Um Insuportável solitário

13 Capítulo 13 - Ainda enfeitiçado?


Notas iniciais
BOOOAAAA LEITURA!

Assim que Lúcia havia chegado, parecia que meu corpo estava conectado ao seu mesmo depois de tantos anos, e confesso que aquela maquiagem destacando aqueles lindos e maravilhosos olhos azuis me encantaram novamente. Meus lábios queria sorrir abertamente conforme o meu coração mandava, porém não era por completo. Algo me dizia que isso não teria continuidade, mas eu queria ter tudo isso para mim nem que fosse a força.

Suas lindas e brancas pernas estavam a amostras naquele lindo vestido azul marinho com rendas, deixava sua pela ainda mais branca e bonita. E o cabelo?

Ah o cabelo!

Sempre tão lindo, tão macio, brilhoso, cheiroso.

Será que ainda tem cheiro de morando?

Balanço minha cabeça de leve e pisco par de vezes voltando à realidade quando Guilherme me grita.

– Fala campeão! – Digo sorridente e me abaixando para ficar do tamanho dele.

– Minha mãe está sozinha, papai! – Diz ele com uma carinha triste. – Não gosto dela sozinha, me parte o coração!

Ele junta uma mão na outra e faz cara de cachorro abandonado e enrugo minha testa.

Onde foi que esta criança aprendeu a fazer isso?

Respiro fundo e fecho meus olhos e aliso meus cabelos e ele me agarra pelo pescoço.

– Por favor, pai! – Pede ele baixinho. – Se fosse ao contrário, eu também pediria que mamãe lhe fizesse companhia.

E isso me quebra, me deixa sem fala!

Essa criança é esperta de mais, preciso ter muito, mas muito cuidado!

– Ok! – Solto a respiração e ele afasta um pouco o rosto e sorri abertamente e é inevitável não sorrir. Esse menino nos contagia.

Levanto-me e ele sai correndo em direção a Lúcia que está sentada em uma mesa e bebendo alguma coisa, ele a agarra pela pescoço e a enche de beijos na bochecha e ela sorri lindamente e isso faz com que meu coração bata calmo, mas não feliz.

– Ter filhos é fazer sacrifícios! – Diz meu irmão Cael apertando meus ombros.

– Se bem que não é um sacrifício assim! – Kath aparece do meu lado dando de ombros e beija minha bochecha. – Sorte, irmão! – Ela bate em minha bunda e sai andando.

– Quer deixar minha bunda em paz? – Peço ao fechar a cara e ela faz biquinho e enruga a testa pra mim e depois sorri.

– Calma irmão. – Isa me beija a bochecha.

– E onde é que a senhorita estava? Fazendo o que e com quem? – Cruzo meus braços e Cael me imita.

– Eita! – Ela arqueia as sobrancelhas. – Sou maior de idade e casada!

– Mas está grávida! – Digo. – Não está bebendo nada com álcool está? Vou falar pro papai!

– Mais que coisa! – Ela resmunga. – Eu sei que não posso e não estou. Que coisa! E você? Já foi falar com a Olivia? Dizer que a ama? Que não vive sem ela?

– Mais que poha! – Digo irritado. – Quer parar de dizer que eu amo Olivia? – Passo minhas mãos em meus cabelos. – Somos somente melhores amigos! Conseguem entender isso? – Olho para Cael e Isa.

– Está irritadinho de mais pro meu gosto. – Ela ajeita os óculos. – Rum! É só você que não consegue ver a verdade! – Ela dá de ombros e aperta minha bunda e sai andando.

– AI MEU CARALHO! – Grito com raiva e algumas pessoas me olham e as ignoro.

– É! Isso nunca vai mudar! – Cael bate de leve em meu ombro e sai andando me deixando sozinho.

Respiro fundo e aliso meu rosto e pego meu celular pela milésima vez e nada de Olivia, ela ainda não deve ter chego ainda. Vou dar mais tempo a ela.

Caminho lentamente até Lúcia que está olhando para os lados distraidamente.

– Posso me sentar? – Peço com o coração batendo a mil.

– Claro. – Ela sorri docemente. – Guilherme quem lhe pediu para vir aqui, não foi? – Pede ao deixar a cabeça cair para um lado ainda sorrindo.

Como ela consegue me enfeitiçar depois de anos? Será que sempre estive preso em seu feitiço?

– Tem gente que gosta de relembrar o passado às vezes, mas você é daquelas que são masoquistas. Gostam de sofrer em vão! – Diz ela em tom brincalhão.

Olho para os lados assustado ao ouvir a voz de Olivia, rapidamente fico de pé caçando-a entre a multidão, mas não consigo enxergar a baixinha irritante que tanto sinto falta.

– Kaik? – Chama-me Lúcia e olho pra de olhos arregalados. – você está bem?

– Hãm... sim, sim! – Aceno com a cabeça e me sento outra vez.

– E você acha que ela te que depois de tudo o que ela te fez? – Ela dá uma risada irônica. – Só eu mesma pra te aturar, pra te dar banho bêbado, pra ver se você está bem em um dia de tempestade!

Novamente me levanto procurando aquela baixinha loca, mas não a encontro de novo e saco meu celular revirando-o por completo para ver se tem alguma chamada ou mensagem, mas nada tenho.

Ela está conseguindo me tirar do sério.

– Tem certeza? – Pede ela atenciosa.

– Já disse que sim! – Digo sério ao olhar pra ela que se espanta. – Desculpa! Não foi minha intenção.

– Não, tudo bem! – ela diz calma e toma um gole de sua bebida. – Você parece nervoso com alguma coisa!

– Meus irmãos, como sempre me tirando do sério! – Aliso meus cabelos e um garçom me serve caipirinha.

– Antigamente costumava ser você tirá-los do sério! – Comenta rindo.

– Nada é mais como antigamente Lúcia! – Digo depois de um gole.

– Eu sei, Guilherme é uma prova viva disso! – Ela me olha intensamente nos olhos.

– Isso teria mudado se você não tivesse ido embora! – Controlo minha raiva e fecho meus olhos e tomo um grande gole.

– Se você não fosse tão...

– O que? – Abro meus olhos e coloco o copo vazio na mesa com força. – Me diz? Você que foi covarde ao partir com nosso filho! Foi covarde, pois você falava que eu tinha que crescer, ter responsabilidade com as coisas que poderia surgir ao longo do caminho e você fez o que, minha querida Lúcia? – A olho com ira nos olhos. – Você simplesmente me deu a desculpa esfarrapada de que tinha conhecido outra pessoa e eu um cara totalmente cego e apaixonado por você acreditei, pois não havia mentira entre nós. Não é? Não foi isso que você havia me dito? Fez-me prometer... na verdade nós dois prometemos um ao outro que não haveria segredos, mentira e infidelidade! E o que você fez quando a coisa ficou séria? Foi embora e eu fiquei aqui, feito um idiota apaixonado esperando você voltar para que pudéssemos reconstruir de onde paramos.

Antes mesmo que qualquer coisa pudesse acontecer, minha visão estava turva e percebi que estava restes a chorar e ela se levanta.

– Foi um prazer conversar com você! – Diz ela com a voz embargada.

– Não posso dizer o mesmo! – Pisco par de vezes controlando as lagrimas, porém uma cai. – Souza vai te leva...

– Não precisa! – Ela diz agora com um pouco de raiva. – Diz ao Guilherme que estava na hora de eu ir.

E ela sai andando e nada digo.

Levanto-me com fúria e ando apressado para dentro de casa e corro as escadas e me tranco em meu antigo quarto e as lembranças me corroem por dentro.

– Cadê você, sua maldita? – Peço para o escuro do quarto. – Quando mais preciso de você, você não está aqui! Onde é que você está?

As lagrimas caem por mais que eu não queira.

Notas finais
Então... quem aí está gostando?! Então, tem alguém ai fora do Rio? Mas então o próximo capítulo eu pensei que estava editado, mas não! Então estou editando ele agora pra assim que eu acabar postar! ok?! Então até daqui a pouquinho! Bjs bjs... s2''