Um Insuportável solitário

19 Capítulo 19 - De volta a estaca zero


Notas iniciais
Boa leitura!

– Mais que poha é essa? – Grita Olivia.

Tomo um susto com a altura da sua voz que empurro Lúcia do meu colo e ela acaba caindo do meu colo.

– Ai! – Lúcia fecha a cara.

– O-Olivia? – Peço ao gaguejar e me levanto.

– Sim, eu! – Ela diz com uma cara nada agradável e seus olhos voam para Lúcia que agora se levanta. – Então quer dizer que a piranha está atacando!

– Olha como você fala comigo...

– OLHA O CACETE! – Ela grita e dá dois passos e me levanto. – E você vai ficar com essa boca inquieta e safada ai! BEM LONGE DELA!

– O-olivia! – Gaguejo outra vez.

– Shiu! Calado! – Ela me olha e depois se aproxima de Lúcia. – E você o que está fazendo aqui? Por que votou?

– Eu e Kaik temos um filhos e...

– Idai? – Ela cruza os braços. – Isso foi anos atrás e você, sua filha da puta do cacete o abandonou o privando de conhecer o filho! – Ela rosna. – Você merece é uma surra por ter feito isso!

– Lava sua boca pra falar comigo...

– Você só tem essas palavras?

– Cala a boca sua nanica puta! — diz Lúcia ao ajeitar sua roupa.

Oh! Droga! Nanica não!

– Ela está ciente de que acabou de provocar uma terceira guerra mundial? — Ela me olha e quando vou responder eu me calo quando me olha no fundo dos olhos e me afasto alguns passos e acabo sentando no sofá.

Olivia se aproxima ainda mais e quando me levanto outra vez, já é tarde de mais. Olivia lhe dá um tapa bem forte no rosto de Lúcia que fica atônita por alguns segundos e resolve revidar e as duas começam a rolar no meio do chão entre ofenças, e socos e... pohadas de verdade.

– Ô VÓ! VOVÓ! – Grito do corredor e aparece minha vó, Isa, e mais dois seguranças.

– Doce Jesus! – Vovó coloca as mãos no coração.

– Eu sabia que ela ia dar merda! – Comenta Isa com o avental e as mão sujas de glacê.

– Você sabia que Olivia esta aqui? – Peço e ela acena com a cabeça com um sorrisão. – NO BRASIL?

– Sim! – Ela dá um sorrisinho angelical e a minha vontade é de socar a cara de Isa.

Os seguranças separam as meninas, porém Olivia consegue dar um chute entre as pernas do homem que logo a solta e rapidamente a puxo para fora do escritório onde Isa tranca a porta, ficando todos com Lúcia lá dentro.

– O que você está fazendo aqui? – Peço desesperado e ao mesmo tempo feliz.

– Por quê? – Ela cruza os braços e balança a perna em nervosismo. – Cheguei em um mal momento?

Olho para seu rosto e meu sorriso se abre, porém ele morre ao ver uma mecha de sangue descendo de seu nariz.

– O que foi? – Pede ela agora um pouco mais calma.

Como dizer a uma pessoa que tem nervosismo de sangue quando seu nariz está sangrando sem que ela tenha um ataque?

– Espere aqui! Se você sair daqui eu vou te amarrar as mãos e as pernas e te amordaçar! – Digo sério. – E não estou brincando!

– Tá, ta! – Ela diz me dispensando e corro ao banheiro e volto com papel higiênico nas mãos. – Pra que isso?

– Fecha os olhos! – Ordeno.

– Pra que? Você vai me dopar?

– Quer fechar essa boca e os olhos agora? – Ordeno perdendo a paciência.

– Pensei que estaria feliz em... AI!

Coloco o papel higiênico em seu nariz e o aperto de leve e ela tenta sair de minhas mãos mas seguro sua cabeça com força. Quando ela viu que eu não ia soltá-la, ela se acalma e nossos olhares estão um no outro e meu coração bate feliz, aliviado, relaxado.

– Senti sua falta! – Susurro pra ela que me olha de cara fechada.

– Não foi o que pareceu! – Ela tira seu rosto de minhas mãos e vê o sangue no papel e pega desesperadamente mais papel e enfia no buraco do nariz e prendo o riso. – O que foi? Algo engraçado? – Nego com a cabeça e ela cruza os braços.

– Vem cá! – A puxo pra mim e a abraço apertadamente e dou um beijo em seu pescoço. – Senti sal falta, cabrita!

Aliso suas costas e dou outro beijo em seu pescoço e ela se arrepia e sorrio.

Como é bom sentir o cheiro de frutas, chocolate, de coisas gostosa em Olivia.

– Kaik! – Ela diz e não me abraça.

– Hum! – digo ainda alisando-a.

– É verdade que você disse que queria me comer? – Pede ela e arregalo meus olhos.

– Qu- Que? – Gaguejo outra vez e me afasto dela e a vejo cair na gargalhada. – Ah! Sua palhaça! Bobona! – Dou um tapa de leve em seu ombro. – você quase me matou do coração! Quase acreditei!

Ela para de rir.

– Não, agora é serio! – Ela fica séria, sem um vestígio de sua grande gargalhada de segundos atrás.

– Diga! – Aliso meus cabelos.

– Você quer me comer? – Ela diz.

Reviro meus olho e rio.

Olivia sempre era Olivia.

.

...

–Está mais calma? – Peço quando entramos em meu apartamento e Olivia se joga no sofá.

– Srt. Olivia. Que bom vê-la! – Nina vai em sua direção e a abraço forte.

– Eu não disse que ia volar? – Diz Olivia rindo e Nina acena a cabeça.

Depois que fecho a porta, cruzo meus braços e faço um pigarro com a garganta e Nina rapidamente solta Olivia e nos deixa a sós.

– Então, vou tomar um banho. – Olivia coça a cabeça. – Descansar um pouco. – Ela se espreguiça. – Viajar de avião é mole não!

Ela me dá as costas e corre e paro a sua frente.

– Pode ficando paradinha e sentando essa bunda grande no sofá!

– Sempre soube que você fica de olho na minha bunda! – Ela diz ao sentar no sofá e cruzando os braços.

– Sim, alem de grande ela é muito linda. – Digo e ela arregala os olhos e balanço de leve minha cabeça para espantar pensamentos maliciosos. – Quero sabe o porque de você vajar sem mais nem menos! E você me disse que se tivesse acontecendo algo você me ligaria que eu iria até você!

– Com o pensamento na minha bunda? – Ela aponta para própria bunda e bato minhas mãos na testa.

Por que raios fui falar da bunda enorme, linda e gostasa da Olivia?

Droga! Droga!

– Olivia! – A chamo.

– Bunda? – Ela se levanta irritada.

Porque ela está irritada?

– Você me chamou de bunda gostosa? – Ela pede se aproximando de mim.

– Q-que? – Gaguejo ao arregalar meus olhos.

– Você acabou de me chamar de bunda gostosa! – Ela coloca um dedo em meu peito e me olha no fundo dos meus olhos. – Sr. Antônio não vai gostar de saber que o queridinho dele está chamando sua princesinha de BUNDA GOSTOSA! – Ela sai pisando duro e gritando.

– O que raios acabou de acontecer aqui? – Levanto minhas mãos para o céu ao dizer confuso.

Será mesmo que eu chamei Olivia daquilo? Claro que não.

Nunca fiz isso com ninguém!

Coloco minhas mãos na cintura e olho ao redor tentando entende o que acabou de acontecer aqui, e nas palavras que eu disse. E como minha memória é muito boa, me recordo de tê-la chamado pelo nome.

Fecho minha cara e cruzo meus braços ao ver que mais uma vez fui enrolado pela Olivia e corro até seu quarto e abro a porta, mas ela está trancada e resolvo socá-la.

– Abre agora essa porta! – Grito.

– Não se deve interromper uma mulher quando está em seu trataento de beleza! – Grita de volta.

– Poha nenhuma, Olivia! – Grito e soco ainda mais a porta. – Você não faz essas coisas em casa, e não gosta de fazer e quando o faz é no salão perto da academia onde você vai toda Terça, quinta e sábado! – Berro e forço a marçaneta.

Ela fica em silencio por alguns estantes.

– Você não vai fugir de mim! NÃO MAIS! – Agora bato na porta.

Ela continua em silencio e resolvo parar de socar a porta e vou de vez na maçaneta e abro a porta e a vejo sentada na cama e com a cobera até de baixo dos olhos e logo deita se cobrindo toda.

– SOCORRO! UM TARADO INVADINDO O MEU QUARTO! – Ela grita e reviro meus olhos. – NINA! NIIIIIINA! CHAMA O SOUZA! TARADO! TARADO! – Ela grita sem parar e subo na cama e tiro sua coberta e ela se joga no chão e corre para fora do quarto.

– Quer parar com a graça? – Peço indo atrás dela e corro até a cozinha e paramos na mesa e Nina está fazendo alguma coisa pra comer.

– Chama o Souza, Nina. Por favor! – Pede ela com a voz ofegante.

– O que você tem na cabeça por ter abandonado a campanha no meio do caminho? – Dou dois passos para a esquerda e ela dois para direita.

– Meu trabalho quem o conduz, sou eu! – ela dá de ombros. – Cadê o Souza?

– você sabe muito bem o que combinamos sobre o trabalho, Olivia! – Digo dando mais dois passos e ela também.

– E você? O que faz em casa essa hora? – Ela arqueia as sobrancelhas.

– Estou aqui tentando conversar com você pra saber o que aconteceu pra ter me abandonado sem ter dado sinal de vida! – Digo irônico.

– Por que? Você queria me comer, não é? Foi isso que você disse ao meu pai!

– MAIS QUE POHA! – Berro enfurecido e ela dá um pulo ao se assustar.

Até a Nina se assusta e desliga o fogo e nos deixa sozinhos.

– Votla aqui Nina! – Suplica Olivia.

– Agora você vai me ouvir. – Aponto pra ela que para feito estátua. – Que poha de comportamente é esse? O que você tem na cabeça? Eu pensei que éramos melhores amigos! – Aonto pra e para mim. – Que não houvesse segredos entre nós! Que se tivesse acontecendo alguma coisa comigo ou com você contaríamos, doa a quem doer. Lembra?

– Lembro! – Diz emburra ao fechar as mãos em punhos.

– Então por que você fugiu como uma menininha? – Berro outra vez.

– PORQUE EU TE AMO SEU IDIOTA! – Ela berra agora com mais raiva do que qualquer outra coisa e agora é minha vez de parar como uma estátua. – Eu te amei desde o momento em que vi na faculdade! Desde o momento em que nos trombamos naquele maldito corredor perto do banheiro, no primeiro sorriso, risada. – Ela se aproxima a começa a me bater e não tenho forças para sérgá-la apenas me desviar. – Eu sempre te amei. Seu puto, vagabundo, prostituto. Você me feriu todas as vezes em que você trazia uma piranha quando voltávamos da boate! IDIOTA! IDIOTA! – Ela começa a me bater forte e tento em vão segurar suas mãos.

Souza aparece do nada e segura Olivia pela cintura e ela nada faz, apenas me encara com fúria nos seu solhos.

– Mas vejo que o sentimento não é recíproco. – Ela diz e isso me deixa triste. – Enquanto eu me torturava com esse sentimento que sentia por você, você estava indo para os braços daquela que te feriu. — Seu solhos brilham, porém uma lagrima se quer cai. – E eu desperdicei a minha vida toda. Eu te amei.

– Eu te amo! – Digo se força. — Como uma irmã. – Ela respira fundo e fecha os olhos.

– Estou indo embora! – ela me olha e meu coração se aperta.

– Não, por favor! Não me deixe outra vez! – Digo com medo de ser abandonado mai suma vez. – Não vou suportar viver sem você!

Quando vou me aproximar ela estica as mãos para me impedir e logo paro.

– Não quero mais ficar em seu apartamento.

– Olivia...

– Não! – Ela se solta defenitivamente de Souza que ainda está em alerta. – E quero que você respeite minha decisão!

Aquilo atinge meu coração que parece se quebrar em pedaços e não há nada que eu possa fazer.

– T-tudo bem! – Dou de ombros levemente e olho em todos os lugares menos olhos dela. – Vou pedi a Nina pla...

– Não precisa! – Ela diz rude. – Eu mesma posso pegar minhas coisas.

Ela passa por mim e me viro automaticamente e seu perfume de encrenca me invade fazendo meu coração bater ainda mais apertado.

Sento-me no sofá e percebo que minha visão está turva, e me permito chorar. Alguém tão importante está indo embora e mais uma vez não sei o que fazer para que ela mude ideia. E se tratando de Olivia, isso é uma missão impossível. Eu bem que gostaria de retribuir esse sentimento que ela sente por mim, mas ainda estou agarrado ao passo que se chama Lúcia.

Fecho meus olhos e lembro do nosso quase beijo, a sensação de formigamento na barriga, o coração batendo mais rápido, a vontade louca de agarrá-la e arrastá-la para minha cama estão tão altas que a razão se desfez, mas a realidade chamada Olivia me chamou de volta antes que eu me perdeço em meu mundo particular. Perco-me em memórias minhas com Olivia, momentos bons, de carinhos sorrisos, brigas, baladas, dela me carregando para dentro do quarto. Dela querendo me dar banho pois eu estava todo vomitado.

Ouço um barulho de rodinhas e pés se aproximando e rapidamente me sento no sofá e não me importo com às lagrimas caindo.

Sua cara não é uma das melhores, na verdade seus olhos estão meio vermelhos e suas bochechas rosadas e seus lábios vermelhos de tanto que ela deve ter mordido com raiva. Nos encaramos alguns minutos, e ela solta a respiração virando a cabeça para um lado e quando ela vira para mim ao dizer algo, eu me levanto ao me ajeitar as calças e meu colete do terno. Aliso meus cabelos e nos encaramos mais uma vez, porem dessa vez ninguém diz nada. Não aguentando a dor em meu peito a cada batida, dou as costas primeiro e subo para meu quarto onde traço a porta e agarro meu travisseiro com força e volto a chorar feito uma criança igual no dia em que Lúcia me abandonara.

Notas finais
Interageeeeeemmmm comigo! Bjs, bjs. ❤️❤️❤️