Um Insuportável solitário
65 65 - Pelas barbas de Merlin!!!!!
Notas iniciais
Minhas irmãs não foram para a escola, pois papai ficou de coração partido ao ver as caras de cachorras abandonadas de Larisa e Louise, enquanto eu assistia tudo do carro.
Passar o dia na empresa com papai e com ela foi a melhor coisa que aconteceu depois de todas aquelas brigas e tudo mais, faltava à mamãe, mas a mesma estava no shopping com a Fabiana.
Mamãe odeia shopping. O que deixou papai enciumado e confuso, mas se controlou para não ligar a cada trinta segundos para ela.
No escritório de papai onde ocorreu a maior farra com minhas irmãs, eu não conseguia interagir com eles, não por ainda sentir aquelas coisas que me magoavam, mas eu queria guardar aquele momento em minha mente antes deles partirem.
Acho que não conseguiria viver longe de meu pai, mesmo ele sendo um homem super protetor, às vezes arrogante, crianção, bom pai, atencioso...
— Alícia? — Chama-me papai e pisco par de vezes.
— Ela está em outro mundo papai! — Comenta Louise com os olhos brilhando.
— Que mundo? — Ele olha para ela.
— Mundo chamado Maicon!
— Hum. — Ele diz agora entortando a boca em sinal de ciúme.
— Eu quero ir pra casa! — Digo ao me levantar do pequeno sofá ao lado da porta. — Posso pedir Souza para me levar!
— Está se sentindo bem? — Papai se aproxima e coloca as mãos em meu pescoço e depois minha testa e depois checa meu pulso. — Não está com febre. Esta sentindo algum enjoo?
— Pai, eu só quero ir pra casa. — Dou de ombros. — Vejo vocês no jantar. amo todos vocês! — Me despeço já mandando beijos ao sair da sala.
— Deseja alguma coisa senhorita? — Pede a secretaria de papai.
— Ah, não precisa. — Sorrio para ela. — Estou bem obrigada.
Ela acena com a cabeça e pego o elevador onde o divido com algumas pessoas.
Assim que chega ao térreo, Souza logo está na grande porta de vidro a minha espera e posso dizer que papai quem o pediu.
— Para casa? – Pede ele e nego com a cabeça.
— Acho que vou dar uma caminhada! – Dou de ombros.
— Está se sentindo bem? – Ele me olha com atenção.
Dou um leve sorriso e concordo com a cabeça.
Acho que traduzir a palavra bem no meu estado possa ser algo não tão bom assim. Na verdade eu não quero pensar de mais, falar de mais ou ver de mais. Eu só quero estar nos braços de Maicon que me faz uma falta enorme.
Por que então não posso ir ara sua casa?
Paro de dar meus curtos passos e vejo que não dei nem dez passo e olho para trás e vejo Souza me olhando com suas mãos no bolso de sua calça social.
— Vamos pra casa do Maicon. – O olho e ele concorda com a cabeça.
Assim que entro no carro eu não abro a janela como o de costume e vejo através da janela preta opaca meu pai saindo pela grande porta de vidro ao falar no celular com aluem e que me parece estar acabando com seu dia alegre.
— Pode ir, por favor. – Peço baixinho e Souza sai do estacionamento calmamente sobre a visão de papai que em questão de segundos meu celular toca.
— Me diga que está no carro com o Souza. – Ele diz apreensivo.
— Estou no carro com Souza!
— Sem brincadeiras Alícia! – Ele briga.
— Mas estou de verdade no carro com Souza! Acabei de te ver no celular!
— Tudo bem. – Ele suspira. – Você está bem? Mais tarde vamos buscar sua mãe no shopping. Quer ir?
— Prefiro encontrar vocês no jantar!
— Você não está fugindo, está? – Pede ele preocupado.
Souza para no sinal vermelho e ouço um barulho de trovão e depois um silencio.
— O senhor me deixaria ir ver o Maicon agora? – Peço ao morder os lábios.
— Tenho escolha de dizer não? – Diz brincando e sorrio.
— Hãm... – Olho para os lados e percebo que o carro entrou em movimento outra vez. – Digamos que é meio tarde para dizer isso.
— Faço das suas palavras as minhas. – Ele ri de leve. – Tome cuidado! Espero-te as nove em casa. Entendido.
— Sim, senhor.
— Então desligue antes que eu pegue um taxi e vá te buscar.
— Desligando.
Desligo o celular e suspiro.
***
— Chegamos. – Souza me tira de meus pensamentos.
— Ah, obrigada.
Olho para foro e lá vejo a casa de Maicon com uma pequena movimentação e por breves segundos desisto da minha ideia patética de passar o resto do dia com ele.
— Acho melhor voltarmos...
Olho para meu celular que começa a tocar e a foto do Maicon sorridente aparece na tela do meu celular.
— Sei que é você! – Ele diz com uma voz feliz assim que atendo. – Já pode descer!
Olho para a janela outra vez e o vejo andando em direção do carro.
— Acho que não dá mais tempo. – Comenta Souza ao sair do carro.
Sorrio para mim mesma quando vejo Souza cumprimentar Maicon, porém os dois parecem entrar em uma conversa sem fim e vejo Maicon concordar com a cabeça e olhar para mim, mesmo não podendo me ver até que ele abre a porta e abre um sorriso lindo.
Acho que me apaixonei outra vez.
Ele estica a mão para mim e depois me puxa para um abraço apertado que logo o retribuo.
Era disso que eu estava falando, era disso que eu estava sentindo falta.
— só me ligar que a buscarei. – Souza pisca para mim e aceno com a cabeça e logo ficamos a sós.
— Por que não me disse que estava vindo? – Pergunta ele ao olhar.
— Eu n-...
— Não importa você já está aqui! – Ele cruza seus dedos nos meus e me arrasta para dentro de sua casa onde há algumas crianças correndo de um lado para o outro. não tenho tempo para cumprimentar algumas pessoas que estão na sala, pois Maicon me puxa escada a cima e nos tranca em seu quarto.
— Maicon? – Peço já com o coração acelerado.
— Linda. – Ele diz ao encostar-se à porta.
— Maicon! – Digo com a voz um pouco mais grossa.
— Ok, ok . – ele levanta as mãos se rendendo e sorri para mim. – Quero conversar com você!
— Por que não fez isso na sala ou onde há mais pessoas na casa? – Arqueio uma sobrancelha.
— Por que pra poder falar pra eles, eu tenho que conversar com você a sós ou serei zoado a vida inteira.
— ok, vai direto ao ponto. – Cruzo meus braços.
Ele levanta um dedo em sinal para eu esperar e voa dentro do guará roupa a procura de alguma coisa, e só a acha quando a maioria de suas roupas estão no chão.
Antes que eu possa dizer, correr ou simplesmente gritar, o vejo ajoelhado a minha frente com uma caixinha preta de veludo sendo aberta a minha frente e automaticamente eu coloco as mãos na boca.
— Alícia, eu que-...
Ele para de falar quando minhas mãos tapam a sua boca e ele enruga a testa.
— Não termine, por favor. – Suplico ao ficar de joelhos a sua frente.
— Hey, não estraga o clima. – Ele tira minhas mãos de sua boca. – deixe-me falar.
— Não faça isso...
— Alícia!
— Não, por favor!
— Alícia! – Ele diz meu nome de novo.
— Não, a gente é muito novo...
Ele segura meu rosto e olhamos nos olhos um do outro.
— Casa comigo!
Pelas barbas de Merlin! Estou é morta!
Fale com o autor