Um Insuportável solitário
40 Capítulo 40 - Ousada e intimidante, porém esxitante!
Notas iniciais
Hoje finalmente é sexta e cá estou eu no elevador de meu apartamento esperando ansiosamente ver minhas meninas e meu garoto que tem passado cada vez mais tempo conosco. Nina teve trabalho dobrado com as meninas e Olivia que vire e mexe sai durante a tarde e passa no máximo duas horas fora e eu nem sei onde esta mulher se enfia.
– Olha quem chegou! O papai! – Diz Olivia animada com as meninas que vibram ao me ver.
Hoje elas estão completando sete meses e só de vê-las engatinhando, sorrindo e gritando palavras indecifráveis para ter atenção de todos é muito gostos e ao mesmo tempo desesperador. Elas engatinham para todos os cantos, enquanto pego uma duas se perdem e por ai vai.
Agora eu estou pagando por todos os meus pecados!
– Papai lindo, charmoso, gostoso, querido, amado. – Ela me elogia de mais e enrugo minha testa. – Como foi o da de trabalho? Cansativo? – Diz rápido de mais ao pegar minha pasta e afrouxa o nó de minha gravata. – Melhor? Ótimo, fica com as meninas. Sua vez! VOU SAIR E NÃO DEMORO! MAMÃE AMA VOCÊS!
Ela grita a ultima frase ao bater a porta e as meninas me olham com caras de sapeca e sorrio para elas.
– Acho que alguém está aprontando! – Digo ao olhar para elas e vejo Nina aparecer na sala. – Boa noite Nina!
– Boa noite! – Ela diz sorrindo e secando as mãos no pano de prato quando me sento no chão entre as meninas que agora me escalam.
– Como foi o dia com as meninas? – Peço quando Larisa me agarra os cabelos e Louise morde minha blusa.
– Produtivo. Levamos as meninas na pracinha hoje! – Ela diz e olho animado para minhas filhas.
– Vocês foram a pracinha com a mamãe e a tia Nina? – Peço a elas que nem me dão bola. Só querem puxar meus cabelos, babar minha roupa e Alícia como sempre me encarar. – O que foi princesa? O que tanto você me olha?
Alícia nada faz apenas me encara e em seguida deita no chão e tampa os olhinhos e sorrio para ela.
– Quem quer brincar de esconde-esconde? – Ninguém se manifesta e logo me lembro de Guilherme. – Onde está Guilherme, Nina?
– Lúcia veio buscá-lo. – Ela se limita a falar.
– E...? — Olho agora para ela.
– O menino não queria senhor. – Ela diz como se tivesse me pedindo desculpas de algo.
Enrugo minha testa e a encaro.
– O que aconteceu Nina? – Agora peço sério e coloco as meninas no chiqueirinho na sala e resmungam por estarem presas.
– Primeiro ela ligou para Guilherme que gritava com raiva dizendo que não ia a lugar algum, e depois ela veio até aqui e pegou...
– Espere! – Pisco par de vezes. – Você quer dizer que ela invadiu meu apartamente e evou meu filho a força pra casa?
Ela acena com a cabeça e segura uma mão na outra e abaixa a cabeça.
– Onde estava Olivia? – Peço agora com medo.
– Estava dando banho nas meninas, e eu estava tentando colocar Lúcia para fora como você me pediu, mas não consegui. Desculpe-me! – Ela diz triste.
– Por que não me ligou? – Peço com raiva.
– Olivia me pediu para que não ligasse que ela mesma resolveria.
– MEU DEUS NINA! – Grito ao passar as mãos nos cabelos. – Todos nós sabemos que Olivia é maluca!
– Mas senhor, ela me ameaçou igual da outra vez quando foi embora! – Ela se desculpa.
– Tudo bem! – Aliso meu rosto e respiro fundo. – Foi por isso que ela saiu assim sem falar nada?
Ela apenas acena e fecho meus olhos. Pego meu celular e ligo para a casa de Lúcia que atende no segundo toque.
– Você tem o que na cabeça Lúcia? – Peço com raiva e apenas a ouço bufar. – Está maluca? Como assim você invade minha casa e arranca meu filho?
– Nosso filho!
– Que seja, ela é meu filho e está no meu final de semana e você não tem o direito de pegá-lo a força!
– Ele fez drama! – Ela resmunga.
– Se você fizer isso outra vez...
– VAMOS EMBORA GUILHERME! – Ouça a voz de Olivia.
SANTO DEUS!
– O que você está fazendo na minha casa! – Grita Lúcia.
E depois ouço um barulho de telefone caindo e mais gritarias e ofensas e fecho meus olhos respirando fundo e orando para que Olivia não perca a cabeça ou eu nem poderei ver meu candango nos finais de semana.
– Isso aqui é por você invadir a casa do meu marido e arrancar com eu filho de lá! – E barulhos de tapas se fazem presentes. E não só um como vários.
– Maluca! Eu vou...
E Lúcia não termina de falar, porém a voz de Olivia se faz presente e para meu alívio Souza está lá.
– ME SOLTA SOUZA, EU VOU DAR A ELA A SURRA QUE ELA NUNCA LEVOU DOS PAIS!
– Senhora, O Sr. Kaik não vai gostar nada e você está brigando na frente de Guilherme!
– Não me importo, eu não tenho nada haver com isso! – Ouço meu filho falar e as vezes eu tenho que me controlar para não cair na gargalhada com as coisas que ele solta.
Por fim a ligação cai e respiro fundo.
– A mãe de vocês me deixa louco, sabiam! – Digo ao olhar as meninas que brincam entre si. – Espero que nenhuma de vocês puxe esse lado!
Elas brincam com seus bichinhos e dão risada quando uma delas fazem palhaçadas e sorrio bobo.
Olivia chega assim que saio do banho e estou enrolado na toalha e ela não me olha nos olhos e Guilherme entra alvoroçado no quarto e me dá um abraço.
– Oi papai. – Ele diz sorridente e beijo sua testa.
– Lave as mãos, Nina já vai colocar o jantar! – Grito para ele que sai correndo do quarto.
Vu até o closet e visto uma calça jeans e uma camiseta de mangas compridas e fico descalços, ajeito o cabelo entre os dedos e escovo meus dentes. Saio do quarto e vejo Olivia sentada na ponta da cama com os dedos entrelaçados em suas coxas.
– Amor...
– Minha conversa contigo é depois do jantar Olivia! – Digo sério ao passar por ela e ouço sua respiração profunda.
O jantar foi como sempre, bem falante, porém eu nada disse. Olivia estava interagindo com as crianças, mas eu sabia que sua cabeça estava rondando em coisas que tinham acontecido e pelo jeito que a tratei.
Quando termino, peço licença e vou para meu escritório terminar de analisar um caso que eu deixei para ver depois e agora é a melhor hora... ou era!
– Estou ocupado agora! – Digo para Olivia que entra toda abusada e fecha a porta.
– Pouco me importa. – Ela diz dando de ombros.
Seu lado abusado nunca irá mudar!
Apenas levanto meu olhar pra ela que se aproxima de mim toda desafiadora e confesso que isso meche com meu parceiro e tento me controlar. Ela dá a volta na mesa e empurra um pouco minha cadeira para trás e senta em meu colo de frente pra mim e entrelaça seus dedos em meu pescoço.
– O que você queria que eu fizesse? – Pede ela indignada. – Aquela vaca loura vem aqui e pega nosso filho e sai por cima com a cereja? Claro que não! Ninguém tira meu filho à força da nossa casa! – Ela fecha a cara. – E eu estava com saudades de dar uns tapas bem dado na cara daquela filha da p-...
– O que seu pai disse sobre ficar xingando? – Peço ao arquear minhas sobrancelhas. – Olivia! – Respiro fundo. – Não quero que você entre em confusão com Lúcia...
– Eu sei que defender ok! – ela diz com seu jeito durão.
– Mas se continuar assim nunca vou conseguir a guarda dele! – Digo derrotado e ela me olha com atenção. – Fique ciente que depois do que você fez hoje ficará ainda mais difícil de conseguir.
– Desculpa! – Pede ela ao deitar a cabeça me meu obro e aliso suas costas. – Não vou fazer mais isso.
– Por favor! Quero muito meu filho...
– Nosso filho! – Ela me corrige e sorrio.
– Nosso filho! – Repito. – Quero muito que ele more conosco.
– Eu também.
– Então se controle. – Ela me olha e arqueio minhas sobrancelhas outra vez.
– Vou me controlar! – Ela se esfrega em mim e me olha com um sorriso malicioso. – Hum... temos alguém ativo por aqui!
– Você me deixa assim!
– ATACAR! – Grita Guilherme ao abrir a porta e três menininhas lindas engatinham para dentro e sorrio todo bobo.
– Meu Deus, estamos sendo atacados por três princesinhas lindas! – Digo ao ver minhas meninas falarem suas famosas palavras emboladas e Guilherme engatinha ao lado delas e Larisa é a primeira a querer montar nele.
– Não Lalá, é pra engatinhar até o papai e não subir em mim.
– Urg! – Resmunga ela. – Bá, bá! Jiodjgbdbdj! – Ela diz e rio.
– É, acabou a privacidade! – Cochicha Olivia ao se levantar e sentar no chão e pegar Louise no colo que bate palmas animada.
– Hey, cadê Alícia? – Peço ao me levantar e a vejo com umas folhas na boca e quando nossos olhares se encontram ema vira estátua. Aonde é que ela achou isso?
Pega no flagra!
– Papai compra brinquedo pra nada? – Ela apenas me segue com o olhar quando me aproximo e tiro o papel delicadamente de sua boca e ela faz um bico adorável.
Vai chorar.
– Olha, olha lá o irmão com a Larisa. Olha lá! – Aponto pra eles, porém ela não olha.
Vejo seus olhos brilhares e ela abaixa a cabeça como se estivesse ofendida e junta uma mãozinha na outra e começa um choro sentido.
Como minha filha é sentimental! Quem será que ela puxou? Kath?
– Oh, meu bebê! – Diz Olivia se aproximando e pegando Alícia que finge o choro. – Não, papai não vai mais te incomodar! – Ela beija sua bochecha e Alícia coloca a cabecinha no ombro e me encara.
Às vezes Alícia é tão intimidadora!
– Vem Guigui, vamos botar essas sapequinhas pra dormir, e você também! – Diz Olivia saindo do meu escritório.
– Ah! Não mãe! – Resmunga ele ao segurar a mãozinha de Larisa que anda desengonçada.
– Ah sim, já está na hora de todo mundo dormir! – Ela diz ao me olhar e sorrio abertamente pra ela.
– Já vou! – Digo e ela acena com a cabeça e estou sozinho no escritório.
Assim que finalmente termino de analisar e fazer um pequeno relatório do caso, vou para o quarto onde encontro meus quatro filhos e minha futura esposa dormindo em nossa cama onde já não está cabendo todo mundo. Ou seja, espaço pra mim que é bom não tem. Mas não reclamo e faço uma cama improvisada onde logo consigo pegar no sono.
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