Um Insuportável solitário

35 Capítulo 35 - Um mês e duas semanas!


Notas iniciais
Bora ler que tá legal! *0* Boa leitura!

– Onde está Olivia? – Pede meu irmão.

– Está no quarto, acho que fazer o parto de Isa a deixou traumatizada. – Digo ao coçar minha cabeça.

– Mas quem ia segurar meu filho? – Pede Isa ao nos olhar. – Meu Eithor estava com pressa de sair!

Eles riem e eu apenas suspiro.

Eu e meus irmãos estamos em volta de Isa que toda hora baba por Eithor que muito raro sorri de olhos fechado, mas confesso que é a coisa mais linda do mundo. Todo branquinho, olhos caramelados e cabelos meios ruivos. Digamos que ele é a cara de Isa.

– Ainda não acredito que Olivia fez o parto! – Questiona Gabi. – Ela é tão...

– Gabriela, você quer fazer o favor de pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa relacionada à Olivia? – A olho sério e ela dá de ombros.

– Eu só ia dizer que sua futura esposa é fresca! – Ela faz cara de debochada.

– E você já passou da fase de ser a mimadinha. – Desvio meus olhos pra Isa que acaricia Eithor. – Está mais do que na hora de se comportar como uma mocinha!

– EU... SOU... UMA MOCINHA! – Ela grita enfurecida e sai batendo o pé e quase derruba a porta ao fechá-la e todos me olham.

– Quem vai conversar com ela? – Pede Cael.

– Ninguém! – Interfere Kath. – Papai a mimou de mais. Nem a mim que era a mais mimada sou assim...

– Mas você amadureceu quando engravidou. – Comenta Isa.

– Isso posso ter certeza que ninguém quer. – Cael diz mal humorado.

– Ainda não entendi o porquê de Gabriela não ir com a cara de Olivia! – Digo frustrado e deito na ponta da cama e encaro o teto.

– Jaloux, mon frère. – Diz Patrique em francês e todos nós reviramos os olhos. – Ela quer ser sempre o centro das atenções, papai a quem fez assim. – Patrique dá de ombros e acaricia a cabeça de Eithor.

– Ela vai ver que Olivia é uma boa pessoa. – Diz Isa e sorrio pra ela ao me sentar.

– Espero que sim. – Digo baixinho.

– Então, como anda a situação da guarda do Guilherme? – Pede Cael ao pegar Eithor que resmunga com um chorinho manhoso, porém logo para.

– Perdi! – Dou de ombros derrotado.

– COMO ASSIM PERDEU? – Pede Isa e tomo um susto. – Desculpa.

– Guilherme escolheu ficar com ela. – Respiro fundo. – O que posso fazer? Ele quem disse ao juiz que quer continuar com a mãe, mas disse que continua me amando e a nova mãe dele também.

– Por que não faz outro filho? – Propôs Patrique e todos me olham. – Quem sabe assim amolece o coração do novato!

– Olivia não quer ter filhos.

– Como assim, não quer? – Pede Kath. – Vocês vão ter filhos lindos! Ei... espera um pouco!

– O que foi? Esqueceu de alguma encomenda pra fazer ou receber na livraria? – Pede Cael.

– Não. – Ela abana as mãos na frente do rosto ao fazer uma careta. – Eu, Cael e Isa já tivemos nossos filhos, você também. – Ela aponta pra mim.

– E...? – Pede Patrique.

– E que ninguém até agora teve gêmeos.

– É verdade! – Isa acena com a cabeça.

– Já pensou Olivia grávida de gêmeos? – Cael ri. – Mamãe ia adorar!

– Mamãe adora crianças! – Patrique ri. – Eu lembro de quando ela e o papai foram no orfanato escolher qual criança iriam levar, ela brincou com todos nós!

Ele diz com a mente distante e todos nós olhamos para ele.

– Lembro-me também dela comentando com o papai que queria levar todos nós! – Ele sorri com a lembrança. — Tá, chega de melação que vocês me olhando é estranho. – Ele se levanta da cama e ajeita os cabelos lisos. – Quem quer lanche?

– Você e cozinha? Na mesma frase? – Brinca Cael arrancando uma gargalhada minha.

– E quem disse que eu quem vai preparar a comida? – Ele revira os olhos. – Anos de convivência e ainda não conhece o próprio irmão! – Patrique balando a cabeça e sai do quarto.

– E como Guilherme está reagindo a isso tudo? – Pede Isa.

– Com o que exatamente? – Olho pra ela.

– Você e Olivia, juntos. O casamento!

– Ele pediu a ela se podia chamá-la de mãe! – Digo com um sorriso de canto de boca.

– Ele é tão fofinho. – Comenta Kath. – Dá vontade de apertar as bochechas dele. Nunca pensei que Kaik pudesse gerar uma criança tão esperta, linda, fofa, dedicada como Guilherme!

– Obrigado Katherine. – Sorrio irônico pra ela que pisca angelical ara mim.

Hoje Eithor está fazendo um mês e aqui estamos nós na casa de meus pais para comemorarmos seu mêssário. Olivia não tem saído muito do quarto, na verdade ela não tem visto pessoa praticamente um mês desde o nascimento de Eithor. O que tem deixado-a bem traumatizada, pois havia sangue em suas mãos, pernas e um pouco em seu rosto. E constantemente ela tem tido pesadelos, para o meu desespero.

– Onde está Olivia? No quarto ainda? – Pede mamãe.

– Sim. – Suspiro. – Ela também está abatida por ter perdido o contrato em Paris.

– Coitadinha. Você quer que eu vá lá falar com ela? – Pede mamãe ao me acariciar no rosto.

– Não, acho melhor ela ficar um pouco sozinha. – Sussurro. – Olivia gosta de pensar às vezes.

– Ok. – Ela sorri docemente. – Não beba de mais. Amanhã vamos todos para o zoológico.

– Zoológico? – Peço ao enrugar a testa.

– Sim, algum problema? – Ela cruza os braços e arqueia a sobrancelha.

– Hãm... nada, nada. Nenhum! – Digo forçando um sorriso.

– Assim está melhor.

Bebo todo o eu suco e limão e vou para o quintal de trás onde está em uma completa escuridão e me permito que as lembranças me contaminem e quando dou por mim estou em meio a arvores.

– Pensei que tivesse medo de escuro. – Diz Lúcia e meu coração bate acelerado.

– Calaca, meu colação! – Troco as palavras e me xingo mentalmente. – O que faz aqui Lúcia?

A procuro na escuridão, porém não vejo nada.

– Vim aqui como se as lembranças me chamassem. – Ela simplesmente diz.

– Hum.

Digo quase um sussurro e saio do meio das arvores e sinto sua mão me pegar pelo braço e agora consigo ver um pouco seu rosto.

– Por que não nos dá uma chance? – Pede ela e encaro sua mão em mim.

– Está ciente do que está falando? Do que está me pedindo? — A olho e seus olhos.

– Claro que estou! – Ela se endireita e se aproxima de mim. – Se lembra de quando nos amamos aqui? No meio das arvores? – Pede ela com um sorrisinho. – E quando fomos para a casa da arvore? E na casa de praia de seus pais, na fazenda de seus bisavós?...

– Olha Lúcia, eu não sei aonde vocês quer chegar. – Nos olhamos nos olhos. – Tivemos bons momentos, mas que não passam de lembranças que estão sendo substituída com minhas lembranças com Olivia, a quem eu amo muito. – Respiro fundo e coloco as mãos no bolso de minha calça. – E não importa o que aconteça, você não passará de ser apenas a mãe do meu filho. Boa noite!

E dou as costas entrando em casa e vendo a pequena multidão na sala conversando e babando pelo Eithor que passa de colo em colo. Subo as escadas e entro no quarto e não encontro Olivia e meu coração bate acelerado.

Será que ela foi embora? Mas se alguém a visse não deixaria partir.

– Oh, droga! – A ouço resmunga no banheiro e corro imediatamente para lá onde a encontro debruçada no vaso.

– O que está sentindo? – Peço ao ficar ao seu lado e ela me empurra para longe com um braço e enrugo minha testa. – Tenho nojo! Muito... muit-...

E ela não consegue terminar de falar, pois volta a vomitar.

– Você não tem se sentindo bem já tem um tempo. Vou ter que te levar ao hospital outra vez! – Digo e ela me fuzila co os olhos.

Será que fiz alguma coisa? Ou não fiz? Ou esqueci? Ou disse que não ia fazer?

– Fora daqui! – Ela começa a chorar e fico confuso. – Fora! Não te quero perto de mim. Tenho nojo de você!

– Por quê? Eu fiz alguma porcaria per-...

– Você estava com ela. – Ela se levanta e limpa a boca. – Você estava com ela enquanto eu estava aqui quase morrendo. – Ela se aproxima e começa a me dar socos fortes em meu peito. – Eu te odeio! Te odeio!

– Hey, hey! Calma! – Seguro com força seus pulsos e ela tenta se soltar, porém sou mais forte, mas sou pego desprevenido ao sentir uma enorme e sobrenatural dor entre minhas pernas.

– Eu disse pra vocês ficar longe!

Fico deitado no chão sentindo minha dor enquanto ela passa por mim, minutos depois me levanto ainda com certa dificuldade de respirar e a encontro deitada toda encolhida na cama.

– Agora você pode me dizer o que ...

– Eu vi... eu vi vocês dois abraçados. – Ele diz quase rosnando. – Eu a via com a mão em seu bra...

– E nada, além disso! – Digo ao sentar lentamente na beira da cama. – Ela veio me pedir uma chance e eu a despachei de uma vez por todas mais uma vez. – Aliso seus pés e ela o puxa ainda mais.

– Não acredito em você! – Ela treme um pouco e fecha os olhos mordendo os lábios. – Droga! Odeio-me tanto! Odeio-te tanto! Eu odeio tanto aquela mulher, va...

– Ok. Quero saber o que você está sentindo especificamente! – Sento ao seu lado e ela não se meche.

– Estou sentindo uma dor incomum no lado esquerdo de meu estomago. – Ela treme mais um pouco. – E já vomitei algumas vezes desde que desceu...

– Ok, chega! – Digo ficando de pé e a pegando no colo. – Vamos ao médico.

– Por favor! – Pede ela.

Por favor? Olivia pedindo, por favor, e ainda mais para o hospital boa coisa não é mesmo.

– Olivia Hedi! – diz o médico ao entrar em seu quarto.

– Eu. – Ela diz sonolenta depois de ter tomado sedativos.

Por quê? Ela estava muito alterada, pois não queria tomar nenhuma vacina se quer.

– Então, tenho duas coisas pra te dizer! – Começa ele e minha menina acena com a cabeça piscando lentamente.

– São boas ou ruins... ah, esquece! – Ele faz uma careta e apoia a cabeça em meu peito. – Qualquer coisa que me disser não vou gostar mesmo. Então diga de uma vez!

– Você tem pedras nos rins.

Minha menina revira os olhos e bufa.

A mesma coisa que meu irmão Cael tinha, e ele teve que operar e faz tratamento até hoje!

– Que ótimo, vou ter operar? – Pede ela ainda sem olhá-lo.

– Espero que não. Vou passar uns remédios para diminuir uma pedra que você tem, caso contrário terá que operar!

– Ok, escolhe o tratamento.

– Que bom, pois assim será o melhor para a criança! – Ele diz e arregalo meus olhos.

– Melhor para quem? – Ela levanta a cabeça e o olha séria.

– A criança que está gerando. – Ele diz. – Está com um mês e duas semanas.

– Você está me dizendo que tem uma criança aqui de um mês e duas semanas? – Ela aponta pra própria barriga e dou um passo para o lado, porém ela me segura com no braço sem olhar para mim. — Impossível eu ter uma criança de um mês e duas semanas aqui se eu uso pílula, e uso camisinha. E ele não goza dentro de mim. – Ela aponta pra mim e eu e o medico nos olhamos.

– Bem... nos exames diz que você tem uma criança de um mês e duas semanas. – Ele ajeita seus óculos. – E o melhor agora é ir a uma médica para ver como está seu bebê e fazer logo o tratamento para que a pedra se desmanche.

– Tô lascada! – Ela coloca as mãos nos cabelos e os puxa com raiva.

Devo fugir agora ou só depois que ela descontar a raiva?

Notas finais
E todo mundo pula, grita, chora, soca a tela do pc... kkkkkkkkkkkk'' Quem ai gostou desse capítulo?! Então, tem muito mais pela frente, espero que estejam gostando. Porque os próximos serão muitos fofos e... TRETA! kkkkk' Bjs, bjs e até breve! ô/