.

– E você quer que eu faça o que? – sua voz tinha uma pontada de cinismo – Tudo que eu sei sobre esse cara, é que ele é perigoso e esperto. Se quiser descobrir algo, pergunte a seu irmão. Ops! Ele está morto.

Bob bufou, e cerrou os punhos. Percy estava o tirando do sério.

– Sim, ele morreu e metade da culpa é sua – o rapaz cuspiu a palavras, porém o moreno apenas riu.

– As coisas nem sempre sai como queremos Bob – Perseu encarou o loiro – Sua irmã sabe o que você aprontou pra Melina ir embora?

Bob paralisou, ele se perguntava como Percy poderia saber. Os olhos verdes do menino se rolaram e sua expressão tornou-se um tanto divertida.

– Que gracinha – ironizou o Jackson – Não contou pra irmã sobre o bebê e a rejeição.

– Como você sabe disso? – enraiveceu se aproximando do Filho de Poseidon, esse que ficou no mesmo lugar sem medo algum.

– As notícias correm Bob – o moreno se virou – E quanto á Afonso, posso ver se ele está na prisão.

Bob seguiu Percy com os olhos até o moreno desaparecer nos corredores. Estava irritado e por mais que odiasse admitir estava com medo de Annabeth descobrir o que ele fez, o que mais lhe doía era saber que a desapontaria, porém ele tinha que contar. Respirou fundo, uma, duas, três vezes e foi em direção ao quarto da loira, esperando que a sorte estivesse ao seu lado.

Notas finais
Hey lindezas, nem vou perder tempo me desculpando pela demora !! Vou terminar de responder os reviews do capítulo anterior depois, porque agora to saindo !! Se tiverem erros, me perdoem, depois eu reviso !! Me deixem reviews e recomendem, fico feliz quando isso acontece *---* Beijos Karol Oliveira