Um Insuportável solitário

50 Capítulo 50 - Mudanças de humor


Notas iniciais
Então, esse tá gostoso! Lê que vocês vão gostar! LEITORAS SUMIDAS, EU SEI AONDE VOCÊS MORAM! Muahahaha!!! kkkk' Boa leitura! ;) Obs: Se tiver erros me avisem! ;)

Arrumamos a cozinha, lavamos as louças e ainda ficamos com cara de mendigas olhando eles jantarem, Louise quase desmaiou de novo quando viu o bolo de cenoura com cauda de chocolate e Larisa teve um ataque de fome quando viu que o jantar era macarrão ao molho branco. Foi difícil convencer de que era tudo um teste e caso nos rendêssemos agora o castigo seria ainda pior. Ninguém merece limpar aquele celeiro que parece que não recebe uma geral há anos, falando em celeiro, onde estava nossos cavalos? Principalmente Guelza?

Paro de pentear meus cabelos depois de ter tomado um banho quente e gostoso, finalmente estamos liberadas para dormir, pois amanhã temos aula. Larisa estava revirando sua estante e guarda roupa a procura de seu celular enquanto Louise roncava e babava em sua cama exausta.

– Lili, você viu meu celular? — Pede ela ao abrir e fechar várias gavetas.

– Não estava no banheiro? — Enrugo minha testa.

– Nao, já procurei pela casa toda! — Diz frustrada. — Até naquele maldito celeiro labirinto!

– Nham! — Resmunga Louise revirando na cama.

– Me empresta o seu? — Pede ela. — Preciso avisar ao Fabiano que não poderei ir ao encontro amanhã!

– Você ia ter um encontro amanhã e não ia me contar? — Fingo estar magoada.

– Claro que eu ia contar! Mas só depois! — Ela diz ao morder os lábios. — Agora vai me emprestar ou não?

– Pega! — Volto a me encarar no espelho. — Está na escrivania!

Penteio meus cabelos todo para trás e começo a fazer uma trança embutida.

– Está não! — Ela diz ao parar ao meu lado e bufo.

– Você nunca soube procurar as coisas direito Larisa! — Me levanto e ela faz careta para mim e olho para onde meu celular deveria estar e não o acho. — Ok. Cadê o meu celular?

Você nunca soube procurar as coisas direito Larisa!– Ela afina a voz ao fazer uma careta me imitando.

Me aproximo de Louise que agora está toda encolhida na cama e agarrada ao seu travesseiro.

– Lolo. — A chamo baixinho. — Lolo!

– Nhãm! — Ela faz um bico e depois mastiga algo invisível e abre os braços na cama.

– Ela não vai acordar! Está dopada! — Larisa cruza s braços. — Será que papai pegou nossos celulares?

– Não tenho dúvidas! — Bufo. — E não só os celulares!

– Droga! Como vou fazer pra falar com ele? — Ela diz cabisbaixa ao sentar na cama ao cruzar os braços.

– Souza! — Sorrio pra ela que agora brilha como sol, porém logo se apaga. — Tá! Mas como vamos falar com ele sem que papai nos veja? Não quero ficar sem meu lindo carrinho!

– Você acreditou? — rio. — Bobinha você! — Sento ao seu lado. — Se não quer aumentar seu castigo eu ligo e falo com ele.

– Faria isso? — Ela pede sorrindo.

– Pra isso que serve os irmãos mais velhos, eu acho! — Faço uma leve careta e ela me agarra deixando vários beijos em minha bochecha.

– Diz a ele para nos encontrarmos na biblioteca no tempo vago dele, eu me viro em matar aula, vou dizer que estou passando mal por ter comido algo fora da validade!

– Depois a minha mente que é maléfica! — rio.

– A gente aprende com os mais velhos. — Ela pisca pra mim.

Beijo sua testa e saio do quarto dando de cara com papai que finge nem me ver e vai para a sala. Reviro meus olhos e respiro fundo e o sigo, ele vai até a cozinha e pega um pouco d'água e coloca em dois copos e empurra um para mim e sento na cadeira pegando a água.

– Como soube de minha luta na escola?

– Do mesmo jeito que eu soube que aquele garoto entrou aqui e ficou conversando com você na escadas dos fundos. — ele aponta para a pequena escada da porta da cozinha. — Do mesmo jeito eu soube que Larisa e Louise andavam se encontrando com um garoto chamado André e Fabiano, e do mesmo jeito que você e esse Maicon tiveram algo e não sei porque acabou.

Pisco par de vezes e olho para baixo desviando nossos olhares e solto a respiração.

– Pensei que soubesse de tudo! — Dou de ombros ainda sem olhá-lo.

– Não, Maicon não quis me contar o resto. — Ele dá de ombros.

– O-o-o que? — Me engasgo com minha água ao olhar para meu pai que senta a minha frente.

– Ele me pediu para namorar você, foi até meu escritório dizendo que queria falar comigo a respeito de você, eu como sempre dei importância quando o assunto é você e suas irmãs.

– Ma-mas...

– Ele me disse que queria fazer as coisas certas dessa vez. — Ele diz com cuidado ao brincar com o copo, mas com o olhar sempre em mim. — Disse também que se eu concordasse queria que eu o ajudasse pois você seria difícil!

– E o que você respondeu? — Meu coração bate acelerado.

– O que acha? — Ele lança um sorrisinho malandro.

– Que não! — Sussurro triste.

Por incrível que pareça eu ainda o queria perto de mim para sentir seus beijos, abraços, suas risadas. Estar com Maicon era como se o mundo deixasse de existir. Isso seria amor?

– Como posso deixar que um garoto estranho que invade minha casa no meio da noite para ver minha menina que supostamente não quer nada com ele, namorar minha menina? — Ele arqueia uma sobrancelha e me encolho na cadeira. — Preciso saber o que realmente aconteceu entre vocês dois para que eu possa concordar, porque para mim você está muito interessada, mas está machucada!

– Não estou machucada! — Fecho minhas mãos em punhos em cima da mesa que chama sua atenção e ele concorda com a cabeça e morde levemente os lábios.

– Ok, quando quiser conversar comigo a respeito disso, quem sabe eu possa deixar você namorar esse rapaz. Enquanto isso, a resposta é não!

Ficamos em silencio por alguns instantes até que respiro fundo e olho em seus olhos.

– O que o senhor sabe sobre essas coisas? — Reviro meus olhos. — Nada do que disser ou fizer vai voltar ao passado e mudar o que ele fez!

– Não. — Ele dá um sorrisinho de canto de boca. — Mas as vezes você se sente em só falar, talvez eu não precise falar nada apenas ouvir. Não sou nenhum bicho de sete cabeças Alícia. — Ele respira fundo e me encara. — Nessa fase eu sei que é complicado, te entendo. Eu já passei por isso, seu tios, seus avós, todo mundo. É fácil passar por qualquer coisa quando se...

– Então você acha fácil superar uma traição? — Fecho a cara ao cruzar meus braços e controlo minhas lagrimas que querem desesperadamente sair.

– Hum... entendo agora! — Ele diz acenando com a cabeça e se levantando.

Observo a ir até o forno e pegar uma bandeja de bolo de cenoura com cauda de chocolate e refrigerante de laranja e colocar na mesa.

– Sabe — Começa ele enchendo dois copos e me dando um e pegando um pedaço cheio de chocolate. — Já fui traído!

Rio sem humor e reviro meus olhos.

– É sério! — Ele diz como se fosse algo normal. — Eu devia ter uns dezessete ou dezoito anos...

– Direto do túnel do tempo! — Ironizo e ele dá uma risada sem humor.

– Eu a amava como se eu nunca tivesse amado alguém, que sua mãe não me ouça dizer isso! — Ele Cochicha a última frase e rio baixinho. — Éramos da mesma escola, ela era a coisa mais linda, olhos azuis, cabelos caceados e loiros naturais, ela era perfeita e me amava da mesma maneira que a amava.

– Mamãe? — Finjo procurá-la ao meu redor e ele bufa.

– Estou te explicando, hoje não sinto nada disso por ela. Sou totalmente de sua mãe. — Ele pisca pra mim e vejo um semblante alegre, mais leve. — Éramos um dos casais mais bonito e queridos da escola, eu adora essas coisas, eu vivia brincando com tudo, muito raro eu ficar sério em alguma coisa ou lugar. Meu pai brigava muito comigo por causa disso, e depois Lúcia começou a entrar nessa paranoia também. — Ele dá de ombros e dá uma grande mordida em seu bolo e toma um gole de seu refrigerante. — A partir daí começamos a brigar por causa do meu jeito de ser, ela falava essas cosias de família e tudo mais e eu dizia que não queria, não era o tempo. Então ela terminou comigo dizendo que tinha conhecido alguém mais sério e depois ela tinha ido embora.

– Ela simplesmente te abandonou? — Arregalo meus olhos.

– Sim, eu não sabia o que fazer. — Ele dá um sorriso morto. — Então resolvi seguir a vida sozinho, virar adulto de verdade. Foi aí que encontrei sua mãe e me apaixonei de tal forma que nunca pensei que existisse, até me fez esquecer a outra.

– Mamãe conquistando corações. — Digo risonha.

– É, mas teve um dia que me mandaram umas fotos dessa mulher com uma criança de sete anos com a minha cara. Totalmente igual a mim.

– Guilherme? — Peço ao regalar os olhos.

– Sim, ela bem que tentou voltar comigo e eu com ela, mas meu coração já pertencia a sua mãe.

Sorrio boba ao ver o amor de meu pai por minha mãe.

– Passei por muitas coisas em minha vida que evito que vocês e suas irmãs passem. — Ele dá um grande gole em seu refrigerante. — E se você realmente ama esse rapaz, tome a decisão certa. Como diz a sua avó; As vezes fazemos coisas erradas que no momento nos parece certo!

– Não está com ciumes? — Enrugo minha testa.

– Eu sempre vou ter ciumes de vocês. — Ele ri. — Mas eu não quero ver a infelicidade estampadas nos rostinhos lindos de minhas bolinhas.

– Então nos tire do castigo! — Peço com um sorrisão e ele nega com a cabeça rindo.

– Claro que não, e agora chega de papo. — Ele se levanta e beija minha testa alisando meus cabelos. — Podem comer esse bolo e beber esse refrigerante, sei que estão morrendo e fome.

– Até que não! — Digo ao mesmo tempo em que minha barriga ronca.

– Mesmo? — Ele ri ao arquear as sobrancelhas.

– Ok talvez um pouquinho!

– Podem comer, não vou acrescentar nada no castigo de vocês! — Ele pisca pra mim e me dá as costas.

– Pai! — O chamo e ele para e se vira lentamente.

Como papai é bonito!

– Hum? — Ele diz me olhando.

– Boa noite! — Só consigo dizer isso.

– Boa noite meu amor. — Ele sorri docemente e se vira outra vez e sorrio comigo mesma. — Mas se ficar a noite toda aí vou aplicar mais castigos amanhã!

Meu coração acelera e pego a bandeja de qualquer jeito com uma mão e na outra seguro o refrigerante e voou para o quarto.

– O que é isso? — Larisa arregala os olhos. — Comida? Meu Deus, é comida de verdade! — Ela diz delirando ao ver pedaços de bolo de cenoura.

Sentindo o cheiro gostoso do bolo de mamãe, Louise se senta na cama esfregando os olhos e resmungando algumas coisas que não entendo.

– Sinto cheiro de comida! — Ela desperta e abre os olhos. — Comida, cacilda! Comida!

No dia seguinte já estávamos prontas para a escola e quase terminando o café da manhã quando papai entrou na cozinha todo sorridente e puxou mamãe pela cintura e lhe deu aquele beijo de cinema que a deixou tonta e meio envergonhada enquanto eu e minhas irmãs fizemos barulhos em comemoração e papai levantava e abaixava as sobrancelhas para nós e para mamãe que ria sem jeito.

– Bom dia minhas bolinhas! — Diz papai beijando nossas testas.

Opa! Papai Gandra chefe de bom humor depois de ter aplicado castigos? Isso não me cheira coisa boa!

– Bom dia papai! — Diz Louise toda melosa.

– Bom dia. — Larisa arqueia levemente uma sobrancelha desconfiada e eu apenas aceno com a cabeça.

– Então, terminem logo o café que voou levar vocês! — Papai diz ao abrir o jornal e Larisa se engasga com seu suco de laranja e eu bato de leve em suas costas.

– Eu sabia! — Ela diz baixinho e sufocada apenas para eu ouvir.

Não demoramos muito e terminamos nosso café e nos despedimos de nossa mãe que alisava nossos cabelos milhares de vezes, arrumavam nossas camisas e nos perguntava se não estavamos esquecendo de nada e quando digo sobre nossos celulares, papai fala que castigo não se usa celulares ou qualquer coisa eletrônica.

Jura? Como faremos nossos trabalhos sem o computador? E sabe qual foi a resposta dele? "Em meu tempo eu usava a biblioteca, que no caso tem na escola de vocês".

Já posso fugir de casa e viver a minha vida do jeito que eu quiser? Acho que sim.

O caminho todo papai colocou suas musicas antigas preferidas e para piorar a situação ele cantou, bem, na verdade cantar ele não cantou. Ele mais gritou como um gato no cio, o que me provocou grande dor de cabeça e dei graças à Deus quando o carro parou em frente a escola onde fui a primeira a me despedir e sair correndo.

Fui direto para a enfermaria e pedi um remédio para dor de cabeça e quando fui liberada corri para a sala onde a professora me olha de cara feio e dou um sorriso como desculpas e sento em meu lugar de sempre. A primeira carteira de frente para sua mesa.

A aula passou e minha mente se voltava para as coisas que estavam acontecendo ao meu redor, e principalmente esse jeito estranho de papai me contar sobre seu passo e a maldita frase não sai de minha cabeça.

" As vezes fazemos coisas erradas que no momento nos parece certo!"

Como assim? Alguém pode me dar um manual para essas coisas chatas e entediantes que corrói minha mente?

Reviro meus olhos quando vejo que rodo e rodo em mil e uma maneiras de resolver cada problema e nenhuma me satisfaz. Vou para o pátio e encontro todos os meus amigos e assim que Heron me avista acena todo alegre e me junto a rodinha.

– Como foi a aula com a Senhora eu sei tudo e você é burro de mais para entender? — Pede Heron e dou de ombros.

– Não prestei atenção.

– Nossa nerd preferida está com a cabeça desligada? — Pede Helena no momento que Maicon passa e nos seguimos com o olhar e sou a primeira desviar. — Ou estava concentrada em outra coisa?

– Estou de castigo. — Reviro meus olhos. — Isso é o bastante para vocês?

– Castigo? Que merda em! — Felipe ri.

– O que seu pai falou? — Pede Talita ao morder seu pastel.

– Disse que estou de castigo para o resto de minha vida, fez eu e minhas irmãs limpar o caleiro!

– Put'z! — Ri Heron. — Aquele lugar parece um labirinto! Coitada de vocês!

– Pra quem nunca esteve lá está sabendo de mais. — Cruzo meus braços e Talita é a primeira a fechar a cara e olhar para ele.

– O que? — ele nos olha.

– Você já foi lá? — Peço e ele se engasga com a própria saliva.

– Cara, você tem estado estranho esses dias. — comenta Fabiano. — O que está acontecendo com você? Escondendo algo, minha fêmea?

– Você não está atrasado para um encontro? — Heron ironiza ao fazer uma careta. — Se você demorar vou pegar sua mina!

– De novo? — Solta Felipe e rapidamente faz uma linha reta com os lábios.

Oi? como assim?

– Aguem quer um suco? — Pede Heron com um sorrisinho.

– Como é que é? — Pede Fabiano.

– Ah qual é! — Ele levanta os braços. — Isso foi há três anos atras! Quem lembra?

– Com licença! — Talita sai bufando nego com a cabeça.

– As vezes você é tão idiota Heron! — rio e as meninas me acompanha enquanto Felipe concorda com a cabeça.

– deixa eles ai, vem comigo! — Fabiano sai me puxando e olho pra ele.

– Ok, para onde está me levando? — Peço quase tropeçando em meus próprios pés.

– Larisa disse para te chamar enquanto a gente...

– ok, não preciso saber detalhadamente o que vão fazer. — Faço uma careta.

– É só ficar atenta se alguém entrar por aqui. Ok? Prometo não fazer barulho. — ele pisca pra mim e faço uma cara de aterrorizada.

– Que nojo!

Chegamos na biblioteca e eles vão ara a parte onde menos as pessoas usam e fico parada no começo do grande corredor fingindo procurar um livro e vejo minha irmã passar por mim toda sorridente e nego com a cabeça, mas sorrindo para ela.

Perto levemente meus olhos quando passo a ponta do meu dedo indicador nos livros e procurando algo interessante para passar o meu tempo quando alguém esbarra em mim e meu coração bate acelerado e me falta a respiração e fecho meus olhos tentando me concentrar, mas antes que eu possa fazer algo, já sinto a bombinha em ação e volto a respirar normalmente.

– Desculpe, não queria te assustar! — Maicon me olha nos olhos.

– Você precisa parar com isso. — Respiro fundo e me acalmo. — Qualquer dia não vou sobreviver a isso.

– Pare de falar besteira, vo-...

– Eu soube que pediu meu pai para namorar comigo. — Solto de uma vez e ele coça a cabeça e morde os lábios.

Se fosse um tempo atrás eu o agarraria e o beijava de um jeito que deixaria ele totalmente sem folego, porém hoje eu apenas o observo.

– Bom, não foi tão ruim quando pensei que fosse. — Ele dá de ombros. — Mas ele me assusta.

– Desista! — Meu celebro me manda dizer enquanto meu coração diz não.

– Nem sonhando! — Ele sorri de lado lindamente que faz meu coração derreter e agarro firme o livro que eu nem percebera que havia pego. — Nos vemos em breve! — Ele acena com a cabeça e me deixa sozinha mais uma vez e minha vontade é de arrancar sua cabeça.

Bufo e sento em uma mesa redonda branca de estudos e abro o livro que peguei sem perceber e quando meus olhos caem nas palavras automaticamente reviro meus olhos.

"... e se eu agora dizer a quele que eu o amo e simplesmente sumir para nunca mais encontrá-lo? E se essa dor agora for menor do que eu ficar e tentar ser feliz? Não posso simplesmente ficar só no tentar, tenho que ter algo concreto e verdadeiro. Suas palavras ecoam em minha mente e me deixa totalmente confusa, como então me colocar no lugar se ele vem e me bagunça por completo?..."

– Um concelho gata. — Digo baixinho para a menina do livro. — Se ele te bagunça quando você tenta se organizar, realmente ele não te ama. Isso é apenas uma ilusão! — Fecho o livro com raiva e respiro fundo. — Ótimo, agora eu falo com um livro!

***

A noite depois de papai ter nos mandado dar uma geral em seu grande quarto onde tinha cuecas xexelentas, meias parecendo bombas atmosféricas e entre outras coisas que coloca nossas vidas em riscos, fomos liberadas para um mísero jantar.

Miojo! E ainda seco, sem caldo e a metade de um copo d'água.

Mamãe não se meteu, na verdade ela nem esta falando direito com papai pelo fato de ele estar passando dos limites segundo ela. Mas quem aqui tem coragem de reclamar alguma coisa sendo que nossos sonhos estão em jogos? Podem nos chamar de interesseiras, bobas, burras e outras coisas. Mas você não faria a mesma coisa se seu pai lhe oferecesse algo que tanto desejasse?

Pois bem, então não me julgue.

– Eu vou dormir! — Resmunga Louise. — Mas primeiro ficarei de molho na banheira, eu ainda consigo ver aquela fumaça verde venenosa nas meias de papai! — Ele diz dramaticamente.

– Partiu cama também! Amanhã vou acordar moída! — Larisa se levanta da cadeira e estala as costas. Pode lavar nossos pratos?

– Já é! — Aceno com a cabeça quando termino de beber minha água.

Coloco tudo na pia e lavo, seco e guardo a louça no maior silencio e me sento na escadinha da cozinha e vejo a lua no alto do céu limpo e meio estrelado.

O vento sopra meu rosto fazendo alguns fios rebeldes irem para trás e vejo uma sobra em movimento perto das árvores e nem me assusto já sentindo meu coração bater forte. Quando ele é banhado pela luz da lua, vejo seu sorriso que ilumina meu coração e sorrio em resposta.

Ele realmente não vai desistir!

Notas finais
Mereço outra recomendação? EEEEEMMMM?! *carinha do gato de botas* kkkkkk' Então, interagem comigo jovens lindas e "magavilhosas"!!! Aguardo ansiosamente por suas palavrinhas adoráveis. Bjs, bjs e até breve! Quem sabe eu não posto um bem romântico amanhã? Hum? Hum? Hum? *0*