Um Insuportável solitário
7 Capítulo 7- Uma amiga tão louca, desorientada, desequilibrada e... Apaixonada?!
Notas iniciais
Quando a noite chegou, Olivia não teve coragem de partir e acabamos de dormir por aqui mesmo, porém Olivia estava no quarto junto com minha irmã e minha sobrinha enquanto meus outros irmãos haviam ido para suas casas e eu aqui deitado no sofá encarando o teto com sombras projetada pela TV que estava ligada sem som.
– Nada de TV até tarde, meu amor! – Sussurra mamãe em meu ouvido e beija-me a testa. – Boa noite!
Não respondo e apenas encaro o teto enquanto ela me acaricia o rosto e se levanta.
– Mãe! – A chamo e sento no sofá deixando a coberta cair em minhas pernas.
– Sim! – Ela diz sorridente.
– Se Lúcia tivesse me contado que estava grávida naquela época...
– Eu acolheria os dois com muito amor. – Ela sorri e senta ao meu lado. – É claro que eu entraria em desespero nos primeiros minutos ou talvez horas. – Ela dá uma leve risada. – Mas acolheria vocês com fiz com sua irmã!
– Obrigado! – Digo baixinho com um sorriso morto.
– Somos seus pais, querido. – Ela beija-me a bochecha. – Sempre o acolheremos!
– Principalmente papai! – Digo com ironia e ela ri.
– Principalmente seu pai! – Ela me olha nos olhos e se levanta. – Agora desligue a TV e vá dormir!
Desligo a TV e deito-me fechando meus olhos e me cobrindo até o pescoço.
.
...
– Ka! Ka! Kaaaaa! – Diz uma vozinha totalmente carregada de divertimento e me finjo de morto. – Pa! Pa! Ká! KA!
Meu sobrinho agora faz uma voz manhosa seguida de um choro e puxa meus cabelos e continuo que estou dormindo, mas meu querido e amado irmão me balança pelo ombro. Continuo de olhos fechados.
– Dá carinho no titio. – Sussurra meu irmão. – Ele precisa de carinho, meu amor!
Meu sobrinho alisa meu rosto e depois puxa minha barba que já está um pouco grande e depois me dá uma mordida na bochecha.
– Ai! – Resmungo ao abrir os olhos e ele sorri para mim com as sombras de um dentinho. – Pronto, pronto. Acordei!
– Ká! KA! – Ele bate palminhas e tenta em vão subir no sofá.
– Pega ele tio desnaturado! – Resmunga meu irmão.
Pego Emanuel no colo e o coloco deitado ao meu lado e ele se aninha e fecha os olhos e mexe em minha barba de olhos fechado e logo me imagino com meu filho.
Como seria se Lúcia tivesse me contado da criança e tivéssemos criado-o juntos?
Ah Lúcia! Você me pagará muito caro! Muito, muito caro.
Fico fazendo carinho em Emanuel e ele fica imóvel e sei que ele dormiu e meu irmão sorri para mim e se levanta indo pra cozinha onde começa um pequeno movimento. Levanto-me ainda com no colo e acariciando suas costas ao entrar na cozinha e meus pais vem em minha direção e beijam a testinha do abençoado dorminhoco e depois Kath alisa sua carequinha e beija-me a bochecha.
– Treinando? – Pede Kath e fecho a cara pra ela.
– Milena? – Peço.
– Está lá na casa da arvore com a nova tia dela! – Diz ela ao ajudar mamãe com a mesa do café.
– E Patrique e Gabriela? – Peço ao olhar pra papai que bufa contrariado.
Ops! Os queridinhos aprontaram!
– Patrique adiou a volta dele do Rio Grande do Sul e Gabriela tem uma luta hoje e só volta semana que vem! – Ele bufa outra vez.
– E onde ela vai lutar dessa vez? – Peço.
– Em algum lugar em São Paulo! – Ele revira os olhos e se passa por mim feito um furacão. – Será que nesta casa não sabe falar de outra coisa? Que droga! – Resmunga e sai bufando.
– Ele não gosta que seus pontinhos lutam, ou qualquer coisa do tipo. – Mamãe olha pra mim e sorri.
– Mas Gabi não disse que ia parar? – Sento na cadeira e olho minha mãe e Kath pegarem as coisas e colocarem na mesa.
– E você acreditou? – Ri Kath.
– Sim?
– Gaby é como a mamãe! Nunca vai parar! – Kath sorri pra mamãe que dá de ombros.
– Ela gosta, então deixem a menina. – Mamãe sorri com um brilho nos olhos.
– Bom dia! – Diz Milena ao entrar e me dá um mega beijo na bochecha e em seguida beija a ponta do nariz de Emanuel e corre para sala.
– A bela adormecida resolver acordar! – Zomba Olivia.– Bom dia flor do dia! – Ela diz irônica.
– Alguém acordou de mal humor! – A olho sério. – Alguém não brincou ontem?
– Kaik! – Exclama mamãe e dou de ombros.
– Já disse que esse seu papainho furreca pra me comer não cola, badyboy! – Ela diz de cara fechada e com raiva e passa por mim e sobe as escadas.
Ok! Estranha outra vez!
O que será que está acontecendo com ela?
– Só amigos? – Pede Kath.
– Katherine...
– Apenas observe, meu irmão. – Ela arruma os copos. – Apenas observe! Quando você ver que algo mudou, podemos conversar! – Ela pisca pra mim e beija minha testa indo para sala.
Fico olhando a mesa com pensamentos perdidos e quando foco a minha frente mamãe leve susto e mexe no cabelo nervosa.
– Sei que quer dar sua opinião Dona Giovana! – Peço brincalhão e ela sorri abertamente.
– Pra mim. – Ela aponta pra ela mesma. – Olivia está caída de amores por você, porém ela é osso duro de roer. Dê-lhe um pouco de desprezo, mas não muito. – Mamãe alisa meus cabelos os colocando certinho. – E ela vai começar a mostrar os famosos sinais.
– Mamãe e suas paranoias! – Rio fraco e balanço minha cabeça ao me levantar.
– Pelo menos tente! – Ela dá de ombros. – E chame essa tropa, diz que o café já está pronto.
Será mesmo? Não claro que não!
Todos esses anos Olivia nunca demonstrou nunca me deu mole ou qualquer coisa o tipo e eu muito menos. Meus pensamentos e sentimentos sempre estiveram voltados para Lúcia, mesmo naqueles momentos menos impróprios ele sempre estiveram por ela.
E sempre será por ela!
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