Um Insuportável solitário
46 Capítulo 46 - Mais um insuportável?
Notas iniciais
Assim que souza para na entrada de nossa casa, papai abre a porta já tirando a camisa de dentro da calça e eu saio calmamente e ainda com aquela dorzinha de um coração partido.
– Se acalme criança! — Diz Souza andando ao meu lado. — Se continuar assim não vai conseguir se concentrar nos treinos! — Diz baixinho e arregalo meus olhos.
E antes que eu diga mais alguma coisa, papai me grita e me vem a mente todos os tipos de palavrões por ser interrompida. Apresso meus passos e papai abre a porta da sala revelando uma gritaria que é causada por minhas irmãs e Guigui.
– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Grita meu pai e todos se assustam.
Mamãe está sentada no sofá com Valéria que chora aos prantos, Guilherme como sempre alisa seus cabelos quando está puto da vida, Louise está mordendo os lábios com medo de papai e Larisa abusada como sempre encara meu pai que se pudesse explodiria o mundo.
– Louise e Larisa não deixam a Val em paz! — Guilherme se controla para não sair da graça. — A Val nunca fez nada ara elas, não sei o que raio se passa na cabeça dessas garotas por não gostarem de minha futura esposa. Até Alícia gosta dela. Por que as meninas não podem?
– A biscate está gravida de Guilherme! — Solta Larisa com raiva na voz.
– EU NÃO SOU BISCATE! — grita Val ofendida.
– Pai, pelo amor de Deus, faça essas garotas calarem a boca ou eu mesmo calo! — Rosna Guigui todo vermelho como camarão.
– Louise e Larisa, subam já para o quarto! — Ordena papai e elas nem contrariam e logo correm.
– Pelas barba de Merlim! — Solto sorridente diante do silencio e todos me olham. — Vou ser titia! — Mordo meus lábios para conter o riso e me aproximo de Val. — Liga pra elas não. Mas me conta. Como descobriu que meu sobrinho estava ai?
Olho animada para ela que agora seca as grossas lagrimas e sorri tristemente e coloca as mãos na barriga.
– Ontem. — Sussurra. — Estou de um mês e uma semana.
– Cacetada, já isso tudo? — Enrugo minha testa. — Precisamos ir ao shopping comprar as coisas do bebê! O berço, a banheira. que cor vai se pro quarto? Já pensou nos nomes? Acho tão bonito menino com o nome de Fernando! igual do vovô! E menina acho lindo Eduarda! O que acha? A mamãe tem um livro...
Não consigo terminar de falar por sentir falta de respiração por ter falado tão rápido e vejo Guigui com uma bombinha e volto a respirar normalmente aos poucos e ouço a risada de meus pais.
– Calma meu anjo, ainda não sabemos o sexo e teremos muito tempo para ver essas coisas. — Mamãe alisa meus ombros e beija meus cabelos.
– Mas os meses passam rápido!
– Respire Alícia, ou você vai ter outra crise! — Diz papai preocupado.
Aceno com a cabeça e olho para Val que agora sorri abertamente.
– Pode ir conosco quando formos escolher as coisas para o quarto do bebê, mas só quando soubermos o sexo. — Ela alisa a barriga outra vez. — Mas nós podermos marcar um dia para comprarmos roupinhas que são unissex.
– Tudo haver! — Sorrio pra ela e seguro suas mãos. — Não liga para minhas irmãs, ela só morrem de medo que você leve nosso irmão para longe!
– Mais que baboseira! — Bufa Guilherme. — Vamos ver se elas vão continuar com esse pensamento quando se casarem!
– Mas eu não entende pra que tanto ódio se nunca fiz nada! — Val diz tristonha ao olhar para meus pais e soltamos nossas mãos.
– Veja bem, Guilherme sempre ficou conosco. — Olho para ele que sorriu para mim. — Deixava de ficar com as namoradinha para ficar conosco por sentimos muito a falta dele, então ele sempre voltava de onde estivesse para ficar conosco.
– Mas minhas namoradas nunca foram importantes, e hoje Val é a mulher da minha vida, eu as amo da mesma forma. Cabe todo mundo no meu coração! — Ele aperta levemente seus ombros e sorrio para elas.
– Eu sei, e faço muito gosto de vocês dois juntos e ainda mais com meu sobrinho vindo ai. — Meu irmão pisca para mim. — Mas você nos acostumou assim, eu nem tanto porque falavam que eu era mais independente, mas uma vez Guilherme me prometeu que nunca me abandonaria e confio nele. — Olho para meu irmão que dá a volta e me abraça forte e mais uma vez tenho outra crise.
– Olha oque você fez Guilherme! — Briga papai já com a bombinha em minha boca e dessa vez demoro a voltar a respirar normalmente.
– Desculpa, eu só queria dar um abraço! — Se lamente e começa a morder os dedos de nervosismo. — Respira logo garota está me matando do coração!
– Estou bem! — Digo respirando calmamente!
Meu pais, meu irmão e Val entram em uma conversa animada e vejo que é uma deixa para eu ir falar com as meninas e subo calmamente a escada e quando entro no quarto dois rostos iguais aos meus viram em minha direção e fecho a porta.
– O que vocês pensam que estão fazendo? — Digo baixinho. — Ficaram maluca? Papai está uma fera com vocês!
– Não me importo! — Larisa fecha a cara. — Eu não vou ser tia daquele bastardo!
– Cala a boca Larisa! Já aguentei suas merdas por tempo suficiente! — Olho para ela. — A criança não tem culpa de nada! E você devia perceber em como nosso irmão está feliz com Val! Ela não vai levá-lo para longe. elo amor de Deus! Tira isso da sua cabeça!
Olho para Louise e ela está chorando. Sensível como sempre!
– Por que está chorando Louise? — Sento ao seu lado.
– Ele... E-ele vai ser papai! — Chora e se joga na cama.
– Eu sei, e isso não é legal? — Dou um sorriso de canto de boca.
– Mas ai ele vai se mudar, vai dar atenção só para ela e o bebê e vai esquecer de mim. — Ela chora outra vez e viro seu rosto para mim.
– Lolo. — A chamo sorrindo e ela seca as lagrimas. — A vida é assim, a gente cresce, conhece pessoas novas e depois quando encontramos nosso verdadeiro amor, nós continuamos com a nossa geração. Você não acha que nossos pais também não tem esse medo?
– Sim. — Sussurra.
– E você vai abandonar eles? — Acaricio seu rosto.
– Claro que não, eu os amo de montão! — Ela enruga a testa.
– Então, é a mesma coisa com Guilherme. — Sorrio e ela para de chorar e morde o canto da boca pensativa. — Guigui nunca nos abandonaria, mas agora ele tem uma família assim como um dia teremos a nossa e ninguém vai abandonar ninguém!
– Pouxa! Como fui uma imbecil com a Val! — Ela diz me olhando com seus lindos olhos caramelados arregalados. — Preciso pedir desculpas a ela!
– Agora é amiga íntima da biscate? — Rosna Larisa.
– Chega! — Louise se levanta. — Guigui nunca nos abandonaria!
E com isso ela sai abrindo a porta e em seguida batendo fortemente e Larisa me encara co fúria nos olhos.
– Olha o que você fez! — Ela aponta para onde Louise saiu.
– O que? — Dou de ombros e indo até meu guarda roupa.
– Você contaminou a mente dela só porque é mente fraca...
– Chega disso Larisa! Que coisa! — Resmungo. — Será que você não vê na felicidade de Guilherme? Quando for nossa vez ele também ficará com ciumes mas não chegará ao nível de destratar nossos pretendentes!
– Isso se você conseguir segurar um né! — Comenta ela que rapidamente coloca as mãos na boca quando meu olhar cai sobre ela.
Quando vou ar uma resposta a altura papai abre a porta e ele está mais puto do que qualquer outra coisa.
– Alícia, nos dê licença por favor! — Pede ele com sua voz controlada e fecho minhas mãos em punhos.
– Você vai ver que o mundo não é como você pensa. — Digo olhando em seus lhos e ela me encara. — E espero que não seja da pior maneira como eu vi!
***
No meio da madruga me bate aquela vontade de comer aquele frango que sobrou do jantar e desço ainda de olhos meios fechados e vou até a cozinha que está com a janela aberta e vejo o luar lindo no céu com algumas estrelas e assim que pego meu resto de frango e um copo de suco de uva, sento nas escadinhas da porta dos fundo e como sobre o luar.
– Não sabia que ficava ainda mais linda sobre o luar! — Sussurra Maicon e meu coração dá um pulo que deixo meu prato e copo caírem na escadinha e o ar me falta. — Que merda, esqueci de suas crises! onde está sua bombinha?
Não consigo responder e ele entra com tudo em minha casa e vasculha a cozinha a sala e depois de alguns minutos vota com a bombinha e fecho meus olhos e concentrando no ar que entra e sai de meus pulmões, e quando ela vê que estou melhor ele sorri.
– Desculpa, desculpa mesmo. — Ele senta ao meu lado. — Desculpa pelo seu lanche e pelo susto.
– O que você está fazendo aqui? — Entro minha testa para ele que sorri ainda mais. — Meu pai se te pegar aqui vai te matar!
– Não será em vão! — Ele dá de ombros sorrindo. — Vim porque senti sua falta não parava de pensar em você!
– Acabou Maicon! — Suspiro.
– Eu sei, entendo sua decisão mais não aceito e nada me impede de tentar outra vez...
– claro que impede. — o corto e ele me encara. — Se eu não quiser mais, não tem como você conseguir algo!
– Então minha causa é ganha baby! — Ele dá um sorriso malandro e reviro meus olhos.
– De novo não! — Apoio meus cotovelos nos joelhos e escondo meu rosto em minhas mãos.
– Hey, somos amigos ainda, não somos? — Pede ele com a voz triste e automaticamente olho em seus olhos negros.
deixo meus ombros caírem e suspiro.
– Claro que somos. — Sussurro.
Deito minha cabeça em seu ombro e ele me acaricia o rosto e cabelos e ficamos assim alguns minutos ou talvez horas quando penso em como ele conseguiu passar pelos seguranças que estão espalhados na fazenda.
– Maicon! — O chamo baixinho e ele me responde com seu charmoso "hum". — Como você conseguiu passar pelos seguranças e principalmente pelo Souza?
– Souza é fechamento! — Ele comenta com um divertimento na voz.
– Acho melhor você ir! — Levanto minha cabeça e olho em seus olhos. — Papai acorda as vezes para vermos se estamos na cama e quando ele der minha falta, vai me caçar e te matar quando lhe ver!
– Ok, se não quer mais minha presença, eu vou! — Ele finge estar ofendido e me escapa uma leve risada. — Se você soubesse o quão é bom o som de sua risada.
– Tá, tá! Vai logo! — Me levanto o empurrando e ele vai andando de frente para mim.
– Te vejo amanhã na escola?
– Nunca faltei um dia se quer Maicon! — Reviro meus olhos e ele ri.
– É verdade, a Alícia Gandra Hedi nunca falta! — Ele bate continência e reviro meus olhos e quando o olho mai suma vez ele some na escuridão.
Ouço leves passos atras de mim e sei que é papai e me preparo para não tomar susto quando ele senta ao meu lado e encara a lua acima de nós.
– Hoje a lua está bonita! — Ele diz baixinho e aceno com a cabeça. — Louise me disse que você conversou com ela e Larisa que se negou a aceitar a Val e a criança.
– Ela só está insegura. — Dou de ombros. — Ela tem medo de que Guilherme nos abandone. Larisa é a mais grudada nele.
Ela me observa por alguns instantes e sorri, depois um sorriso de coringa que chega a me dar medo. seria esse o sorriso que mamãe dizia que papai dava quando estava aprontando?
– Minha bolinha um está crescendo rápido de mais, não gosto disso! — Ele enruga a testa me encarando e vejo seus olhos brilharem.
– Pai, todo mundo cresce! — Sorrio pra ele que desce uma lagrima. — Por que está chorando?
– Até ontem você era uma bolinha que apenas me encarava, que não sorria para mim, mas dependia de mim para tudo e hoje odeia ficar comigo no escritório. — Ele deixa mais algumas lagrimas caírem e sinto meu coração dá um pequeno aperto.
Será que estou sendo tão egoísta assim querendo fazer apenas minhas coisas?
– Não eu não odeio ficar com você pai. — Aliso suas costas e beijo sua bochecha e seco suas lagrimas com meu polegar. — Eu gosto de ficar com você, eu adoro, mas...
– Ótimo! — Ele sorri como um coringa agora já ficando de pé e o sigo com o olhar. — Hoje o dia será cheio na empresa e você estando ao meu lado será melhor ainda, meu dia será mais alegre! Te busco na hora da saída!
Ele entra em nossa casa e mais uma vez fico sozinha na escadinha. Apoio um cotovelo na perna e descanso minha cabeça em minha mão e olho para a escuridão.
– Mais que merda! — Fecho minha cara.
Sabia que ele estava tramando alguma coisa!
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