Um Insuportável solitário
48 Capítulo 48 - Apenas medo e insegurança
Notas iniciais
Depois de ter resolvido a documentação que faltava, ido até meu escritório e aviso minha secretaria que ficaria alguns dias fora e contatar meu irmão Cael para quando algo sair do caontrole, finalmente volto apra o hospital e encontro minhas três filhas já vestidas decentemente e só sorrisos com Olivia, que todas mordem os lábios quando abro a porta.
– O médico disse que ficará dois dias em observação se ele achar que você está melhor lhe dará alta! — Fecho a porta calmamente desfaço o nó da gravata. — E vocês duas vão pra casa com a mãe de vocês!
Elas começam a resmungar e Louise fazer biquinho e logo fecho meus olhos e respiro fundo.
– Quanto mais tempo vocês ficam aqui mais me irrito e o castigo de vocês será pior! — Digo ao abrir os olhos e elas se calam.
Larisa e Louise se despedem de Alícia que sorri para elas e diz que tudo vai ficar bem e que em breve estarão juntas de castigo e que isso será engraçado pelo fato das tres estarem em punição ao mesmo tempo e Louise acena com a cabeça com um biquinho adoravel.
– Promete que se alguma coisa aconteceu você vai me ligar? — Pede Olivia em meu ouvido ao me abraçar.
– Prometo, mas nossa bolinha um vai ficar bem! — Beijo seu pescoço e ela me abraça forte.
– Por favor, não briguem! — Pede ela mais uma vez com um olhar triste.
– Vou tentar! — Sorrio de lado e ela me beija carinhosamente.
– Vamos! — Ela chama as meninas que me olham ao passar por mim.
– E eu? Não quero ficar sozinha aqui! — Alícia cruza os braços.
– Você não vai ficar sozinha! — Digo ao sentar na poltrona ao lado de sua cama e pego meu notebook.
Ela olha para a porta onde suas irmãs e sua mãe acabou de passar e depois olha para mim e cruza os braços.
– Não quero você aqui! — Ela diz baixinho ao olhar para frente. — Quero ficar sozinha!
– Só lamento por você, meu amor. — Digo irônico e começo a digitar um e-mail.
Por fim resolvo não dar muita atenção a sua pirraça e me volto para meu trabalho que tento em vão seguir em frente. minha cabeça dá mil voltas e me encontro no passado quando Alícia teve sua primeira crise, meu mundo parecia que estava prestes a desabar quando um abençoado médico que estava saindo do plantão viu meu desespero com minha bolinha ainda que nem tinha quatro anos desmaiada em meus braços. Ele foi atencioso, saio gritando ordens e todos eram feitas as pressas e quano ensei que perderia minha bolinha um, lá estava ela respirando outra vez e me procurando com seus olhinhos caramelados como os meus.
Desde então minha atenção está mais voltada para Alícia, não que eu a ame mais, amo todos os meu sfilhos igualmente, porém eu não sei quando ela vai ter uma crise ou não e se eu estarei por perto, as vezes a bombinha pode não funcionar como aconteceu hoje e quase tive um ataque ao saber que Alícia estava no hospital, pensei que ela já tinha morrido ou em coma, ou algo do tipo. Sou fraco e frágil em relação as minhas crias, não me julgue por ser protetor, estou apenas com muito medo de perder uma de minhas joias.
Não estou preparado para perder alguém que amo muito! Na verdade quem está?
Agora, no cair da noite, Larisa e Louise brigavam pelo telefone para falar com Alícia que resmungou o tempo todo baixinho para eu não ouvir a conversa, mas não me incomodei, só de vê-la que está melhor e está perto de minhas vistas me sinto mais relaxado. A noite chegou nosso jantar, porém ela não comeu de birra, mas a bandeja ficou lá, eu sabia que de madrugada ela comeria tudo assim como fez na noite do frango... falando da noite do frango...
– Você e aquele rapaz têm alguma coisa? — Peço ao deixar meu notebook de lado e olhar para ela que se distrai com o celular vendo alguma foto que não consigo ver.
De inicio ela não me responde e presto atenção em sua respiração que corre normalmente e ela suspira uma ou duas vezes.
– Não finja que está interessado! — Sussurra.
– Não é fingimento para mim ao ver que tem um garoto estranho conversando com minha filha na escada dos fundos da minha casa no meio da noite! — Dou de ombros. — Fico me perguntando se Souza tem haver com alguma coisa!
Ela fica tensa visivelmente e em seguida me encara, por alguns instantes eu penso que ela me atirará pedras, fogo, ou qualquer outra coisa, mas ela deixa seus ombros caírem e suspira mais uma vez abaixando seu olhar para os lençóis de sua cama.
– O senhor não entenderia.
– Talvez se você me contasse eu entenderia. — Me levanto e sento ao seu lado e seus lindos olhinhos me seguem. — Meu amor, eu não sou nenhum carrasco! — Ela faz cara de tédio igual d eOlivia e solto uma leve risada. — Certo que as vezes eu... — Ela arqueia as sobrancelhas e sorrio — Ok, eu sempre passo dos limites como vocês acham, mas é tudo para a seguranças de vocês. Eu não estou preparado para perder vocês. Será que é difícil de entender?
Ela morde os lábios e olha em qualquer outra direção.
– Não quero passar com você o que passei anos atrás! — Digo com a voz sufocada. — Você desmaiada em meus braços e ninguem para me atender! Foi Deus quem colocou aquele homem quando estava saindo do seu plantão. Meu Deus Alícia! Se você não tivesse conseguido aguentar até chegar ao hospital? O que você tem na cabeça de sair sem me avisar? Quer ficar sem pai? — Puxo meus cabelos mal contendo minhas emoções.
– Calma pai, estou bem, estou aqui viva! — Ela me olha preocupada.
– Por favor, eu te peço que nunca mais faça isso! — Pisco par de vezes para não chorar, mas é em vão. — Sei que Souza acoberta vocês, não me importo de ele levá-las e buscá-las aonde quiserem ir. Mas sozinhas nunca mais!
– Então quer dizer que saímos do castigo? — Pede ela com seus olhos cheios de esperança.
Sorrio para ela e nego com a cabeça, se eu der mole elas me dopam. Como elas fizeram ontem.
– Claro que não! — rio e ela cruza os braços frustrada. — E seu castigo será ainda pior pelo fato de ter sio você ter trocado meu remédio.
– Desculpa — Pede como uma menininha e isso amolece meu coração, mas não o castigo.
– Desculpas aceitas! — Sorrio para ela e acaricio seu braços e beijo sua testa. — Mas você ainda não me respondeu.
Ela arqueia as sobrancelhas e faz um bico de surpresa e rio de sua cara. Será que minha bolinha um está amando?
– Já disse sim!
– Disse não!
– Você não entenderia papai! — Ela diz frustrada.
– Eu vou entender se me contar! — Cruzo os braços e sorrio de lado para ela.
– O que o senhor sabe de amor? — Questiona.
– Você acha que foi fácil reconquistar sua mãe?
– Reconquistar? — Ela enruga a testa.
– Ela nunca contou isso a vocês? — Ela nega com a cabeça. — Quer ouvir?
– Claro! — Ela diz animada.
– Eu e sua nos encontramos pela primeira vez na faculdade, eu estava decidido em esquecer tuo o que tinha passado e quando me esbarrei com sua mãe ela me olhou de um jeito que queria me despir! — Ela ri e sorrio. — Ela era tão linda com seus cabelos negros enormes, baixinha e abusada, mas isso não mudou muito hoje em dia. Um ex dela tinha me mandado para uma sala inexistente e quando perguntei a ela que estava sentada em um banco perto das arvores foi como se eu visse um anjo lindo, e encrenqueiro, pois eu apanhei ao defender a honra de sua mãe. — Faço uma leve careta e ela cai na gargalhada.
– Você apanhou por causa da mamãe? — Ela coloca as mãos na boca surpresa e concordo com a cabeça.
– Eu havia me apaixonado perdidamente por ela, mas algo nela me disse que não seria tão fácil, então com medo de me machucar outra vez resolvi ser apenas amigo, o que foi um pouco dificil, mas bem... tive algumas ajudinhas!
– Mamãe me falou essa parte! — Ela cruza os braços agora séria.
– O que? Sua mãe falava que não queria nada comigo o tempo todo. Teve uma hora que pensei que era verdade! — Dou e ombros. — A mãe de Guilherme voltou depois de muito tempo e eu pensei que ainda a amava, tentei volar, mas era impossivel pois Olivi aodiava ela e Lúcia também odiava sua mãe, e eu não poderia ficar contra a mãe de vocês, ela era minha melhor amiga.
– E o que vocês fez?
– Tentei fazer um clima leve, mas nada adiantava até que teve um dia que Lúcia agrediu sua mãe e a maluca se fez de desentendida, fingiu que perdeu a memória justo quando eu ia me declarar pra ela.
– Meu Deus! — Ela arregala os olhos. — Mamãe nunca nos contou essa parte.
– Pra você ver como eu sofri com sua mãe! — Rio ao me lembrar. — Ela me fez ciumes, mas não levei muito a sério quando fui a uma de suas emposições e vi vários quadros estampados com o meu rosto, minha boca e meus olhos. Até perguntaram se eu e ela tivemos um caso e ela disse que eramos apenas bons e velhos amigos. O que fez meu coração dá um pequeno aperto!
– Tadinho do meu pai! — Ela diz sofrida e me abraça e meu coração bate relaxado.
E passamos a noite rindo e relembrando dos meus tempo de adolescência, ela me enrolou para me dizer o que ela e quele garoto intrometido tem, mas relevei ao ver que pela primeira vez depois de muito tempo estávamos interagindo agradavelmente um com outro.
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