Um Insuportável solitário
6 Capítulo 6 - Gandra's faladores
Notas iniciais
Eu estava sentado em baixo da arvore onde ainda existia a casa que papai fizera para mim e meus irmão que hoje é o centro de diversão de meus sobrinhos.
O vento ainda estava fraco e o tempo meio frio e o céu totalmente nublado. Eu estava lembrando das vezes que eu trouxe Lúcia aqui e fizemos amor varias e varias vezes. Aquele corpo lindo e macio em minhas mãos quem a acariciava em todas as partes.
– Ka! KA! – Emanuel me tira de meus pensamentos e ele engatinha em minha direção. – kA! KA!
– Não acha que você está engatinhando em grande distancia, não? – Digo e ele se joga em meu colo e vejo suas calças sujas na área do joelho. – Sua mãe vai ter um ataque ao ver suas calças garotão!
Ele sorri pra mim e em seguida coça os olhinhos e deita a cabeça em meu peito.
– Sabia que você tem um primo? – Digo e meu sobrinho levanta a cabeça e me encara. – Ele deve ter a mesma idade de sua prima Milena.
– Mi, mi! – Ele diz sorridente e bate palmas.
– É! A Milena. – Sorrio pra ele. – Você que conhecer seu primo? Quer?
Ele acena com a cabeça e sorrio para ele que deita a cabeça em meu peito outra vez e vejo meu irmão desesperado e em seguida relaxando ao ver Emanuel comigo.
– Que susto que esse moleque me deu agora! – Meu irmão senta ao meu lado. – Fui fazê-lo dormir e acabei dormindo!
– Fato! – Rio.
– Hey! Como você está? – Ele diz me olhando.
– Bem.
– Tem certeza? – Ele me olha nos olhos e eu reviro os meus.
– E por que eu não estaria? – Encaro-o.
– Porque quando o assunto é Lúcia você fica fora de orbita, muda o comportamento, fica agressivo com qualquer um e estranhamente fica normal com Olivia! – Ele dá um sorrisinho malicioso.
– Olivia foi a melhor coisa que me aconteceu depois que Lúcia me largou! – Digo com cinceridade. – Só a vejo como uma irmã, uma melhor amiga. Ela quem tomava conta de mim.
– Sei!
– Estou falando sério, irmão. – Digo olhando nos olhos dele iguais aos meus. – Olivia é uma garota sensacional e ela merece alguém que a ame de verdade e ela já tem, só que os dois ficam de palhaçada um com o outro. – Rio ao lembrar dos dois brigando. – Eles são como a água e o fogo. Sabe? Mas conhecem um ao outro como nunca. Mas não tomam a poha da decisão de ficarem definitivamente juntos.
– Ok. Recado entendido! – Ele ri. – Mas você e Olivia fazem um casal bonito!
– Você diz que faço um casal bonito com quase todas as mulheres que aparecem ao meu lado. Você, Isa e kath que tem essa mania.
– A gente só gosta de te pentelhar, meu irmão. – Ele sorri e acaricia a carequinha de Emanuel que agora está parado feito uma estatua.
– Ele dormiu?
– Não. – Cael sorri. – Só está me enganando!
E em questão de segundos ele levanta a cabeça e lança sorrisinho sapeca para nós e Cael me olha como se fosse algo normal. Sorrio pra Emanuel que agarra minhas bochechas e me dá um beijo babado na testa e se joga no colo do pai e sorri para mim.
...
Acabei ficando para o almoço já que minha mãe disse para Olivia que só faltava a Isa e ela bateu o pé querendo ficar pois finalmente conheceria os Gandras. E aqui estamos nós na grande mesa de madeira no quiltal de trás. Todos falam ao mesmo tempo e me desacostumei com tanto falatório, sendo que no passado eu quem puxava o assunto e falava ao mesmo tempo só para confundir as pessoas e tudo acabava com papai nervoso e brigando comigo e meus irmãos rindo.
Todos adoraram Olivia e me pergunto porque de não ter trazido-a antes. Até meus sobrinhos ela conquistou. Papai e Cael me olhavam maliciosos de vez em quando e depois olhavam para Olivia e eu sabia que depois quando me encontrasse sozinho eles iam me bombardear de perguntas se somos realmente só amigos e tudo mais. E já até estou me preparando.
– Já que estamos todos aqui, eu queria fazer um anuncio. Na verdade eu e meu marido queremos fazer um anuncio! – Começa minha irmã e a mesa fica em silencio.
– Prometa-me que não irá me dar um ataque cardíaco. – Brinca papai e a mesa ri.
– Prometo, eu acho. – Ela dá de ombros.
– Conta logo, está me matando de curiosidade! – Diz Kath como sempre impaciente.
– Estamos grávidos! – Diz meu cunhado e mamãe é a primeira gritar de felicidade e correr em direção a minha irmã.
E logo em seguida a mesa estoura de felicidade e vejo a intrometida da Olivia abrançando minha irmã e meu cunhado desejando felicidades e entram em uma conversa sem fim.
Como essa baixinha é abusada!
Levanto-me e vou para a arvore e subo e me entoco lá dentro e as lembranças de noites com Lúcia aqui são tão vivas que ainda sinto seu cheiro, seu toque, sua voz...
– Tem gente que gosta de relembrar o passado as vezes, mas você é daquelas que são masoquistas. Gostam de sofrer em vão! – Diz ela em tom brincalhão.
– E você é intrometida de mais! – Digo ao sentar no tapete vermelho que mamãe colocara outro já que aquele fora para o lixo de tão gasto.
– Sua família me adora, chuchu! – Ela ri e senta ao meu lado e deita a cabeça em meu ombro. – Eles são uns amores de pessoas. Ainda não consegui entender de você ter se afastado deles!
– Para uma menina tão inteligente como você, estou começando a achar que você está ficando sentimental de mais para deixar os sentimantos na frente da razão! – Zombo e ela me dá um tapa no peito.
– Quero dizer que sua família te ama muito seu idiota! – Ela me olha nos olhos. – E você, um cretino da poha se afastou...
– Eu não conseguia ficar aqui. – Digo ao olhar em seus olhos. – Tinha muita coisa que me fazia lembrar dela...
– E agora não faz? O que muda de antes para agora? – Ela cruza os braços. – Viu? Nada! Você continua ai, na mesma. So que que está afastado de sua família que são uma poha loca da poha que eu adoro.
– Já acabou? – Peço ao fechar a cara e encarar a parede.
– Seu cretino de merda! – Ela me bate mais forte no peito e seguro sua mão e ficamos sentimetros de distancia. – E se afasta que não vou cair nesse seu joguinho “quero te beijar e depois te comer”. Afasta!
– Medo? – Sorrio no canto de boca e ela olha para meus lábios.
– Estou falando sério! – Ela fecha a cara. – Vou te dar uma pohada das fortes!
Logo a solto quando lembro da pohada de hoje mais cedo e me protejo entre as pernas.
– Recado entendido.
– Seu idiota, cretino, bastardo de merda. – Ela se enfurece e taca-me as almofadas que estavam no canto da parede. – Te odeio! – Ela me dá duas mocas na cabeça e me defendo e logo ela desce a escada furiosa.
O acabou de acontecer aqui?
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