Um Nobre Apaixonado
14 Capitulo 14 - Novos Motivos.
Notas iniciais
POV Rosalie
Consegui ter uma tranquila noite de sono depois que Marcus disse que me ajudaria a ver Emmett. Acordei cedo e li um pouco, sairíamos logo depois do almoço. Carlisle estava estranho, quieto, não falava com ninguém, nem mesmo com Eleazar. Mas mesmo ele parecendo calmo, achei melhor não tentar um assunto. Assim que terminamos de comer,desci para o salão central, para esperar Marcus e Tânia.
– Onde vai? – ouvi a voz de meu pai.
– Ah! Majestade. – me virei para ele.
– Vamos levar ela para caminhar, alteza. – Tânia disse vindo junto a Marcus.
– Tudo bem. Voltem antes das 14h. – ele disse voltando a subir as escadas.
Olhei para o relógio próximo as escadas, já eram 13h. Droga! Sai um a eles para o jardim aos fundos do palácio. Emmett estava por entre as arvores, como ele disse que estaria. Me despedi e sai de encontro a ele.
POV Marcus
Depois que Rosalie saiu, Tânia e eu caminhamos mais um pouco. Parando na fonte que tinha aos fundos do castelo. Lembro que a Rainha Helena, mãe de Carlisle havia demorado um certo tempo para engravidar, e quando conseguia, acabava perdendo o bebe, quando Carlisle acabou nascendo o povo de Volterra foi tomado por tamanha alegria que o povo deu essa fonte em homenagem a rainha. Lembro-me de ter casado quando Carlisle tinha 5 anos, mas ao contrario da Rainha, minha esposa acabou morrendo junto a nossa filha. Esse era um dos muitos motivos por eu não gostar de ficar muito tempo em Volterra, o palácio e tudo a sal volta eram cheios de lembranças, mais do que eu podia aguentar.
– Duque... – Tânia chamou. – Tudo bem?
– Oh, claro.
– Não me convenceu. – ela cruzou os braços me dando um meio sorriso.
– Volterra me trás lembranças difíceis, só isso. – falei.
– Bom, temos uma hora para não deixar que essas lembranças tomem conta de sua mente. Você merece um descanso das sombras do passado, Marcus. – sorriu abertamente.
– Alguma sugestão do que devo fazer? – perguntei sorrindo de canto.
– Vamos caminhar por ai, anda. Vem. – disse estendendo a mão para mim.
Ri fraco e sai caminhando junto a ela. Tânia enganchou o braço no meu e caminhamos em silencio, e quando dei por conta já estávamos nos campos de fora do vilarejo. Paramos próximos a uma laranjeira. Tânia se soltou e foi até a sombra da arvore e me olhou. Sorri e caminhei até ela.
– Volterra esconde seus encantos. – ela disse dando a volta na arvore.
– Só tenho a concordar com você. – fite-a.
– E você não podia estar em melhor companhia para descobrir isso. – ela riu.
– Só posso concordar com você de novo. – ri.
– Lembra que trazíamos Rosalie e Jasper aqui quando eles eram pequenos? – disse.
– Sim. Rosalie adorava brincar aqui, mas Jasper achava que só podia cuidar da irmã. – sorri com a lembrança. – É realmente uma pena Carlisle ter perdido essa fase deles.
– Sim... – ela parou na minha frente. – Mas não viemos aqui falar de Carlisle. Por que não me conta o que anda atordoando você?
– É que aqui... Volterra. Lembro de muitas coisas. Tempos difíceis. Coisas que me dão vontade de voltar para o meu castelo e não sair mais de lá por milênios. – falei, ela me olhou nos olhos. – Ou pelo menos era assim que eu pensava.
– E não pensa mais?
– Não nesses últimos dias. – me aproximei mais um passo. – Podemos dizer que tem algo que está me motivando de novo. E isso me soa tão surpreendente. Como aquelas coisas que você pensou que nunca aconteceriam de novo.
– E você poderia me dizer? – mordeu o lábio. – Afinal nada na vida é tão surpreendente. É?
– Podemos dizer que por um momento... – engoli seco. – Por um momento achei estar me apaixonando de novo, depois de tanto tempo. Mas... Mas não tenho certeza.
– E o que falta para você ter certeza? – sorriu de canto.
– Eu ainda preciso... Fazer... Uma... Coisa. – falei.
– Estou totalmente disposta a ajudar. – ela disse.
– Totalmente? – perguntei me aproximando mais, deixando nossos corpos a poucos centímetros de distancia.
– Totalmente. – concordou baixo.
Seus olhos se fecharam, então nossos lábios se tocaram suavemente. Ela ficou na ponta dos pés e seus braços passaram por volta do meu pescoço. Lacei sua cintura com meu braço e a puxei mais para perto. Aprofundamos o beijo. Mas logo senti o ar faltar em meus pulmões, larguei sua cintura e separei nossos lábios devagar.
– Desculpe. – me afastei. – Não sei o que...
– Acho... Acho melhor voltarmos. – disse. – Daqui a pouco temos que levar Rosalie de volta.
– Ah... Claro... Vam... Vamos. – falei.
Saímos seguindo de volta para o castelo. Tânia se mantinha caminhando mais a minha frente. Em momento algum tentei alcançá-la novamente. Assim que chegamos no lugar onde tínhamos deixado Rosalie e combinado de encontrá-la de novo Tânia entrou de novo, sem dizer nada. Me sentei em um banco e firmei meu rosto nas mãos.
– Venha. – ouvi Rosalie dizer, seguida de barulhos nas arvores.
Olhei para frente. Rose saiu de entre as arvores puxando um rapaz pela mão.
– Quero que conheça eles. Vamos. – ela disse e seus olhos se focaram em mim. – Ah! Padrinho. – ela sorriu. – Vamos Emmett. – apreçou.
Eles andaram rapidamente em minha direção. Rose me olhou e sorriu.
– Padrinho, esse é Emmett . – disse. – Querido, esse é Duque Marcus, meu padrinho e nosso cupido. – ela olhou em volta. – Onde está a madrinha?
– A Duquesa... Ela... Entrou. Acho que se sentiu mal. – falei engolindo seco enquanto levantava. – Ah, e muito prazer, meu rapaz. Rosalie falou muito bem de você.
– Prazer, alteza. – Emmett fez uma leve reverencia. – acho que vou indo, se seu pai me pega aqui, teremos problemas. – olhou Rose.
– Tudo bem, querido. Nos vemos amanhã. – ela concordou.
Os dois se beijaram rapidamente e Emmett me acenou com a cabeça, antes de voltar para entre as arvores. Assim que ele saiu, Rosalie me puxou para sentar e se sentou ao meu lado.
– Agora pode me dizer o que, realmente, aconteceu com Tânia? – ela me olhou com um meio sorriso.
– Achei vocês! – Carlisle disse se aproximando. – Rosalie tenho que falar com você uma coisa a respeito do casamento e não pode esperar. – falou rapidamente e então parou.
POV Carlisle
Não. Rosalie tinha razão. Sempre condenei meu pai por suas tiranias no reino, por tudo que fazia a minha mãe, e por querer escolher o futuro de todos a sua volta. Quando minha mãe morreu, as tiranias de meu pai caíram sobre o único filho que a Rainha Helena conseguira gerar.
Quando completei 18 anos, terminei minhas aulas com os homens de confiança do Rei e então, um dia ele chegou para mim e disse que eu ia me casar para selar a união com um reino próximo ao consulado de Roma.
E uma semana depois lá estava eu. No altar, esperando para conhecer minha futura esposa e só esperando para dizer o sim. A sorte que dei em ser Elizabeth é inexplicável. Mas sei que com Felix não ia ser bem assim. Ele era filho de Aro, e pelo o que sei, meu tio não herdou a bondade em seus genes.
E agora, 20 anos depois do meu casamento, estou tentando fazer a mesma coisa com minha filha. Acho que não consigo mais responder que tipo de pai me tornei.
Sai do meu quarto e a procurei por todo o palácio, até me dar conta que ela iria sair para caminhar nos jardins com Marcus e Tânia. Sai para os jardins e a procurei. Andei alguns minutos, mas enfim encontre-a com Marcus, em um dos bancos próximos a fonte.
– Achei vocês! – falei olhando-os. – Rosalie tenho que falar com você uma coisa a respeito do casamento e não pode esperar. – e então minha visão embaralhou.
Comecei a sentir uma forte falta de ar. Entreabri os lábios para dizer algo, mas minha voz não saiu. Rosalie e Marcus se levantaram, mas não consegui ver mais nada, e do mesmo modo que minha visão estava embaralhada, minha visão ficou totalmente escura. Então como se um golpe me atingisse na cabeça, senti meu corpo cair.
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