Um Insuportável solitário

30 Capítulo 30 - Criatividade mode on


Notas iniciais
Então... boa leitura!

Calor! Muito calor!

De onde vem tanto calor?

Pisco par de vezes acordando de um sono gostoso e quando olho para minha barriga vejo um braço branco e forte com uma mão grossa, másculas e com suas leves veias aparecendo.

Kaik!

Meus lábios se foram em um sorriso e volto a fechar meus olhos e automaticamente me vem à mente a tarde de ontem quando contei a verdade e ele me agarrara e me dera um beijo daqueles de cinema, não só um beijo, mas um amasso com direito a tudo.

Se é que me entendem!

Tiro seu braço de mim lentamente e ouço seu ronco.

Kaik sempre tem sono profundo. Pode cair o mundo, meteoro, os dinossauros podem até voltar e esse aqui nem alterará sua respiração.

Levanto-me da cama e me deparo com uma cena que deixa meu coração como o daquelas menininhas que perdem sua virgindade. E olha que eu e Kaik nem fizemos sexo.

Poha!

Imagina o sexo com esse cara? Se só no beijo ele já me deixou completamente ensopada...

Foco! Foco!

Balanço minha cabeça de leve e vou para o banheiro onde tomo um banho quente e rápido e logo visto uma calça jeans e uma regata larginha. Coloco minhas botinas e penteio meus cabelos em um rabo de cavalo. E estou pronta.

Atravesso o quarto e lá está um urso branco afundado na cama entre lençóis e agarrado em meu travesseiro. E isso faz com que seus bíceps ficam mais visíveis me deixando ainda mais enfeitiçada. Sem contar seus cabelos bagunçados o deixando ainda mais jovem e despreocupado da vida. Posso até dizer que parece com o Kaik de sete anos atrás.

Fecho a porta com cuidado ao sair do quarto e olho para os dois lados e não sei onde fica a escada.

Santo cristo. Essa casa parece uma casa mal assombrada daquele desenho. Covarde, o cão coragem.

– Já de pé menina? – Diz a vovó e dou um pulo e colocando as mãos na boca assustada. – Desculpe!

– T-tudo bem! – Sorrio e respiro fundo. – Bom dia.

– Bom dia. – Ela sorri e acaricia meu rosto. – Kaik ainda dormindo?

– Como uma pedra! – Dou de ombros.

– Nunca muda! – Ela sai andando resmungando.

Será que ela está descendo? Resolvo segui-la e lá vejo a sala.

Graças a Deus!

– Bom dia! – Diz vovô.

– Bom dia. – Sorrio.

– Dona Giovana está dormindo? – Peço.

– Não, acabou de sair para ir à cidade comprar algumas coisas para o almoço. – Diz vovó aparecendo do nada.

– Mas já? – Coço minha cabeça olhando ela.

– Aqui todos acordam cedo, querida. E se você quer um almoço bom, tem que acordar com as galinhas e pegar o melhor da feira.

– Oh, sim! – Aceno com a cabeça lentamente. – Eu.. hãm... eu posso dar uma volta?

– Claro, mas não chegue perto dos gansos. – Diz Vovó. – Eles têm o dom de intimidar os novatos!

– Deixa comigo. – Bato continência e ela e o vovô riem.

Ao sair da casa, parece que estou em outro lugar.

O céu é um azul claro, o sol aquele amarelo que só existem em desenhos, a cor verde das arvores, matos é tudo muito verde e vivo dando um contraste maravilho na madeira velha da casa. Olhando para a esquerda, há o celeiro e as outras coisas que toda fazenda tem, alguns animais como galinhas e alguns patos então soltos co seus filhotes e acho uma graça.

A natureza é uma graça, sempre me contaminando.

Meus lábios são de um sorriso imenso e ando letamente com as mãos no bolso de trás da calço ao me aproximar dos bichos que nem se quer se importam com a minha presença e caminho entre eles e entro no grande celeiro e lá tem cavalos, vacas, porcos e algumas galinhas e... palha.

Muita palha!

Uma pequena parte de minha mente que ainda não cresceu, logo me imagina ali no meio daquele grande parque de diversão, mas logo desfaço quando ouço um cavalo relinchar.

– Bom dia! – Digo baixinho. – qual seu nome?

Aproximo-me de um cavalo marrom claro, cabelos lindos, sedosos e brilhosos.

Como sei? Tive que encostar é claro.

O cavalo havia fiado manso e com seu focinho mio abaixado para que eu pudesse acariciá-lo e agradeço por isso. Mas se bem que nunca tive medo de animais, muito pelo contrário, sempre fui uma felícia em relação a animais.

– Você tem cara de Caramelo! – Digo sorrindo e o cavalo relincha baixinho. – Não? Eu escolho outro. O que acha de... hum... – Mordo meus lábios pensando ao analisá-lo. – O que acha então de Mel?

– Mel não seria um nome feminino? – Pede vovô ao entrar e mais uma vez dou um pulo ao me assustar. – Esse ai é macho! Chegou faz três meses.

– Ops! – Olho para o cavalo que me encara. – Ele tem nome?

– Ainda não. Mas o chamamos de marrom! – Ele diz dando de ombros e ficando o meu lado.

– Caramelo! – Digo com um sorriso nos lábios. – Seu nome será caramelo!

O cavalo relincha mais uma vez e rio boba. Acaricio seus cabelos e depois seu focinho e ele lambe minha mão.

– Acho que ele gostou de você!

– E eu gostei dele.

– Se quiser pode andar nele!

Arregalo meus olhos e tudo vira festa.

– Jura? – Peço como se fosse uma menininha em uma loja de brinquedos.

– Claro, mas só se souber andar!

– Claro, claro! – Digo toda boba. – Quando eu era mais nova e passava as férias na casa de um dos meus tios, irmãos de meu pai. Ele me ensinava a andar em cavalo, montar no touro... vish! Já montei em tantos animais, até em tubarão pra tirar foto já montei. – Rio e ele arregala os olhos.

– Pelas barbas de Merlin! – Ele diz e enrugo minha testa confusa e ele sai andando ao balançar a cabeça.

Tudo pronto com o Caramelo, graças a ajuda do vovô, monto no cavalo que sai andando bem devagar sem eu fazer qualquer movimento e vovô faz sinal com os dois polegares acompanhados com um sorriso de coringa e sorrio para ele e saímos do celeiro.

Primeiro ele simplesmente desfila e passa na frente da casa e vejo dona Giovana e vovó na porta coversando sobre algo e acenam frenéticas para mim e aceno com a cabeça e vou em direção a estrada. E em um passe de mágica, como se nossas emoções estivessem conectadas, Caramelo avança pela estrada e assim me entrego ao vento e as risadas que saem de meus lábios.

Caramelo sabe correr.

Será que ele era um cavalo de corrida?

Tão lindo, metido e maravilhoso.

Corro sem freio e sem pensar em nada, apenas deixando as emoções tomarem conta de mim. O amor a felicidade, o riso, as boas lembranças me rondas e minha inspiração está de volta.

...

Assim que volto para a fazenda, meu coração parece que perde umas duas batidas quando meus olhos encontram um Kaik apenas bermuda cargo escura e descalços, braços cruzados sobre o corrimão e com um sorriso de menino sapeca. Sem ter como me preparar em ficar normal, sai de minha garganta uma risada gostosa e conduzo Caramelo até ele.

– Vejo que conheceu Aladar! – Ele acaricia Caramelo que relincha pra ele igual quando fez para mim.

– Não. O nome dele é Caramelo! – Digo ao olhar minhas unhas e vejo Kaik levantar apenas um pouco sua cabeça e grudar seu olhar no meu.

Poha! Como posso resistir a esse homem? Não posso, simplesmente não posso.

– Aladar, é meu cavalo. – Ele diz com uma voz sensual e fica ereto me dando a visão de seu corpo musculoso e abaixo o olhar e acaricio Caramelo.

– Vovô não me disse que ele tinha dono, então ele é meu! – Dou um sorriso de canto de boca e ele cruza os braços e seus bíceps estão presentes.

Alguém diz a ele que já estou caída de amores por ele e que não tem necessidades dele ficar fazendo essas coisas?

– Pois é! – Ele deixa sua boca em uma linha reta totalmente sexy e acena com a cabeça. – Mas Aladar é meu! Mas se bem que tudo que é meu, é seu!

Oi? Ele me pediu em casamento?

– Está me pedindo em casamento? – Agora olho em seus olhos e vejo amor, carinho, safadeza e sexo, muuuuito sexo.

– Você quer casar comigo? – Ele entorta um pouco a cabeça para um lado com um sorriso arrebatador.

Meu mundo para.

Como assim ele me pede em casamento?

– O-oi? – Coloco a mão na orelha e me viro pra ele. – Não ouvi bem! Está me pedindo em casamento de verdade?

– Claro, oras! – Ele ri.

– Kaik! – O chamo e desço do cavalo e amarro a corda na madeira ao lado.

– Oi. – ele me olha rindo.

– Casamento é coisa séria! – Cruzo meus braços olhando seriamente para ele que ainda carrega divertimento em seus olhos. – Casamento é pra vida toda. Não é qualquer probleminha que aparecer que vamos nos divorciar!

– Eu sei! – Ele acena com a cabeça e dá um passo para frente e fico parada feito estátua.

– Sabe que eu ronco quando durmo, tiro meleca quando ela começa a me irritar, que acordo cedo só pra ver a musiquinha do jornal na TV...

– Eu seeeei. – Ele sorri ainda mais e dá mais um passo.

– E você sabe que...

Ele não me deixa terminar de falar, pois seus braços estão ao redor de minha cintura e minhas mãos assanhadas estão em seus cabelos o puxando com carinho e amor, muito amor.

– Hey! Espera ai! – Me afasto um pouco, porem seus braços intensificam a força em minha cintura.

– Hum... – Ele diz carinhoso e beija meu pescoço com leve mordidas. – Isso tudo é só pra me levar pra cama?

– Jura? – Ele agora olha pra mim e faz uma careta sexy. – Se eu quisesse te levar pra cama, faria ali mesmo na frente do rio quando você me disse que estava me enganando... falando nisso...

– Caramba! Put’z! Como pude esquecer cara! – Bato de leve uma mão na testa e ele levanta as sobrancelhas. – Fabiana! É, a Fabiana.

Ele me solta em um descuido e logo corro para dentro de casa.

– Crianças...

– Volto mais tarde vovó! – Grito quando subo as escadas e mais uma vez me perco nas portas do corredor. – Puta merda... ah, é essa!

Abro a porta do quarto de Kaik e minutos depois o mesmo bate calmamente na porta.

– Não tem ninguém, volte mais tarde! – Digo com aquela voz de secretária eletrônica.

– Não tem problema. – Ele diz e posso jurar que está sorrindo. – Uma hora sairá daí, o almoço já está cheirando e você esfomeada do jeito que é. Não durará muito tempo ai!

– Merda! – Digo baixinho ao sentar na cama. – Por que meus pais me fizeram tão esfomeada?

Bufo e me jogo na cama e agarro o travesseiro onde ainda há o cheiro de Kaik.

Meu Deus! Que perdição é este homem!

Notas finais
Viu, eu sou uma boa pessoa! *0* Então, me contem o que acharam e o que vocês querem que aconteça. Eu posso encaixar na história... Então, está doagrado de vocês?! Bjs, bjs e até breve! s2' #seguremseuscorações *0*