Um Insuportável solitário

39 Capítulo 39 - Vida nova


Notas iniciais
Então, está grande! *0* Boa leitura! S2'

– JÁ ESTOU INDO! – Grito assim que minha sogra me liga e jogo o telefone na mesa de qualquer jeito e saio correndo do escritório. – Lana... eu... minhas filhas!

Só consigo dizer isso enquanto corro até o elevador e ela grita alguma coisa que não entendo. Aperto o botão do térreo e leva uma eternidade para chegar e quando chego corro mais uma vez até a frente do prédio e pego um taxi e peço para ir ao hospital e quando ele entra na rua principal, tudo está parado.

– ESTÁ DE SACANAGEM? – Grito nervoso e o taxista leva um susto.

– Calma meu...

– Calma? – Peço ao olhar pra ele zangado. – Diga isso para minhas três filhas que estão nascendo e nem estou por perto para acalmar minha mulher que tem medo de sangue!

– Três? – Pede ele ao arregalar os olhos.

– Oh, sim. – Sorrio pra ele. – Três lindas meninas. Espero que elas se pareçam com a mãe e tenham os meus olhos.

–Normalmente quando é menina puxam a fisionomia do pai. – Ele diz.

– Verdade? – Peço curioso ao olhar pra ele.

– Sim, eu tenho quatro filhos, dois meninos e duas meninas. – Ele diz risonho. – Todos agora completaram a maior idade, e graças ao bom Deus, estão mais calmos.

– Eles aprontavam muito?

– E como aprontavam! – ele acena com a cabeça. – Tinha dias que eu demorava pra entrar em casa, pois pela janela já via e ouvia a confusão.

Depois de alguns minutos de conversas a ansiedade me toma outra vez e lembro o porquê de estar naquele taxi.

Minhas filhas e Olivia.

Por fim pago o taxista e saio e vou correndo pelo canto da estrada todo desesperado até que vejo uma bicicletas paradas na calçada de frente Ra uma loja de bicicleta e sem pensar em duas vezes pego uma e vou pelo canto onde apenas os ônibus podem passar. Confesso que andei uma boa parte e quando chego no hospital estou todo suado e com a respiração ofegante e logo caço a maternidade e saio invadindo sem me identificar e me vejo perdido no corredor.

– Posso ajudá-...

– Sim, pode. Minha esposa Olivia Hedi, grávida de trigêmeas. – Digo ofegante. – Sabe em qual quarto?

– Só um instante...

– Não, você não entendeu! Trigêmeas, agora... vai nascer agora! – Digo com o coração acelerado.

A enfermeira vai até uma salinha com uma janela de vidros e fala com um bando de enfermeiras e uma senhora sorri abertamente para mim.

– O senhor é o Kaik Gandra? – Pede ela e aceno freneticamente e ela ri. – Me acompanhe, por favor!

Entramos no elevador mais uma vez e em questão de segundos estávamos no corredor outra vez e viramos à esquerda e depois a direito e entramos em um corredor em saída cheia de portas e posso ouvir os palavrões de Olivia.

– É a minha mulher! – Digo aliviado por encontrá-la.

– É esse aqui, quarto 712. – Ela diz ao abrir a porta e vejo minha Olivia deitada na cama resmungando de dor.

Assim que entro no quarto, seus pais e seu irmão se afastam para que eu possa estar ao seu lado e ela me olha com os olhos arregalados e em seguida fecha os olhos. Seguro suas mãos e ela massacra as minhas e aguento tudo de boca calada ou sobra ainda mais pra mim.

– Onde é que você estava? – Pede ela com dor na voz.

– Estava vindo, vim de bicicleta. – Digo e dou um beijo em sua testa.

– Isso explica... explica seu estado! – Ele deita a cabeça e fecha os olhos. – Meu Deus! Eu não sabia que ter filhos doía tanto! Isso é por que tem três?

– Não, querida. É essa dor mesmo pra todas as quantias de criança! – Diz minha sogra e Olivia resmunga outras coisas!

– Está na hora! – Diz um médico ao entrar na sala. – Oh, finalmente o pai chegou! – ele olha pra mim sorrindo e aceno com a cabeça. – Homem de sorte, logo três meninas. É como estar no paraíso!

– Sério? Como sabe? – Peço ao enrugar minha testa.

– Sou pai de trigêmeas! – Ele sorri abertamente.

– Ótimo, que bom. Porque não marcamos um piquenique quando minhas filhas nasceram... ou devo esperar pra marcar porque o médico não quer... urg! Meu Deus! – Resmunga minha menina.

– Ok, ok. Vamos que tem três meninas impacientes para...

– É, É! – ela diz impaciente.

...

Ter aquelas três menininhas pequenas, brancas e cabeludas em meu colo são a melhor sensação que um pai pode ter na vida. Apenas uma é bem quietinha, pois as outras duas são impossíveis, e também são choronas que só se calam quando estão mamando em minha Olivia que só é sorrisos, porém seus olhos estão quase fechados.

Fico me perguntando quem segurou Guilherme no colo, quem lhe deu o primeiro banho, quem o fez carinho quando ele chorou, quando ele começou a engatinham quem o ficava por perto, quem dizia que tudo daria certo se alguém dia ele ficasse triste. Por alguns segundos me sinto triste por perder tanta coia boa da vida do meu filho que hoje o amo incondicional, mas perder seus primeiros momentos me mata por dentro.

– Pai, a Alícia está chorando! – Diz Guilherme ao me trazer a realidade.

Alícia só fica calma em meu colo, Louise está no colo de meu pai que dificilmente a solta, apenas para mamar. Larisa está com meu cunhado que entra em uma conversa sem fim.

– Estou ouvindo minha filha chorar e pelo choro é Alícia! – Diz Olivia ao sair do banheiro com ajuda de minha sogra e minha mãe. – Me dê ela.

Espero Olivia subir na cama e quando ela se ajeita entrego Alícia chorona que logo se cala quando começa a mamar.

– Viu, era fome. – Diz Olivia sorridente. – Gulosa como o papai, não minha bolinha? – Ela conversa com nossa filha que segura seu dedo mindinho.

Fico parado olhando em volta para minhas filhas e meu peito explode alegria, porém está faltando um e não o encontro na sala.

– Onde está Guilherme? – Peço e todos me olham.

– Estava aqui agora! – Diz meu pai.

Saio do quarto o procurando e o encontro entrando no elevador e corro. Coloco minha mão e as portas se abrem novamente.

– Onde pensa que vai? — Olho pra ele que está de costas.

– Quero ir pra casa! – Pede com a voz embargada.

– Você não quer ficar com suas irmãs? Você estava tão ansioso peã chegada delas! – Digo e me abaixo e aliso seu ombro e ele tira minha mão.

– Quero minha mãe! – E chora.

– Hey, o que está acontecendo com o meu garotão? – O puxo pra mim e ele me abraça forte.

– Promete que você e mamãe Olivia nunca vão me deixar por causa das meninas? – Pede ele olhando para mim.

Oi?

– É claro que nós nunca te deixaremos meu garoto. – Aliso seus cabelos e seco seus olhos. – De onde tirou isso? Você pediu a sua mamãe irmãos, e ela te deu logo três! Você não queria ser irmão mais velho? Olha aí, três menininha lindas e que se parecem contigo. Ninguém vai te deixar de lado. – sorrio pra ele que ainda chora. – E se está pensando que vou deixar você ver TV até tarde, comer besteiras antes do jantar por estar olhando as meninas. Está muito enganado, senhor Guilherme Gandra!

Ele ri e chora ao mesmo tempo e me abraça outra vez.

– Agora vamos voltar para o quarto que suas irmãs sentem sua falta. – Digo em seu ouvido.

– Como? Elas só pensam em mamá! – Ele diz com a testa enrugada e rio.

– Tem razão, mas elas são manhosas, gostam de carinho e atenção. E elas querem o irmão mais velho por perto para protegê-las.

Voltamos para o quarto e Guilherme corre para a cama onde meu pai o levanta e ele beija e acaricia uma de suas irmãs e em seguida vem uma enfermeira e diz que todos têm que sair e só eu e Guilherme ficamos no quarto.

As bebês agora estão em um bercinho individual dormindo e Guilherme vela seu sono enquanto eu acaricio Olivia que está quase dormindo.

– Como está minha menina? – Aliso seus cabelos e ela sorri levemente.

– Cansada, mas não posso dormir!

– Por que não?

– As meninas!

– Eu e Guilherme vamos ficar de olho nelas! – Sorrio e lhe dou um selinho.

– Promete?

– Prometo!

...

Assim que o médico nos dá alta, Guilherme é o primeiro a ajudar a Olivia a descer da cama e em seguida sentar na cadeira de rodas. Eu mais uma vez verifico as meninas no bebê conforto e sorrio todo bobo ao ver minhas três meninas de roupinhas diferentes para não confundir as pessoas. Alícia está de rosa, Louise de vermelho e Larisa de roxo. Nasceram cabeludas e seus cabelinhos escuros como o da mãe estão penteados para o lado como uma bonequinha, e qualquer pessoa que as vê, vão querer apertar suas bochechas, pois as três são bochechudas.

Patrique e Kath me ajudam a levar as meninas enquanto Guilherme empurra a cadeira de rodas e assim chegamos ao carro onde Souza nos recebe com um sorriso de coringa e Olivia faz questão de apresentar o tio Souza às meninas que se mechem manhosas ainda de olhos fechados.

Chegando em meu apartamento tudo está de pernas pro ar, pois com tanta coisa em minha cabeça que esqueci de providenciar o mais importante. A casa!

E tem que ser uma casa bem grande para poder caber toda essa galera...

– Vai faltar espaço! – Comenta Olivia.

– Por enquanto as meninas ficam onde era seu quarto. Lá cabem as três e Guilherme pode dormir com elas quando passar alguns dias aqui até eu ver a casa. – Digo todo bobo.

Souza, Patrique e Kath carregam minhas filhas e Guilherme os inspeciona, ele se tornou muito ciumento em relação às irmãs. Ajudo a Olivia indo direto para nosso quarto e Nina a recebe com um abraço e beijos carinhosos em suas bochechas. Assim que Olivia deita na cama logo Alícia chora com fome e Guilherme é o primeiro a me avisar para pegar Alícia, porém Kath já a leva para a mamãe mais linda do mundo que está pronta para amamentá-la.

A casa está um pouco cheia, está minha mãe, minha sogra, Nina e Kath andando de um lado e para o outro ajudando minha Olivia com as meninas e a Nina com a casa que antes era apenas eu e hoje embarcaram mais cinco. Estou sentando na cozinha comendo um lanche de Nina fizera para mim e tomo um grande gole de suco quando a mesma entra na cozinha e mexe nas panelas.

Hora da janta!

– Vejo que o senhor está muito feliz! – Comenta ela com um sorriso carinhoso e retribuo.

– E como estou. – Sorrio como um coringa. – Olivia e as crianças me trouxeram a felicidade outra vez!

– O senhor merece. – Ela ajeita meu cabelo como minha mãe sempre faz e sorrio mais uma vez. – Vou preparar a janta pra esse exército.

– E vou te ajudar! – Diz minha mãe entrando na cozinha toda eufórica. – O que tem em mente?

– Algo fácil e rápido de fazer e que Olivia possa comer. – Digo olhando para elas e mamãe cruza os braços com Nina e me dão as costas.

– Cozinha agora é apenas nossa. – Ela diz e arqueio minhas sobrancelhas.

Tecnicamente a cozinha é minha! Eu quem comprou esse apartamento!

– E se está pensando que tudo isso aqui é seu, está enganado! – Continua ela e a olho. – Seu pai quem pagou!

Abro e fecho a boca sem ter o que dizer e balanço minha cabeça e termino de lanchar e me levanto indo par ao quarto encontrando apenas Olivia na cama tentando se levantar.

– Ajuda? – Me aproximo e ela me olha de cara feia.

– Ajuda? – Ela diz irônica. – Eu preciso de ajuda desde que descobri que teria trigêmeas! – Ela revira os olhos quando segura em minha mão e a levanto devagar. – Kaik, já estou ficando louca, são muitas fraudas, muito cocos, muito choro... olhe isso aqui! – Ela aponta para seus seios e sorrio malicioso. – Eles estão enormes, e quando elas não quiserem mais meus peitos, eles vão bater em minhas cochas! Estarei toda flácida!

– Pra mim ainda continua gostosa! – Beijo seu pescoço.

– Pare com isso! – Ela desvia o pescoço e rio. – Me ajude aqui que estou quase mijando nas calças! Não vejo a hora de voltar à ativa!

– Não sei que ativa! – A ajudo a sentar no vaso quando ela abaixa a calcinha e segura a camisola. – Calcinha de fio dental? Dona Olivia, que sexy!

– Kaik, se você me tarar mais uma vez eu juro que pego o coco das meninas e esfrego na sua cara fazendo uma mascará para sua pele! – Ela diz raivosa e pisco par de vezes surpreso. – Agora fecha os olhos!

– Pra que?

– Quer fechar os olhos? – Ela me olha raivosa.

– Já vi tudo ai!

– Eu quero secar a minha Che... lilíca! – Ela se corrige e prendo o riso.

O que umas broncas do pai não fazem!

– Ah, é isso? Não tem problema! – Dou de ombros.

– Mais que po... porcaria! – Resmunga revirando os olhos.

Viro o rosto e ela rapidamente se seca e segura em meus braços para se levantar e levanto sua calcinha e ela abaixa a camisola e aliso sua bunda e ela rapidamente tira minhas mãos.

Agora não posso tocar no que é meu por direito?

– Quer parar de ficar me alisando? Estou um bagaço! – Resmunga mais uma vez e paro a sua frente lhe abraçando ela cintura.

– Você quer parar de ficar fazendo graça? – A olho sério e ela me avalia com seus lindos olhos negros. – Você está linda, acabou de dar a luz a três lindas e maravilhosas menininhas a quais são as minhas vidas. Você está em um período sensível, tem todo o direito de se achar todas essas coisas que você não é. Você é linda Olivia – aliso seus cabelos – sua pele é macia e quente, gostosa. Seus cabelos ficaram ainda mais lindos, seu sorriso mais feliz e em seus olhos há um brilho especial e estou explodindo de felicidade por ter você e as crianças ao meu lado. Você é a mulher da minha vida. Então pare de dizer essas coisas e tirar minhas mãos quando se encostam a você!

– Eu te amo! – Ela diz baixinho e me dá um selinho.

– Eu também te amo minha nanica gostosa! – Digo e ela fecha a cara.

– Só não te bato porque me chamou de gostosa! – Agora ela sorri e cruza os braços em meu pescoço.

– Mas você é! – Mordo seus lábios de leve. – E só minha.

– Só sua! – Ela sorri lindamente. – E você todo meu!

– Só seu, e sempre seu!

No meio da noite, minhas três meninas abrem o berreiro juntas e acordo em um estalo e lá estou indo ainda de olhos fechados para o quarto, mas vejo Guilherme conversando com elas que ele está ali para deixá-las seguras, mas não é isso que irá acalmá-las.

– Calma, a mamãe chegou! – Diz Olivia sonolenta.

Ela tira um pouco de leite e coloca na mamadeirinha, pego Larisa e Louise que choram desesperadamente e entrego a Olivia e apenas se ouve o choro de Alícia e a pego lhe dando a mamadeirinha e tudo se entra em silencio.

– Alguém com muita fome! – Comenta Guilherme ao ficar encarando Alícia. — Ela é muito esfomeada!

– Puxou ao seu pai! – Diz Olivia sorrindo. – Minhas meninas puxou o apetite do pai!

– Que bom, sempre estarão bem alimentadas.

Ficamos alguns minutos amamentando as meninas e depois coloquei cada um para arrotar e Larisa foi a quem arrotou mais alto. Por fim todas voltam a dormir e Guilherme fica sentado na grande cadeira onde Olivia estava sentada minutos atrás.

– Não vai dormir, pingo de gente? – Pede Olivia.

– Não, eu gosto de ver minhas irmãs dormindo. – Ele diz sorridente com os olhos perdidos nas meninas.

– Vou pegar uma coberta e um travesseiro para você!

– Boa noite garoto. E qualquer coisa nos chame! – Digo ao dar um beijo em sua testa e bagunçar o cabelo.

– Pai! – Ele me chama quando chego à porta e me viro pra ele.

– Oi. – O olho.

– Obrigado por me dar mais uma mãe e três irmãs! – Pede com um sorriso carinhoso e aceno com a cabeça. – Boa noite!

– Boa noite! – Sorrio todo bobo.

Notas finais
Desculpem pela demora e pelos erros, juro que vou concertar toda a história depois. Quem sabe não vira um livro de verdade?! *0* Então, quero que vocês me dizem o que estão achando, o que querem para os próximos capítulos, quero saber tudo minhas jovens! ô/ Então, bjs, bje e até breve!