Um Insuportável solitário
59 Capítulo 59 - Abandonado ou acompanhado?
Notas iniciais
Pov. Maicon
– Paris? — Peço já com o coração batendo a mil como se não fosse mais sobreviver a partir da resposta dela.
– Olha, é melhor você ir...
– Não, não vou! — Seguro firme seu pulso e ela encara minha mão e respiro fundo e a solto rapidamente. — Desculpe!
– Maicon... olha eu realmente preciso entrar. — Ela me olha nos olhos alguns estantes e tenho a leve impressão de que essa será a última vez que nos veremos.
– T-tudo bem! — engulo o choro e nos levantamos ao mesmo tempo.
– Te ligarei assim que der! — Ela diz baixinho que acho que isso foi coisa da minha cabeça, porém ela diz outra vez: — Não hoje, mas talvez amanhã, ou depois. — Ela dá de ombros e aceno com a cabeça.
– Boa noite. — Digo triste.
– Boa noite, e se cuida!
Esse "se cuida" foi como se alguém colocasse a mão em meu coração e o espremesse algumas vezes me dificultando de respirar pela dor causada. Ela olha para trás apenas uma vez antes de fechar a porta e logo somo de minha visão e tomo rumo de minha casa.
É! Nem sempre existem finais felizes, e esse com toda certeza eu quebrei a cara, tudo por causa de uma maldita boca estranha.
– Meu amor? — Diz mamãe assim que entro em casa. — Oh, não!
Ela corre em minha direção e me abraça quando fazia antigamente quando eu me machucava ou algo do tipo, bem, na verdade acabo de machucar meu coração e duvido muito que aqueles remédios mamãe conseguiria passar para que passasse logo isso que estou sentindo.
– Eu não quero jantar. — Digo baixinho. — Posso dormir direto? Amanhã terei aula e me sinto cansado.
– Tudo bem querido, vou deixar um lanchinho pronto pra você caso queira comer de madrugada.
– Obrigado. — Dou um sorriso morto e ela beija-me a testa e me arrasto até o banheiro onde me sento no chão com o chuveiro ligado e molhando toda minha roupa.
Quando começo a sentir frio, desligo o chuveiro e tiro a roupa ficando de toalha e em seguida depois quando me seco visto apena suma cueca e me jogo na cama. Não sei quanto tempo consegui ficar apagado, pois o telefone ao lado de minha cama não parava de tocar e o atendi ainda de olhos fechados.
– Desculpa, eu sei que está tarde! — Diz Alícia com uma voz sussurrada e rapidamente desperto ao ficar sentado na cama.
– Ah! Não, não, não! — Falo rápido de mais. — Eu estava acordado.
– Com aquela voz? — Pede divertida.
– É, eu estava dormindo, mas pode falar.
– Se quiser eu ligo outra hora...
– Não precisa Alícia, estou bem acordado. Pode falar.
Controlo as batidas de meu coração e minha respiração me trais ao sair como se tivesse corrido uma maratona.
Será isso que casa quando as pessoas estão apaixonadas?
– Vou me mudar para Paris. — ela diz calmamente e depois ficamos em silencio até que ela volta a falar. — Dentre três meses!
– Hum... então você não vai voltar para a escola? — Peço agora totalmente destruído.
– Meus pais acharam melhor não, não por enquanto. — Ela diz baixinho. — Devo terminar lá em Paris.
– Hum... que bom, não? — Digo dando um sorriso triste.
– Isso é péssimo, mas vamos sobreviver!
Vamos? Oi? Ela disse VAMOS?
– Alícia...
– Olha. — Ela me corta. — Te conto tudo na hora da saída, pode ser? — E agora ela prende o riso.
Tem alguma coisa engraçada nisso tudo?
– Bem, até mais tarde na hora da saída! Boa noite!
– Boa noite! — Digo confuso e ela desliga.
– E aí? — Pede mamãe ao entrar no meu quarto e enrugo minha testa.
– Você estava ouvindo minha conversa?
– Se você dissesse mais do que "ah" e "hum" eu poderia ter ouvido bastante coisa. — Ela dá de ombros e senta ao meu lado. — E então? O que ela disse? Pela sua carinha é algo bom.
– Mãe, você não existe! — Sorrio para ela que me retribui com um abraço.
– Claro que existo e sou sua mãe, agora coloque uma roupa decente para dormir que amanhã você tem aula! Boa noite, meu amor. — Ela beija-me a testa.
– Boa noite!
Ela se levanta e me cubro e ela deixa apenas o abajur acejo e quando está prestes a fechar a porta eu a chamo.
– Sim? — Ela sorri para mim.
– A senhora alguma vez já pensou que um dia acabaria perdendo papai?
Ela sorri e se aproxima mais uma vez e acaricia meus cabelos.
– Meu amor, isso é algo que não podemos controlar. No início tive muito medo, então pedi a Deus para que ele nos guardasse de todo mal. — Ela sorri e me encara. — Mas se pedir a Deus e deixar nas mãos Dele, ele vai te dar se isso te fizer bem. — Ela beija-me a testa. — Pergunta ao Papai do céu se Ele quer que vocês fiquem juntos.
Ela pisca para mim e me deixa sozinho no quarto e olho para o céu azul e estrelado. Será mesmo que se eu pedir ao "Papai do céu" ele me daria Alícia? Isso não é coisa de criança que pede ao Papai do céu e ele dá? Bem, se for desse jeito, pedirei com todo o meu coração para que ela seja somente minha para o resto de nossas vidas.
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