Um Insuportável solitário
67 Eu e ele como antes
Notas iniciais
Por algum motivo ou razão, o meu corpo não estava me obedecendo muito bem, pois eu havia acordado atrasada. Meu coração disparou e me arrumei no meu moletom vermelho de capuz cinza, pois a manhã estava um pouco fria. ajeito meu cabelo em um coqie bagunçado e escovo meus dente e corro para o quarto das meninas, mas vejo que elas já não estão mais dormindo e agradeço a Deus por isso.
Desço as escadas e percebo que a cada degrau tem um jarro de flores, na verdade de rosas, um vaso com rosas de cada cor, e meu coração bate desconpensado.
— Ah, Kaik! — Exclamo baixinho e quando paro na cozinha vejo um enorme jarro com girassois no centro de nossa mesa, e o café da manhã posto a mesa.
E um Kaki muito lindo, arrumo em um de seus milhões de ternos que o deixa ainda mais lindo e charmoso.
— Bom dia. — Ele diz sorridente com uma caixa quadrada a julgar ser alguma jóia.
— Bom dia. — Digo sorrindo e o abraço.
— Isso é para você! — Ele abre a caixa azul velulada e vejo um colar de diamantes pequenos e delicados.
Pisco par de veze surpresa. Kaik sabe que não sou muito chegadas a joias, e quando joias são dadas a mim, é poque um evento muito, muito grandes está por vir.
— É lindo. — Passo os dedos delicadamente.
— Vira. — Ele diz com um sorriso malicioso.
Viro-me e ele coloca o colar em meu pesoço e toca apenas as pontas dos dedos em meu pescoço e em seguida leves carinhos em meu ombro por de baixo do casaco e meu corpo se arrepia quando sinto seus lábios em meu pesoço.
— E as meninas? — Digo baixinho.
— Estão lá fora. — Ele sussurra, ele me vira delicadamente. — Disse que daria um presente a elas se elas ficasse uma hora lá fora.
Sorrio e acaricio meu rosto.
— Vamos pro quarto! — Ele entrelaça nossos dedos.
Mordo meus lábios.
— Não é para isso que você está pensando! — Subimos as escadas.
— Então eu não quero não! — Resmungo ao entrar no quarto.
— Olhe isso! — Ele diz quando tranca a porta do quarto e vai para a janela. — Olhe! — Ele aponta para baixo
Vejo nossas meninas sentadas no gramada em circulo conversando sobre alguma coisa até que Louise se levanta e desaparece em questão de segundos e volta chamando as irmãs e em seguida ouvimos o barulho delas na cozinha.
— Sabe que agora vai dar presentes, não sabe? — O encaro.
— Sei. — ele dá de ombros. — Agora, a gente precisa conversar!
Ele aponta para cama e puxa uma cadeira para sentar e sento a sua frente.
— Teremos uma semana bem agitada, na verdade minha semana será bem agitada. — Ele começa. — Temos dois meses e uma semana para ajeitarmos tudo por aqui para podermos nos mudar.
Aceno com a cabeça.
— A escola das meninas já está tudo resolvido. a nossa casa em Paris vou fechar hoje com o vendedor.
Pisco par de vezes surpresa.
— Sério?
— Sério, Cael tinha uns conhecidos por lá que facilitou o contato. Mas quero fechar depois de você ver a casa, mas creio que irá gostar. Hoje Cael assumira a empresa como o unico dono.
— Você está abrindo mão da coisa que você sempre fez a vida toda? — Enrugo a testa. — Isso não está certo!
— Mas você acha que aconteceria o que Olivia? — Ele ri. — Estou largando tudo.
— Mas... mas...
— Ei, escuta. — Ele segura minhas mãos. — Vamos viver o que você queria. Seguir o seu sonho, pois o meu eu já conquistei. — ele beija minha aliança. — Se você quer ir na China com sua esposição a gente vai. Se quiser rodar o mundo a gente vai.
— Mas e as meninas? — pergunto.
— Elas podem nos acompanhar se quiserem, pago um professor particular, ou se quiserem ficam aqui no Brasil com meus pais até terminarem o segundo grau e depois elas constróem o futuro delas.
— E você está bem com isso? — O olho desconfiada.
— Amor, eu já vivie essa vida de escritório por muito e muitos anos. Quero fazer o que a gente planejava e a empresa nunca me deixou fazer!
— Não acho uma boa ideia para as menians! — Digo ao entortar a boca.
— Vida, essas meninas vão topar o que a gente falar, elas são nossa versão jovem! — rimos.
— É verdade. — Concordo com a cabeça.
— Já conversei com Guilherme, e ele vai ficar no Brasil com a Val. — Ele dá um sorriso triste. — Eu amo meus filhos, mas nos ultimos anos nós dois não nos curtimos muito. — Ele segura minhas mãos outra vez e as enche de beijos. — E me sinto tão arrependido por isso.
— Você fala como se estivessemos préstes a morrer ou algo assim! — Resmungo.
— Se não quer, tudo bem. — Ele senta reto na cadeira e solta minhas mãos ao dar de ombros.
— Ou! Eu não disse isso. — Pego suas mãos rapidamente e ele ri. — Só estou dizendo que é uma mudança radical! Só isso!
— Ok, hoje mais tarde Souza lhe busca para você ver a casa por video conferencia. — Ele beija-me a testa. — Veja um vestido bem bonito, quero você linda, estonteante hoje. E sem maquiagem!
Ele se levanta e respiro fundo e ajeito meus cabelos bagunçados em vão. Hoje eles tem vida própria.
O observo ao ajeitar a gravata no espelho e em seguida as mangas e sorri para mim através do espelho.
— O que foi, que minha menina tanto me olha? — Ele ajeita os cabelos.
— A gente ficou velho mesmo. — dou de ombros e ele ri.
— É a vida. — Ele se vira para mim. — Mas não estamos velhos aqui. — Ele aponta para o coração. — Até mais tarde meu amor. — Ele me dá um selinho demorado e agarro em seu paletó. — Olivia! — Exclama baixinho em meus lábios.
— Você não vai sair daqui enquanto eu não tiver você! — Mordisco seu lábio inferior.
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