Um Insuportável solitário

64 Capítulo 64 - Acho que dessa vez vai


Notas iniciais
Meus amores, eu acho que no pensamento de vocês já estou morta néh?! kkkk' MIL PERDÕOOOOOEESS! Espero que vocês voltem a me amar! kkkkkk Agora chega de papo e boa leitura.

A bagunça no banheiro foi tão grande que mamãe teve que entrar para poder nos apressar, porém ela entrou na brincadeira e todas nós saímos maquiadas e com cabelos com penteados. Mamãe que sempre manteve o cabelo grande preferiu uma trança embutida que Louise fez, Larisa fez um rabo de cavalo com topete e com cachos na pontas, já eu... bem, na verdade eu passei gel e deixei ele bem arrumadinho que me deixou ainda mais com cara de séria.

Quando descemos para tomarmos café da manhã o primeiro que nos encarou paralisado foi papai que em seguida abriu um sorriso tão grande que daria inveja ao coringa. Como sempre lendo jornal ao tomar seu café em sua xícara, logo às abandonou e veio ao nosso encontro.

– Minhas preciosidades. – Ele diz baixinho ao olhar para nós até que encara mamãe que transborda amor.

Seria assim como as pessoas estão apaixonadas?

Elas não pensam no amanhã? Não pensam nas consequências? No medo?

– Como estamos? – Pede mamãe com uma voz doce.

– Lindas, magníficas, e você... – Ele se aproxima e cochicha no ouvido da mamãe. – Gostosa como sempre!

– Kaik! – Exclama e eu e minhas irmãs caímos na gargalhada. – Chega, vamos tomar café antes que vocês se atrasem e eu preciso ir para uma reunião.

Pela primeira vez depois que eu me reconheci como gente, o café da manhã foi uma das coisas mais agradáveis do dia, entre muita conversa, risada e como sempre implicações entre meus irmãos e eu.

Na hora de partimos, foram todo mundo no mesmo carro e Souza arregala os olhos com tamanha farra.

– Souza, no outro carro, por favor. – Pede papai com um sorriso de orelha a orelha.

– Sim, senhor!

Mas em vez de esperarmos Souza trazer o carro, nós resolvemos ir até a garagem e entrar logo no carro como toda família normal faz, porém nós não somos normais. Como sempre tem briga pra quem vai na janela, hoje não foi diferente, então como Larisa e Louise queriam ir na janela, papai fez com que uma fosse no colo da outra e como Val tem tido enjoos concordamos que ela fosse na outra, eu fui no colo de minha mãe no meio ao lado de Guilherme que tentava em vão falar ao telefone enquanto Val tagarelava com mamãe sobre o chá de bebê que ainda estava muito longe para fazer, porém ela queria que minha mãe estivesse presente.

A faculdade era a primeira parada, então meu irmão e Val desceram e mamãe o encheu de beijos e recomendações sobre descansar em horários vagos, se alimentar direito e Val também não escapou e enfim os dois atravessam a rua de mãos dadas se beijando e trocando carinhos.

– Eles estão felizes. – Larisa comenta com a voz baixinha.

– Eles estão apaixonados. – Louise diz suspirando.

– Próxima parada, escola! – Papai anuncia empolgado.

E nós gritamos um coro de “aew” “uhum” e até mamãe entrou na brincadeira e pelo retrovisor vejo um sorriso discreto de Souza.

Será que ele gosta mesmo de ser motorista? Gosta mesmo de conviver com essa minha família que nunca bate bem da cabeça? E principalmente sendo motorista de papai?

Assim que chegamos à escola mamãe desce conosco e papai apenas nos observa da janela junto com Souza, mas eu os ignoro quando acho aquele que eu estava pensando a noite toda.

Ele está lindo como sempre, de uniforme, os cabelos hoje arrumados meio filhinho de papai, calças jeans e descontraído como sempre.

– Seus olhos brilham quando você o vê! – Cochicha mamãe e olho para ela.

– Era assim com a senhora quando olhava para papai?

Ela confirma com a cabeça sorrindo.

– Me apaixonei pelo seu pai assim que o vi amarrando os cadarços do sapato. – Ela dá de ombros. – Aqueles cabelos cor de mel me encantaram.

Minhas irmãs estavam apenas alguns passos a nossa frente, e quanto Maicon as viu logo me procurou e quando me achou, seu sorriso abriu.

– Alícia! – Ele diz meu nome como se estivesse cantando e faz meu coração bater calmo e desesperado ao mesmo tempo.

– Oi. – Sorrio.

– Então é você o menino que meu marido correu atrás com o garfão! – Brinca mamãe e Maicon fica tenso. – Relaxa. – Mamãe alisa seu ombro. – Meu marido parece ameaçador, mas não faz mal a ninguém.

Ele suspira aliviado e rio.

– A não ser se você fizer uma de nossas bolinhas sofrer! – Ela o encara e ele nega com a cabeça.

– Nunca, nunca! – Ele diz nervoso.

– Ótimo, vou deixar vocês conversarem. – Ela sorri. – Não demore querida. – Ela beija-me a testa e se despede de minhas irmãs.

– Minha mãe é legal. – Digo quando olhamos para ela.

– Já sei de onde você puxou tanta beleza!

– Deixa meu pai te ouvir! – Rimos.

– Então... o que veio fazer aqui? Vai voltar a estudar?

– Não. – Sorrio e ele suspira. – Vim te ver!

Seus olhos brilham.

– E tenho planos para nós hoje à noite. Você pode?

– Claro, claro. – Ele concorda com a cabeça e ouvimos o sinal tocar.

Todos começam a entrar e mamãe passa por nós e pisca para Maicon que sorri sem jeito e depois volta a me olhar.

– Você precisa entrar. – Digo.

– Não quero.

– Se você for pego aqui fora, a diretora vai te matar.

– Será por uma boa causa.

Aproximo-me e acaricio seu rosto e ele apenas me encara.

– Também não quero que entre. – Sussurro quase encostando meus lábios nos dele.

– Então fique comigo. – Ele abraça minha cintura e sinto meu coração bater forte.

– Papai me mataria. – Sorrimos.

– Então é melhor eu ir...

E quando ele estava prestes a sair o agarro pelo pescoço e lhe dou um selinho, mas quando a gente está apaixonada nunca fica no selinho se é que me entende. Mas como diz o ditado, tudo que é bom dura pouco.

– VAMOS EMBORA ALÍCIA! – Grita-me meu pai e nos afastamos rindo.

– Deixa eles Kaik. Que coisa! – Briga mamãe e olhamos para ele. – Você fazia isso com suas quengas!

– Não começa com esse assunto! – Diz papai querendo finalizar o assunto.

– Ah! Fica todo nervosinho quando toco nas suas putinhas...

– Pelo amor de Deus, meu amor. – Agora ele diz carinhoso.

– Não estou disposta pra você ! – Ela entra no carro.

– É melhor eu ir antes que papai começa a me fazer passar vergonha.

– Te vejo a noite! – Ele diz ao virar meu rosto para ele e me encher de selinho. – Eu te amo!

– Te ligo no intervalo. – Digo quando me afasto.

– Já estou ansioso! – Ele sorri para mim enquanto anda de costas para a escola.

Quando entro no carro o observo no portão da escola me esperando partir e quando viramos a esquina me encosto no banco e suspiro feliz.

A terceira para foi onde mamãe ia ficar para poder resolver algumas coisas da viagem e ela se despede de papai com vários abraços carinhosos e beijos apaixonados, quando papai entra no carro mamãe acena para mim e mando beijo para ela que sorri feliz.

– Pai, você pode ir atrás comigo? – Peço antes que Souza comece a andar e ele se vira sorridente.

– Se sentindo sozinha? – Pede ele ao sentar ao meu lado e me abraçando.

Nego com a cabeça enquanto ele beija-me a testa e fomos para a empresa em um silencio gostoso que quase agarrei meu pai quando Souza anuncio que havíamos chegado.

Assim que coloquei meus pés para fora respirei fundo e pensei nas vezes que papai me arrastara ara cá com a intenção de que eu me apaixonasse por negócios assim como ele hoje é, porém largaria sem pensar duas vezes para poder se unir a mamãe em seu sonho.

Todos na empresa sorriem e acenam para mim enquanto eu apenas dou um sorriso discreto. No elevador, papai me bombardeia de informações sobre o dia de hoje e que ficarei um tempo com meu primo Emanuel e isso me anima.

Notas finais
QUERO QUE ME CONTEM TUDOOOOOOOO! Acho que depois desse capitulo vocês não vão querer mais me matar! kkkkk' Então, como nos velhos tempos... comentem, recomendem e me digam o que está faltando que a titia aqui coloca. Estarei aqui ansiosa esperando vocês!!! Bjs bjs e até breve. S2'''