Um Insuportável solitário
41 Capítulo 41 - Família crescendo!
Notas iniciais
– Bá! Bá! Jahtgdn! – diz uma voz sussurrada e bem delicada.
Sinto mãozinhas em meus cabelos e depois em meu rosto e mais uma vez sua voz delicada e sussurra em meu ouvido e meus lábios se formam em um sorriso. Finjo que estou dormindo e logo sinto mais mãozinhas em meus cabelos e duas em minha barriga. Abro um olho e vejo Alícia em minha barriga que começa a me bater para que eu acorde e ela começa a falar sua famosas palavras indecifráveis e olha para mim e depois me bate mais forte.
– Ahhhhhrrg! – Diz Louise ao meu lado esquerdo puxando meu cabelo para que eu acorde e Larisa beija minha bochecha me babando toda.
– Ok, papai já acordou! – Digo abrindo meus olhos e minhas tres princesinhas gritam animada e sento delicadamente puxando Louise e Larisa para meu colo e Alícia rola no chão fazendo graça. – Bom dia, minhas bolinhas sapecas!
Elas riem pra mim e as enche de beijos e Alícia como sempre apenas me observa quando deita no chão.
– Ótimo serviço, agora vamos tomar banho que sinto o cheiro de vocês de longe! – Olivia entra no quarto toda imperativa e me dá um selinho rápido me desejando bom dia e carrega Louise e Larisa no colo. – Você também Alícia, vamos tomar banho.
– O que tanto a princesinha do papai me olha? Hum? – deito ao seu lado e nos olhamos nos olhos.
Olhos caramelados como os meus.
Aliso seu cabelo e ela fecha os olhos brevemente e em seguida dá um sorriso sem dente e sorrio pra ela que fica de quatro olhando todo o quarto e seu olhar cai sobre mim novamente e ela tomba a cabeça para o lado levemente.
– Oi? – Digo pra ela que engatinha para mais perto e esconde a cabeça em meu ombro. – Minha princesa está carente hoje? É?
Levanto-me com ela que segura meu pescoço com outra mãozinha e aliso suas costas e sinto um cheiro estranho e enrugo minha testa por pensar que aquele cheiro desastroso possa vir de minha princesa.
– Alícia! Esse cheiro vem de você? – Arregalo meus olhos e ela sorri sapeca.
– Meu Deus! Ela está estragada? – Diz Guilherme ao me encontrar no corredor.
– Acho que sim. – Viro Alícia e nem preciso chegar perto a fonte. – Jesus! É ela!
– Ela está contaminada essa criança! – Ele diz tapando o nariz e rio.
– AMOR! MAIS UMA FOI ATINGIDA! – Grito ao entrar no quarto das crianças e vejo Olivia dando banho nas meninas na banheira delas.
– Olha quem chegou atrasada? Olha! – Ela diz ao brincar com as meninas que jogam água uma na outra. – Agora papai vai ter que dar banho na Alícia! – Ela passa shampoo nos cabelos delas e depois os enxágua e Louise sem faz careta ao fechar apenas um olho e colocar a língua pra fora, já Larisa fecha os olhinhos e sorri.
– Você tem mais...
– Se você não percebeu Alícia hoje quer ficar com você! – Ela diz sem me olhar. – Ela quem foi a primeira a ir pra cima de você para te acordar!
– Você foi acordar o papai, foi? Minha sapequinha! – A encho de beijos e ela dá aquela gargalhada gostosa.
Depois de muitas risadas e bagunça, finalmente as meninas estão arrumadas em um macacão jeans, cabelos soltos e com pequenos cachos nas pontas, sapatinhas iguais, porém uma de cada cor; Alícia de rosa, Larisa de vermelho e Louise de roxo. No cabelo para prender a franja estão apenas com uma borboleta delicada da mesma cor dos sapatos.
– Vamos sair? – Peço ao olhar Olivia que passa perfume nas meninas.
– Hoje é a luta da sua irmã. Esqueceu?
– Estou pronto! – Entra Guilherme vestido em uma bermuda cargo azul marinho e uma blusa de linho verde água e allstar preto e cabelos arrepiados.
– Hãm... não! – Digo pausadamente negando com a cabeça ao tentar lembrar.
– Você esqueceu! – Ela diz rindo. – Ande logo, vai se arrumar!
– Que horas é a luta? – Cruzo meus braços.
– Duas da tarde!
– Mas são onze horas!
– Eu sei, mas quando se tem um time de futebol, nunca é cedo! – Ela pisca pra mim ao pegar Alícia que me chama com suas lindas e gordinhas mãozinhas. – Papai vai te pegar depois, agora ele vai tomar banho porque está xexelento! Hum! Que fedor papai!
Enrugo minha testa e a primeira coisa que cheiro é meu sovaco que estão cheirosos e Guilherme segura nas mãozinhas de Louise e Larisa que conversa com suas palavras indecifráveis.
...
Dada a hora, saímos todos cheios de bolsas com brinquedos, fraudas, mamadeiras, roupas de reservas entre outra coisas. Em meu colo estão Alícia e Louise e Larisa está no colo de Olivia que não sai do celular e isso me irrita. Assim que o elevador abre as portas, Guilherme sai correndo pelo estacionamento em direção ao Souza que abre um sorrisão para ele. Entramos no carro agora super apertado e a primeira coisa que passa em minha mente é comprar um ônibus para caber tanta tralha não só das meninas coo de Olivia.
No carro, as meninas ficam inquietas, gritam riem, conversam e choram quando eu ou Olivia brigamos por não poder ficar com a cabeça na janela, e quando finalmente chegamos ao local onde minha irmã irá lutar, agradeço a Deus e descemos.
Guilherme como sempre anda na frente, eu continuo a carregar as meninas e Olivia fica ao meu lado olhando ao redor. Ela não é tão fã de luta, mas adora bater naqueles que a irritam.
Vai entender.
Digamos que o lugar é tipo daqueles que a gente vê as lutas de UFC, tudo preto e está lotado de gente, não só de gente, mas como de criança também que estão na primeira fileira e logo ouço eu nome ser gritado e identifico a voz animada de Isa que está de pé acenando freneticamente para nós com Eithor no colo rindo de alguma coisa.
O lugar não é tão perto, mas dá uma boa visão para a arena.
Sentamos em nossos luares e minhas filhas somem nas mãos de meus parentes que estão quase todos aqui, meu pai está roendo as unhas ao meu lado e minha mãe deve estar com Gabriela. Mamãe sempre fora apaixonada por lutas. Lembro-me de quando eu ainda era criança, papai nos levava para ver as lutas e eu queria invadir todas as vezes que mamãe apanhava. Tinha que defender a minha mãe!
– Pai, assim você vai acabar roendo o dedo também! – Digo ao olhar pa ele que encara seu dedo or alguns instante e depois os esconde entre as pernas.
– impressão sua! Eu não rôo unha. – ele diz ao me olhar com a cara mais sínica do mundo.
– Ah, não...
– Toma essa chorona chata! – Resmunga Kath ao me entregar Alícia que chora desesperadamente.
– Você bateu em minha filha, katherine? – Peço fingindo estar irritado.
– Eu não, ela quem começou a chorar do nada! – Peço Alícia que logo se acalma. – Alguém está manhosa hoje!
– E como está! – Di Olivia. –Ô garota! Volta aqui! – Ela grita pra Louise que sorri sapeca e está entre as pernas de meu padrinho. – Alguém pode passar essa fujona para cá?
– BOOOOOOOOOOOA TARDE! – Grito o juiz.
E áquea gritaria familiar ecoa em meus ouvidos, porém não é mais alto que minha família quando resolvem falar ao mesmo tempo e caio na gargalhada ao me lembrar dos tempos de minha infância.
Assistimos algumas lutas na disciplina, mas quando chegou a vez de minha irmã eu e Cael que está ao lado de meu pai somos os primeiros a ficar de pé e gritar e só depois papai se levanta e grita conosco.
– VAI GABIII! – Grito.
– ACABA COM ELA IRMÃ!
– GABIII! ÔÔÔ GABIII! – Grita papai balançando os braços e olhamos pra ele que para na hora e nos encara. – Não?
– Não? – Falamos ao mesmo tempo negando com a cabeça e sentando, mas logo levanta quando o sino toca para começar a luta.
A luta foi bem rápida e ela logo teve a vitória onde meu pai esgoelou, chorou e apertou meu braço e de Cael. Depois teve mais três lutas de Gabi onde toda ela venceu e foi classificada para as semifinais.
No finalzinho da tarde estávamos todos na casa de meus pais onde estava uma bagunça só e minhas filhas eu nem sei mais onde estavam. Guilherme estava na casa da arvore e Olivia conversando animadamente com Kath e Isa que só falam de crianças, fraudas, cocos e entre outras coisas relacionadas as crianças.
– Cabeça perdida? – Pede Cael me trazendo uma caipirinha.
– Não. – Dou de ombros ao pegar o copo. – Você, sim?
– Talvez um pouco! – ele diz baixinho.
– Emanuel tem dado trabalho? – Digo rindo.
– Aquele moleque é um catiço, irmão. – ele alisa os cabelos. – Acho que estou pagando por todos os meus pecados.
– Acho que posso dizer os mesmo com as meninas.
– Ele anda tudo, fala tudo, resmunga de tudo e sem perceber, o moleque já sumiu! – Ele diz agonizado e bebe tudo de uma vez.
– Sinto que não é só isso! – Olho em seus olhos e tomo mais um gole.
– Briana desconfia de que esteja grávida!
– E isso não é bom? – Enrugo minha testa.
– É maravilho. – ele me olha agora como me pedisse socorro. – Mas como digo a ela que não quero outro filho?
– Oi? Não era você que vivia dizendo que ia encher a casa de nossos pais de netos?
– Você já fez isso e depois de Emanuel eu realmente não quero mais. – Ele meche nos cabelos mais uma vez. – Adoro crianças, mas de verdade, de coração. Não quero outro filho!
– Irmão, você não em escolha! – Coloco a mão livre em seu ombro. – Ninguém mandou acertar, agora virá mais fraudas, mamadeiras, choros de madrugada...
– Ah não dá ora conversar com você! – Ele resmunga agindo de perto de mim e rio.
– Pentelhando seu irmão de novo Kaik? – Pede minha Olivia parando a minha frente. – Nunca irá mudar!
– Relaxa baby! – Sorrio e ela envolve meu pescoço com seus braços e me dá vários selinhos apaixonados.
– onde estão as meninas? – Pede ela me olhando.
– Realmente não sei, mas devem estar com meu pai!
– Vou procurá-las.
– Não, fica comigo! – Peço ao agarrar firme sua cintura.
– Alguém carente? – pede ela sorrindo e me mordendo os lábios com delicadeza.
– Alguém muito apaixonado sentindo a falta de alguém a qual ele não vive sem. – Encosto minha testa na dela. – Você!
– Ok me conquistou, vamos a um canto que vou te dar! – Diz brincalhona e rio.
– Olha que acredito! – Sorrio malicioso.
– Então, vamos que você irá ver e provar a verdade mais deliciosa de toda sua vida. – Ela segura minha mãe e me arrasta para dentro da casa de meus pais.
Como não ficar excitado com as coisas que ela louca diz?
Coitada de você, meu amo. Pois hoje não estou pra bobeira!
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